PATRIARCAS E PROFETAS, cap. 41-42

Capítulo 41 — Apostasia no Jordão

Este capítulo é baseado em Números 25.

Com alegre coração e fé renovada em Deus, os exércitos vitoriosos de Israel haviam voltado de Basã. Já haviam ganho posse de valioso território, e estavam confiantes na conquista imediata de Canaã. Apenas o rio Jordão se achava entre eles e a Terra Prometida. Do outro lado do rio, precisamente, havia uma fértil planície, coberta de verdor, regada de torrentes oriundas de copiosas fontes, e sombreada de palmeiras luxuriantes. Na extremidade ocidental da planície erguiam-se as torres e palácios de Jericó, tão abrigada em seus bosques de palmeiras que era chamada “a cidade das palmeiras”. Deuteronômio 34:3.

Do lado oriental do Jordão, entre o rio e o elevado planalto que estiveram a atravessar, havia também uma planície, com vários quilômetros de largura, e que se estendia a alguma distância ao longo do rio. Este vale abrigado tinha o clima dos trópicos; ali florescia o sitim, ou acácia, dando à planície o nome de “vale de Sitim”. Números 25:1. Foi ali que os israelitas se acamparam, e nos bosques de acácia ao lado do rio encontraram um agradável retiro.

Mas, por entre aquele atrativo ambiente encontraram um mal mais cruel do que poderosos exércitos de homens armados, e animais ferozes do deserto. Aquele território, tão rico em vantagens naturais, tinha sido contaminado por seus habitantes. No culto público de Baal, a principal divindade, levavam-se constantemente a efeito as cenas mais degradantes e iníquas. De todos os lados havia lugares que eram notados pela idolatria e licenciosidade, oferecendo seus próprios nomes a sugestão da vileza e corrupção do povo.

Tal ambiente exercia uma influência corruptora sobre os israelitas. Suas mentes se tornaram familiares com os vis pensamentos constantemente sugeridos; sua vida de comodidade e inação produzia os seus efeitos desmoralizadores; e quase inconscientemente estavam a afastar-se de Deus e chegando a uma condição em que seriam fáceis presas da tentação.

Durante o tempo de seu acampamento ao lado do Jordão, Moisés esteve fazendo preparativos para a ocupação de Canaã. Neste trabalho o grande chefe esteve inteiramente empenhado; mas para o povo este tempo de trégua e expectação foi mais probante, e antes que se passassem muitas semanas sua história foi mareada pelos mais medonhos desvios da virtude e integridade.

A princípio pouca comunicação houve entre os israelitas e seus vizinhos gentios; mas, depois de algum tempo, mulheres midianitas começaram a entrar furtivamente no acampamento. Sua aparência não provocara alarme, e tão silenciosamente eram executados os seus planos que a atenção de Moisés não foi chamada para o caso. Era o objetivo dessas mulheres, em sua associação com os hebreus, seduzi-los a transgredir a lei de Deus, atrair sua atenção para os ritos e costumes pagãos, e levá-los à idolatria. Tais intuitos eram cuidadosamente ocultos sob o aspecto de amizade, de modo que não houve suspeita dos mesmos, até para os guardas do povo.

Por sugestão de Balaão, foi pelo rei de Moabe designada uma grande festa em honra a seus deuses, e arranjou-se secretamente que Balaão induzisse os israelitas a assistirem à mesma. Ele era considerado por estes como um profeta de Deus, e por isso teve pouca dificuldade em realizar seu propósito. Grande número de pessoas uniram-se a ele, testemunhando as festas. Aventuraram-se a ir ao terreno proibido, e foram enredados na cilada de Satanás. Iludidos pela música e dança, e seduzidos pela beleza das vestais gentílicas, romperam sua fidelidade para com Jeová. Unindo-se-lhes nos folguedos e festins, a condescendência com o vinho anuviou-lhes os sentidos e derribou as barreiras do domínio próprio. A paixão teve pleno domínio; e, havendo contaminado a consciência pela depravação, foram persuadidos a curvar-se aos ídolos. Ofereceram sacrifícios sobre os altares gentílicos, e participaram dos mais degradantes ritos.

Não demorou muito tempo para que o veneno se espalhasse, como uma infecção mortal, pelo acampamento de Israel. Aqueles que teriam conquistado seus inimigos na batalha, foram vencidos pelos ardis das mulheres gentílicas. O povo parecia ter endoidecido. Os príncipes e principais homens estavam entre os primeiros a transgredir, e eram tantos os culpados dentre o povo, que a apostasia se tornou nacional. Juntou-se pois “Israel a Baal-Peor”. Números 25:3. Quando Moisés se apercebeu do mal, as tramas de seus inimigos tinham sido tão bem-sucedidas que não somente se achavam os israelitas a participar do culto licencioso do Monte Peor, mas os ritos pagãos estavam vindo a ser observados no acampamento de Israel. O idoso chefe encheu-se de indignação, e acendeu-se a ira de Deus.

