BLOG DA SEMANA 23/09/2017, sobre Profetas e Reis, cap. 43

Belsazar era indiferente para com os pobres, arrogante, nacionalista e amantes de festas. O seu uso profano e sacrílego dos vasos do templo sagrado foi, no entanto, a última gota para um Deus santo. O terror de Belsazar ao ser condenado na sala de julgamento do Deus do Universo é um microcosmo dos gritos de pânico e medo dos ímpios por ocasião da vinda de Jesus em poder e majestade.

Assim como aqueles que se perderão na vinda de Cristo terão ignorado muitas oportunidades de se tornarem seguidores de Jesus, do mesmo modo Belsazar foi exposto ao conhecimento de Deus. Mas ele ignorou as mensagens dos profetas e continuou com seu estilo de vida despreocupado e centrado em si mesmo.

Cada indivíduo e cada nação tem a oportunidade de fazer uma escolha quanto a cumprir ou não os propósitos do Santo Deus. Cada pessoa é testada, e tragicamente, a maioria falha. Em nossos dias, os eventos políticos que nos rodeiam devem nos ajudar a reconhecer que algo fantástico e decisivo está para acontecer. Agora mesmo, estamos decidindo o nosso destino.

Será que, como Belsazar, continuaremos vivendo uma vida egocêntrica? Ou seremos, como Daniel, fiéis a Deus “ainda que caiam os céus”?

Cindy Tutsch
Diretora associada (aposentada)
Depositários de Ellen G. White

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1556

Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli

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PROFETAS E REIS, cap. 43 – O vigia invisível

