BLOG DA SEMANA, sobre Profetas e Reis, cap. 33

O avivamento causado pela descoberta da lei durante o tempo do rei Josias sugere várias lições importantes:

Primeiro, a lei promoveu um realinhamento voluntário e feliz com Deus. Às vezes, a lei de Deus é percebida como um inimigo, cheio de restrições e condenação. Isso faz com que as pessoas se sintam culpadas e alienadas de um Deus que é percebido como rígido e que ameaça os desobedientes com terríveis consequências. Mas aqui nós a vemos como a descrição de Deus de um caminho para o sucesso.

Em segundo lugar, a celebração da lei torna-se uma avenida para um relacionamento mais próximo com Deus, em vez de ressentimento em relação a Ele. Reconhecer a lei tornou-se uma oportunidade para se reorientar, realinhar as prioridades e comprometer-se de novo com o único Deus verdadeiro.

Em terceiro lugar, a proximidade com Deus não protegeu os seguidores de Deus de problemas traumáticos e desastrosos. Mesmo sabendo que o cativeiro era iminente, os que ouviram a lei queriam o avivamento. Eles abraçaram um relacionamento próximo com Deus como preparação crucial para o cativeiro pendente. Séculos mais tarde, os discípulos lembraram as palavras de Jesus e isto os habilitou a enfrentar momentos problemáticos com a confiança de que Deus estaria com eles (“Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo.” Jo 16:33 NVI).

Darold Bigger
Universidade Walla Walla
EUA

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/pk/33 e https://www.revivalandreformation.org/?id=1547
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli

PROFETAS E REIS, cap. 33 – O Livro da Lei

Capítulo 33 — O livro da lei

As influências silenciosas mas poderosas postas em operação pelas mensagens dos profetas quanto ao cativeiro babilônio, muito fizeram para preparar o caminho para uma reforma que ocorreu no décimo oitavo ano do reinado de Josias. Este movimento de reforma, pelo qual os juízos pressagiados foram sustados por algum tempo, foi levado a efeito de maneira inteiramente inesperada graças à descoberta e estudo de uma porção da Sagrada Escritura que durante muitos anos havia estado estranhamente deslocada e perdida.
Cerca de um século antes, durante a primeira celebração da Páscoa por Ezequias, tomaram-se medidas para a leitura pública do livro da lei ao povo, por sacerdotes-instrutores. Foi a observância dos estatutos escritos por Moisés, especialmente os que haviam sido dados no livro do concerto, e que faziam parte do Deuteronômio, que fizera próspero o reinado de Ezequias. Porém Manassés ousara pôr de lado esses estatutos; e durante seu reinado a cópia do livro da lei que estava no templo, por negligência e descuido, havia-se perdido. Assim foi o povo durante muitos anos privado de maneira generalizada de sua instrução.
O manuscrito por tanto tempo perdido foi achado no templo por Hilquias, o sumo sacerdote, quando o edifício estava sob intensivos reparos, em harmonia com o plano do rei Josias para a preservação da estrutura sagrada. O sumo sacerdote passou o sagrado volume às mãos de Safã, um escriba letrado, que o leu, e o levou ao rei, com a história de sua descoberta.
Josias ficou impressionado ao ouvir pela primeira vez a leitura das exortações e advertências registradas neste antigo manuscrito. Nunca antes compreendera ele tão profundamente a clareza com que Deus havia posto perante Israel “a vida e a morte, a bênção e a maldição” (Deuteronômio 30:19); e quão repetidamente foram eles admoestados a escolher o caminho da vida, para que se tornassem um louvor na Terra, uma bênção a todas as nações. Deuteronômio 31:6.
O livro era abundante em declarações assegurando a disposição de Deus em salvar perfeitamente os que pusessem nEle sua inteira confiança. Como Ele operara em livrá-los do cativeiro egípcio, assim agiria poderosamente para estabelecê-los na terra da promessa e colocá-los como cabeça das nações da Terra.
Os estímulos oferecidos como recompensa da obediência foram acompanhados por profecias de juízo contra o desobediente; e ao ouvir o rei as inspiradas palavras, reconheceu, no quadro que lhe estava diante, condições similares às predominantes então no reino. Em conexão com essa retratação profética do afastamento de Deus, ele ficou alarmado ao encontrar afirmações claras de molde a concluir que o dia da calamidade seguir-se-ia depressa, e que não haveria remédio. A linguagem era clara; não se poderia compreender diferentemente o significado das palavras. E no encerramento do volume, num sumário do trato de Deus com Israel e uma repetição dos eventos futuros, esses assuntos foram tornados duplamente claros. Aos ouvidos de todo o Israel, Moisés havia declarado:
“Inclinai os ouvidos, ó Céus, e falarei;
e ouça a Terra as palavras da minha boca.
Goteje a minha doutrina como a chuva,
destile o meu dito como o orvalho,
como chuvisco sobre a erva
e como gotas de água sobre a relva.
Porque apregoarei o nome do Senhor;
dai grandeza a nosso Deus.
Ele é a Rocha cuja obra é perfeita,
porque todos os Seus caminhos juízos são;
Deus é a verdade, e não há nEle injustiça;
justo e reto é”.
Deuteronômio 32:1-4.
“Lembra-te dos dias da antiguidade,
atenta para os anos de muitas gerações;
pergunta a teu pai, e ele te informará,
aos teus anciãos, e eles to dirão.
Quando o Altíssimo distribuía as heranças às nações,
quando dividia os filhos de Adão uns dos outros,
pôs os termos dos povos,
conforme ao número dos filhos de Israel.
Porque a porção do Senhor é o Seu povo;
Jacó é a corda da Sua herança.
Achou-o na terra do deserto,
e num ermo solitário cheio de uivos;
trouxe-o ao redor, instruiu-o,
guardou-o como a menina do Seu olho”.
Deuteronômio 32:7-10.
Mas Israel deixou a Deus, que o fez,
e desprezou a Rocha da sua salvação.
Como deuses estranhos O provocaram a zelos;
com abominações O irritaram.
Sacrifícios ofereceram aos diabos, não a Deus;
aos deuses que não conheceram,
novos deuses que vieram há pouco,
dos quais não se estremeceram vossos pais.
Esqueceste-te da Rocha que te gerou,
e em esquecimento puseste o Deus que te formou.
O que, vendo o Senhor, os desprezou,
provocado à ira contra Seus filhos e Suas filhas;
e disse: Esconderei o Meu rosto deles,
verei qual será o seu fim,
porque são geração de perversidade,
filhos em quem não há lealdade.
A zelos Me provocaram com aquilo que não é Deus.
Com as suas vaidades Me provocaram à ira;
portanto Eu os provocarei a zelos
com os que não são povo,
com nação louca os despertarei à ira.
Males amontoarei sobre eles,
as Minhas setas esgotarei contra eles.
Exaustos serão de fome, comidos de carbúnculo,
e de peste amarga.
Porque são gente falta de conselhos,
e neles não há entendimento.
Oxalá eles fossem sábios que isto entendessem,
e atentassem para o seu fim!
Como pode ser que um só perseguisse mil,
e dois fizessem fugir dez mil,
se a sua Rocha os não vendera,
E o Senhor os não entregara?
Porque a sua rocha não é como a nossa Rocha,
sendo até os nossos inimigos juízes disto.
Não está isto encerrado comigo?
Selado nos Meus tesouros?
Minha é a vingança e a recompensa,
ao tempo que resvalar o seu pé;
porque o dia da sua ruína está próximo,
e as coisas que lhes hão de suceder se apressam a chegar”.
Deuteronômio 32:15-21, 23, 24, 28-31, 34, 35.
Essas passagens revelaram a Josias o amor de Deus por Seu povo e Sua aversão ao pecado. Lendo o rei as profecias de apressado juízo sobre os que persistissem na rebelião, tremeu ante o futuro. A perversidade de Judá havia sido grande; qual seria o resultado de sua continuada apostasia?
Em anos anteriores o rei não havia sido indiferente à predominante apostasia. “No oitavo ano do seu reinado, sendo ainda moço”, ele se consagrou inteiramente ao serviço de Deus. Quatro anos mais tarde, com a idade de vinte anos, havia ele feito um fervoroso esforço para remover a tentação de seus súditos, purificando “a Judá e Jerusalém, dos altos e dos bosques, e das imagens de escultura e de fundição”. “E derribaram perante ele os altares de Baalim; e cortou as imagens do Sol, que estavam acima deles; e os bosques, e as imagens de escultura e de fundição quebrou e reduziu a pó, e o espargiu sobre as sepulturas dos que lhes tinham sacrificado. E os ossos dos sacerdotes queimou sobre os seus altares, e purificou a Judá e a Jerusalém”. 2 Crônicas 34:3-5.
Não contente com fazer uma obra total na terra de Judá, o jovem rei havia estendido seus esforços às partes da Palestina anteriormente ocupadas pelas dez tribos de Israel, de que permanecia apenas um fraco remanescente. “O mesmo fez nas cidades de Manassés”, diz o relato, “e de Efraim, e de Simeão, e ainda até Naftali”. Não antes que tivesse percorrido de extremo a extremo esta região de lares arruinados, “e tendo derribado os altares, e os bosques, e as imagens de escultura, até reduzi-los a pó”, “tendo cortado todas as imagens do Sol em toda a terra de Judá” (2 Crônicas 34:6, 7) — não antes retornou ele para Jerusalém.
Assim Josias, desde o limiar mesmo de sua varonilidade, havia-se empenhado em tirar partido de sua posição como rei para exaltar os princípios da santa lei de Deus. E agora, enquanto o escriba Safã lia para ele no livro da lei, o rei discerniu neste volume um tesouro de conhecimento, um poderoso aliado na obra de reforma que tanto desejava ver executada na terra. Resolveu andar na luz dos seus conselhos, e também fazer tudo que estivesse em seu poder para familiarizar seu povo com seus ensinos, e levá-los, se possível, a cultivar reverência e amor pela lei do Céu.
Seria, porém, possível levar a efeito a necessitada reforma? Israel havia alcançado, quase, os limites da divina paciência; logo Deus Se levantaria para punir os que haviam desonrado Seu nome. Já a ira do Senhor estava inflamada contra o povo. Oprimido pela tristeza e desânimo, Josias rasgou seus vestidos, e se prostrou perante Deus em agonia de espírito, suplicando perdão para os pecados de uma nação impenitente.
Por esse tempo vivia em Jerusalém próximo do templo a profetisa Hulda. O espírito do rei, carregado de ansiosos pressentimentos, voltou-se para ela, e ele se determinou interrogar o Senhor por intermédio desta mensageira escolhida, para saber, se possível, se por qualquer meio ao seu alcance poderia ele salvar o extraviado Judá, agora às bordas da ruína.