As suas práticas iníquas fizeram para Israel aquilo que todos os encantamentos de Balaão não poderiam fazer — separaram-nos de Deus. Por meio de juízos que se não fizeram esperar, o povo foi despertado para a enormidade de seu pecado. Uma pestilência terrível irrompeu no arraial, da qual dezenas de milhares de pronto foram presa. Deus ordenou que os líderes desta apostasia fossem mortos pelos magistrados. Esta ordem foi prontamente obedecida. Os transgressores foram mortos; então seus corpos foram suspensos à vista de todo o Israel, para que a congregação, vendo os dirigentes tão severamente tratados, pudesse ter uma intuição profunda da aversão de Deus ao seu pecado, e do terror de Sua ira contra eles.

Todos entendiam que o castigo era justo; e o povo foi apressadamente ao tabernáculo, e com lágrimas e profunda humilhação confessou seu pecado. Enquanto assim estavam a chorar diante de Deus, à porta do tabernáculo, ao mesmo tempo em que a praga ainda estava a fazer a sua obra de morte, e os magistrados cumpriam sua terrível missão, Zinri, um dos nobres de Israel, veio ousadamente ao acampamento, em companhia de uma meretriz midianita, princesa de importante casa de Midiã, a quem ele levara para a sua tenda. Nunca o vício foi mais ousado ou pertinaz. Inflamado pelo vinho, Zinri publicava seu pecado “como Sodoma”; gloriava-se em sua vergonha. Os sacerdotes e chefes haviam-se prostrado com pesar e humilhação, chorando “entre o alpendre e o altar” (Joel 2:17), e rogando ao Senhor que poupasse Seu povo, e não desse Sua herança ao opróbrio, enquanto esse príncipe de Israel fazia ostentação de seu pecado à vista da congregação, como que a desafiar a vingança de Deus, e zombar dos juízes da nação. Finéias, filho de Eleazar, sumo sacerdote, levantou-se dentre a congregação, e tomando uma lança “foi após do varão israelita até à tenda” (Números 25:8), e matou a ambos. Assim a praga cessou, enquanto o sacerdote que executara o juízo divino foi honrado perante todo o Israel, e o sacerdócio foi confirmado a ele e sua casa para sempre.

Finéias “desviou a Minha ira de sobre os filhos de Israel”, foi a mensagem divina; “portanto dize: Eis que lhe dou o Meu concerto de paz, e ele, e a sua semente depois dele, terá o concerto do sacerdócio perpétuo; porquanto teve zelo pelo seu Deus, e fez propiciação pelos filhos de Israel”. Números 25:11-13.

Os juízos que visitaram Israel, por causa de seu pecado, em Sitim, destruíram os sobreviventes daquela vasta multidão, que, quase quarenta anos antes, incorrera nesta sentença: “Certamente morrerão no deserto.” A contagem do povo feita por determinação divina, durante seu acampamento nas planícies do Jordão, mostrou que “dos que foram contados por Moisés e Arão, o sacerdote, quando contaram aos filhos de Israel no deserto de Sinai, […] nenhum deles ficou senão Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num”. Números 26:64, 65.

Deus enviara juízos sobre Israel por haverem cedido às seduções dos midianitas; mas os tentadores não deveriam escapar da ira da justiça divina. Os amalequitas, que haviam atacado Israel em Refidim, caindo sobre aqueles que estavam desfalecidos e cansados na retaguarda das hostes, só muito tempo depois é que foram punidos; mas os midianitas, que os seduziram ao pecado, tiveram de sentir prontamente os juízos de Deus, como sendo os inimigos mais perigosos. “Vinga os filhos de Israel dos midianitas”, foi a ordem de Deus a Moisés; “depois recolhido serás aos teus povos”. Números 31:2. Esta ordem foi imediatamente obedecida. Mil homens foram escolhidos de cada tribo, e enviados sob a chefia de Finéias. “E pelejaram contra os midianitas, como o Senhor ordenara a Moisés. […] Mataram mais, além dos que já foram mortos, os reis dos midianitas; […] cinco reis dos midianitas; também a Balaão filho de Beor mataram à espada”. Números 31:7, 8. As mulheres também, que foram feitasprisioneiras, pelo exército atacante, foram mortas por ordem de Moisés, como os mais culpados e perigosos dos adversários de Israel.