Capítulo 43 — O vigia invisível
Este capítulo é baseado em Daniel 5.
Para o fim da vida de Daniel, grandes mudanças tiveram lugar na terra para a qual, havia mais de sessenta anos, ele e seus companheiros hebreus tinham sido levados cativos. Nabucodonosor, “o mais formidável dentre as nações” (Ezequiel 28:7), tinha morrido, e Babilônia, “a glória de toda a Terra” (Jeremias 51:41), tinha passado às mãos de desavisados sucessores, e a dissolução estava sendo o resultado gradual mas certo.
Graças à loucura e fragilidade de Belsazar, o neto de Nabucodonosor, a orgulhosa Babilônia devia logo cair. Admitido em sua juventude a partilhar da autoridade real, Belsazar se gloriou de seu poder, e exaltou-se em seu coração contra o Deus do Céu. Muitas tinham sido as suas oportunidades de conhecer a vontade divina, e compreender sua responsabilidade de render-Lhe obediência. Estava ele informado do banimento de seu avô, pelo decreto de Deus, da sociedade dos homens; e estava familiarizado com a conversão e miraculosa restauração de Nabucodonosor. Mas Belsazar permitiu que o amor dos prazeres e a glorificação do eu obliterassem as lições que jamais devia ter esquecido. Ele desperdiçou as oportunidades que graciosamente lhe foram providas, e negligenciou o uso dos meios que estavam ao seu alcance para se tornar mais amplamente familiarizado com a verdade. Aquilo que Nabucodonosor tinha finalmente alcançado a preço de inauditos sofrimentos e humilhação, Belsazar passou por alto com indiferença.
Não demorou que viessem os contratempos. Babilônia foi sitiada por Ciro, sobrinho de Dario, o medo, e comandante geral dos exércitos combinados da Média e da Pérsia. Mas dentro das fortalezas aparentemente inexpugnáveis, com suas muralhas maciças e seus portões de bronze, protegida pelo rio Eufrates, e com abundante provisão em estoque, o voluptuoso rei sentiu-se seguro, e passava seu tempo em folguedos e festança.
Em seu orgulho e arrogância, com um temerário senso de segurança, Belsazar “deu um grande banquete a mil dos seus grandes, e bebeu vinho na presença dos mil”. Daniel 5:1. Todas as atrações que a riqueza e o poder podem proporcionar, acrescentavam esplendor à cena. Belas mulheres com seus encantos estavam entre os hóspedes em atendimento ao banquete real. Homens de talento e educação estavam presentes. Príncipes e estadistas bebiam vinho como água, e se aviltavam sob sua enlouquecedora influência.
A razão destronada pela despudorada intoxicação, os mais baixos impulsos e paixões agora em ascendência, o rei em pessoa tomou a dianteira na dissoluta orgia. Ao prosseguir a festa, ele “mandou trazer os vasos de ouro e de prata, que Nabucodonosor, […] tinha tirado do templo que estava em Jerusalém, para que bebessem por eles”. O rei queria provar que nada era demasiado sagrado para que suas mãos tocassem. “Então trouxeram os vasos de ouro […] e beberam por eles o rei, os seus grandes, as suas mulheres e concubinas. Beberam o vinho, e deram louvores aos deuses de ouro, e de prata, de cobre, de ferro, de madeira, e de pedra”. Daniel 5:2-4.
Mal imaginava Belsazar que havia uma Testemunha celestial de sua grosseira idolatria; que um divino Vigia, incógnito, olhava a cena de profanação, ouvia a sacrílega hilaridade, contemplava a idolatria. Mas logo o Hóspede não convidado fez sentir a Sua presença. Quando a orgia ia alta, uma pálida mão apareceu, e traçou na parede do palácio caracteres que luziam como fogo — palavras que, embora desconhecidas ao vasto auditório, eram um sinal de condenação ao rei, agora ferido em sua consciência, e seus hóspedes.
Cessou a ruidosa festa, enquanto homens e mulheres, possuídos de terror, observavam a mão traçando os misteriosos caracteres. Perante eles passaram-se, como numa visão panorâmica, as obras de suas vidas más; parecia-lhes estarem citados ante o tribunal do eterno Deus, cujo poder eles acabavam de desafiar. Onde apenas poucos momentos antes havia hilaridade e ditos blasfemos, viam-se agora faces pálidas e exclamações de terror. Quando Deus faz os homens temerem, eles não podem ocultar a intensidade desse terror.
Belsazar era o mais aterrorizado de todos eles. Era ele que, sobre todos os demais, tinha sido responsável pela rebelião contra Deus, que nessa noite alcançara o seu apogeu no domínio babilônico. Na presença da invisível Testemunha, representante dAquele cujo poder tinha sido desafiado e cujo nome fora blasfemado, o rei sentiu-se paralisado de temor. A consciência despertou. “As juntas dos seus lombos se relaxaram, e os seus joelhos bateram um no outro.” Belsazar se levantara impiamente contra o Deus do Céu, e tinha confiado em seu próprio poder, não supondo que alguém ousasse dizer: “Por que fazes isto?” Mas agora sentia que precisava prestar contas da sua mordomia, e que por suas oportunidades malbaratadas e desafiadora atitude não podia apresentar justificativas.
Em vão o rei procurou ler as letras de fogo. Mas ali estava um segredo que ele não podia compreender e um poder que ele não podia nem compreender e nem contestar. Em desespero ele se voltou para os sábios do reino em busca de auxílio. Suas desvairadas exclamações irromperam na assembléia, chamando os astrólogos, os caldeus, os adivinhos, para que lhe lessem a escritura. “Qualquer que ler esta escritura”, ele prometeu, “e me declarar a sua interpretação, será vestido de púrpura, e trará uma cadeira de ouro ao pescoço, e será no reino o terceiro dominador.” Mas de nada adiantaram seus apelos a seus acreditados conselheiros com promessas de rica recompensa. A sabedoria celestial não pode ser comprada ou vendida. “Todos os sábios do rei […] não puderam ler a escritura, nem fazer saber ao rei a sua interpretação”. Daniel 5:6-8. Eles não eram mais capazes de ler os misteriosos caracteres do que tinham sido os sábios da geração anterior de interpretar os sonhos de Nabucodonosor.
Então a rainha-mãe se lembrou de Daniel que, cerca de meio século antes, tinha feito conhecer ao rei Nabucodonosor o sonho da grande imagem e sua interpretação. “Ó rei, vive para sempre” disse ela. “Não se turbem os teus pensamentos, nem se mude o teu semblante. Há no teu reino um homem, que tem o espírito dos deuses santos; e nos dias de teu pai se achou nele luz, e inteligência, e sabedoria, como a sabedoria dos deuses; e […] o rei Nabucodonosor […] o constituiu chefe dos magos, dos astrólogos, dos caldeus, e dos adivinhadores; porquanto se achou neste Daniel um espírito excelente, e ciência e entendimento, interpretando sonhos, e explicando enigmas, e solvendo dúvidas, ao qual o rei pôs o nome de Beltessazar. Chame-se pois agora Daniel e ele dará a interpretação.
“Então Daniel foi introduzido à presença do rei.” Fazendo um esforço para reconquistar sua compostura, Belsazar disse ao profeta: “És tu aquele Daniel, dos cativos de Judá, que o rei, meu pai, trouxe de Judá? Tenho ouvido dizer a teu respeito que o espírito dos deuses está em ti, e que a luz, e o entendimento e a excelente sabedoria se acham em ti. Acabam de ser introduzidos à minha presença os sábios e os astrólogos, para lerem esta escritura, e me fazerem saber a sua interpretação; mas não puderam dar a interpretação destas palavras. Eu, porém, tenho ouvido dizer de ti que podes dar interpretações e solver dúvidas. Agora, se puderes ler esta escritura, e fazer-me saber a sua interpretação, serás vestido de púrpura, e terás cadeia de ouro ao pescoço, e no reino serás o terceiro dominador”. Daniel 5:10-16.
Diante dessa aterrorizada aglomeração, Daniel, insensível às promessas do rei, permanecia na tranqüila dignidade de um servo do Altíssimo, não para pronunciar palavras de adulação, mas para interpretar uma mensagem de condenação. “Os teus dons fiquem contigo”, ele disse, “e dá os teus presentes a outro; todavia lerei ao rei a escritura, e lhe farei saber a interpretação.”
O profeta primeiro lembrou a Belsazar assuntos que lhe eram familiares, mas que lhe não tinham ensinado a lição de humildade que poderia tê-lo salvo. Ele falou do pecado e queda de Nabucodonosor, e do trato do Senhor para com ele — o domínio e glória que lhe foram concedidos, o juízo divino por seu orgulho e subseqüente reconhecimento do poder e misericórdia do Deus de Israel; e então com palavras ousadas e enfáticas elerepreendeu a Belsazar por sua grande impiedade. Ele trouxe o pecado do rei ante este, mostrando-lhe as lições que ele podia ter aprendido mas não aprendeu. Belsazar não tinha compreendido corretamente a experiência de seu avô, nem acatara as advertências de fatos tão significativos para si. A oportunidade de conhecer e obedecer ao verdadeiro Deus tinha-lhe sido dada, mas não tinha sido levada ao coração, e ele estava prestes a colher as conseqüências da sua rebelião.
“E tu […] Belsazar”, o profeta declarou, “não humilhaste o teu coração, ainda que soubesses tudo isto. E te levantaste contra o Senhor do Céu, pois foram trazidos os vasos da casa dEle perante ti, e tu, os teus grandes, as tuas mulheres e as tuas concubinas, bebestes vinho por eles; além disto, deste louvores aos deuses de prata, de ouro, de cobre, de ferro, de madeira e de pedra, que não vêem, não ouvem, nem sabem; mas a Deus, em cuja mão está a tua vida, e todos os teus caminhos, a Ele não glorificaste. Então dEle foi enviada aquela parte da mão, e escreveu-se esta escritura”.
Tornando à mensagem do Céu escrita na parede, o profeta leu: “MENE, MENE, TEQUEL e PARSIM.” A mão que havia traçado os caracteres não se via mais, mas estas quatro palavras estavam ainda luzindo com terrível clareza; e agora com a respiração suspensa o povo estava atento enquanto o idoso profeta declarava: “Esta é a interpretação daquilo: MENE: Contou Deus o teu reino, e o acabou. TEQUEL: Pesado foste na balança, e foste achado em falta. PERES: Dividido foi o teu reino, e deu-se aos medos e aos persas”. Daniel 5:17-28.
Nessa última noite de louca orgia, Belsazar e seus grandes tinham enchido a medida de sua culpa e da culpa do reino caldeu. A mão de Deus não mais desviaria o mal impendente. Através de multiformes providências, Deus tinha procurado ensinar-lhes reverência por Sua lei. “Queríamos sarar Babilônia”, declarou Ele a respeito daqueles cujo juízo agora alcançava o Céu, “mas ela não sarou”. Jeremias 51:9. Em virtude da estranha perversidade do coração humano, Deus achou ser necessário afinal passar a irrevogável sentença. Belsazar devia cair, e seu reino devia passar a outras mãos.
Havendo o profeta terminado de falar, o rei ordenou que fossem cumpridas as honras prometidas; e em harmonia com isto, “mandou Belsazar que vestissem a Daniel de púrpura, e que lhe pusessem uma cadeia de ouro ao pescoço, e proclamassem a respeito dele que havia de ser o terceiro dominador do reino”. Daniel 5:29.
Mais de um século antes a Inspiração havia predito que “a noite que eu desejava”, quando o rei e seus conselheiros se rivalizariam em blasfêmias contra Deus, seria mudada subitamente numa ocasião de destruição e temor. E agora, em rápida sucessão, momentosos eventos seguiam-se uns aos outros exatamente como tinham sido retratados pelas escrituras proféticas anos antes que os principais personagens do drama tivessem nascido.
