PROFETAS E REIS, cap. 16 – “A Queda da Casa de Acabe”

Capítulo 16 — A queda da casa de Acabe

Este capítulo é baseado em 1 Reis 21; 2 Reis 1.

A má influência que desde o início Jezabel havia exercido sobre Acabe continuou durante os últimos anos de sua vida, e deu frutos em obras de vergonha e violência, tais como raramente têm sido igualadas na História Sacra. “Ninguém fora como Acabe, que se vendera para fazer o que era mau aos olhos do Senhor; porque Jezabel, sua mulher, o incitava”. 1 Reis 21:25.

De uma disposição cobiçosa por natureza, Acabe, fortalecido e sustentado na prática do mal por Jezabel, tinha seguido os ditames de seu mau coração, até que ficou inteiramente controlado pelo espírito de egocentrismo. Não podia admitir qualquer recusa a seus desejos; o que desejava entendia que por direito devia ser seu.

Esse traço dominante em Acabe, que tão desastrosamente influenciou a sorte dos reinos sob seus sucessores, é revelado em um incidente que teve lugar enquanto Elias era ainda profeta em Israel. Bem junto ao palácio do rei estava uma vinha pertencente a Nabote, um jezreelita. Acabe assentou em seu coração possuir esta vinha; e propôs comprá-la, ou dar-lhe em troca outro pedaço de terra. “Dá-me a tua vinha”, disse ele a Nabote, “para que me sirva de horta, pois está vizinha, ao pé da minha casa; e te darei por ela outra vinha melhor do que ela, ou, se parece bem aos teus olhos, dar-te-ei a sua valia em dinheiro”. 1 Reis 21:2.

Nabote tinha sua vinha em alto valor, porque havia pertencido a seus pais, e recusava partilhá-la. “Guarde-me o Senhor”, disse ela a Acabe, “de que eu te dê a herança de meus pais”. 1 Reis 21:3. De acordo com o código levítico, nenhuma terra devia ser transferida permanentemente por venda ou troca; “os filhos de Israel se chegarão cada um à herança da tribo de seus pais”. Números 36:7.

A recusa de Nabote fez adoecer o monarca egoísta. “Acabe veio desgostoso e indignado a sua casa, por causa da palavra que Nabote, o jezreelita, lhe falara. […] E deitou-se na sua cama, e voltou o rosto, e não comeu pão”.

Jezabel, informada logo dos pormenores, e indignando-se de que alguém recusasse o pedido do rei, assegurou a Acabe que ele não precisava mais estar triste. “Governas tu agora no reino de Israel?” disse ela. “Levanta-te, come pão, e alegre-se o teu coração; eu te darei a vinha de Nabote, o jezreelita”.

Acabe não cuidou dos meios pelos quais sua esposa poderia conseguir o desejado objeto, e Jezabel imediatamente deu curso a seu ímpio propósito. Ela escreveu cartas em nome do rei, e selou-as com seu sinete, enviando-as aos anciãos e nobres da cidade em que Nabote residia, dizendo: “Apregoai um jejum, e ponde a Nabote acima do povo. E ponde defronte dele dois homens, filhos de Belial, que testemunhem contra ele, dizendo: Blasfemaste contra Deus e contra o rei. E trazei-o fora, e apedrejai-o para que morra”.

A ordem foi obedecida. “Os homens da sua cidade, os anciãos e os nobres que habitavam na sua cidade, fizeram como Jezabel lhes ordenara, conforme estava escrito nas cartas que lhes mandara”. Então Jezabel foi ao rei, e ordenou-lhe que se levantasse e tomasse posse da vinha. E Acabe, indiferente às conseqüências, cegamente seguiu-lhe o conselho, e desceu para tomar posse da cobiçada propriedade.

Ao rei não foi permitido desfrutar, sem ser incriminado, aquilo que havia alcançado pela fraude e derramamento de sangue. “Então veio a palavra do Senhor a Elias, o tesbita, dizendo: Levanta-te, desce para encontrar-te com Acabe, rei de Israel, que está em Samaria. Eis que está na vinha de Nabote, aonde tem descido para a possuir. E falar-lhe-ás, dizendo: Assim diz o Senhor: Porventura não mataste, e tomaste a herança?” E o Senhor deu a Elias posterior instrução para que pronunciasse sobre Acabe um terrível juízo.