Tal foi o fim daqueles que imaginaram malefício contra o povo de Deus. Diz o salmista: “As gentes precipitaram-se na cova que abriram; na rede que ocultaram ficou preso o seu pé”. Salmos 9:15. “Pois o Senhor não rejeitará o Seu povo, nem desamparará a Sua herança. Mas o juízo voltará a ser justiça.” Quando os homens “acorrem em tropel contra a vida do justo”, o Senhor “fará recair sobre eles a sua própria iniqüidade; e os destruirá na sua própria malícia”. Salmos 94:14, 15, 21, 23.

Quando Balaão foi chamado para amaldiçoar os hebreus, não pôde com todos os seus encantamentos trazer mal sobre eles; pois o Senhor “não viu iniqüidade em Israel, nem contemplou maldade em Jacó”. Mas, quando em virtude de cederem à tentação transgrediram a lei de Deus, Sua defesa se afastou deles. Quando o povo de Deus é fiel aos Seus mandamentos, “contra Jacó não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel”. Números 23:21, 23. Daí exercer Satanás todo o seu poder e seus ardis para os seduzir ao pecado. Se aqueles que professam ser depositários da lei de Deus se tornam transgressores de seus preceitos, separam-se de Deus, e serão incapazes de subsistirem perante seus inimigos.

Os israelitas, que não puderam ser vencidos pelas armas ou pelos encantamentos de Midiã, foram presa de suas meretrizes. Tal é o poder que a mulher, alistada ao serviço de Satanás, tem exercido para prender e destruir as almas. “A muitos feridos derribou, e são muitíssimos os que por ela foram mortos”. Provérbios 7:26. Foi assim que os filhos de Sete foram desviados de sua integridade, e a semente santa se tornou corrupta. Assim foi José tentado. Assim traiu Sansão a sua força, a defesa de Israel, nas mãos dos filisteus. Nisto Davi tropeçou. E Salomão, o mais sábio dos reis, que três vezes fora chamado o amado de seu Deus, tornou-se escravo da paixão, e sacrificou sua integridade ao mesmo poder fascinante.

“Ora tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos. Aquele pois que cuida estar em pé, olhe não caia”. 1 Coríntios 10:11, 12. Satanás bem conhece o material com que tem a lidar no coração humano. Ele sabe — pois tem estudado com diabólica intensidade durante milhares de anos — quais os pontos que mais facilmente podem ser assaltados no caráter de cada um; e durante gerações sucessivas tem ele operado a fim de subverter os homens mais fortes, os príncipes de Israel, pelas mesmas tentações que tiveram tanto êxito em Baal-Peor. Todos os períodos da História se acham repletos de caracteres que naufragaram de encontro aos recifes da condescendência sensual. Aproximando-nos do final do tempo, ao achar-se o povo de Deus nas fronteiras da Canaã celestial, Satanás redobrará, como fez antigamente, os seus esforços para os impedir de entrar na boa terra. Arma as suas ciladas a toda a alma. Não é simplesmente o ignorante ou sem letras que necessita de ser guardado; ele preparará suas tentações para os que se encontram nas mais elevadas posições, no mais santo ofício; se ele os puder levar a poluir a alma, poderá por meio deles destruir a muitos. E ele agora emprega os mesmos fatores que empregou há três mil anos atrás. Por meio de amizades mundanas, pelos encantos da beleza, pela procura de prazeres, folguedos, festins ou bebidas, tenta ele à violação do sétimo mandamento.

Satanás seduziu Israel à depravação antes de os levar à idolatria. Aqueles que desonrarem a imagem de Deus e macularem Seu templo em suas próprias pessoas, não terão escrúpulos para praticarem qualquer desonra a Deus que satisfaça o desejo de seus depravados corações. A condescendência sensual enfraquece o espírito e avilta a alma. As faculdades morais e intelectuais ficam embotadas e paralisadas pela satisfação das inclinações animais; e é impossível ao escravo da paixão compenetrar-se da obrigação sagrada imposta pela lei de Deus, apreciar a obra expiatória, ou dar o devido valor à alma. Bondade, pureza e verdade, reverência para com Deus e amor pelas coisas sagradas — e tudo isto são afeições santas e nobres desejos que ligam os homens ao mundo celestial — são consumidos nos fogos da lascívia. A alma se torna um deserto enegrecido e desolado, habitação de espíritos maus, e “guarida de toda a ave hedionda e abominável”. Seres formados à imagem de Deus são arrastados ao nível dos irracionais.