Enquanto ainda no salão de festas, rodeado por aqueles cuja sorte tinha sido selada, o rei foi informado por um mensageiro que “a sua cidade foi tomada” pelo inimigo contra cujos planos ele se imaginara seguro; que “os vaus estão ocupados […] e os homens de guerra ficaram assombrados”. Jeremias 51:31, 32. No exato momento em que o rei e seus nobres estavam bebendo pelos vasos sagrados de Jeová, e louvando a seus deuses de prata e outro, os medos e persas, havendo desviado do seu leito o Eufrates, estavam marchando para o coração da cidade desguarnecida. O exército de Ciro estava agora sob os muros do palácio; a cidade estava cheia de soldados inimigos “como de pulgão” (Jeremias 51:14), e seus gritos triunfantes podiam ser ouvidos sobre o desesperado clamor dos foliões atônitos.
“Naquela mesma noite foi morto Belsazar, rei dos caldeus” (Daniel 5:30), e um rei estrangeiro ocupou o trono.
Os profetas hebreus haviam falado claramente sobre a maneira como Babilônia devia cair. Havendo-lhes Deus revelado em visão os eventos do futuro, eles exclamaram: “Como foi tomada Sesaque, e apanhada de surpresa a glória de toda a Terra como se tornou Babilônia um espanto entre as nações” “Como foi cortado e quebrado o martelo de toda a Terra! Como se tornou Babilônia em espanto entre as nações”! Jeremias 51:41. “Ao estrondo da tomada de Babilônia estremeceu a terra; e o grito se ouviu entre as nações”. Jeremias 50:23, 46.
“Num momento caiu Babilônia.” “Porque o destruidor vem sobre ela, sobre Babilônia, e os seus valentes serão presos, já estão quebrados os seus arcos; porque o Senhor, Deus das recompensas, certamente lhe retribuirá. E embriagarei os seus príncipes, e os seus sábios, e os seus capitães, e os seus magistrados, e os seus valentes; e dormirão um sono perpétuo, e não acordarão, diz o Rei, cujo nome é o Senhor dos Exércitos”. Jeremias 51:8, 56, 57.
“Laços te armei, e também foste presa, ó Babilônia, e tu não o soubeste; foste achada, e também apanhada, porque contra o Senhor te entremeteste. O Senhor abriu o teu tesouro, e tirou os instrumentos da Sua indignação; porque o Senhor, o Senhor dos Exércitos, tem uma obra a realizar na terra dos caldeus.”
“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Os filhos de Israel e os filhos de Judá foram oprimidos juntamente; e todos os que os levaram cativos os retiveram, não os quiseram soltar. Mas o seu Redentor é forte, o Senhor dos Exércitos é o Seu nome; certamente pleiteará a causa deles, para dar descanso à terra, e inquietar os moradores de Babilônia”. Jeremias 50:24, 25, 33, 34.
Assim, “os largos muros de Babilônia” foram “totalmente derribados, e as suas portas excelsas […] abrasadas pelo fogo”. Assim Jeová dos Exércitos fez “cessar a arrogância dos atrevidos”, e abateu “a soberba dos tiranos”. Jeremias 51:58. Assim Babilônia, o ornamento dos reinos, a glória e a soberba dos caldeus”, tornou-se como Sodoma e Gomorra — um lugar para sempre amaldiçoado. “Nunca mais será habitada”, a Inspiração havia declarado, “nem reedificada de geração em geração; nem o árabe armará ali a sua tenda, nem tão pouco os pastores ali farão deitar os seus rebanhos. Mas as feras do deserto repousarão ali, e as suas casas se encherão de horríveis animais; e ali habitarão as avestruzes, e os sátiros pularão ali. E as feras que uivam gritarão umas às outras nos seus palácios vazios, como também os chacais nos seus palácios de prazer”. Isaías 13:11, 19-22. “E reduzi-la-ei a possessão de corujas e a lagoas de águas, e varrê-la-ei com vassoura de perdição, diz o Senhor dos Exércitos”. Isaías 14:23.
Ao último rei de Babilônia, como em tipo ao primeiro, viera a sentença do divino Vigia: “A ti se diz, ó rei: Passou de ti o reino”. Daniel 4:31.
“Desce, e assenta-te no pó,
ó virgem filha de Babilônia;
assenta-te no chão; não há já trono. […]
Assenta-te silenciosa, e entra nas trevas,
ó filha dos caldeus,
porque nunca mais serás chamada senhora de reinos.
Muito agastei contra o Meu povo,
tornei profana a Minha herança,
e os entreguei na tua mão;
não usaste com eles de misericórdia. […]
E dizias: Eu serei senhora para sempre;
até agora não tomaste estas coisas em teu coração,
nem te lembraste do fim delas.
Agora pois ouve isto,
tu que és dada a delícias,
que habitas tão segura,
que dizes no teu coração: Eu sou,
e fora de mim não há outra;
não ficarei viúva, nem conhecerei a perda de filhos. […]
Mas ambas estas coisas virão sobre ti num momento,
no mesmo dia, perda de filhos e viuvez;
em toda a sua força virão sobre ti,
por causa da multidão das tuas feitiçarias,
por causa da abundância dos teus muitos encantamentos.
Porque confiaste na tua maldade,
e disseste: Ninguém me pode ver.
A tua sabedoria e a tua ciência,
isto te fez desviar,
e disseste no teu coração: Eu sou,
e fora de mim não há outra.
Pelo que sobre ti virá mal de
que não saberás a origem,
e tal destruição cairá sobre ti,
que a não poderás afastar;
porque virá sobre ti de repente tão tempestuosa desolação,
que a não poderás conhecer.
Deixa-te estar com os teus encantamentos,
e com a multidão das tuas feitiçarias em
que trabalhaste desde a tua mocidade,
e ver se podes tirar proveito,
ou, se porventura te podes fortificar.
Cansaste-te na multidão dos teus conselheiros;
levantem-se pois agora os agoureiros do céu,
os que contemplavam os astros,
e salvem-te do que há de vir sobre ti.
Eis que serão como a pragana […]
Não poderão salvar a tua vida do poder da labareda […]
Ninguém te salvará”.
Isaías 47:1-15.
A cada nação que tem surgido no cenário da ação tem sido permitido ocupar o seu lugar na Terra, para que seja comprovado o fato de que ela cumpriu ou não os propósitos do Santo e Vigia. A profecia traçou o surgimento e progresso dos grandes impérios mundiais: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma. Com cada uma delas, bem como com as nações de menos poder, a história tem-se repetido. Cada uma tem o seu período de prova; cada uma tem falhado, sua glória fenecido e passado seu poder.
Conquanto as nações tenham rejeitado os princípios de Deus, e nesta rejeição tenham obrado a própria ruína, um divino e soberano propósito tem manifestamente estado a operar através dos séculos. Foi isto que o profeta Ezequiel viu na maravilhosa representação que lhe foi dada durante o exílio na terra dos caldeus, quando ante os seus olhos atônitos foram apresentados os símbolos que revelavam um Poder dominante que trata com os negócios dos soberanos terrestres.
Sobre as barrancas do rio Quebar, Ezequiel contemplou um vento tempestuoso que parecia vir do norte, “uma grande nuvem, como um fogo a revolver-se; e um resplendor ao redor dela, e no meio uma coisa como cor de âmbar”. Uma porção de rodas intercaladas umas nas outras eram movidas por quatro seres viventes. E por cima de tudo “havia uma semelhança de trono, como de uma safira; e sobre a semelhança do trono havia como que a semelhança dum homem, no alto, sobre ele”. Ezequiel 1:4, 26. “E apareceu nos querubins uma semelhança de mão de homem debaixo de suas asas”. Ezequiel 10:8. As rodas eram de um arranjo tão complicado, que à primeira vista pareciam uma confusão; não obstante elas se moviam em perfeita harmonia. Seres celestiais, sustentados e guiados pela mão sob as asas dos querubins, estavam impelindo essas rodas; acima deles, sobre o trono de safira, estava o Eterno; e ao redor do trono havia um arco-íris, símbolo da divina misericórdia.
Assim como as rodas com aparência tão complicada estavam sob a guia da mão por baixo das asas dos querubins, também o complicado jogo dos eventos humanos está sob divino controle. Em meio a lutas e tumultos das nações, Aquele que Se assenta sobre querubins ainda guia os negócios da Terra.
A história das nações fala-nos a nós hoje. Deus tem designado um lugar em Seu grande plano para cada nação e cada indivíduo. Homens e nações estão sendo hoje testados pelo prumo na mão dAquele que não erra. Todos estão por sua própria escolha decidindo o seu destino, e Deus está superintendendo a tudo para a realização dos Seus propósitos.
As profecias que o grande EU SOU tem dado em Sua Palavra, unindo elo com elo na cadeia dos acontecimentos, da eternidade no passado à eternidade no futuro, dizem-nos onde estamos hoje na sucessão dos séculos, e o que se pode esperar no tempo por vir. Tudo o que a profecia tem predito que haveria de acontecer, até o presente, tem tomado lugar nas páginas da História, e podemos estar certos de que tudo quanto ainda está por suceder será cumprido no seu devido tempo.
Hoje os sinais dos tempos declaram que estamos no limiar de grandes e solenes eventos. Tudo em nosso mundo está em agitação. Ante nossos olhos cumprem-se as profecias do Salvador, de acontecimentos que precederiam Sua vinda. “E ouvireis de guerras e de rumores de guerra. […] Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares”. Mateus 24:6, 7.
O tempo presente é de dominante interesse para todo o vivente. Governadores e estadistas, homens que ocupam posições de confiança e autoridade, homens e mulheres pensantes de todas as classes, têm fixa a sua atenção nos fatos que se desenrolam em redor de nós. Acham-se a observar as relações tensas e inquietas que existem entre as nações. Observam a intensidade que está tomando posse de todo o elemento terrestre, e reconhecem que algo de grande e decisivo está para ocorrer, ou seja, que o mundo se encontra à beira de uma crise estupenda.
Só a Bíblia permite uma visão correta dessas coisas. Nela estão reveladas as grandes cenas finais da história de nosso mundo, acontecimentos que já estão lançando suas primeiras sombras, o som de cuja aproximação fazendo tremer a Terra, e o coração dos homens desmaiando de terror.
“Eis que o Senhor esvazia a Terra, e a desola, e transtorna a sua superfície, e dispersa os seus moradores […] porquanto transgridem as leis, mudam os estatutos, e quebram a aliança eterna. Por isso a maldição consome a Terra, e os que habitam nela serão desolados”. Isaías 24:1-6.
“Ah! aquele dia porque o dia do Senhor está perto, e virá como uma assolação do Todo-poderoso. […] A semente apodreceu debaixo dos seus torrões, os celeiros foram assolados, os armazéns derribados, porque se secou o trigo. Como geme o gado as manadas de vacas estão confusas, porque não têm pasto; também os rebanhos de ovelhas são destruídos”. “A vide se secou, a figueira se murchou; a romeira também, e a palmeira e a macieira; todas as árvores do campo se secaram, e a alegria se secou entre os filhos dos homens”. Joel 1:15-18, 12.
“Estou ferido no meu coração! […] não me posso calar, porque tu, ó minha alma, ouviste o som da trombeta e o alarido da guerra. Quebranto sobre quebranto se apregoa; porque já toda a Terra está destruída”. Jeremias 4:19, 20.
“Ah porque aquele dia é tão grande que não houve outro semelhante e é tempo de angústia para Jacó; ele porém será livrado dela”. Jeremias 30:7.
“Porque Tu, ó Senhor, és o meu refúgio! O Altíssimo é a tua habitação.
Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará a tua tenda”. Salmos 91:9, 10.
“Ó filha de Sião […] ali te remirá o Senhor da mão de teus inimigos. Agora se congregaram muitas nações contra ti, que dizem: Seja profanada, e os nossos olhos verão o seu desejo sobre Sião. Mas não sabem os pensamentos do Senhor, nem entendem o Seu conselho”. Miquéias 4:10-12. Deus não faltará a Sua igreja na hora do maior perigo. Ele prometeu livramento. “Eis que acabarei o cativeiro das tendas de Jacó”, Ele declarou, “e apiedar-Me-ei das suas moradas”. Jeremias 30:18.
Então o propósito de Deus se cumprirá; os princípios do Seu reino serão honrados por todos os que habitam debaixo do Sol.
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=7267