O profeta deu pressa em executar a ordem divina. O governante culpado, encontrando o severo mensageiro de Jeová face a face na vinha, deu voz a seu súbito temor nas palavras: “Já me achaste, inimigo meu?”

Sem hesitação o mensageiro do Senhor replicou: “Achei-te; porquanto já te vendeste para fazeres o que é mau aos olhos do Senhor. Eis que trarei mal sobre ti, e arrancarei a tua posteridade”. Nenhuma misericórdia devia ser mostrada. A casa de Acabe devia ser totalmente destruída, “como a casa de Jeroboão, filho de Nebate, e como a casa de Baasa, filho de Aías”, declarou o Senhor por intermédio de Seu servo, “por causa da provocação, com que Me provocaste, e fizeste pecar a Israel”.

E a respeito de Jezabel o Senhor declarou: “Os cães comerão a Jezabel junto ao antemuro de Jezreel. Aquele que de Acabe morrer na cidade, os cães o comerão; e o que morrer no campo, as aves do céu o comerão”.

Quando o rei ouviu esta assustadora mensagem, “rasgou os seus vestidos, e cobriu a sua carne de saco, e jejuou; e jazia em saco, e andava mansamente.

“Então veio a Palavra do Senhor a Elias o tesbita, dizendo: Não viste que Acabe se humilha perante Mim? Porquanto, pois, se humilha perante Mim, não trarei este mal nos seus dias, mas nos dias de seu filho trarei este mal sobre a sua casa”. 1 Reis 21:4, 7, 9, 10, 17-29.

Foi menos de três anos mais tarde que o rei Acabe encontrou a morte às mãos dos sírios. Acazias, seu sucessor, “fez o que era mau aos olhos do Senhor; porque andou no caminho de seu pai, como também no caminho de sua mãe, e no caminho de Jeroboão”. “E serviu a Baal, e se inclinou diante dele, e indignou ao Senhor Deus de Israel” (1 Reis 22:52, 53), como seu pai Acabe tinha feito. Mas os juízos seguiram de perto os pecados do rebelde rei. Uma guerra desastrosa com Moabe, e a seguir um acidente em que sua própria vida foi ameaçada, atestaram da ira de Deus contra ele.

Havendo caído “pelas grades de um quarto alto”, Acazias, seriamente ferido, e temeroso de um possível desenlace, enviou alguns de seus servos para inquirirem de Baal-Zebube, deus de Ecrom, se se restabeleceria ou não. Supunha-se que o deus de Ecrom dava informações, através de um médium dentre seus sacerdotes, sobre futuros eventos. Grande número de pessoas ia inquiri-lo sobre isto; mas as predições ali formuladas, e as informações dadas, procediam do príncipe das trevas.

Os servos de Acazias encontraram-se com um homem de Deus, que fê-los retornar ao rei com a mensagem: “Porventura não há Deus em Israel, para irdes consultar a Baal-Zebube, deus de Ecrom? E por isso assim diz o Senhor: Da cama, a que subiste, não descerás, mas sem falta morrerás”. Havendo dado a sua mensagem, o profeta partiu.

Os admirados servos voltaram depressa ao rei, e repetiram-lhe as palavras do homem de Deus. O rei inquiriu: “Qual era o traje do homem que vos veio ao encontro e vos falou estas palavras?” Eles responderam: “Era um homem vestido de pêlos, e com os lombos cingidos dum cinto de couro”. “É Elias, o tesbita” (2 Reis 1:2-8), exclamou Acazias. Ele sabia que se o desconhecido a quem seus mensageiros tinham encontrado, fosse de fato Elias, as palavras de condenação pronunciadas seguramente se cumpririam. Ansioso por impedir, se possível, o ameaçado juízo, ele determinou mandar vir o profeta.

Duas vezes Acazias enviou uma companhia de soldados para intimidar o profeta, e duas vezes a ira de Deus caiu sobre eles em juízo. A terceira companhia de soldados humilhou-se perante Deus; e seu capitão, ao aproximar-se do mensageiro do Senhor, “pôs-se de joelhos diante de Elias, e suplicou-lhe, e disse-lhe: homem de Deus, seja, peço-te, preciosa aos teus olhos a minha vida, e a vida destes cinqüenta teus servos”.

