COMENTÁRIO sobre O Desejado de Todas as Nações, cap. 83-84

Tropeçando em pedras e ocasionalmente perdendo-se na escuridão, os discípulos retornaram os oito quilômetros de volta a Jerusalém. Com corações em chamas, eles não podiam esperar para contar aos discípulos: Acabamos de ver o Senhor ressuscitado!

Andando de Jerusalém a Emaús, o Senhor não reconhecido desejava confortar os discípulos confusos. Ele queria enxugar as lágrimas deles e substituí-las com alegria, mas primeiro teve que ensinar-lhes algumas lições inesquecíveis. Cristo teve que mostrar que a aparente destruição de todas as suas esperanças era de fato o fundamento bíblico de todas as suas esperanças. A sombra da cruz se tornaria a glória da cruz.

Cristo caminhou cuidadosamente ao longo daquela estrada pedregosa, acompanhando o ritmo deles e ocasionalmente parando para descansar, para que pudesse levantar o véu de confusão das mentes de Seus amados discípulos. Hoje, Deus ainda respeita o nosso ritmo. Ele nunca nos leva mais rápido do que podemos suportar. Suavemente e com cuidado, Ele revela verdades sobre Si mesmo e sobre nossos próprios corações de maneiras que facilmente serão lembradas.

Muitas vezes ficamos confusos com a tristeza, ansiando por conforto, mas Cristo sabe o que precisamos para desenvolver uma fé sólida como a rocha. Então, ele pacientemente anda conosco, ensinando e orientando. E, sim, confortando.

Andar com Cristo pode, às vezes, ser uma jornada de confusão, lágrimas e aprendizado. Mas, finalmente, quando conhecemos o companheiro que vai ao nosso lado, vem a alegria. Confie no tempo de Deus. Ele sabe o que os corações precisam.

Lori Engel
Capelã (atualmente com deficiências)
Eugene, Oregon, EUA

Texto original:
https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/da/83-84
Leitura correspondente no livro DTN: http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/4/795/801/a-viagem-para-emaus
e
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/4/802/808/paz-seja-convosco

 

COMENTÁRIO sobre O Desejado de Todas as Nações, cap. 81-82

Olhos lacrimejantes e corações aflitos muitas vezes não conseguem perceber a presença de Cristo.

Trancados no cenáculo, os discípulos passaram grande parte do Domingo da Ressurreição envoltos em tristeza, preocupação e medo. A dor esmagadora bloqueava sua capacidade de lembrar as promessas de Cristo ou de acreditar nos relatos das mulheres acerca de seu Senhor ressuscitado.

Cristo sabia que os discípulos, especialmente Pedro, estavam sobrecarregados de pesar e arrependimento. Querendo tranqüilizar seus amigos, a primeira tarefa compassiva de Cristo após a ressurreição foi demonstrar Seu amor incondicional e terno. Duas vezes antes de subir ao céu, Jesus deu mensagens a Maria e a outras mulheres: Diga aos meus discípulos que os verei em breve na Galiléia. Depois de ver seu pai, Cristo ofereceu outra mensagem de esperança. No entanto, os discípulos recusaram-se a acreditar nas mensagens tão cheias de esperança. A alegria permaneceu enterrada.

Somos diferentes? Quantas vezes os erros do passado, o medo de perigos iminentes ou o pesar por várias perdas nos cegam para a realidade de que o nosso Senhor ressurreto está ao nosso lado? Envoltos pela dor, perdemos a alegria porque acreditamos que Cristo não está presente em nossas circunstâncias. Oprimido pelo medo, nos esquecemos das promessas de Deus de que Ele nunca nos deixará. Como os discípulos, colocamos mais confiança em nossos sentimentos do que em Sua Palavra.

No entanto, Jesus é gentil conosco. Vez após vez, Ele tenta romper nossa dor e abrir nossos olhos para que sintamos sua presença. Ele anseia que confiemos em Seu amor infalível e que creiamos em Suas repetidas mensagens.

Acredite, meu amigo. Alegre-se!

Lori Engel
Capelã (atualmente com deficiências)
Eugene, Oregon, EUA

Texto original:

https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/da/81-82  

Leitura correspondente no livro DTN: http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/4/779/787/o-senhor-ressuscitou

e

http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/4/788/794/por-que-choras?  

 

COMENTÁRIO sobre O Desejado de Todas as Nações, cap. 80

“Nós queremos a Cristo, o operador de curas!”

Naquele sábado trágico, entre a morte e a ressurreição, ouviu-se no templo clamores ansiando o toque curador de Cristo. Multidões de corpos e corações sofredores procuraram o Curador celestial, mas Ele não pôde ser encontrado. Morto e ainda dentro do túmulo rochoso, Ele não podia ouvir as súplicas das pessoas desejando esperança e cura.