Foi associando-se com os idólatras e unindo-se às suas festas que os hebreus foram levados a transgredir a lei de Deus, e trazer Seus juízos sobre a nação. Assim, agora, é levando os seguidores de Cristo a associar-se com os ímpios e unir-se às suas diversões que Satanás é mais bem-sucedido ao induzi-los ao pecado. “Saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo”. 2 Coríntios 6:17. Deus requer hoje de Seu povo uma distinção tão grande do mundo, nos costumes, hábitos e princípios, como exigia de Israel antigamente. Se fielmente seguirem os ensinos de Sua Palavra, existirá esta distinção; não poderá ser de outra maneira. As advertências feitas aos hebreus contra o identificarem-se com os gentios, não eram mais diretas ou explícitas do que as que vedam aos cristãos adaptar-se ao espírito e costumes dos ímpios. Cristo nos fala: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele”. 1 João 2:15. “A amizade do mundo é inimizade contra Deus”; “portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” Tiago 4:4. Os seguidores de Cristo devem separar-se dos pecadores, procurando sua companhia apenas quando há oportunidade de fazer-lhes bem. Nunca seríamos demasiado decididos em evitar a companhia daqueles que exercem influência para desviar-nos de Deus. Ao mesmo tempo em que oramos: “Não nos deixes cair em tentação” (Mateus 6:13), devemos excluir a tentação tanto quanto possível.

Foi quando os israelitas se achavam em uma condição de comodidade e segurança exterior que foram levados ao pecado. Deixaram de conservar a Deus sempre diante de si, negligenciaram a oração, e acariciaram um espírito de confiança em si próprios. A comodidade e condescendência consigo mesmos, deixaram desguarnecida a cidadela da alma, dando entrada a pensamentos aviltantes. Foram os traidores dentro dos muros que subverteram as fortalezas do princípio e traíram Israel ao poder de Satanás. É assim que Satanás ainda procura conseguir a ruína da alma. Uma longa operação preparatória desconhecida ao mundo, tem lugar no coração, antes que o cristão cometa francamente o pecado. A alma não desce de pronto da pureza e santidade à depravação, corrupção e crime. Leva tempo para que se degradem aqueles que foram formados à imagem de Deus, ao estado brutal e satânico. Pelo contemplar nos transformamos. Alimentando pensamentos impuros, o homem pode de tal maneira conduzir a mente que o pecado que uma vez lhe repugnava tornar-se-lhe-á agradável.

Satanás está empregando todos os meios para tornar populares o crime e o vício aviltante. Não podemos andar pelas ruas de nossas cidades sem encontrar notícias inflamantes de crimes, apresentadas em algum romance, ou a serem representados em algum teatro. A mente é educada de maneira a familiarizar-se com o pecado. A conduta seguida pelos que são baixos e vis é posta perante o povo nos jornais do dia, e tudo que pode provocar a paixão é trazido perante eles em histórias excitantes. Ouvem e lêem tanto acerca de crimes aviltantes que a consciência, que já fora delicada, e que teria recuado com horror de tais cenas, se torna endurecida, e ocupam-se com tais coisas com ávido interesse.

Muitos dos divertimentos populares do mundo hoje, mesmo entre aqueles que pretendem ser cristãos, propendem para os mesmos fins que os dos gentios, outrora. Poucos há na verdade entre eles, que Satanás não torne responsáveis pela destruição de almas. Por meio do teatro ele tem operado durante séculos para despertar a paixão e glorificar o vício. A ópera com sua fascinadora ostentação e música sedutora, o baile de máscaras, a dança, o jogo, Satanás emprega para derribar as barreiras do princípio e abrir a porta à satisfação sensual. Em todo ajuntamento onde é alimentado o orgulho e satisfeito o apetite, onde a pessoa é levada a esquecer-se de Deus e perder de vista os interesses eternos, está Satanás atando suas correntes.

“Guarda o teu coração”, é o conselho do sábio, “porque dele procedem as saídas da vida”. Provérbios 4:23. Conforme o homem “imaginou na sua alma, assim é”.Provérbios 23:7. O coração deve ser renovado pela graça divina, ou será em vão procurar pureza de vida. Aquele que tenta edificar um caráter nobre, virtuoso, independente da graça de Cristo, está edificando sua casa sobre areia movediça. Nas cruéis tempestades da tentação certamente será ela derribada. A oração de Davi deve ser a petição de toda alma: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto”. Salmos 51:10. E, tendo-nos tornado participantes do dom celestial, devemos prosseguir até à perfeição, sendo “mediante a fé” “guardados na virtude de Deus”. 1 Pedro 1:5.