BLOG DA SEMANA 16/09/2017, sobre Profetas e Reis, cap. 41 e 42

Apenas uma pessoa é mencionada em cada um dos quatro primeiros capítulos do livro de Daniel. Não é Daniel, é Nabucodonosor. Talvez devêssemos pensar sobre como esses capítulos contam a história de Nabucodonosor.

Bem pode ser que o objetivo principal da dieta saudável de Daniel e seus amigos não fosse ajudá-los a aprender o que precisavam aprender, mas ajudar Nabucodonosor a aprender o que ele precisava aprender.

Bem pode ser que o objetivo principal do sonho de Nabucodonosor não fosse proporcionar uma oportunidade para Deus trabalhar com Daniel, mas proporcionar uma oportunidade para Deus trabalhar com Nabucodonosor.

Bem pode ser que o propósito principal do Filho de Deus juntar-se a Sadraque, Mesaque e Abednego na fornalha de fogo não fosse salvá-los, mas salvar a Nabucodonosor.

Quando pensamos no que Deus estava fazendo para salvar Nabucodonosor, conseguimos entender melhor que a história do quarto capítulo de Daniel mostra como Deus rebaixou o rei do seu lugar na Terra para que ele pudesse elevá-lo a um lugar no céu. Deus trabalhou de maneiras poderosas para salvar a Nabucodonosor.

Você já refletiu sobre o que Deus está disposto a fazer para salvar você e usá-lo para salvar outras pessoas?