Ansiando por Cristo, multidões desesperadas encontraram apenas o desdém cruel e a rejeição dos líderes religiosos. No entanto, eles continuaram implorando pela misericórdia curadora de Cristo. Eventualmente, eles foram barrados do templo, mantidos do lado de fora por soldados. A esperança foi extinta. O desapontamento encheu o ar.

Dois mil anos depois, clamores semelhantes ecoam dos mais altos escalões do poder até as mais pobres choupanas. Os gritos desesperados podem não ser tão explícitos. Na verdade, você precisa escutar com muita atenção para ouvir o desespero disfarçado. No entanto, em seu vício por entretenimento sem sentido em seu incessante desejo de poder, o mundo revela seu quebrantamento, sua necessidade do Grande Médico. Nos corações e mentes destroçados das almas devastadas pelo pecado ecoa o mesmo, embora inconsciente, clamor do coração: “Queremos a Cristo, o Curador”.

Não conhecendo o verdadeiro operador de curas, o mundo busca consolo nos impostores que não oferecem nada além de mais dor. Correndo para cá e para lá, o mundo procura alguma coisa, mas não sabe o que procura.

Você e eu podemos escolher responder aos clamores de hoje com as palavras alegres: “Nós servimos a um Salvador ressurreto. Ele está no mundo hoje.

Cristo o operador de curas – ainda é a resposta para todo coração ferido.

Lori Engel
Capelã (atualmente com deficiências)
Eugene, Oregon, EUA

Texto original:
https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/da/80
Leitura correspondente no livro DTN: http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/4/769/778/no-sepulcro-de-jose

 

 

COMENTÁRIO sobre O Desejado de Todas as Nações, cap. 79

Está terminado!

Duas pequenas palavras que determinaram o destino de todos os habitantes da Terra, passados ​​e futuros. Duas pequenas palavras que expuseram para sempre a verdadeira natureza do caráter de Satanás. Duas pequenas palavras que fizeram com que os sinos de alegria batessem no céu.

Está terminado. O trabalho de Cristo em nosso favor alcançou sua conclusão gloriosa. Ele conseguiu aquilo pelo qual ele havia deixado as glórias do céu. A misericórdia e a justiça se beijaram em perfeita harmonia.

Está terminado. Satanás foi desmascarado diante de anjos e mundos não caídos, que anteriormente não conseguiam discernir plenamente sua agenda assassina. Na morte de Cristo, o caráter de Satanás foi mais claramente revelado. Agora, suas maquinações se tornaram restritas. Não podia mais provocar os anjos que deixavam os tribunais do céu. Acesso negado!

Está terminado. Nunca mais os seres humanos precisariam trabalhar para ganhar a aceitação de Deus. A morte de Cristo foi “boa o suficiente” para o mundo inteiro, se todos assim o quiserem. A morte substitutiva de Cristo possibilitou uma vida de fé e graça que transformaria os corações, não através dos esforços miseráveis ​​da própria humanidade, mas através da perfeição do dom de Cristo em nosso favor.

Está terminado. O último sacrifício de Cristo terminou o ciclo interminável do sofrimento fútil. Cristo sofreu intensamente em nosso favor para que um dia todos nós possamos proclamar: “Dor. Sofrimento. Morte: Está terminado!

O gemido agonizante de Cristo, “Está terminado”, é apenas um prenúncio daquele glorioso “Está terminado” que um dia nós, junto com todos os anjos e mundos não caídos, gritaremos em êxtase.

Ainda não, mas muito em breve!

Lori Engel
Capelão (atualmente com deficiências)
Eugene, Oregon, EUA

Texto original:
https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/da/79
Leitura correspondente no livro DTN: http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/4/758/768/esta-consumado

 

COMENTÁRIO sobre O Desejado de Todas as Nações, cap. 78

Imagine uma dor de partir o coração!

Cristo e Seu Pai haviam desfrutado de intimidade ininterrupta durante toda a eternidade. Nunca haviam experimentado a ausência um do outro. Nunca o amor foi retido de um para com o outro. Mesmo vestido em forma humana, Cristo havia sentido o amor e a aprovação de Deus. Apesar das limitações da encarnação, o relacionamento deles havia permanecido.

Contudo, pendurado na cruz, envolto pela culpa do mundo, Cristo não podia sentir a presença do Pai. Temendo que a ofensividade do pecado fosse para sempre separá-lo de Deus, Cristo sofreu profundamente. Angústia inimaginável obscureceu a esperança. Cristo sentiu que os laços eternos de amor entre ele e seu Pai haviam sido cortados pela hediondez do pecado.

Embora Cristo sentisse a ausência de Seu Pai, Deus e os anjos estavam perto da cruz, testemunhando cada gota de sangue derramado e cada momento de agonia. Embora Cristo se sentisse abandonado, Ele não estava sozinho. O pecado impediu que Cristo sentisse a presença consoladora de Seu Pai. No entanto, Deus estava lá.

O sofrimento muitas vezes nos impede de perceber a presença de Deus. Quando atravessamos as noites mais escuras e os vales mais profundos, nos perguntamos por que Deus nos abandonou. Quando mais precisamos Dele, muitas vezes temos a impressão de que Ele está ausente. Cegados pela dor, pelas limitações humanas, pensamos que Ele nos abandonou. Mas Ele não nos abandona.

Quando não podemos senti-lo, Ele está lá. Quando nos sentimos abandonados, Ele está lá. Deus nunca nos abandona, não importa o quanto nossos sentidos digam o contrário.

Deus estava com Cristo na cruz. E Ele está com você em sua fornalha de aflição.

Mesmo quando você não sente isso. Acredite!

Lori Engel
Capelão (atualmente com deficiências)
Eugene, Oregon, EUA

Texto original:
https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/da/78
Leitura correspondente no livro DTN: http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/4/741/757/o-calvario

 

 

COMENTÁRIO sobre O Desejado de Todas as Nações, cap. 77

Há uma música acerca de Jesus intitulada “Quem é ele?” A mesma pergunta está também incomodando a Pilatos. Quem é Jesus? Quando Jesus estava diante dele, Pilatos viu um homem humilde e agradável. Ele era bom e não havia maldade nele. Ellen White escreveu: “Ele viu um homem de aparência calma e digna, cujo semblante não trazia as marcas de um criminoso, mas a assinatura do céu.” (DTN 724.1 – versão em inglês)

Todos os personagens desta história, quando Jesus foi preso e levado a Pilatos, têm uma certa compreensão acerca de Jesus. Para o Sinédrio, Jesus é um rebelde. Aos olhos deles, Jesus é muito ruim. Pilatos vê um homem justo – uma boa pessoa. E mesmo Herodes – embora não goste de Jesus – vê o bem que existe nEle e não é capaz de julgá-lo. Finalmente, Pilatos pergunta a Jesus quem ele é. Jesus deixa claro que ele é um rei, mas que o seu reino não é deste mundo.

Quem é Jesus para você e para mim? Essa é uma pergunta que todos temos que responder mais cedo ou mais tarde. Essa é uma pergunta que não pode ser respondida simplesmente coletando o máximo de informações acerca de Jesus. Só pode ser respondida através do nosso relacionamento com Ele, conhecendo-o mais e mais. Pensar em Jesus e em quem Ele é nos ajuda não apenas a vê-lo sob uma luz diferente, mas também a nos tornarmos cada vez mais semelhantes a ele. Por isso, gostaria de convidá-lo – separe um tempo hoje e pense acerca de Jesus: Quem é Ele?

Kirsi Mueller
Pastor Associado
Kiel, Schleswig, Igrejas Adventistas de Flensburg e Flensburg Leuchtfeuer
Alemanha

Texto original:
https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/da/77

Leitura correspondente no livro DTN: http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/4/723/740/na-sala-de-julgamento-de-pilatos

 

 

COMENTÁRIO sobre O Desejado de Todas as Nações, cap. 75-76

É sempre muito difícil acalmar as emoções e refrear a língua quando injustamente provocado e acusado. O desejo de responder, de provar que os atacantes estão redondamente errados, de apontar os defeitos dos acusadores, é quase demais para os corações humanos resistirem. Os corações de vítimas inocentes, injustamente insultadas e abusadas, clama por justiça.

Imagine como nosso Salvador deve ter se sentido durante a zombaria revoltante de seu julgamento. Cercado por seres ingratos, satanicamente controlados, que Ele havia criado e por quem estava dando a vida, Cristo foi tentado a exibir a Sua divindade. Jamais entenderemos a força da tentação ou a determinação exigida de Sua parte a fim de restringir o Seu poder em resposta ao esmagador abuso físico e emocional.

Muitos homens e mulheres sofreram imenso abuso e isto deixou seus corações profundamente feridos. Essas cicatrizes continuam a produzir seus efeitos secundários diariamente em residências, escolas e locais de trabalho, bem como na igreja. Uma das maiores lutas com que os que foram abusados tem de lidar é como responder aos seus agressores. Às vezes, a tentação de devolver na mesma moeda é quase insuportável. A vítima pode se tornar uma agressora devido às excruciantes dores e um sistema nervoso abalado, repleto de cortisol induzido pelo estresse.

No entanto, em Sua provação, Cristo demonstra que não importa quão indelicadamente somos tratados, Deus sempre nos capacita com a Sua graça.

Lori Engel
Capelã (atualmente com deficiência)
Eugene, Oregon EUA

Para ler os capítulos acesse:
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/4/698/715/perante-anas-e-o-tribunal-de-caifas
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/4/716/722/judas

Texto original:
https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/da/75-76   
Tradução: Jobson Santos, Jeferson Quimelli e Gisele Quimelli