Temos todavia uma obra a fazer a fim de resistirmos à tentação. Aqueles que não querem ser presa dos ardis de Satanás devem bem guardar as entradas da alma; devem evitar ler, ver, ou ouvir aquilo que sugira pensamentos impuros. A mente não deve ser deixada a divagar ao acaso em todo o assunto que o adversário das almas possa sugerir. “Cingindo os lombos do vosso entendimento”, diz o apóstolo Pedro, “sede sóbrios, […] não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; mas, como é santo Aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver”. 1 Pedro 1:13-15. Diz Paulo: “Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”. Filipenses 4:8. Isto exigirá oração fervorosa e incessante vigiar. Devemos ser auxiliados pela influência permanente do Espírito Santo, que atrairá a mente para cima, e habituá-la-á a ocupar-se com coisas puras e santas. E devemos fazer estudo diligente da Palavra de Deus. “Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a Tua Palavra. Escondi a Tua Palavra no meu coração”, diz o salmista, “para eu não pecar contra Ti”. Salmos 119:9, 11.

O pecado de Israel em Bete-Peor acarretou os juízos de Deus sobre a nação, e, embora os mesmos pecados hoje não sejam punidos tão prontamente, de um modo tão certo terão eles a sua paga. “Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá”. 1 Coríntios 3:17. A natureza determinou penas terríveis a estes crimes, penas estas que, mais cedo ou mais tarde, serão infligidas a todo o transgressor. São estes pecados mais do que outros quaisquer os que têm causado a terrível degeneração de nossa espécie, e o cortejo de moléstias e miséria que faz a desgraça do mundo. Os homens podem ter êxito ao esconder de seus semelhantes as suas transgressões, mas nem por isso deixarão de ceifar infalivelmente os resultados, em sofrimentos, moléstias, imbecilidade ou morte. E além desta vida encontra-se o tribunal do Juízo, com sentenças de eterna punição. “Os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus” (Gálatas 5:21), mas com Satanás e os anjos maus terão parte naquele “lago de fogo”, que é a “segunda morte”. Apocalipse 20:14.

“Os lábios da mulher estranha destilam favos de mel, e o seu paladar é mais macio do que o azeite; mas o seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois fios. Afasta dela o teu caminho e não te aproximes da porta da sua casa; para que não dês a outro a tua honra, nem os teus anos a cruéis. Para que não se fartem os estranhos do teu poder, e todos os teus trabalhos entrem na casa do estrangeiro; e gemas no teu fim, quando se consumirem a tua carne e o teu corpo”. Provérbios 5:3, 4, 8-11. “Sua casa se inclina para a morte.” “Todos os que se dirigem a ela não voltarão”. Provérbios 2:18, 19. “Seus convidados estão nas profundezas do inferno”. Provérbios 9:18.

Capítulo 42 — A repetição da lei

Este capítulo é baseado em Deuteronômio 4-6; 28.

O Senhor anunciou a Moisés que o tempo designado para a posse de Canaã estava às portas; e, achando-se o idoso profeta em pé sobre as elevações sobranceiras ao rio Jordão e a Terra Prometida, contemplou com profundo interesse a herança de seu povo. Seria possível que a sentença pronunciada contra ele, por causa de seu pecado em Cades, pudesse ser revogada? Com grande ardor rogou: “Senhor Jeová! Já começaste a mostrar ao Teu servo a Tua grandeza, e a Tua forte mão; porque, que deus há nos céus e na Terra, que possa obrar segundo as Tuas obras, e segundo a Tua fortaleza? Rogo-Te que me deixes passar, para que veja esta boa terra que está de além do Jordão; esta boa montanha, e o Líbano”. Deuteronômio 3:24-27.

A resposta foi: “Basta; não Me fales mais nesse negócio. Sobe ao cume de Pisga, e levanta teus olhos ao ocidente e ao norte, e ao sul, e ao oriente, e vê com os teus olhos; porque não passarás este Jordão.”

Sem murmurar Moisés sujeitou-se ao decreto de Deus. E agora sua grande ansiedade era por Israel. Quem sentiria pelo bem-estar deles o interesse que ele sentira? De um coração repleto ele derramou esta oração: “O Senhor, Deus dos espíritos de toda a carne, ponha um homem sobre esta congregação, que saia diante deles, e que entre diante deles, e que os faça sair, e que os faça entrar; para que a congregação do Senhor não seja como ovelhas que não têm pastor”. Números 27:16-23.

O Senhor ouviu a oração de Seu servo; e a resposta veio: “Toma para ti a Josué, filho de Num, homem em quem há o Espírito, e põe a tua mão sobre ele. E apresenta-o perante Eleazar, o sacerdote, e perante toda a congregação, e dá-lhe mandamentos aos olhos deles; e põe sobre ele da tua glória, para que obedeça toda a congregação dos filhos de Israel.” Josué havia durante muito tempo auxiliado a Moisés; e, sendo homem de sabedoria, habilidade e fé, foi escolhido para suceder-lhe.