Brent Hamstra
Professor e Diretor do Departamento de Química
Southern Adventist University

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1555

Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli

PROFETAS E REIS, cap. 41, 42 – A fornalha ardente/A verdadeira grandeza

Capítulo 41 — A fornalha ardente
Este capítulo é baseado em Daniel 3.
O sonho da grande imagem, que abriu perante Nabucodonosor acontecimentos que chegam ao fim do tempo, tinha-lhe sido dado para que ele pudesse compreender a parte que lhe tocava desempenhar na história do mundo, e a relação que seu reino teria com o reino do Céu. Na interpretação do sonho, fora ele claramente instruído quanto ao estabelecimento do reino eterno de Deus. “Nos dias destes reis”, Daniel havia declarado, “o Deus do Céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos estes reinos, e será estabelecido para sempre. […] E certo é o sonho, e fiel a sua interpretação”. Daniel 2:44, 45.
O rei havia reconhecido o poder de Deus, dizendo a Daniel: “Certamente, o vosso Deus é Deus dos deuses […] e o revelador dos segredos”. Daniel 2:47. Durante algum tempo Nabucodonosor sentiu-se influenciado pelo temor de Deus; contudo o seu coração não ficou purificado da ambição mundana e do desejo de exaltação. A prosperidade que acompanhou o seu reinado o encheu de orgulho. Em dado tempo ele cessou de honrar a Deus, e retomou seu culto idólatra com maior zelo e fanatismo.
As palavras: “Tu és a cabeça de ouro” (Daniel 2:38), tinham feito profunda impressão no espírito do rei. Os sábios do seu reino, tirando vantagem disto e do seu retorno à idolatria, propuseram-lhe que fizesse uma imagem semelhante àquela vista em sonho, e a erguesse em lugar onde todos pudessem contemplar a cabeça de ouro, que tinha sido interpretada como representando o seu reino.
Lisonjeado com a aduladora sugestão, ele se determinou levá-la a efeito, indo mesmo além. Em lugar de reproduzir a imagem como a tinha visto, ele excederia o original. Sua imagem não seria desigual em valor da cabeça aos pés, mas seria inteiramente de ouro, símbolo que representaria Babilônia como um reino eterno, indestrutível, todo-poderoso, que haveria de quebrar em pedaços todos os outros reinos, permanecendo para sempre.
A idéia de estabelecer um império e uma dinastia que perdurassem para sempre, apelou fortemente ao poderoso monarca cujas armas as nações da terra tinham sido incapazes de resistir. Com o entusiasmo nascido de ilimitada ambição e orgulho egoísta, ele tomou conselho com seus sábios quanto à maneira de levar avante o projeto. Esquecendo as assinaladas providências relacionadas com o sonho da grande imagem; esquecendo também que o Deus de Israel, por intermédio de Seu servo Daniel, tinha-lhe esclarecido o significado da imagem, e que em conexão com esta interpretação os grandes homens do reino tinham sido salvos de morte ignominiosa; esquecendo tudo, exceto o seu desejo de estabelecer o seu próprio poder e supremacia, o rei e seus conselheiros de Estado decidiram que todos os meios possíveis seriam utilizados para exaltar Babilônia como suprema, e digna de submissão universal.
A simbólica representação pela qual Deus tinha revelado ao rei e ao povo o Seu propósito para com as nações da Terra, ia agora servir para glorificação do poder humano. A interpretação de Daniel ia ser rejeitada e esquecida; a verdade ia ser mistificada e mal utilizada. O símbolo que o Céu designara servisse para desdobrar perante a mente dos homens importantes eventos do futuro, ia ser utilizado para impedir a divulgação do conhecimento que Deus desejava o mundo recebesse. Assim mediante a imaginação de homens ambiciosos, Satanás estava procurando frustrar o propósito divino em favor da raça humana. O inimigo da humanidade sabia que a verdade isenta de erro é uma força poderosa para salvar; mas que quando usada para exaltar o eu e favorecer os projetos dos homens, torna-se um poder para o mal.
Das ricas reservas do seu tesouro, Nabucodonosor mandou que se fizesse uma grande imagem de ouro, no seu aspecto geral semelhante a que tinha sido vista em visão, salvo no que respeitava ao material de que ia ser composta. Acostumados como estavam a magnificentes representações de suas divindades pagãs, os caldeus nunca dantes haviam produzido coisa mais imponente e majestosa que esta resplendente estátua, de sessenta côvados de altura, e seis de largura. E não é de surpreender que numa terra onde a idolatria era culto prevalecentemente universal, a imagem bela e sem preço erguida no campo de Dura, representando a glória de Babilônia e sua magnificência e poder, fosse consagrada como objeto de adoração. Em plena concordância com isto foi feita provisão, tendo sido expedido um decreto de que no dia da dedicação todos mostrassem sua suprema lealdade ao poder babilônico curvando-se diante da imagem.
O dia marcado chegou, e uma vasta multidão de todos os “povos, nações e línguas”, se reuniu na planície de Dura. Em harmonia com o mandado do rei, quando o som de músicas foi ouvido, todos se prostraram, “e adoraram a estátua de ouro”. Nesse dia memorável, os poderes das trevas pareciam haver ganho um assinalado triunfo; a adoração da imagem de ouro prometia tornar-se permanentemente relacionada com as formas estabelecidas de idolatria reconhecidas como religião do Estado no país. Satanás esperava dessa forma derrotar os propósitos de Deus de tornar a presença do cativo Israel em Babilônia um meio de abençoar a todas as nações do paganismo.
Mas Deus decidiu de outro modo. Nem todos haviam dobrado os joelhos ante o símbolo idólatra do humano poder. Em meio da multidão de adoradores havia três homens que estavam firmemente resolvidos a não desonrar assim ao Deus do Céu. O seu Deus era o Rei dos reis e Senhor dos senhores; a nenhum outro se curvariam.
A Nabucodonosor, inflado com o triunfo, foi levada a informação de que havia entre os seus súditos alguns que ousaram desobedecer ao seu mandado. Alguns dentre os sábios, enciumados pelas honras que tinham sido concedidas aos fiéis companheiros de Daniel, levavam agora ao rei o relato da sua flagrante violação aos desejos do rei. “Ó rei, vive eternamente” exclamaram. “Há uns homens judeus, que tu constituíste sobre os negócios da província de Babilônia: Sadraque, Mesaque e Abede-Nego; estes homens, ó rei, não fizeram caso de ti; a teus deuses não servem, nem a estátua de ouro, que levantaste, adoraram.”
O rei ordenou que os homens fossem levados perante ele. “É de propósito”, ele perguntou, “que vós não servis a meus deuses nem adorais a estátua de ouro que levantei?” Ele procurou mediante ameaças induzi-los a se unirem com a multidão. Apontando para a fornalha ardente, lembrou-lhes a punição que os esperava se persistissem em sua recusa de obedecer a sua vontade. Mas firmemente os hebreus testificaram de sua fidelidade ao Deus do Céu, e de sua fé em Seu poder para livrar. O ato de se curvar ante a imagem fora compreendido por todos como um ato de adoração. Tal homenagem eles só poderiam render a Deus.
Ao estarem os três hebreus em presença do rei, este compreendeu que eles possuíam alguma coisa que faltava aos outros sábios do seu reino. Eles haviam sido fiéis no cumprimento de cada obrigação. Ele desejava dar-lhes outra oportunidade. Se tão-somente demonstrassem sua boa vontade em unir-se com a multidão em adoração à imagem, tudo iria bem com eles; “mas, se a não adorardes”, ele aduziu, “sereis lançados, na mesma hora, dentro do forno de fogo ardente”. Então com a mão estendida em desafio, exclamou: “E quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos?” Daniel 3:9, 12-15.
Foram inúteis as ameaças do rei. Ele não logrou desviar os homens de sua obediência ao Governador do Universo. A história de seus pais lhes ensinara que a desobediência a Deus resulta em desonra, desastre e morte; e que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria, o fundamento de toda verdadeira prosperidade. Enfrentando calmamente a fornalha eles responderam: “Não necessitamos de te responder sobre este negócio. Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; Ele nos livrará do forno de fogo ardente, e da tua mão, ó rei”. Sua fé foi fortalecida ao declararem que Deus Se glorificaria em libertá-los, e com a triunfante segurança nascida da implícita confiança em Deus, acrescentaram: “E, se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste.”
A ira do rei não conheceu limites. “Nabucodonosor se encheu de furor, e se mudou o aspecto do seu semblante contra Sadraque, Mesaque e Abede-Nego”, representantes de uma raça cativa e desprezada. Ordenando que a fornalha fosse aquecida sete vezes mais que de costume, mandou que fortes homens de seu exército atassem os adoradores do Deus de Israel, como preparativo para a execução sumária.
“Então aqueles homens foram atados com as suas capas, seus calções, e seus chapéus, e seus vestidos, e foram lançados dentro do forno de fogo ardente. E, porque a palavra do rei apertava, e o forno estava sobremaneira quente, a chama do fogo matou aqueles homens que levantaram a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego”. Daniel 3:16-22.
Mas o Senhor não esqueceu os Seus. Sendo Suas testemunhas lançadas na fornalha, o Salvador Se lhes revelou em pessoa, e junto com eles andava no meio do fogo. Na presença do Senhor do calor e do frio, as chamas perderam o seu poder de consumir.
Do seu real trono o rei olhava, esperando ver inteiramente consumidos os homens que o haviam desafiado. Mas seus sentimentos de triunfo subitamente mudaram. Os nobres que lhe estavam próximo viram sua face tornar-se pálida, enquanto ele descia do trono e olhava atentamente para dentro das chamas ardentes. Alarmado, o rei, voltando-se para os seus cortesãos, perguntou: “Não lançamos nós três homens atados dentro do fogo? […] Eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, e nada há de lesão neles; e o aspecto do quarto é semelhante ao filho dos deuses.”
Como sabia o rei pagão a que era semelhante o Filho de Deus? Os cativos hebreus que ocupavam posição de confiança em Babilônia tinham representado a verdade diante dele na vida e no caráter. Quando perguntados pela razão de sua fé, tinham-na dado sem hesitação. Clara e singelamente tinham apresentado os princípios da justiça, ensinando assim aos que lhes estavam ao redor a respeito do Deus a quem adoravam. Eles tinham falado de Cristo, o Redentor vindouro; e na aparência do quarto no meio do fogo, o rei reconheceu o Filho de Deus.
E agora, esquecida sua própria grandeza e dignidade, Nabucodonosor desceu de seu trono, e encaminhando-se para a boca da fornalha, exclamou: “Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, servos do Deus altíssimo, saí e vinde”. Daniel 3:24-26.
Então Sadraque, Mesaque e Abede-Nego saíram perante a vasta multidão, mostrando-se ilesos. A presença de seu Salvador tinha-os guardado de sofrerem dano, e unicamente suas amarras tinham-se queimado. “E ajuntaram-se os sátrapas, os prefeitos, e os presidentes, e os capitães do rei, contemplando estes homens, e viram que o fogo não tinha tido poder algum sobre os seus corpos; nem um só cabelo de sua cabeça se tinha queimado, nem as suas capas se mudaram, nem cheiro de fogo tinha passado sobre eles.”
Esquecida estava a grande imagem de ouro, erguida com tamanha pompa. Na presença do Deus vivo os homens temiam e tremiam. “Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego”, o humilhado rei foi constrangido a reconhecer, “que enviou o Seu anjo, e livrou os Seus servos, que confiaram nEle, pois não quiseram cumprir a palavra do rei, preferindo entregar os seus corpos, para que não servissem nem adorassem a algum outro deus, senão o seu Deus.”
As experiências desse dia levaram Nabucodonosor a baixar um decreto, “pelo qual todo o povo, nação e língua que disser blasfêmia contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, seja despedaçado, e suas casas sejam feitas um monturo”. “Não há outro Deus”, ele apresentou como razão para o decreto, “que possa livrar como Este”. Daniel 3:27-29.
Com essas palavras e outras semelhantes o rei de Babilônia procurou espalhar entre todos os povos da Terra sua convicção de que o poder e autoridade do Deus dos hebreus eram dignos de suprema adoração. E Deus Se sentiu honrado com os esforços do rei para Lhe mostrar reverência e tornar a confissão real de obediência difundida por todo o domínio babilônico.
Era correto fazer o rei confissão pública, e procurar exaltar o Deus do Céu sobre todos os outros deuses; mas procurar forçar seus súditos a igual confissão de fé e mostrar semelhante reverência era exceder os seus direitos como soberano temporal. Não tinha ele maior direito, civil ou moral, de ameaçar os homens com a morte pela não adoração de Deus, do que tinha para fazer o decreto votando às chamas todos os que recusassem cultuar a imagem de ouro. Deus jamais compele o homem à obediência. A todos deixa livres para que escolham a quem desejam servir.
Pela libertação de Seus fiéis servos, o Senhor declarou que toma posição ao lado do oprimido, e repele todo poder terreno que se rebela contra a autoridade do Céu. Os três hebreus declararam a toda a nação babilônica sua fé nAquele a quem adoravam. Eles descansaram em Deus. Na hora de sua provação, lembraram-se da promessa: “Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti”. Isaías 43:2. E de maneira maravilhosa sua fé no Deus vivo tinha sido honrada à vista de todos. A notícia de seu maravilhoso livramento fora levada a muitos países pelos representantes das diferentes nações que tinham sido convidadas por Nabucodonosor para a dedicação. Mediante a fidelidade de Seus filhos, Deus fora glorificado em toda a Terra.