“Então o anjo do Senhor disse a Elias: Desce com este; não temas. E levantou-se, e desceu com ele ao rei. E disse-lhe: Assim diz o Senhor: Porque enviaste mensageiros a consultar a Baal-Zebube, deus de Ecrom? Porventura é por que não há Deus em Israel, para consultar a Sua palavra? Portanto desta cama, a que subiste, não descerás, mas certamente morrerás”. 1 Reis 1:13-16.

Durante o reinado de seu pai, Acazias tinha testemunhado as maravilhosas obras do Altíssimo. Ele vira as terríveis evidências que Deus havia dado ao apostatado Israel, da maneira como Ele trata os que põem de lado obrigatórios reclamos de Sua lei. Acazias tinha agido como se essas terríveis realidades fossem apenas tolas histórias. Em vez de humilhar seu coração perante o Senhor, ele havia seguido após Baal, e afinal tinha arriscado sobre isto seu mais ousado ato de impiedade. Rebelde e não disposto a arrepender-se, Acazias morreu “conforme a palavra do Senhor, que Elias falara”. 2 Reis 1:17.

A história do pecado do rei Acazias e sua punição traz em si uma advertência que ninguém pode subestimar impunemente. Homens de hoje podem não prestar homenagem a deuses pagãos, contudo milhares estão adorando no altar de Satanás tão verdadeiramente como o fizera o rei de Israel. O espírito de idolatria predomina no mundo hoje, embora, sob a influência de ciência e educação, tenha assumido formas mais refinadas e atrativas que nos dias em que Acazias procurou o deus de Ecrom. Cada dia acrescenta suas lastimáveis evidências de que a fé na segura Palavra da Profecia está em declínio, e que em seu lugar superstições e satânicos enganos estão cativando a mente de muitos.

Hoje os mistérios do culto pagão são substituídos pelas sessões e associações secretas, ocultismo e maravilhas dos médiuns espíritas. As revelações desses médiuns são avidamente recebidas por milhares que se recusam a aceitar a luz através da Palavra de Deus ou de Seu Espírito. Crentes no espiritismo podem falar com desdém dos mágicos do passado, mas o grande enganador ri triunfante ao se renderem eles a suas artes sob uma forma diferente.

Há muitos que recuam horrorizados ante o pensamento de consultar médiuns espíritas, mas são atraídos por formas mais agradáveis de espiritismo. Outros são levados ao extravio pelos ensinamentos da Ciência Cristã, e pelo misticismo da teosofia e outras religiões orientais.

Os apóstolos de quase todas as formas de espiritismo sustentam possuir poder para curar. Eles atribuem este poder à eletricidade, ao magnetismo, aos assim chamados “remédios de simpatia”, ou a forças latentes contidas na mente do homem. E não são poucos, mesmo neste século cristão, os que vão a esses curandeiros, em vez de confiar no poder do Deus vivo e na habilidade de médicos bem qualificados. A mãe, vigiando junto ao leito de seu filhinho enfermo, exclama: “Nada mais posso fazer. Não há médico que tenha poder para restaurar meu filho?” Falam-lhe das maravilhosas curas realizadas por algum curandeiro clarividente ou magnetizador, e ela lhe confia seu ente querido, colocando-o nas mãos de Satanás tão verdadeiramente como se ele estivesse ao seu lado. Em muitos casos a vida futura da criança é controlada por um poder satânico que parece impossível quebrar.

Deus tinha motivos para desgostar-Se ante a impiedade de Acazias. Que não havia Ele feito para conquistar o coração do povo de Israel e inspirar-lhes confiança em Si? Durante séculos Ele estivera dando a Seu povo manifestações de bondade e amor nunca igualados. Desde o início mostrara que tinha as Suas “delícias com os filhos dos homens”. Provérbios 8:31. Fora um auxílio sempre presente a todos que O buscavam em sinceridade. Contudo o rei de Israel, desviando-se agora de Deus para suplicar ajuda ao pior inimigo de seu povo, proclamava aos pagãos que tinha mais confiança nos seus ídolos do que no Deus do Céu. De igual maneira homens e mulheres desonram-nO quando tornam da Fonte de força e sabedoria para solicitar auxílio ou conselho dos poderes das trevas. Se a ira de Deus foi acesa pelo ato de Acazias, como considera Ele os que, tendo ainda maior luz, escolhem adotar uma conduta semelhante?