A gravidade da situação, e o respeito em que ele tinha a profetisa, levaram-no a escolher como mensageiros a ela, homens dentre os primeiros do reino. “Ide”, lhes ordenara ele, “consultai ao Senhor por mim e pelos que restam em Israel e em Judá, sobre as palavras deste livro que se achou; porque grande é o furor do Senhor, que se derramou sobre nós, porquanto nossos pais não guardaram a palavra do Senhor, para fazerem conforme a tudo quanto está escrito neste livro”. 2 Reis 22:13.
Por intermédio de Hulda o Senhor enviou a Josias a declaração de que a ruína de Jerusalém não seria evitada. Mesmo que o povo agora se humilhasse perante Deus, eles não escapariam à punição. Por tanto tempo os seus sentidos haviam sido insensibilizados pela prática do mal que se não viessem juízos sobre eles, logo retornariam às mesmas práticas pecaminosas. “Dizei ao homem que vos enviou a mim”, declarou a profetisa: “Assim diz o Senhor: Eis que trarei mal sobre este lugar, e sobre os seus habitantes, a saber: Todas as maldições que estão escritas no livro que se leu perante o rei de Judá. Porque Me deixaram, e queimaram incenso perante outros deuses, para Me provocarem à ira com toda a obra das suas mãos; portanto o Meu furor se derramou sobre este lugar, e não se apagará”. 2 Reis 22:15-17.
Mas visto que o rei havia humilhado o coração perante Deus, o Senhor reconheceria a sua pronta disposição de buscar perdão e misericórdia. A ele foi enviada a mensagem: “Porquanto o teu coração se enterneceu, e te humilhaste perante o Senhor, quando ouviste o que falei contra este lugar, e contra os seus moradores, que seriam para assolação e para maldição, e rasgaste os teus vestidos, e choraste perante Mim, também Eu te ouvi, diz o Senhor. Pelo que eis que Eu te ajuntarei a teus pais, e tu serás ajuntado em paz à tua sepultura, e os teus olhos não verão o mal que hei de trazer sobre este lugar”. 2 Reis 22:19, 20.
O rei devia deixar com Deus os eventos do futuro; ele não poderia alterar os eternos decretos de Jeová. Mas ao anunciar os juízos retributivos do Céu, o Senhor não reteve a oportunidade para arrependimento e reforma; e Josias, discernindo nisto uma boa disposição da parte de Deus para temperar Seus juízos com misericórdia, determinou fazer tudo que estivesse em seu poder para executar decididas reformas. Ele promoveu de pronto uma grande convocação, para a qual foram convidados os anciãos e magistrados de Jerusalém e de Judá, juntamente com o povo comum. Estes, com os sacerdotes e levitas, reuniram-se ao rei no pátio do templo.
A esta vasta assembléia o próprio rei leu “aos ouvidos deles todas as palavras do livro do concerto, que se achou na casa do Senhor”. 2 Reis 23:2. O real leitor estava profundamente comovido, e apresentou sua mensagem com o toque de um coração quebrantado. Seus ouvintes ficaram profundamente tocados. A intensidade de sentimento revelada na face do rei, a solenidade da mensagem em si, a advertência de iminente juízo — tudo isto teve o seu efeito, e muitos se determinaram unir ao rei em busca de perdão.
Josias propôs então que os líderes se unissem ao povo num solene concerto perante Deus de que cooperariam uns com os outros num esforço para instituir decididas mudanças. “E o rei se pôs junto à coluna, e fez o concerto perante o Senhor, para andarem com o Senhor, e guardarem os Seus mandamentos, e os Seus testemunhos, e os Seus estatutos, com todo o coração, e com toda a alma, confirmando as palavras deste concerto, que estavam escritas naquele livro”. A resposta foi mais generosa do que o rei ousara esperar. “Todo o povo esteve por este concerto”. 2 Reis 23:3.
Na reforma que se seguiu, o rei voltou sua atenção para a destruição de todo vestígio de idolatria que havia permanecido. Por tanto tempo haviam os habitantes da Terra seguido os costumes das nações ao redor pelo ajoelhar-se perante imagens de madeira e pedra, que parecia estar quase além do poder do homem remover cada traço desses males. Mas Josias perseverou em seus esforços por purificar a terra. Enfrentou com dureza a idolatria, fazendo matar a “todos os sacerdotes dos altos”; “e também os adivinhos, e os feiticeiros, e os terafins, e os ídolos, e todas as abominações que se viam na terra de Judá e em Jerusalém, os extirpou Josias, para confirmar as palavras da lei, que estavam escritas no livro que o sacerdote Hilquias achara na casa do Senhor”. 2 Reis 23:20, 24.
Nos dias da divisão do reino, séculos antes, quando Jeroboão filho de Nebate, em ousado desafio ao Deus a quem Israel tinha servido, procurava desviar o coração do povo das cerimônias do templo em Jerusalém para novas formas de culto, ergueu ele um altar profano em Betel. Durante a dedicação deste altar, onde nos anos por vir muitos seriam seduzidos para práticas idólatras, apareceu subitamente um homem de Deus vindo da Judéia, com palavras de condenação para com as práticas sacrílegas. E ele “clamou contra o altar”, declarando:
“Altar, altar assim diz o Senhor: Eis que um filho nascerá à casa de Davi, cujo nome será Josias, o qual sacrificará sobre ti os sacerdotes dos altos que queimam sobre ti incenso, e ossos de homens se queimarão sobre ti”. 1 Reis 13:2. Este pronunciamento havia sido acompanhado de um sinal de que a palavra falada fora do Senhor.
Três séculos haviam-se passado. Durante a reforma levada a efeito por Josias, o rei se encontrou em Betel, onde estava este antigo altar. A profecia pronunciada tantos anos antes na presença de Jeroboão, devia agora cumprir-se literalmente.
“O altar que estava em Betel, e o alto que fez Jeroboão, filho de Nebate, que tinha feito pecar a Israel, juntamente com aquele altar também o alto derribou; queimando o alto, em pó o desfez, e queimou o ídolo do bosque.
“E virando-se Josias, viu as sepulturas que estavam ali no monte, e enviou, e tomou os ossos das sepulturas, e os queimou sobre o altar, e assim o profanou, conforme a palavra do Senhor, que apregoara o homem de Deus, quando apregoou estas palavras.
“Então disse: Que é este monumento que vejo? E os homens da cidade lhe disseram: É a sepultura do homem de Deus que veio de Judá, e apregoou estas coisas que fizeste contra este altar de Betel. E disse: Deixa-o estar; ninguém mexa nos seus ossos. Assim deixaram estar os seus ossos, com os ossos do profeta que viera de Samaria”. 2 Reis 23:15-18.
Na encosta sul do Olivete, fronteiro ao belo templo de Jeová sobre o Monte Moriá, estavam os altares e imagens que tinham sido postos ali por Salomão, para comprazer suas esposas idólatras. 1 Reis 11:6-8. Por mais de três séculos, as grandes e disformes imagens haviam estado sobre o “Monte da Ofensa”, como testemunhas mudas da apostasia do mais sábio rei de Israel. Essas também foram removidas e destruídas por Josias.
Procurou mais o rei estabelecer a fé de Judá no Deus de seus pais realizando uma grande festa da Páscoa, em harmonia com as provisões feitas no livro da lei. Fizeram-se os preparativos da parte daqueles que tinham o encargo dos serviços sagrados, e no grande dia da festa fizeram-se ofertas livremente. “Nunca se celebrou tal Páscoa como esta desde os dias dos juízes que julgavam a Israel, nem em todos os dias dos reis de Israel, nem tão pouco dos reis de Judá”. 2 Reis 23:22. Mas o zelo de Josias, aceitável embora a Deus, não podia expiar os pecados das passadas gerações; nem podia a piedade manifestada pelos seguidores do rei efetuar uma mudança de coração em muitos que obstinadamente recusavam voltar da idolatria para o culto do verdadeiro Deus.
Mais de uma década após a celebração da Páscoa, Josias continuou a reinar. Aos trinta e nove anos de idade ele encontrou a morte em batalha com as forças do Egito, “e o sepultaram nos sepulcros de seus pais. E todo o Judá e Jerusalém tomaram luto por Josias. E Jeremias fez uma lamentação sobre Josias; e todos os cantores e cantoras falaram de Josias nas suas lamentações, até ao dia de hoje; porque as deram por estatuto em Israel, e eis que estão escritas nas lamentações”. 2 Crônicas 35:24, 25. Não houve rei semelhante a Josias, “que se convertesse ao Senhor com todo o seu coração, e com toda a sua alma, e com todas as suas forças, conforme toda a lei de Moisés; e depois dele nunca se levantou outro tal. Todavia o Senhor Se não demoveu do ardor da Sua grande ira […] por todas as provações com que Manassés o tinha provocado”. 2 Reis 23:25, 26. Estava-se aproximando rapidamente o tempo em que Jerusalém seria inteiramente destruída, e os habitantes da terra levados cativos para Babilônia, para aí aprenderem as lições que tinham recusado aprender sob circunstâncias mais favoráveis.