Importantes são as lições a serem aprendidas da experiência dos jovens hebreus na planície de Dura. Nos dias atuais, muitos dos servos de Deus, embora inocentes de qualquer obra má, serão levados ao sofrimento,humilhação e abuso às mãos daqueles que, inspirados por Satanás, estão cheios de inveja e fanatismo religioso. A ira do homem será especialmente despertada contra os que santificam o sábado do quarto mandamento; e por fim um decreto universal denunciará a estes como dignos de morte.
Os tempos de provação que estão diante do povo de Deus reclamam uma fé que não vacile. Seus filhos devem tornar manifesto que Ele é o único objeto do seu culto, e que nenhuma consideração, nem mesmo o risco da própria vida, pode induzi-los a fazer a mínima concessão a um culto falso. Para o coração leal, as leis de homens pecaminosos e finitos se tornam insignificantes ao lado da Palavra do eterno Deus. A verdade será obedecida, embora o resultado seja prisão, exílio ou morte.
Como nos dias de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, no período final da história da Terra o Senhor operará poderosamente em favor dos que ficarem firmes pelo direito. Aquele que andou com os hebreus valorosos na fornalha ardente, estará com os Seus seguidores em qualquer lugar. Sua constante presença confortará e sustentará. Em meio do tempo de angústia — angústia como nunca houve desde que houve nação — Seus escolhidos ficarão firmes. Satanás com todas as forças do mal não pode destruir o mais fraco dos santos de Deus. Anjos magníficos em poder os protegerão, e em favor deles Jeová Se revelará como “Deus dos deuses” (Daniel 2:47), capaz de salvar perfeitamente os que nEle puseram a sua confiança.
Capítulo 42 — A verdadeira grandeza
Este capítulo é baseado em Daniel 4.
Exaltado ao pináculo da honra mundana, e reconhecido mesmo pela Inspiração como “rei dos reis” (Ezequiel 26:7), Nabucodonosor não obstante algumas vezes tinha atribuído ao favor de Jeová a glória do seu reino e o esplendor do seu reinado. Este foi o caso quando do seu sonho da grande imagem. Seu espírito havia sido profundamente influenciado por esta visão, e pelo pensamento de que o império babilônico, embora universal, devia finalmente cair, e outros reinos haveriam de dominar, até que afinal todos os poderes da Terra fossem substituídos pelo reino a ser estabelecido pelo Deus do Céu, sendo que esse reino não seria jamais destruído.
A nobre concepção que Nabucodonosor tinha dos propósitos de Deus no tocante às nações fora perdido de vista posteriormente em sua experiência; e quando o seu orgulhoso espírito foi humilhado aos olhos da multidão no campo de Dura, ele uma vez mais reconheceu que o reino de Deus é “um reino eterno, e o Seu domínio de geração em geração”. Idólatra por nascimento e educação, e cabeça de um povo idólatra, tinha ele contudo um inato senso da justiça e do direito, e Deus podia usá-lo como instrumento na punição dos rebeldes e para o cumprimento do propósito divino. Como um dos “mais formidáveis dentre as nações” (Ezequiel 28:7), foi dado a Nabucodonosor, após anos de paciência e infatigável labor, conquistar Tiro; o Egito também caiu presa de seus exércitos vitoriosos; e ao acrescentar ele nação após nação ao domínio babilônico, mais e mais cresceu a sua fama como o maior governante do século.
Não surpreende que o bem-sucedido monarca, tão ambicioso e de espírito tão exaltado, fosse tentado a desviar-se do caminho da humildade, o único que leva à verdadeira grandeza. Nos intervalos de suas guerras de conquista, dedicou-se muito a embelezar e fortificar sua capital, até que afinal a cidade de Babilônia se tornou a principal glória do seu reino, “a cidade dourada” (Isaías 14:4), o louvor de toda a Terra. Sua paixão como construtor, e seu assinalado sucesso em tornar Babilônia uma das maravilhas do mundo, trabalharam o seu orgulho, até que ele esteve no grave perigo de despojar o seu registro do fato de ser um sábio rei a quem Deus poderia usar como instrumento para executar o propósito divino.
Em misericórdia Deus deu ao rei outro sonho, para adverti-lo do perigo em que estava, e do engano a que tinha sido levado para sua ruína. Numa visão da noite, foi mostrado a Nabucodonosor uma grande árvore que crescia no meio da Terra, cujo topo alcançava o céu, e seus ramos se estendiam até as extremidades da Terra. Animais dos campos e montanhas se abrigavam sob sua sombra, e as aves do céu construíam ninhos em seus ramos. “A sua folhagem era formosa, e o seu fruto, abundante, e havia nela sustento para todos; […] e toda carne se mantinha dela”. Daniel 4:12.
Estando o rei a contemplar a árvore altaneira, viu ele que “um vigia, um santo” (Daniel 4:13), se aproximou da árvore, e em alta voz clamou:
“Derribai a árvore, e cortai-lhe os ramos, e sacudi as suas folhas, e espalhai o seu fruto; afugentem-se os animais de debaixo dela e as aves dos seus ramos. Mas o tronco, com as suas raízes, deixai na terra e, com cadeias de ferro e de bronze, na erva do campo; e seja molhado do orvalho do céu, e a sua porção seja com os animais na grama da terra. Seja mudado o seu coração, para que não seja mais coração de homem, e seja-lhe dado coração de animal; e passem sobre ele sete tempos. Esta sentença é por decreto dos vigiadores, e esta ordem, por mandado dos santos; a fim de que conheçam os viventes que o Altíssimo tem domínio sobre os reinos dos homens; e os dá a quem quer e até ao mais baixo dos homens constitui sobre eles”. Daniel 4:14-17.
Grandemente perturbado pelo sonho, que era evidentemente uma predição de adversidade, o rei repetiu-o para “os magos, os astrólogos, os caldeus e os adivinhadores” (Daniel 4:7), mas embora o sonho fosse muito explícito, nenhum dos sábios pôde interpretá-lo.
Uma vez mais nessa nação idólatra devia ser dado testemunho do fato de que unicamente aqueles que amam e temem a Deus podem compreender os mistérios do reino do Céu. O rei em sua perplexidade mandou em busca de seu servo Daniel, homem estimado por sua integridade e constância e por sua inigualada sabedoria.
Quando Daniel, em resposta à convocação real, apresentou-se ante o rei, Nabucodonosor disse: “Beltessazar, príncipe dos magos, eu sei que há em ti o espírito dos deuses santos, e nenhum segredo te é difícil; dize-me as visões do meu sonho que tive e a sua interpretação”. Daniel 4:9. Após relatar o sonho, Nabucodonosor disse: “Tu, pois, Beltessazar, dize a interpretação; todos os sábios do meu reino não puderam fazer-me saber a interpretação, mas tu podes; pois há em ti o espírito dos deuses santos”. Daniel 4:18.
Para Daniel o significado do sonho foi claro, e este significado o alarmou. Ele “esteve atônito quase uma hora, e os seus pensamentos o turbavam”. Percebendo a hesitação e angústia de Daniel, o rei manifestou simpatia por seu servo. “Beltessazar”, disse ele, “não te espante o sonho, nem a sua interpretação.”
“Senhor meu”, respondeu Daniel, “o sonho seja contra os que te têm ódio, e a sua interpretação, para os teus inimigos”. Daniel 4:19. O profeta compreendeu que sobre ele tinha Deus colocado o solene dever de revelar a Nabucodonosor o juízo que estava para lhe sobrevir em virtude de seu orgulho e arrogância. Daniel precisava interpretar o sonho em linguagem que o rei pudesse compreender; e embora o seu terrível conteúdo o tivesse feito hesitar em muda estupefação, ele tinha que dizer a verdade, fossem quais fossem as conseqüências para si.
Então Daniel deu a conhecer o mandado do Todo-poderoso. “A árvore que viste”, disse ele, “que cresceu e se fez forte, cuja altura chegava até ao céu, e que foi vista por toda a Terra; cujas folhas eram formosas, e o seu fruto, abundante, e em que para todos havia mantimento; debaixo da qual moravam os animais do campo, e em cujos ramos habitavam as aves do céu, és tu, ó rei, que cresceste e te fizeste forte; a tua grandeza cresceu e chegou até ao céu, e o teu domínio, até à extremidade da Terra.
“E, quanto ao que viu o rei, um vigia, um santo, que descia do céu e que dizia: Cortai a árvore e destruí-a, mas o tronco, com as suas raízes, deixai na terra e, com cadeias de ferro e de bronze, na erva do campo; e seja molhado do orvalho do céu, e a sua porção seja com os animais do campo, até que passem sobre ele sete tempos, esta é a interpretação, ó rei; e este é o decreto do Altíssimo, que virá sobre o rei, meu senhor: serás tirado de entre os homens, e a tua morada será com os animais do campo, e te farão comer erva como os bois, e serás molhado do orvalho do céu; e passar-se-ão sete tempos por cima de ti, até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens e o dá a quem quer. E, quanto ao que foi dito, que deixassem o tronco com as raízes da árvore, o teu reino voltará para ti, depois que tiveres conhecido que o Céu reina”. Daniel 4:20-26.
Havendo interpretado fielmente o sonho, Daniel apelou ao orgulhoso monarca para que se arrependesse e voltasse para Deus, para que pelo reto proceder ele pudesse desviar a calamitosa ameaça. “Ó rei”, suplicou o profeta, “aceita o meu conselho e desfaze os teus pecados pela justiça e as tuas iniqüidades, usando de misericórdia para com os pobres, e talvez se prolongue a tua tranqüilidade”. Daniel 4:27.
Por algum tempo a impressão da advertência e o conselho do profeta exerceu forte influência sobre Nabucodonosor; mas o coração não transformado pela graça de Deus logo perde as impressões do Espírito Santo. A condescendência própria e ambição não haviam ainda sido erradicadas do coração do rei, e esses traços mais tarde reapareceram. Não obstante a instrução tão graciosamente dada, e as advertências da passada experiência, Nabucodonosor permitiu-se ser controlado pelo espírito de ciúmes em relação aos reinos que se deviam seguir. Seu governo, que até então havia sido em grande medida justo e misericordioso, tornou-se opressor. Endurecendo o seu coração, ele usou os talentos que Deus lhe dera para a glorificação de si mesmo, exaltando-se acima do Deus que lhe dera vida e poder.
Por meses, o juízo de Deus foi retardado. Mas em vez de ser levado ao arrependimento por esta tolerância, o rei acariciou o seu orgulho até que perdeu a confiança na interpretação do sonho, e riu de seus antigos temores.
Um ano depois que havia recebido a advertência, andando Nabucodonosor a passear em seu palácio, e pensando com orgulho sobre o seu poder como governante e sobre o seu sucesso como edificador, exclamou: “Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder e para glória da minha magnificência?” Daniel 4:30.
Enquanto a jactanciosa declaração estava ainda nos lábios do rei, uma voz do céu anunciou que o tempo indicado por Deus para o juízo havia chegado. Em seus ouvidos caiu o mandado de Jeová: “A ti se diz, ó rei Nabucodonosor: Passou de ti o reino. E serás tirado dentre os homens, e a tua morada será com os animais do campo; far-te-ão comer erva como os bois, e passar-se-ão sete tempos sobre ti, até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre os reinos dos homens e os dá a quem quer”. Daniel 4:31, 32.
Num momento a razão que Deus lhe havia dado foi tirada; o discernimento que o rei julgada perfeito, a sabedoria de que ele se orgulhava, foram removidos, e o até então poderoso governante tornou-se de momento um maníaco. Sua mão não pôde mais suster o cetro. As mensagens de advertência haviam sido desatendidas; agora, destituído do poder que o seu Criador lhe havia dado, e expulso dentre os homens, Nabucodonosor “passou a comer erva como os bois, o seu corpo foi molhado do orvalho do céu, até que lhe cresceram os cabelos como as penas da águia, e as suas unhas, como as das aves”. Daniel 4:33.
Durante sete anos Nabucodonosor foi um espanto para todos os seus súditos; por sete anos foi humilhado perante todo o mundo. Então sua razão foi restaurada, e levantando os olhos em humildade ao Deus do Céu, ele reconheceu a mão divina no seu castigo. Numa proclamação pública ele admitiu a sua culpa, e a grande misericórdia de Deus em sua restauração. “Ao fim daqueles dias”, ele disse, “eu, Nabucodonosor, levantei os meus olhos ao céu, tornou-me a vir o entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei, e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é sempiterno, e cujo reino é de geração em geração. Todos os moradores da Terra são por Ele reputados em nada; e segundo a Sua vontade, Ele opera com o exército do Céu e os moradores da Terra; não há quem Lhe possa deter a mão, nem Lhe dizer: Que fazes?
“Tão logo me tornou a vir o entendimento, também, para a dignidade do meu reino, tornou-me a vir a minha majestade e o meu resplendor; buscaram-me os meus conselheiros e os meus grandes; fui restabelecido no meu reino, e a mim se me ajuntou extraordinária grandeza”. Daniel 4:34-36.
O outrora orgulhoso rei tinha-se tornado um humilde filho de Deus; o governante tirânico e opressor tornara-se um rei sábio e compassivo. Aquele que tinha desafiado o Deus do Céu e dEle blasfemado, reconhecia agora o poder do Altíssimo, e fervorosamente procurou promover o temor de Jeová e a felicidade dos seus súditos. Sob a repreensão dAquele que é Rei dos reis e Senhor dos senhores, Nabucodonosor tinha afinal aprendido a lição que todos os reis precisam aprender — de que a verdadeira grandeza consiste na verdadeira bondade. Ele reconheceu a Jeová como o Deus vivo, dizendo: “Eu, Nabucodonosor, louvo, exalço e glorifico ao Rei do Céu, porque todas as Suas obras são verdadeiras, e os Seus caminhos, justos, e pode humilhar aos que andam na soberba”. Daniel 4:37.
O propósito de Deus de que o maior reino do mundo mostrasse o Seu louvor, estava agora cumprido. Esta proclamação pública, em que Nabucodonosor reconhecia a misericórdia, bondade e autoridade de Deus, foi o último ato de sua vida registrado na história sacra.
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=7266