Os que se entregam aos enganos de Satanás podem presumir de grandes benefícios recebidos; mas prova isto que sua conduta é sábia ou prudente? Como seria se a vida fosse prolongada? Se vantagens temporais fossem concedidas? Valerá a pena no fim haver desrespeitado a vontade de Deus? Tais lucros aparentes provar-se-ão no final uma perda irreparável. Não podemos derribar impunemente uma única barreira que Deus tenha construído para guardar Seu povo do poder de Satanás.

Como Acazias não tivesse filhos, foi sucedido por Jorão, seu irmão, o qual reinou sobre as dez tribos por doze anos. Durante esses anos sua mãe, Jezabel, ainda viveu, e continuou a exercer sua má influência sobre os negócios da nação. Costumes idólatras eram ainda praticados por muitos dentre o povo. O próprio Jorão “fez o que era mau aos olhos do Senhor; porém não como seu pai, nem como sua mãe, porque tirou a estátua de Baal, que seu pai fizera. Contudo aderiu aos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que fizera pecar a Israel; não se apartou deles”. 2 Reis 3:2, 3.

Foi durante o reinado de Jorão sobre Israel que Josafá morreu, e seu filho, chamado Jeorão, subiu ao trono do reino de Judá. Por seu casamento com a filha de Acabe e Jezabel, Jeorão de Judá estava intimamente associado com o rei de Israel; e em seu reinado seguiu após Baal, “como fazia a casa de Acabe”. “Também fez altos nos montes de Judá, e fez com que se corrompessem os moradores de Jerusalém, e até a Judá impeliu a isso”. 2 Crônicas 21:6, 11.

Ao rei de Judá não foi permitido continuar com sua terrível apostasia sem reprovação. O profeta Elias não havia ainda sido trasladado, e ele não podia permanecer em silêncio enquanto o reino de Judá estava seguindo o mesmo curso que tinha levado o reino do norte à beira da ruína. O profeta enviou a Jeorão de Judá uma comunicação escrita, em que o ímpio rei leu as terríveis palavras:

“Assim diz o Senhor, Deus de Davi teu pai: Porquanto não andaste nos caminhos de Josafá, teu pai, e nos caminhos de Asa, rei de Judá, mas andaste nos caminhos dos reis de Israel, e fizeste corromper a Judá e aos

moradores de Jerusalém, segundo a corrupção da casa de Acabe, e também mataste a teus irmãos, da casa de teu pai, melhores do que tu; eis que o Senhor ferirá com um grande flagelo ao teu povo, e a teus filhos, e às tuas mulheres, e a todas as tuas fazendas. Tu também terás uma grande enfermidade”.

Em cumprimento desta profecia, despertou “o Senhor contra Jeorão o espírito dos filisteus e dos arábios, que estão da banda dos etíopes. Estes subiram a Judá, e deram sobre ela, e levaram toda a fazenda, que se achou na casa do rei, como também a seus filhos e a suas mulheres; de modo que lhe não deixaram filho, senão a Jeoacaz, Acazias, Azarias, o mais moço de seus filhos.

“E depois de tudo isto o Senhor o feriu nas suas entranhas com uma enfermidade incurável. E sucedeu que, depois de muitos dias, e chegado que foi o fim de dois anos […] morreu de más enfermidades”. 2 Crônicas 21:12-19. “E Acazias, seu filho, reinou em seu lugar”. 2 Reis 8:24.

Jorão, o filho de Acabe, estava ainda reinando no reino de Israel quando seu sobrinho, Acazias, subiu ao trono de Judá. Acazias reinou apenas um ano, e durante este tempo, influenciado por sua mãe, Atalia, “sua conselheira, para obrar impiamente”, “andou nos caminhos da casa de Acabe”, “e fez o que era mau aos olhos do Senhor”. 2 Crônicas 22:3, 4. Jezabel, sua avó, vivia ainda, e ele se aliou ousadamente com Jorão de Israel, seu tio.

Acazias de Judá logo encontrou um trágico fim. Os membros sobreviventes da casa de Acabe foram sem dúvida “seus conselheiros depois da morte de seu pai, para sua perdição”. 2 Crônicas 22:3, 4. Enquanto Acazias estava em visita a seu tio em Jezreel, o profeta Eliseu foi divinamente dirigido para que enviasse um dos filhos dos profetas a Ramote-Gileade, a fim de ungir a Jeú como rei de Israel. As forças combinadas de Judá e Israel estavam nessa ocasião empenhadas numa campanha militar contra os sírios de Ramote-Gileade. Jorão havia sido ferido em combate, e retornara a Jezreel, deixando Jeú no comando dos exércitos reais.

Ao ungir Jeú, o mensageiro de Eliseu declarou: “Ungi-te rei sobre o povo do Senhor, sobre Israel”. E então solenemente pôs sobre Jeú uma especial comissão do Céu. “E ferirás a casa de Acabe, teu senhor”, o Senhor declarou por intermédio de Seu mensageiro, “para que Eu vingue o sangue de Meus servos, os profetas, e o sangue de todos os servos do Senhor, da mão de Jezabel. E toda a casa de Acabe perecerá”. 2 Reis 9:6-8.

Depois de haver sido proclamado rei pelo exército, Jeú dirigiu-se apressadamente para Jezreel, onde deu início à obra de execução de todos aqueles que deliberadamente haviam escolhido prosseguir no pecado e levar outros a pecar. Jorão de Israel, Acazias de Judá, e Jezabel, a rainha-mãe, “todos os restantes da casa de Acabe em Jezreel, como também a todos os seus grandes, e os seus conhecidos, e os seus sacerdotes”, foram mortos. “Todos os profetas de Baal, todos os seus servos e todos os seus sacerdotes” que habitavam no centro do culto a Baal próximo de Samaria, foram passados a espada. As imagens idólatras foram quebradas e queimadas, e o templo de Baal foi feito em ruínas. E “assim Jeú destruiu a Baal de Israel”. 2 Reis 10:11, 19, 28.

Notícias dessa execução geral chegaram até Atalia, filha de Jezabel, que ainda ocupava uma posição de autoridade no reino de Judá. Quando ela viu que seu filho, o rei de Judá, era morto, “levantou-se, e destruiu toda a descendência real”. Neste massacre todos os descendentes de Davi que eram elegíveis ao trono foram destruídos, salvo um, uma criança de nome Joás, a quem a esposa de Joiada, o sumo sacerdote, escondeu nas recâmaras do templo. Durante seis anos a criança permaneceu ali escondida, enquanto “Atalia reinava sobre a terra”. 2 Reis 10:11, 19, 28.

No fim deste tempo, “os levitas e todo o Judá” (2 Crônicas 23:8) uniram-se com Joiada, o sumo sacerdote, para coroar e ungir o pequeno Joás, aclamando-o rei. “E bateram as mãos, e disseram: Viva o rei”. 2 Reis 11:12.

“Ouvindo, pois, Atalia a voz do povo que corria para louvar o rei, veio ao povo à casa do Senhor”. “E olhou, e eis que o rei estava junto à coluna, conforme o costume, e os capitães, e as trombetas junto ao rei, e todo o povo da terra estava alegre, e tocava as trombetas”.

“Então Atalia rasgou os seus vestidos, e clamou: Traição! Traição!” 2 Reis 11:14. Mas Joiada ordenou a seus oficiais que a aprisionassem e a todos seus seguidores e os tirassem para fora do templo ao lugar da execução, onde deviam ser mortos.

Assim pereceu o último membro da casa de Acabe. O terrível mal que se produzira através de sua aliança com Jezabel continuou até que o último de seus descendentes foi destruído. Mesmo na terra de Judá, onde a adoração ao Deus verdadeiro jamais havia sido posta de lado, Atalia foi bem-sucedida em seduzir a muitos. Imediatamente após a execução da impenitente rainha, “todo o povo da terra entrou na casa de Baal, e a derribaram, como também os seus altares, e as suas imagens totalmente quebraram, e a Matã, sacerdote de Baal, mataram perante os altares”. 2 Reis 11:18.

Seguiu-se uma reforma. Os que tomaram parte na aclamação de Joás como rei, tinham combinado solenemente que seriam “o povo do Senhor”. E agora que a maléfica influência da filha de Jezabel tinha sido removida do reino de Judá, e os sacerdotes de Baal haviam sido mortos e seu templo destruído, “todo o povo da terra se alegrou, e a cidade repousou”. 2 Crônicas 23:16, 21.

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=7244

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s