BLOG DA SEMANA 16/07/2017, sobre Profetas e Reis, cap. 32

A história dos reis de Judá é um verdadeiro encorajamento e alerta para os pais com relação à capacidade paterna de influenciar filhos e netos. As últimas décadas do reino de Judá alternaram entre bons e péssimos reis. Acaz foi perverso, mas ele foi o pai de Ezequias, um dos melhores reis. Entretanto, Ezequias foi o pai de Manassés, o pior dos reis de Judá, cujos pecados levaram Judá ao exílio (2Rs 24:3-4).

No exílio, Manassés finalmente ouviu a repreensão profética. Ele se arrependeu e quando o Senhor o restaurou ao trono, ele tentou desfazer o mal dos primeiros anos. Mas isso não foi de ajuda para seu filho Amon. Contudo, o maligno Amon foi o pai do bom Josias, um dos melhores reis de Judá. O registro é vertiginoso: Acaz (ruim), Ezequias (bom), Manassés (ruim e depois bom), Amon (ruim) e Josias (bom).

Isso nos leva a pensar: é realmente um benefício ter bons pais? Gostaríamos de pensar que sim. Mas, se por alguma trama trágica e demoníaca, nossos filhos se desviem, precisamos lembrar que Deus perdoa. “Portanto, agora não há condenação para os que estão em Cristo Jesus” (Romanos 8:1, NVI). E se, pela graça de Deus, nossos filhos voltarem a ser bons, fiéis e santos, é Deus quem recebe o crédito. Como Paulo escreveu aos Coríntios, “O que você tem que não tenha recebido? E se o recebeu, por que se orgulha, como se assim não fosse? “(1 Cor. 4: 7, NVI).

Alden Thompson
Universidade Walla Walla
EUA

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/pk/32
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli

PROFETAS E REIS, cap. 32 – Manassés e Josias

Capítulo 32 — Manassés e Josias

O reino de Judá, próspero nos tempos de Ezequias, foi uma vez mais para o declínio durante os longos anos do ímpio reinado de Manassés, quando o paganismo foi reavivado, e muitos dentre o povo foram levados à idolatria. “Manassés tanto fez errar a Judá e aos moradores de Jerusalém, que fizeram pior do que as nações que o Senhor tinha destruído”. 2 Crônicas 33:9. A gloriosa luz de gerações anteriores fora seguida pelas trevas da superstição e do erro. Graves males brotaram e floresceram — a tirania, a opressão, o ódio a tudo que era bom. A justiça foi pervertida e prevaleceu a violência.
Não obstante esses maus tempos não ficaram sem testemunhas para Deus e o direito. As experiências difíceis pelas quais Judá havia passado em segurança durante o reinado de Ezequias, tinham desenvolvido no coração de muitos uma inflexibilidade de caráter que agora servia como baluarte contra a iniquidade predominante. Seu testemunho em favor da verdade e da justiça despertou a ira de Manassés e seus associados em autoridade, os quais se esforçavam por se estabelecerem na prática do mal pelo silenciar toda voz de desaprovação. “Manassés derramou muitíssimo sangue inocente, até que encheu Jerusalém de um ao outro extremo”. 2 Reis 21:16.
Um dos primeiros a cair foi Isaías, que durante mais de meio século estivera perante Judá como mensageiro apontado por Jeová. “Outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados (dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos e montes, e pelas covas e cavernas da terra”. Hebreus 11:36-38.
Alguns dos que sofreram perseguição durante o reinado de Manassés foram comissionados para levar mensagens especiais de reprovação e juízo. O rei de Judá, declararam os profetas, “fez estas abominações, fazendo pior do que quanto fizeram […] os que antes dele foram”. Em virtude de sua impiedade, seu reino aproximava-se de uma crise; breve os habitantes da terra deviam ser levados cativos para Babilônia, para ali se tornarem “roubo e despojo para todos os seus inimigos”. 2 Reis 21:11, 14. Mas o Senhor não esqueceria inteiramente aqueles que em terra estranha O reconhecessem como seu Rei; eles poderiam sofrer grande tribulação, mas Ele lhes levaria livramento na maneira e no tempo determinados. Os que pusessem sua confiança inteiramente nEle, encontrariam um seguro refúgio.
Fielmente os profetas continuaram suas advertências e exortações; destemidamente falaram a Manassés e a seu povo, mas as mensagens foram desprezadas; a transviada Judá não queria dar ouvidos. Como amostra do que poderia sobrevir ao povo se este continuasse impenitente, o Senhor permitiu que seu rei fosse capturado por um bando de soldados assírios, os quais “o amarraram com cadeias, e o levaram a Babilônia”, sua capital temporária. Esta aflição trouxe o rei ao seu juízo; “ele, angustiado, orou deveras ao Senhor seu Deus, e humilhou-se muito perante o Deus de seus pais; e Lhe fez oração, e Deus Se aplacou para com ele, e ouviu a sua súplica, e o tornou a trazer a Jerusalém, ao seu reino. Então conheceu Manassés que o Senhor era Deus”. 2 Crônicas 33:11-13. Mas esse arrependimento, notável embora, veio demasiado tarde para salvar o reino da influência corruptora de anos de prática idolátrica. Muitos haviam tropeçado e caído, não se levantando mais.
Entre aqueles cuja experiência da vida tinha sido influenciada além da possibilidade de recuperação pela fatal apostasia de Manassés, estava seu próprio filho, que subiu ao trono na idade de vinte e dois anos. Do rei Amom está escrito: “Andou em todo o caminho em que andara seu pai, e serviu os ídolos, a que seu pai tinha servido, e se inclinou diante deles. Assim deixou ao Senhor, Deus de seus pais”. 2 Reis 21:21, 22. Ele “não se humilhou perante o Senhor, como Manassés, seu pai, se humilhara, antes multiplicou Amom os seus delitos”. Ao ímpio rei não foi permitido reinar por muito tempo. Em meio de sua audaciosa impiedade, dois anos depois de haver ascendido ao trono, foi morto no palácio por seus próprios servos; e “o povo da terra fez reinar em seu lugar a Josias, seu filho”. 2 Crônicas 33:23, 25.
Com a ascensão de Josias ao trono, onde devia reinar por trinta e um anos, os que haviam conservado a pureza de sua fé começaram a esperar que o declínio do reino fosse detido; pois o novo rei, embora tivesse apenas oito anos de idade, temia a Deus, e desde o início “fez o que era reto aos olhos do Senhor; e andou em todo o caminho de Davi, seu pai, e não se apartou dele nem para a direita nem para a esquerda”. 2 Reis 22:2. Filho de um rei ímpio, perseguido por tentações para que seguisse nos passos do pai, e com poucos conselheiros para encorajá-lo no caminho direito, foi Josias não obstante leal ao Deus de Israel. Advertido pelos erros de passadas gerações, escolheu fazer o que era reto, em vez de descer ao baixo nível do pecado e degradação a que seu pai e seu avô haviam caído. Ele “não se desviou nem para a direita nem para a esquerda”. Como alguém que devia ocupar uma posição de confiança, resolveu obedecer à instrução que tinha sido dada para a guia dos governantes de Israel; e sua obediência tornou possível que Deus o usasse como um vaso de honra.
Ao tempo em que Josias começou a reinar, e muitos anos antes, os sinceros em Judá perguntavam-se em dúvida se as promessas de Deus ao antigo Israel seriam cumpridas. Do ponto de vista humano, o propósito divino para a nação escolhida parecia quase impossível de ser realizado. A apostasia dos primeiros séculos havia angariado forças com o passar dos anos; dez das tribos tinham sido espalhadas entre os pagãos; apenas as tribos de Judá e Benjamim permaneceram, e essas mesmas pareciam agora às bordas da ruína nacional e moral. Os profetas tinham começado a predizer a completa destruição de sua aprazível cidade, onde se erguia o templo de Salomão e onde se centralizavam todas as suas esperanças de grandeza nacional. Seria possível que Deus estivesse prestes a tornar atrás em Seu juramentado propósito de levar livramento aos que nEle confiassem? Em face da longa perseguição dos justos, e da aparente prosperidade dos ímpios, poderiam os que haviam permanecido leais a Deus aguardar dias melhores?
Essas ansiosas interrogações foram pronunciadas pelo profeta Habacuque. Contemplando a situação dos fiéis em seus dias, ele expressou o peso que lhe ia no coração, inquirindo: “Até quando, Senhor, clamarei eu, e Tu não me escutarás? gritarei: Violência e não salvarás? Por que razão me fazes ver a iniqüidade, e ver a vexação? Porque a destruição e a violência estão diante de mim; há também quem suscite a contenda e o litígio. Por esta causa a lei se afrouxa, e a sentença nunca sai; porque o ímpio cerca o justo, e sai o juízo pervertido”. Hebreus 1:2-4.
Deus respondeu ao clamor de Seus filhos leais. Por intermédio de Seu porta-voz Ele revelou Sua determinação de levar a correção à nação que O tinha desprezado para servir aos deuses dos gentios. Nos dias mesmos de alguns que estavam então inquirindo com respeito ao futuro, Ele miraculosamente modelaria os planos das nações dominantes na Terra, levando Babilônia à ascendência. Esse povo caldeu, “horrível e terrível” (Hebreus 1:7), cairiam subitamente sobre a terra de Judá como um açoite divinamente apontado. Os príncipes de Judá e os mais distintos dentre o povo seriam levados cativos para Babilônia; as cidades e vilas da Judéia e os campos cultivados seriam devastados, a nada se poupando.
Confiante de que mesmo neste terrível juízo o propósito de Deus por Seu povo seria de alguma maneira cumprido, Habacuque rendeu-se em submissão à vontade revelada de Jeová. “Não és Tu desde sempre?” ele exclamou. E então sua fé viu além das desoladoras perspectivas do imediato futuro, e descansando nas preciosas promessas que revelam o amor de Deus por Seus confiantes filhos, o profeta acrescentou: “Nós não morreremos”. Hebreus 1:12. Com esta declaração de fé, ele depôs sua causa, bem como a de cada crente israelita, nas mãos de um compassivo Deus.
Não foi esta a única experiência de Habacuque no exercício de forte fé. Uma ocasião, quando meditava sobre o futuro, ele disse: “Sobre a minha guarda estarei, e sobre a fortaleza me apresentarei e vigiarei, para ver o que fala comigo”. Graciosamente o Senhor lhe respondeu: “Escreve a visão, e torna-a bem legível sobre tábuas, para que a possa ler o que correndo passa. Porque a visão é ainda para o tempo determinado, e até ao fim falará, e não mentirá. Se tardar, espera-o; porque certamente virá, e não tardará. Eis que a sua alma se incha, não é reta nele; mas o justo pela sua fé viverá”. Hebreus 2:1-4.
A fé que fortaleceu Habacuque e todos os santos e justos naqueles dias de grande provação, é a mesma que sustém o povo de Deus hoje. Nas horas mais escuras, sob as mais proibitivas circunstâncias, o crente cristão pode suster sua alma sobre a fonte de toda luz e poder. Dia a dia, pela fé em Deus, sua esperança e ânimo podem ser renovados, “o justo pela sua fé viverá”. Hebreus 2:4. No serviço de Deus não precisa haver desalento, nem vacilação ou temor. O Senhor fará mais que cumprir as mais altas expectativas dos que nEle põem a sua confiança. Ele lhes dará a sabedoria que suas múltiplas necessidades demandam.
Da abundante provisão feita em favor de cada alma tentada, o apóstolo Paulo deu eloqüente testemunho. A ele foi dada a divina certeza: “A Minha graça te basta, porque o Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”. Em gratidão e confiança, o provado servo de Deus respondeu: “De boa vontade pois me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte”. 2 Coríntios 12:9, 10.
Devemos acariciar e cultivar a fé da qual testificaram profetas e apóstolos — a fé que se apodera das promessas de Deus, e espera pelo livramento na ocasião e maneira apontados. A firme palavra da profecia encontrará seu final cumprimento no glorioso advento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, como Rei dos reis e Senhor dos senhores. O tempo de espera pode parecer longo, a alma pode ser oprimida por desanimadoras circunstâncias, muitos daqueles em quem confiamos podem cair ao longo do caminho; mas como o profeta que procurou encorajar Judá em tempo de apostasia sem precedente, confiadamente declaramos: “O Senhor está no Seu santo templo; cale-se diante dEle toda a Terra”. Hebreus 2:20. Tenhamos sempre em mente a confortante mensagem: “A visão é ainda para o tempo determinado, e até ao fim falará, e não mentirá. Se tardar espera-o; porque certamente virá, não tardará. […] O justo pela sua fé viverá”. Hebreus 2:3, 4.
“Aviva, ó Senhor, a Tua obra no meio dos anos,
no meio dos anos a notifica;
na ira lembra-Te da misericórdia.
Deus veio de Temã, e o Santo do monte de Parã.
A Sua glória cobriu os céus,
e a Terra encheu-se do Seu louvor.
E o Seu resplendor era como a luz,
raios brilhantes saíam da Sua mão,
E ali estava o esconderijo da Sua força.
Adiante dEle ia a peste,
e raios de fogo sob os Seus pés.
Parou, e mediu a Terra;
olhou, e separou as nações;
e os montes perpétuos foram esmiuçados,
os outeiros eternos se encurvaram;
o andar eterno é Seu.”
“Tu saíste para salvamento do Teu povo,
para salvamento do Teu ungido.”
“Porquanto, ainda que a figueira não floresça,
nem haja fruto na vide;
o produto da oliveira minta,
e os campos não produzam mantimento;
as ovelhas da malhada sejam arrebatadas,
e nos currais não haja vacas;
todavia eu me alegrarei no Senhor,
exultarei no Deus da minha salvação.
Jeová, o Senhor, é a minha força”.
Hebreus 3:2-6, 13, 17-19.
Não foi Habacuque a única pessoa por cujo intermédio fora dada uma mensagem de esperança e de um futuro triunfo, bem assim de julgamento presente. Durante o reinado de Josias a palavra do Senhor veio a Sofonias, especificando claramente os resultados da continuada apostasia, e chamando a atenção da verdadeira igreja para a gloriosa perspectiva de além. Suas profecias de juízo impendente sobre Judá se aplicam com igual força aos juízos que devem cair sobre um mundo impenitente por ocasião da segunda vinda de Cristo:
“O grande dia do Senhor está perto está perto,
e se apressa muito a voz do dia do Senhor;
amargamente clamará ali o homem poderoso.
Aquele dia é um dia de indignação,
dia de angústia e de ânsia,
dia de alvoroço e de desolação,
dia de trevas e de escuridão,
dia de nuvens e de densas trevas,
dia de trombeta e de alarido contra as cidades fortes
e contra as torres altas”.
Sofonias 1:14-16.
“E angustiarei os homens, e eles andarão como cegos, porque pecaram contra o Senhor; e o seu sangue se derramará como pó. […] Nem a sua prata nem o seu ouro os poderá livrar no dia do furor do Senhor; mas pelo fogo do Seu zelo toda esta Terra está consumida; porque certamente fará de todos os moradores da Terra uma destruição total e apressada”. Sofonias 1:17, 18.
“Congrega-te, sim, congrega-te,
ó nação que não tens desejo;
antes que saia o decreto,
e o dia passe como a pragana;
antes que venha sobre vós a ira do Senhor,
sim, antes que venha sobre vós
o dia da ira do Senhor.
Buscai ao Senhor, vós todos os mansos da Terra,
que pondes por obra o Seu juízo;
buscai a justiça, buscai a mansidão;
porventura sereis escondidos no dia da ira do Senhor”.
Sofonias 2:1-3.
“Eis que naquele tempo procederei contra todos os que te afligem, e salvarei a que coxeia, e recolherei a que foi expulsa; e lhes darei um louvor e um nome em toda a Terra em que foram envergonhados. Naquele tempo vos trarei, naquele tempo vos recolherei; certamente vos darei um nome e um louvor entre todos os povos da Terra, quando conduzir vossos cativos diante dos vossos olhos, diz o Senhor”. Sofonias 3:19, 20.
“Canta alegremente, ó filha de Sião;
rejubila, ó Israel; regozija-te,
e exulta de todo o coração, ó filha de Jerusalém.
O Senhor afastou os teus juízos,
exterminou o teu inimigo;
o Senhor, o Rei de Israel, está no meio de ti;
tu não verás mais mal algum.
Naquele dia se dirá a Jerusalém:
Não temas, ó Sião, não se enfraqueçam as tuas mãos.
O Senhor teu Deus está no meio de ti,
poderoso para te salvar;
Ele Se deleitará em ti com alegria;
calar-se-á por teu amor,
regozijar-se-á em ti com júbilo”.
Sofonias 3:14-17.

<= Veja a leitura anterior             Próxima leitura =>

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/sop/pk/32

BLOG DA SEMANA 09/07/2017, sobre Profetas e Reis, cap. 31

Com muitas bênçãos vem muita responsabilidade. Ou, como disse Jesus, “Mas àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido” (Lucas 12: 48). Abraão e sua descendência foram abençoados por Deus no Antigo Testamento para que pudessem abençoar os outros.

Talvez você tenha em seu país alguma festa em que há troca de presentes. A maior alegria em uma ocasião quando entregamos presentes não é de receber, mas em dar. É assim que a bênção de Deus funciona. Se após receber presentes você simplesmente não fizer nada e não prosseguir abençoando outros, você não desfrutou completamente da bênção.

Isso aconteceu com os israelitas. Eles ficaram orgulhosos da bênção de Deus e a retiveram consigo. Eles se consideravam melhores do que todos os outros. Mas este nunca foi o plano de Deus – não foi pra isso que Ele os abençoara. Não é por isso que Ele nos abençoa.

Todo aquele que tenha ouvido o Evangelho de Jesus e aceitado o chamado à salvação como filho adotivo de Deus recebe uma bênção incrível. Mas com essa bênção vem a responsabilidade de servir a todos com a esperança de que respondam às mesmas boas notícias. Todos.

Sejam eles pessoas que gostamos ou pessoas de quem não gostamos. Sejam eles nossa família ou a família do nosso inimigo. Todos.

Nosso exemplo é Jesus, o Rei dos Reis, que veio a esta terra e lavou os pés de seus discípulos que o traíram.

É ao estar a serviço de todos que a bênção de Deus encontra sua plena expressão.

Tommy Poole
Capelão associado
Walla Walla University, EUA

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1545
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli

PROFETAS E REIS, cap. 31 – Esperança para os gentios

Capítulo 31 — Esperança para os gentios

Por meio de seu ministério, Isaías deu um claro testemunho quanto ao propósito de Deus em favor dos povos gentios. Outros profetas haviam feito menção do plano divino, mas sua linguagem nem sempre foi compreendida. A Isaías foi dado tornar bem claro a Judá a verdade de que entre o Israel de Deus deviam ser contados muitos que não eram descendentes de Abraão segundo a carne. Este ensino não estava em harmonia com a teologia de seu século; não obstante ele proclamou destemidamente as mensagens que Deus lhe dera, e levou esperança a muitos corações ansiosos de alcançar as bênçãos espirituais prometidas à semente de Abraão.

O apóstolo dos gentios, em sua carta aos crentes de Roma, chama a atenção para esta característica do ensino de Isaías. “Isaías ousadamente”, declara Paulo, “diz: Fui achado pelos que Me não buscavam, fui manifestado aos que por Mim não perguntavam”. Romanos 10:20.

Não raro os israelitas pareceram incapazes ou indispostos de compreender os propósitos de Deus pelos gentios. Contudo fora este mesmo propósito que fizera deles um povo separado, e os havia estabelecido como uma nação independente entre as nações da Terra. Abraão, seu ascendente, a quem a promessa do concerto fora primeiramente feita, havia sido chamado a sair do meio de sua parentela e ir às regiões longínquas, a fim de que pudesse ser portador de luz aos gentios. Embora a promessa a ele incluísse uma posteridade tão numerosa quanto a areia do mar, não foi para qualquer propósito egoísta que ele devia tornar-se o fundador de uma grande nação na terra de Canaã. O concerto de Deus com ele envolvia todas as nações da Terra. “Abençoar-te-ei”, declarou Jeová, “e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da Terra”. Gênesis 12:2, 3.

Na repetição do concerto pouco antes do nascimento de Isaque, o propósito de Deus para a humanidade fora mais uma vez tornado claro. “Nele serão benditas todas as nações da Terra” (Gênesis 18:18), foi a afirmação do Senhor com respeito ao filho da promessa. E mais tarde, o visitante celestial uma vez mais declarou: “Em tua semente serão benditas todas as nações da Terra”. Gênesis 22:18.

Os termos todo-abrangentes desse concerto eram familiares aos filhos de Abraão, e aos filhos de seus filhos. Fora para que os israelitas pudessem ser uma bênção às nações, e para que o nome de Deus fosse “anunciado em toda a Terra” (Êxodo 9:16), que eles foram libertos do cativeiro egípcio. Se obedientes a Seus reclamos, seriam colocados na vanguarda dos outros povos em sabedoria e entendimento; mas esta supremacia devia ser alcançada e mantida unicamente para que por meio deles o propósito de Deus para “todas as nações da Terra” pudesse ser cumprido.

As maravilhosas providências relacionadas com o libertamento de Israel do cativeiro egípcio e com sua posse da terra prometida, tinham levado muitos dos pagãos a reconhecerem o Deus de Israel como o Supremo Dominador. “Os egípcios saberão”, tinha sido a promessa, “que Eu sou o Senhor, quando estender a Minha mão sobre o Egito, e tirar os filhos de Israel do meio deles”. Êxodo 7:5. Até mesmo o orgulhoso Faraó foi constrangido a reconhecer o poder de Jeová. “Ide, servi ao Senhor”, suplicou ele a Moisés e Arão, “e abençoai-me também a mim”. Êxodo 12:31, 32.

Ao avançarem as multidões de Israel verificaram que o conhecimento das poderosas obras do Deus dos hebreus tinha-os precedido, e que alguns entre os pagãos tinham conhecimento de que Ele era o verdadeiro Deus. Na ímpia Jericó o testemunho de uma mulher pagã foi: “O Senhor vosso Deus é Deus em cima nos Céus, e embaixo na Terra”. Josué 2:11. O conhecimento de Jeová que assim tinha vindo a ela, provou ser sua salvação. Pela fé “Raabe, a meretriz, não pereceu com os incrédulos”. Hebreus 11:31. E sua conversão não foi um caso isolado da misericórdia de Deus para com os idólatras que reconheceram Sua divina autoridade. No meio da terra um povo numeroso — os gibeonitas — renunciou ao seu paganismo, unindo-se com Israel e partilhando as bênçãos do concerto.

Nenhuma distinção em matéria de nacionalidade ou classe social, é reconhecida por Deus. Ele é o Criador de toda a humanidade. Os homens são pela criação membros de uma mesma família, e todos são um pela redenção. Cristo veio para desfazer todo muro de separação, para franquear cada compartimento das cortes do templo, a fim de que cada alma pudesse ter livre acesso a Deus. Seu amor é tão amplo, tão profundo, tão pleno, que penetra em toda parte. Ele subtrai à influência de Satanás os que foram iludidos por seus enganos, colocando-os dentro dos limites do trono de Deus, o trono circundado pelo arco-íris da promessa. Não há em Cristo judeu ou grego, servo ou livre.

Nos anos que se seguiram à ocupação da terra prometida, os beneficentes desígnios de Jeová para a salvação dos gentios foram quase totalmente perdidos de vista, e foi necessário que o Senhor expusesse de novo Seu plano. “Todos os limites da Terra”, o salmista foi inspirado a cantar, “se lembrarão, e se converterão ao Senhor, e todas as gerações das nações adorarão perante a Tua face”. Salmos 22:27. “Embaixadores reais virão do Egito; a Etiópia cedo estenderá para Deus as suas mãos”. Salmos 68:31. “As nações temerão o nome do Senhor, e todos os reis da Terra a Tua glória”. “Isto se escreverá para a geração futura, e o povo que se criar louvará ao Senhor. Porquanto olhará desde o alto do Seu santuário; desde os Céus o Senhor observou a Terra, para ouvir o gemido dos presos, para soltar os sentenciados à morte; a fim de que seja anunciado o nome do Senhor em Sião, e o Seu louvor em Jerusalém, quando os povos todos se congregarem, e os reinos, para servirem ao Senhor”. Salmos 102:15, 18-22.

Tivesse Israel sido fiel ao seu legado e todas as nações da Terra teriam tomado parte em suas bênçãos. Mas o coração daqueles a quem havia sido confiado o conhecimento da verdade salvadora, não foi tocado pelas necessidades dos que lhes estavam ao redor. Havendo o propósito de Deus sido perdido de vista, foram os pagãos olhados como estando fora do alcance de Sua misericórdia. A luz da verdade foi sonegada, e as trevas prevaleceram. As nações foram cobertas com o véu da ignorância; o amor de Deus era pouco conhecido, e o erro e a superstição floresceram.

Tais eram as perspectivas que acenavam a Isaías quando ele foi chamado para a missão profética; mas ele não se desencorajou, pois em seus ouvidos soava o coro triunfal dos anjos ao redor do trono de Deus: “Toda a Terra está cheia da Sua glória”. Isaías 6:3. E sua fé foi fortalecida pela visão de gloriosas conquistas da parte da igreja de Deus, quando a Terra devia estar “cheia do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar”. Isaías 11:9. “A máscara do rosto, com que todos os povos andam cobertos, e o véu com que todas as nações se escondem” (Isaías 25:7), deviam finalmente ser destruídos. O Espírito de Deus seria derramado sobre toda a carne. Os que tivessem fome e sede de justiça deviam ser contados entre o Israel de Deus. “Brotarão entre a erva, como salgueiros junto aos ribeiros das águas”, disse o profeta. “Este dirá: Eu sou do Senhor; e aquele se chamará do nome de Jacó; e aquele outro escreverá com a sua mão: Eu sou do Senhor; e por sobrenome tomará o nome de Israel”. Isaías 44:4, 5.

Ao profeta foi dada uma revelação do misericordioso propósito de Deus em espalhar a impenitente Judá entre as nações da Terra. “O Meu povo saberá o Meu nome”, o Senhor declarou, “porque Eu mesmo sou o que digo: Eis-Me aqui”. Isaías 52:6. E não somente eles mesmos deviam aprender a lição de obediência e confiança; nos lugares do seu exílio deviam também repartir com outros o conhecimento do Deus vivo. Muitos dentre os filhos dos estrangeiros deviam aprender a amá-Lo como seu Criador e seu Redentor; deviam começar a observância do Seu santo dia de sábado como um memorial ao Seu poder criador; e quando Ele desnudasse “o Seu santo braço perante os olhos de todas as nações”, para livrar o Seu povo do cativeiro, “todos os confins da Terra” veriam a salvação de Deus. Isaías 52:10. Muitos desses conversos do paganismo desejariam unir-se inteiramente com os israelitas, e acompanhá-los no seu retorno à Judéia. Nenhum desses devia dizer: “De todo me apartará o Senhor do Seu povo” (Isaías 56:3); pois a palavra de Deus por meio de Seus profetas a esses que haveriam de se entregar a Ele e observar Sua lei, era que eles deviam daí em diante ser contados entre o Israel espiritual — Sua igreja na Terra.

“E aos filhos dos estrangeiros, que se chegarem ao Senhor, para O servirem, e para amarem o nome do Senhor, sendo deste modo servos Seus, todos os que guardarem o sábado, não o profanando, e os que abraçarem o Meu concerto, também os levarei ao Meu santo monte, e os festejarei na Minha casa de oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no Meu altar; porque a Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos. Assim diz o Senhor Jeová, que ajunta os dispersos de Israel: Ainda ajuntarei outros aos que já se lhe ajuntaram”. Isaías 56:6-8.

Ao profeta fora permitido perscrutar os séculos futuros, ao tempo do advento do prometido Messias. De início ele contemplou apenas “angústia e escuridão”, entenebrecimento e “ânsias”. Isaías 8:22. Muitos que estavam anelando pela luz da verdade estavam sendo desviados para os labirintos da filosofia e do espiritismo por falsos ensinadores; outros estavam pondo a sua confiança numa forma de piedade, mas não estavam levando verdadeira santidade à vida prática. As perspectivas pareciam desesperadoras; mas logo a cena mudou, e ante os olhos do profeta abriu-se maravilhosa visão. Ele viu surgir o Sol da Justiça, trazendo salvação sob Suas asas; e, absorto em admiração, exclamou: “Mas a terra que foi angustiada não será entenebrecida. Ele envileceu, nos primeiros tempos, a terra de Zebulom e a terra de Naftali; mas, nos últimos, a enobreceu junto ao caminho do mar, além do Jordão, a Galiléia dos gentios. O povo que andava em trevas viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra de morte resplandeceu a luz”. Isaías 9:1, 2.

Essa gloriosa Luz do mundo devia levar a salvação a cada nação, tribo, língua e povo. Da obra que estava perante Ele, o profeta ouviu o eterno Pai declarar: “Pouco é que sejas o Meu servo, para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os guardados de Israel; também Te dei para luz dos gentios, para seres a Minha salvação até à extremidade da Terra”. “No tempo favorável Te ouvi, e no dia da salvação Te ajudei; e Te guardarei, e Te darei por concerto do povo, para restaurares a Terra, e lhe dares em herança as herdades assoladas; para dizeres aos presos: Saí; e aos que estão em trevas: Aparecei”. “Eis que estes virão de longe, e eis que aqueles do norte, e do ocidente, e aqueles outros da terra Sinim”. Isaías 49:6, 8, 9, 12.

Olhando ainda para mais longe através dos séculos, o profeta contemplou o cumprimento literal dessas gloriosas promessas. Viu os anunciadores das alegres novas da salvação saindo para os confins da Terra, a toda tribo e povo. Ouviu o Senhor dizer da igreja evangélica: “Eis que estenderei sobre ela a paz como um rio, e a glória das nações como um ribeiro que transborda” (Isaías 66:12); e ouviu a comissão: “Amplia o lugar da tua tenda, e as cortinas das tuas habitações se estendam; não o impeças; alonga as tuas cordas, e firma bem as tuas estacas. Porque transbordarás à mão direita e à esquerda; e a tua posteridade possuirá as nações”. Isaías 54:2, 3.

Jeová declarou ao profeta que Ele enviaria as Suas testemunhas “às nações, a Társis, Pul, e Lude […] a Tubal e Javã, até às ilhas de mais longe”. Isaías 66:19.

“Quão suaves são sobre os montes
os pés do que anuncia as boas novas,
que faz ouvir a paz, que anuncia o bem, que faz ouvir a salvação,
que diz a Sião: O teu Deus reina!”
Isaías 52:7.

O profeta ouviu a voz de Deus chamando Sua igreja para a tarefa que lhe fora indicada, a fim de que o caminho pudesse ser preparado para a introdução de Seu reino eterno. A mensagem foi inconfundivelmente clara:

“Levanta-te, resplandece, porque já vem a tua luz,
e a glória do Senhor vai nascendo sobre ti.
Porque eis que as trevas cobriram a Terra,
e a escuridão os povos;
mas sobre ti o Senhor virá surgindo,
e a Sua glória se verá sobre ti.
E as nações caminharão à tua luz,
e os reis ao resplendor que te nasceu.

“Levanta em redor os teus olhos, e vê;
todos estes já se ajuntaram, e vêm a ti;
teus filhos virão de longe,
e tuas filhas se criarão a teu lado.”

“E os filhos dos estrangeiros edificarão os teus muros,
e os seus reis te servirão;
porque no Meu furor te feri,
mas na Minha benignidade tive misericórdia de ti.
E as tuas portas estarão abertas de contínuo;
nem de dia nem de noite se fecharão;
para que tragam a ti as riquezas das nações,
e, conduzidos com elas, os seus reis”.
Isaías 60:1-4, 10, 11.

“Olhai, para Mim, e sereis salvos, vós,
todos os termos da Terra; porque Eu sou Deus, e não há outro”.
Isaías 45:22.

Essas profecias de grande despertamento espiritual em tempos de espessas trevas, estão sendo cumpridas hoje no progresso dos postos missionários que estão alcançando as regiões entenebrecidas da Terra. Os grupos de missionários em terras pagãs foram comparados pelo profeta a bandeiras erguidas para guia dos que estão em busca da luz da verdade.

“Acontecerá naquele dia”, diz o profeta Isaías, “que as nações perguntarão pela raiz de Jessé, posta por pendão dos povos, e o lugar do seu repouso será glorioso. Porque há de acontecer naquele dia que o Senhor tornará a estender a Sua mão para adquirir outra vez os resíduos do Seu povo. […] E levantará um pendão entre as nações, e ajuntará os desterrados de Israel, e os dispersos de Judá congregará desde os quatro confins da Terra”. Isaías 11:10-12.

O dia do livramento está às portas. Os olhos do Senhor “passam por toda a Terra, para mostrar-Se forte para com aqueles cujo coração é perfeito para com Ele”. 2 Crônicas 16:9. Dentre todas as nações, tribo e língua, Ele vê homens e mulheres que estão orando por luz e conhecimento. Suas almas estão insatisfeitas; há muito eles se têm apascentado de cinzas. Isaías 44:20. O inimigo de toda a justiça tem-nos posto de lado, e eles tateiam como cegos. Mas são sinceros de coração, e desejam conhecer um caminho melhor. Embora nas profundezas do paganismo, sem qualquer conhecimento da lei escrita por Deus, nem de Seu Filho Jesus, têm eles revelado de muitas maneiras a operação de um poder divino na mente e no caráter.

Às vezes os que não têm conhecimento de Deus além daquele que receberam sob a operação da graça divina, têm sido bons para com os servos do Senhor, protegendo-os com o risco da própria vida. O Espírito Santo está implantando a graça de Cristo no coração de muito nobre pesquisador da verdade, ativando suas simpatias contrariamente a sua natureza e à sua anterior educação. A “luz verdadeira, que alumia a todo o homem que vem ao mundo” (João 1:9), está brilhando em sua alma; e esta luz, se aceita, guiará seus passos para o reino de Deus. O profeta Miquéias disse: “Se morar nas trevas, o Senhor será a minha luz. […] Ele me trará a luz, e eu verei a Sua justiça”. Miquéias 7:8, 9.

O divino plano de salvação é amplo bastante para abranger o mundo todo. Deus anseia por insuflar na prostrada humanidade o fôlego da vida. E Ele não permitirá fique desapontada qualquer alma que seja sincera em seu anelo de algo mais elevado e mais nobre que aquilo que o mundo possa oferecer. Constantemente está Ele enviando os Seus anjos aos que, conquanto rodeados por circunstâncias as mais desencorajadoras, oram com fé para que algum poder mais alto que eles mesmos tome posse deles, dando-lhes libertação e paz. Por várias maneiras Deus Se lhes revelará, e os colocará em contato com providências que estabelecerão sua confiança nAquele que Se deu a Si mesmo em resgate por todos, “para que pusessem em Deus a sua esperança, e se não esquecessem das obras de Deus, mas guardassem os Seus mandamentos”. Salmos 78:7.

“Tirar-se-ia a presa ao valente? ou os presos justamente escapariam? Mas assim diz o Senhor: Por certo que os presos se tirarão ao valente, e a presa do tirano escapará”. Isaías 49:24, 25. “Tornarão atrás e confundir-se-ão de vergonha os que confiam em imagens de escultura, e dizem às imagens de fundição: Vós sois nossos deuses”. Isaías 42:17.

“Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, e cuja esperança está posta no Senhor seu Deus”. Salmos 146:5. “Voltai à fortaleza, ó presos de esperança”. Zacarias 9:12. A todo coração sincero em terras pagãs — o justo à vista do Céu — “nasce luz nas trevas”. Salmos 112:4. Deus tem dito: “Guiarei os cegos por um caminho que nunca conheceram, fá-los-ei caminhar por veredas que não conheceram; tornarei as trevas em luz perante eles, e as coisas tortas farei direitas. Estas coisas lhes farei, e nunca os desampararei”. Isaías 42:16.

BLOG DA SEMANA 02/07/2017, sobre Profetas e Reis, cap. 30

“Nada mais rapidamente inspira fé do que o exercício da fé”. A fé é um bonito assunto sobre o qual falarmos; Ela é ainda mais bonita quando a vemos praticada por alguém ou por nós.
 
Infelizmente, para que a fé seja usada, precisamos estar diante de algum desafio. Embora não haja falta de desafios na vida, tomara que você nunca tenha que enfrentar o mesmo desafio que o rei Ezequias enfrentou. Judá estava prestes a ser aniquilado por uma poderosa nação inimiga que já destruíra outros países.
 
Em face de qualquer desafio, é natural questionar se Deus irá ajudar. Deve ter sido tentador para Ezequias se perguntar: “Será que Deus vai nos ajudar? Ele estará conosco?” A história relatada nesse capítulo inclui um retumbante, “Sim!”
 
Ao contrário de Ezequias, temos o benefício de entender todos os desafios à luz da cruz. Não importa qual desafio venhamos a enfrentar, sabemos que Jesus já derrotou o Inimigo. Parafraseando o escritor cristão primitivo Paulo, nada, nem mesmo a própria morte, pode nos afastar de Jesus. Esta é a fé que pode ser o motivo de nossas conversações e apoio em situações difíceis.
 
Podemos confiar que o amor de Deus é mais poderoso que qualquer tormento que possamos suportar na vida. No final, Jesus é sempre vitorioso, e pela fé nEle também podemos ser vitoriosos.

Tommy Poole
Capelão associado
Universidade Walla Walla, EUA

 

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1544