BLOG DA SEMANA 09/09/2017, sobre Profetas e Reis, cap. 40

Conhecemos a história – Nabucodonosor teve um sonho. Ele sonhou com uma grande estátua feita de metais diferentes, que finalmente foram destruídos por uma pedra. O profeta Daniel, sendo cativo na terra de Nabucodonosor, explicou o sonho a ele.

Deus mesmo deu ao rei o sonho e Deus mesmo deu a Daniel a interpretação. Este sonho não só mostrou que o futuro do mundo culminaria no retorno de Jesus, mas também mostrou algo bastante relevante para nós agora: Deus está no controle – até mesmo da política mundial!

Ellen White coloca isso desta forma em Profetas e Reis (p. 255): “Na Palavra de Deus, unicamente, é isto claramente estabelecido. Nela se nos mostra que a força tanto das nações como dos indivíduos não se encontra nas oportunidades ou facilidades que parecem torná-los invencíveis, nem na sua alardeada grandeza. Ela é medida pela fidelidade com que eles cumprem o propósito de Deus”.

Assim, é claro que as nações que não seguem o propósito de Deus serão eliminadas. Há muitos exemplos disso ao longo da história. Para as pessoas que estão sofrendo sob ditadores, sob governantes ruins, sob um governo corrupto, é uma promessa reconfortante que todos os reinos terrestres chegarão ao fim, mais cedo ou mais tarde. Quando Jesus retornar, Seu reino substituirá tudo e durará para sempre!

Christoph Till
Estudante, Universidade Adventista de Friedensau
Alemanha

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1554
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli

PROFETAS E REIS, cap. 40 — O sonho de Nabucodonosor

Capítulo 40 — O sonho de Nabucodonosor

Este capítulo é baseado em Daniel 2.

Logo depois que Daniel e seu companheiros entraram no serviço do rei de Babilônia, ocorreram acontecimentos que revelaram a uma nação idólatra o poder e a fidelidade do Deus de Israel. Nabucodonosor teve um sonho singular, pelo qual “seu espírito se perturbou, e passou-se-lhe o seu sono”. Mas embora a mente do rei estivesse profundamente impressionada, foi-lhe impossível, quando despertou, recordar as particularidades.

Em sua perplexidade, Nabucodonosor reuniu os seus sábios — “os magos, e os astrólogos, e os encantadores, e os caldeus” — e pediu-lhes auxílio. “Tive um sonho”, disse ele, “e para saber o sonho está perturbado o meu espírito.” Com esta declaração da sua perplexidade, exigiu deles que lhe revelassem o que poderia trazer-lhe tranqüilidade à mente.

A isso os sábios responderam: “Ó rei, vive eternamente dize o sonho a teus servos, e daremos a interpretação”. Daniel 2:1-4.

Não satisfeito com uma resposta evasiva, e desconfiado porque, a despeito de suas pretensiosas afirmações de poderem revelar os segredos dos homens, eles pareciam não obstante indispostos em prestar-lhes auxílio, o rei ordenou a seus sábios, com promessas de riqueza e honrarias ou por outro lado de ameaças de morte, que lhe dissessem não apenas a interpretação do sonho, mas o próprio sonho. “O que foi me tem escapado”, disse ele; “se me não fizerdes saber o sonho e a sua interpretação, sereis despedaçados, e as vossas casas serão feitas um monturo. Mas se vós me declarardes o sonho e a sua interpretação, recebereis de mim dons, e dádivas, e grande honra.”

Os sábios responderam ainda: “Diga o rei o sonho a seus servos, e daremos a sua interpretação.”

Nabucodonosor, agora inteiramente desperto e irado com a evidente perfídia daqueles em quem tinha confiado, declarou: “Percebo muito bem que vós quereis ganhar tempo, porque vedes que o que eu sonhei me tem escapado. Por conseqüência, se me não fazeis saber o sonho, uma só sentença será a vossa; pois vós preparastes palavras mentirosas e perversas para as proferirdes na minha presença até que se mude o tempo. Portanto dizei-me o sonho, para que eu entenda que me podeis dar a sua interpretação”. Daniel 2:5-9.

Temerosos com as conseqüências do seu fracasso, os mágicos procuraram mostrar ao rei que seu pedido era irrazoável, e o que ele requeria estava além do que já havia solicitado em qualquer tempo ao homem. “Não há ninguém sobre a Terra”, eles objetaram, “que possa declarar a palavra ao rei; pois nenhum rei há, senhor ou dominador, que requeira coisa semelhante de algum mago, ou astrólogo, ou caldeu. Porquanto a coisa que o rei requer é difícil, e ninguém há que a possa declarar diante do rei, senão os deuses, cuja morada não é com a carne.”

“Então o rei muito se irou e enfureceu, e ordenou que matassem a todos os sábios de Babilônia.”

Entre as pessoas procuradas pelos oficiais que se estavam preparando para cumprir o estipulado no decreto real, estavam Daniel e seus companheiros. Quando informados que de acordo com o decreto também eles deviam morrer, Daniel inquiriu de Arioque, capitão da guarda do rei, “avisada e prudentemente”: “Por que se apressa tanto o mandado da parte do rei?” Arioque contou-lhe a história da perplexidade do rei a respeito de seu notável sonho, e seu fracasso no sentido de conseguir auxílio da parte daqueles que até então tinham desfrutado sua mais plena confiança. Depois de ouvir isto, Daniel, tomando sua vida em suas mãos, aventurou-se a ir à presença do rei, e rogou-lhe tempo, para que pudesse suplicar ao seu Deus que lhe revelasse o sonho e a sua interpretação.

A este pedido o monarca concordou. “Então Daniel foi para a sua casa, e fez saber o caso a Hananias, Misael e Azarias, seus companheiros”. Daniel 2:10-17. Juntos buscaram sabedoria da Fonte de luz e conhecimento. Sua fé era forte na certeza de que Deus tinha-os colocado onde estavam, que eles estavam fazendo a Sua obra e cumprindo os reclamos do dever. Em tempos de perplexidade e perigo tinham-se voltado sempre para Ele em busca de guia e proteção, e Ele Se mostrara um auxílio sempre presente. Agora com coração contrito submetiam-se de novo ao Juiz da Terra, implorando que lhes desse livramento neste tempo de especial necessidade. E eles não suplicaram em vão. O Deus a quem tinham honrado, honrava-os agora. O Espírito do Senhor repousou sobre eles, e a Daniel, “numa visão da noite”, foi revelado o sonho do rei e seu significado.

O primeiro ato de Daniel foi agradecer a Deus pela revelação que lhe fora dada. “Seja bendito o nome de Deus para todo o sempre”, ele exclamou, “porque dEle é a sabedoria e a força. E Ele muda os tempos e as horas; Ele remove os reis e estabelece os reis; Ele dá sabedoria aos sábios e ciência aos entendidos. Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com Ele mora a luz. Ó Deus de meus pais, eu Te louvo e celebro porque me deste sabedoria e força; e agora nos fizeste saber o que Te pedimos, porque nos fizeste saber este assunto do rei.”

Dirigindo-se imediatamente a Arioque, a quem o rei tinha ordenado destruir os sábios, Daniel disse: “Não mates os sábios de Babilônia; introduze-me na presença do rei, e darei ao rei a interpretação.” Depressa o oficial introduziu Daniel à presença do rei, com as palavras: “Achei um dentre os filhos dos cativos de Judá, o qual fará saber ao rei a interpretação”. Daniel 2:19-25.

Eis o cativo judeu, calmo e senhor de si, na presença do monarca do mais poderoso império do mundo. Em suas primeiras palavras ele recusou honra para si mesmo, e exaltou a Deus como a fonte de toda sabedoria. À ansiosa inquirição do rei: “Podes tu fazer-me saber o sonho que vi e a sua interpretação?” ele respondeu: “O segredo que o rei requer, nem sábios, nem astrólogos, nem magos, nem adivinhos o podem descobrir ao rei; mas há um Deus nos Céus, o qual revela os segredos; Ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de ser no fim dos dias.

“O teu sonho e as visões da tua cabeça na tua cama”, Daniel declarou, “são estas: estando tu, ó rei, na tua cama, subiram os teus pensamentos ao que há de ser depois disto. Aquele, pois, que revela os segredos te fez saber o que há de ser. E a mim me foi revelado este segredo, não porque haja em mim mais sabedoria do que em todos os viventes, mas para que a interpretação se fizesse saber ao rei, e para que entendesses os pensamentos do teu coração.

“Tu, ó rei, estavas vendo, e eis aqui uma grande estátua. Esta estátua, que era grande e cujo esplendor era excelente, estava em pé diante de ti; e a sua vista era terrível. A cabeça daquela estátua era de ouro fino; o seu peito e os seus braços de prata; o seu ventre e as suas coxas de cobre; as pernas de ferro; e os seus pés em parte de ferro e em parte de barro.

“Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou. Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o cobre, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a pragana das eiras no estio, e o vento os levou, e não se achou lugar algum para eles; mas a pedra, que feriu a estátua, se fez um grande monte, e encheu toda a Terra. Daniel 2:26-35.