Mediante a imposição das mãos por Moisés, acompanhada de impressionante conjuração, Josué foi solenemente separado como chefe de Israel. Foi também admitido a participar desde então no governo. As palavras do Senhor concernentes a Josué vieram por meio de Moisés à congregação: “E se porá perante Eleazar, o sacerdote, o qual por ele consultará, segundo o juízo de Urim, perante o Senhor; conforme ao seu dito sairão, e conforme ao seu dito entrarão, ele e todos os filhos de Israel com ele, e toda a congregação”. Números 27:18, 19, 21.

Antes de deixar sua posição como líder visível de Israel, determinou-se a Moisés repetir-lhes a história de seu libertamento do Egito, e suas viagens no deserto, e também recapitular-lhes a lei proferida do Sinai. Quando a lei fora dada, apenas poucos da presente congregação tinham idade suficiente para compreenderem a terrível solenidade da ocasião. Como devessem logo passar o Jordão, e tomar posse da Terra Prometida, Deus queria apresentar-lhes as reivindicações de Sua lei, e estipular-lhes a obediência como condição para a prosperidade.

Moisés ficou em pé perante o povo para fazer suas últimas advertências e admoestações. Seu rosto foi iluminado de uma santa luz. Tinha os cabelos brancos pela idade; mas o corpo estava ereto, o rosto exprimia o vigor não abatido da saúde, e os olhos eram claros e fortes.

Era uma ocasião solene, e com profundo sentimento descreveu ele o amor e misericórdia do Protetor todo-poderoso: “Pergunta agora aos tempos passados, que te precederam desde o dia em que Deus criou o homem sobre a Terra, desde uma extremidade do céu até a outra, se sucedeu jamais coisa tão grande como esta, ou se se ouviu coisa como esta? Ou se algum povo ouviu a voz de Deus falando do meio do fogo, como tu a ouviste, ficando vivo? Ou se um deus intentou ir tomar para si um povo do meio de outro povo com provas, com sinais, e com milagres, e com peleja, e com mão forte, e com braço estendido, e com grandes espantos, conforme a tudo quanto o Senhor vosso Deus vos fez no Egito aos vossos olhos? A ti te foi mostrado para que soubesses que o Senhor é Deus; nenhum outro há senão Ele”. Deuteronômio 4:32-35.

“O Senhor não tomou prazer em vós, nem vos escolheu, porque a vossa multidão era mais do que a de todos os outros povos, pois vós éreis menos em número do que todos os povos; mas porque o Senhor vos amava, e para guardar o juramento que jurara a vossos pais, o Senhor vos tirou com mão forte e vos resgatou da casa da servidão, da mão de faraó, rei do Egito. Saberás pois que o Senhor teu Deus é Deus, o Deus fiel que guarda o concerto e a misericórdia até mil gerações aos que O amam e guardam os Seus mandamentos”. Deuteronômio 7:7-9.

O povo de Israel estivera pronto para atribuir suas dificuldades a Moisés; mas agora foram removidas suas suspeitas de que ele era governado pelo orgulho, ambição ou egoísmo, e escutavam com confiança as suas palavras. Moisés expôs-lhes fielmente os seus erros e as transgressões de seus pais. Haviam eles muitas vezes se sentido impacientes e revoltados, por causa de sua longa peregrinação pelo deserto; mas o Senhor não era o culpado por esta demora em possuírem Canaã; Ele Se afligia mais do que eles por não poder levá-los à posse imediata da Terra Prometida, e mostrar assim perante todas as nações Seu grande poder no libertamento de Seu povo. Com sua falta de confiança em Deus, com seu orgulho e incredulidade, não estavam preparados para entrarem em Canaã. De nenhuma maneira representariam o povo cujo Deus era o Senhor; pois não tinham o Seu caráter de pureza, bondade e benevolência. Se seus pais houvessem se entregado pela fé à direção de Deus, sendo governados pelos Seus juízos, e andando em Suas ordenações, teriam desde muito tempo se estabelecido em Canaã, como um povo próspero, santo e feliz. Sua demora para entrarem na boa terra desonrou a Deus, e desmereceu a Sua glória à vista das nações ao redor.

Moisés, que compreendia o caráter e valor da lei de Deus, assegurou ao povo que nenhuma outra nação tinha preceitos tão sábios, justos e misericordiosos, como os que foram dados aos hebreus. “Vedes aqui”, disse ele, “vos tenho ensinado estatutos e juízos, como me mandou o Senhor meu Deus, para que assim façais no meio da terra a qual ides a herdar. Guardai-os pois, e fazei-os, porque esta será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos, que ouvirão todos estes estatutos, e dirão: Este grande povo só é gente sábia e entendida”. Deuteronômio 4:5, 6.

Moisés chamou sua atenção para o “dia em que estiveste perante o Senhor em Horebe”. Interpelou as hostes hebréias: “Que gente há tão grande, que tenha deuses tão chegados como o Senhor nosso Deus, todas as vezes que O chamamos? E que gente há tão grande, que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que hoje dou perante vós?” Hoje poderia repetir-se esta interpelação a Israel. As leis que Deus deu a Seu antigo povo eram mais sábias, melhores e mais humanas, do que as das nações mais civilizadas na Terra. As leis das nações trazem os indícios das debilidades e paixões do coração não renovado; mas a lei de Deus traz o cunho divino.

“O Senhor vos tomou, e vos tirou do forno de ferro do Egito”, declarou Moisés, “para que Lhe sejais por povo hereditário”. Deuteronômio 4:10, 7, 8, 20. A terra em que logo entrariam, e que deles deveria ser sob condição de obediência à lei de Deus, foi-lhes assim descrita, e, quanto não deveriam estas palavras ter comovido os corações de Israel, ao lembrarem-se eles de que aquele que tão resplendentemente descrevia as bênçãos da boa terra, fora, por causa do pecado deles, excluído da participação da herança de seu povo:

“O Senhor teu Deus te mete numa boa terra”; “não é como a terra do Egito, donde saístes, em que semeavas a tua semente, e a regavas com o teu pé, como a uma horta. Mas a terra que passais a possuir é terra de montes e de vales; da chuva dos céus beberá as águas”; “terra de ribeiros de águas, de fontes, e de abismos, que saem dos vales e das montanhas; terra de trigo e cevada, e de vides, e figueiras, e romeiras; terra de oliveiras, abundante de azeite e mel; terra em que comerás o pão sem escassez, e nada te faltará nela; terra cujas pedras são ferro, e de cujos montes tu cavarás o cobre”; “terra de que o Senhor teu Deus tem cuidado; os olhos do Senhor teu Deus estão sobre ela continuamente, desde o princípio até o fim do ano”. Deuteronômio 8:7-9; 11:10-12.

“Havendo-te pois o Senhor teu Deus introduzido na terra que jurou a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó, te daria, grandes e boas cidades, que tu não edificaste, e casas cheias de todo o bem, que tu não encheste, e poços cavados, que tu não cavaste, vinhas e olivais que tu não plantaste, e comeres e te fartares, guarda-te, e que te não esqueças do Senhor”. Deuteronômio 6:10-12. “Guardai-vos de que vos esqueçais do concerto do Senhor vosso Deus […] porque o Senhor teu Deus é um fogo que consome, um Deus zeloso”. Deuteronômio 4:23, 24. Se fizessem mal à vista do Senhor, então, disse Moisés: “Certamente perecereis depressa da terra, a qual, passado o Jordão, ides possuir”. Deuteronômio 4:25, 26.

Depois da repetição pública da lei, Moisés completou o trabalho de escrever todas as leis, estatutos e juízos que Deus lhe dera, e todas as regras relativas ao cerimonial dos sacrifícios. O livro que continha estas coisas foi posto sob os cuidados de oficiais competentes, e para ser guardado com segurança foi depositado ao lado da arca. Achava-se ainda o grande líder tomado de receio de que o povo se afastasse de Deus. Em um discurso mui sublime e palpitante expôs-lhes as bênçãos que seriam deles sob condição de obediência, e a maldição que seguiria à transgressão:

“Se ouvires a voz do Senhor teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os Seus mandamentos que eu te ordeno hoje”, “bendito serás tu na cidade, e bendito serás no campo”, no “fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, e o fruto dos teus animais; […] bendito o teu cesto e a tua amassadeira; bendito serás ao entrares, e bendito serás ao saíres. O Senhor entregará os teus inimigos que se levantarem contra ti, feridos diante de ti. […] O Senhor mandará que a bênção esteja contigo, nos teus celeiros, e em tudo o que puseres a tua mão”. Deuteronômio 28:1-8.

“Será porém que, se não deres ouvidos à voz do Senhor teu Deus, para não cuidares em fazer todos os Seus mandamentos e os Seus estatutos, que hoje te ordeno, então sobre ti virão todas estas maldições”, “e serás por pasmo, por ditado, e por fábula entre todos os povos a que o Senhor te levará.” “E o Senhor vos espalhará entre todos os povos, desde uma extremidade da Terra até a outra extremidade da Terra; e ali servirás a outros deuses que não conheceste, nem tu nem teus pais; ao pau e à pedra. E nem ainda entre as mesmas gentes descansarás, nem a planta de teu pé terá repouso; porquanto o Senhor ali te dará coração tremente, e desfalecimento dos olhos, e desmaio da alma. E a tua vida como suspensa estará diante de ti; e estremecerás de noite e de dia, e não crerás na tua própria vida. Pela manhã dirás: Ah! quem me dera ver a noite! e à tarde dirás: Ah! quem me dera ver a manhã! Pelo pasmo de teu coração, com que pasmarás, e pelo que verás com os teus olhos”. Deuteronômio 28:15, 37, 64-67.

Pelo Espírito de inspiração, olhando através dos séculos, Moisés descreveu as terríveis cenas da subversão final de Israel como nação, e a destruição de Jerusalém pelos exércitos de Roma: “O Senhor levantará contra ti uma nação de longe, da extremidade da Terra, que voa como a águia, nação cuja língua não entenderás; nação feroz de rosto, que não atentará para o rosto do velho, nem se apiedará do moço”. Deuteronômio 28:49, 50.

A completa devastação da terra, os horríveis sofrimentos do povo durante o cerco de Jerusalém por Tito, séculos mais tarde, foram vividamente descritos: “Comerá o fruto dos teus animais, e o fruto da tua terra, até que sejas destruído; […] e te angustiará em todas as tuas portas, até que venham a cair os teus altos e fortes muros, em que confiavas em toda a tua terra. […] Comerás o fruto do teu ventre, a carne de teus filhos e de tuas filhas, que te der o Senhor teu Deus, no cerco e no aperto com que os teus inimigos te apertarão.” “E quanto à mulher mais mimosa e delicada entre ti, que de mimo e delicadeza nunca tentou pôr a planta de seu pé sobre a terra, será maligno o seu olho contra o homem de seu regaço, […] e por causa de seus filhos que tiver; porque os comerá às escondidas pela falta de tudo, no cerco e no aperto com que o teu inimigo te apertará nas tuas portas”. Deuteronômio 28:51-53, 56, 57.

Moisés terminou com estas palavras impressionantes: “Os céus e a Terra tomo hoje por testemunhas contra vós, que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas tu e a tua semente, amando ao Senhor teu Deus, dando ouvidos à Sua voz, e te achegando a Ele; pois Ele é a tua vida, e a lonjura dos teus dias, para que fiques na terra que o Senhor jurou a teus pais, a Abraão, a Isaque e a Jacó, que lhes havia de dar”. Deuteronômio 30:19, 20.

A fim de mais profundamente gravar em todos os espíritos estas verdades, o grande chefe incorporou-as em poesia sacra. Este cântico não era somente histórico, mas também profético. Ao mesmo tempo em que de novo referia o maravilhoso trato de Deus para com Seu povo no passado, prefigurava também os grandes acontecimentos do futuro, a vitória final dos fiéis quando Cristo vier a segunda vez, com poder e glória. Ordenou-se ao povo que confiasse à memória esta história poética, e a ensinasse a seus filhos, e filhos de seus filhos. Deveria ser cantada pela congregação quando se reunia para o culto, e ser repetida pelo povo ao saírem eles para o seu labor cotidiano. Era dever dos pais gravar estas palavras na mente sensível de seus filhos, de tal maneira que nunca pudessem ser esquecidas.

Visto que os israelitas deveriam ser, em sentido especial, os guardas e conservadores da lei de Deus, deveriam eles especialmente impressionar-se com a significação dos preceitos da mesma, e com a importância da obediência, e por meio deles os seus filhos, e filhos de seus filhos. O Senhor ordenou com relação aos seus estatutos: “E as intimarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. […] E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas”. Deuteronômio 6:7-9.

Quando seus filhos perguntassem no futuro: “Quais são os testemunhos, e estatutos e juízos que o Senhor nosso Deus vos ordenou?” deviam os pais então repetir a história do trato de Deus, cheio de graça, para com eles: como o Senhor agira para o seu livramento, a fim de que pudessem obedecer à Sua lei; e declarar-lhes: “O Senhor nos ordenou que fizéssemos todos estes estatutos, para temer ao Senhor nosso Deus, para o nosso perpétuo bem, para nos guardar em vida, como no dia de hoje. E será para nós justiça quando tivermos cuidado de fazer todos estes mandamentos perante o Senhor nosso Deus, como nos tem ordenado”. Deuteronômio 6:20-25.

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