“Este é o sonho”, Daniel declarou confiantemente; e o rei, considerando com a mais acurada atenção cada pormenor, reconheceu que este era o próprio sonho que o deixara tão turbado. Assim sua mente foi preparada para receber bem disposto a interpretação. O Rei dos reis estava prestes a comunicar grande verdade ao monarca de Babilônia. Deus iria revelar que Ele tem poder sobre os reinos do mundo — poder para pôr e depor reis. A mente de Nabucodonosor devia ser desperta, se possível, para o senso de sua responsabilidade para com o Céu. Os acontecimentos do futuro, cujo alcance vai até o tempo do fim, deviam ser expostos perante ele.

“Tu, ó rei, és rei de reis”, Daniel continuou, “pois o Deus do Céu te tem dado o reino, o poder, e a força, e a majestade. E onde quer que habitem filhos de homens, animais do campo, e aves do céu, Ele tos entregou na tua mão, e fez que dominasses sobre todos eles; tu és a cabeça de ouro.

“E depois de ti se levantará outro reino, inferior ao teu; e um terceiro reino de metal, o qual terá domínio sobre toda a Terra.

“E o quarto reino será forte como ferro; pois, como o ferro esmiúça e quebra tudo, como o ferro quebra todas as coisas, ele esmiuçará e quebrará.

“E, quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte de barro de oleiro, e em parte de ferro, isso será um reino dividido; contudo haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois que viste o ferro misturado com barro de lodo. E como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino será forte, e por outra será frágil. Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão com semente humana, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro.”

“Mas, nos dias destes reis, o Deus do Céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos estes reinos, e será estabelecido para sempre. Da maneira como viste que do monte foi cortada uma pedra, sem mãos, e ela esmiuçou o ferro, o cobre, o barro, a prata e o ouro, o Deus grande fez saber ao rei o que há de ser depois disto; e certo é o sonho, e fiel a sua interpretação”. Daniel 2:37-45.

O rei estava convencido da verdade da interpretação, e em humildade e temor “caiu sobre o seu rosto e adorou”, dizendo: “Certamente, o vosso Deus é Deus dos deuses, e o Senhor dos reis, e o revelador dos segredos, pois pudeste revelar este segredo.”

Nabucodonosor revogou o decreto de eliminação dos sábios. A vida deles fora poupada em virtude da união de Daniel com o Revelador dos segredos. E “o rei engrandeceu a Daniel, e lhe deu muitos e grandes dons e o pôs por governador de toda a província de Babilônia, como também por principal governador de todos os sábios de Babilônia. E pediu Daniel ao rei, e constituiu ele sobre os negócios da província de Babilônia a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego; mas Daniel estava às portas do rei”. Daniel 2:46-49.

Nos anais da história humana, o desenvolvimento das nações, o nascimento e queda dos impérios, aparecem como que dependendo da vontade e proeza do homem; a configuração dos acontecimentos parece determinada em grande medida pelo seu poder, ambição ou capricho. Mas na Palavra de Deus a cortina é afastada, e podemos ver acima, para trás e pelos lados as partidas e contrapartidas do interesse, poder e paixões humanos — os agentes do Todo-misericordioso — executando paciente e silenciosamente os conselhos de Sua própria vontade.

Em palavras de incomparável beleza e ternura, o apóstolo Paulo expôs diante dos filósofos de Atenas o divino propósito na criação e distribuição dos povos e nações. “O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há”, declarou o apóstolo, “de um só fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da Terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação; para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, O pudessem achar”. Atos dos Apóstolos 17:24-27.

Deus tem tornado claro o fato de que quem quiser pode entrar “no vínculo do concerto”. Ezequiel 20:37. Seu propósito na criação era que a Terra fosse habitada por seres cuja existência seria uma bênção para si mesmos e de uns para com outros, e uma honra para o seu Criador. Todos que o desejassem poderiam identificar-se com este propósito. Destes é dito: “Esse povo que formei para Mim, para que Me desse louvor”. Isaías 43:21.

Em Sua lei Deus tornou conhecidos os princípios que sustentam toda verdadeira prosperidade, tanto das nações como dos indivíduos. A respeito deste lei Moisés declarou aos israelitas: “Esta será a vossa sabedoria e o vosso entendimento”. Deuteronômio 4:6. “Esta palavra não é vã, antes é a vossa vida”. Deuteronômio 32:47. As bênçãos assim asseguradas a Israel são, nas mesmas condições e no mesmo grau, asseguradas a toda nação e a cada indivíduo sob o vasto céu.

Centenas de anos antes que certas nações viessem ao cenário da ação, o Onisciente lançou um olhar para os séculos por vir e predisse o surgimento e queda dos reinos universais. Deus declarou a Nabucodonosor que o reino de Babilônia devia cair, e um segundo reino surgiria, o qual também teria o seu período de prova. Deixando de exaltar o verdadeiro Deus, sua glória seria abatida, e um terceiro reino lhe ocuparia o lugar. Este também passaria; e um quarto, forte como ferro, submeteria as nações do mundo.

Tivessem os reis de Babilônia — o mais rico de todos os reinos terrestres — conservado sempre diante de si o temor de Jeová, e ter-lhes-iam sido dados sabedoria e força que os manteriam ligados a Ele, conservando-os fortes. Mas eles fizeram de Deus seu refúgio somente quando em angústia e perplexidade. Em tais ocasiões, não encontrando auxílio em seus grandes homens, buscavam-no de homens como Daniel — homens que, sabiam eles, honravam ao Deus vivo, e eram por Ele honrados. A esses homens eles apelavam para que deslindassem os mistérios da Providência; pois embora os senhores da orgulhosa Babilônia fossem homens do mais alto intelecto, tinham-se afastado tanto de Deus pela transgressão que não podiam compreender as revelações e as advertências a eles dadas com referência ao futuro.

Na história das nações o estudante da Palavra de Deus pode contemplar o cumprimento literal da profecia divina. Babilônia, fragmentada e por fim quebrantada, passou porque em sua prosperidade seus governantes tinham-se considerado independentes de Deus, atribuindo a glória do seu reino a realizações humanas. O domínio medo-persa foi visitado pela ira do Céu porque nele a lei de Deus tinha sido calcada a pés. O temor do Senhor não encontrou lugar no coração da grande maioria do povo. Prevaleciam a impiedade, a blasfêmia e a corrupção. Os reinos que se seguiram foram ainda mais vis e corruptos; e desceram cada vez mais na escala da dignidade moral.

O poder exercido por todos os governantes da Terra é concedido pelo Céu; e seu sucesso depende do uso que fizerem dessa concessão. A cada um a palavra do divino Vigia é: “Eu te cingirei, ainda que tu Me não conheças”. Isaías 45:5. E a cada um as palavras ditas a Nabucodonosor no passado representam a lição da vida: “Desfaze os teus pecados pela justiça, e as tuas iniqüidades usando de misericórdia com os pobres, se se prolongar a tua tranqüilidade”. Daniel 4:27. Compreender estas coisas, isto é, que “a justiça exalta as nações” (Provérbios 14:34); que “com justiça se estabelece o trono” (Provérbios 16:12), e “com benignidade” ele se “sustém” (Provérbios 20:28); reconhecer a operação desses princípios na manifestação de Seu poder que “remove os reis, e estabelece os reis” — reconhecer isto é compreender a filosofia da História.

Na Palavra de Deus, unicamente, é isto claramente estabelecido. Nela se nos mostra que a força tanto das nações como dos indivíduos não se encontra nas oportunidades ou facilidades que parecem torná-los invencíveis, nem na sua alardeada grandeza. Ela é medida pela fidelidade com que eles cumprem o propósito de Deus.

 

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=7265

BLOG DA SEMANA 02/09/2017, sobre Profetas e Reis, cap. 39

Você já se sentiu fora de lugar ao participar de um grupo de pessoas? Você já sentiu que suas crenças religiosas o tornavam diferente? Como isso faz você se sentir? Há problemas em ser uma pessoa peculiar?

Como cativos na Babilônia, Daniel e seus três amigos não tinham medo de ser diferentes. Mesmo com o trauma de serem levados cativos, submetidos a esforços de lavagem cerebral e tentativas de suborná-los a um novo modo de vida, eles não deixaram que as circunstâncias em que estavam os moldassem. Em vez disso, eles moldaram suas circunstâncias.

Esses quatro indivíduos optaram por manter a esperança em Deus. Sua esperança estava em seu relacionamento com o Pai Celestial e na futura restauração de sua pátria como cumprimento da profecia de Deus. Valorizaram os preceitos do amor que Deus lhes ensinou, acima do glamour e o conforto da miragem brilhante deste mundo. Eles escolheram defender seus princípios em vez de acompanhar a multidão, ou tentar se encaixar e não ser notado.

Para a maioria, a dieta e as crenças dos quatro prisioneiros eram meio estranhas! Seus comportamentos eram muito esquisitos. Quando você serve o Criador, você pode parecer excêntrico àqueles que não entendem seu chamado sagrado. Criado à imagem de Deus, você é chamado a brilhar neste mundo sombrio, levando outros à Luz da Vida.

Kasey Thomason
Obreiro bíblico / Colportor Evangelista
Igreja Adventista de Palmer, Alaska, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1553
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli