COMENTÁRIO sobre O Grande Conflito, cap. 3 – Como começaram as trevas morais

Texto original:
https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/gc/3

Conhecida como “Idade Escura”, a Idade Média destacou-se como um período de apostasia, de trevas morais e de severa perseguição religiosa. Sob as ordens inegociáveis do pontífice de Roma, mesmo os reis da Terra tinham de se curvar àquele cujo título era: “Senhor Deus, o Papa”. Milhares de cristãos foram obrigados a refugiar-se nos antros da Terra e outros milhares torturados e mortos. Entretanto ameaça alguma poderia tombar a fé desses cristãos zelosos.

“Durante séculos a circulação da Escritura foi proibida” (p. 49). Cumpriu-se com rigor a profecia de Oséias: “O Meu povo está sendo destruído porque lhe falta o conhecimento” (Os. 4:6). A igreja cristã tornara-se apenas uma religião nominal. A terrível e acentuada desordem social foi uma prova inequívoca da loucura humana em desprezar o “Assim diz o Senhor”.

O passado é um alerta para o futuro. Um tempo sobremodo escuro está porvir, descrito pelo profeta Daniel como “tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn. 12:1). Apenas permanecerão em pé os perseverantes e fiéis que têm como regra de fé e prática a Palavra de Deus.

Compreendendo o que nos aguarda, nossa perspectiva pode ser otimista. A nossa redenção se aproxima, amados! Que ao soar a meia-noite, sejamos encontrados apercebidos. Vigiemos e oremos para sermos encontrados fiéis!

Rosana Barros
Esposa, mãe e escritora
Brasil

Leitura correspondente no livro GC:

http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/1/49/60/como-comecaram-as-trevas-morais

COMENTÁRIO sobre O Grande Conflito, cap. 2 – O valor dos mártires

Texto original:
https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/gc/2

Quando minha família conheceu a igreja, eu tinha apenas doze anos de idade. E naquele ano escolar, fui perseguida por colegas, de forma que eu me escondia quase todos os dias na hora do recreio. Mas sempre que precisavam de ajuda, estava disposta a ajudá-las nas atividades e trabalhos escolares. No fim daquele ano, elas me pediram desculpas. Não ganhei amigas, mas fiquei feliz com o sorriso de Jesus, com a certeza da Sua aprovação.

A igreja primitiva sofreu exatamente o que Jesus havia predito. Em sua fidelidade e peculiar temperança, tornou-se uma inconfundível norma que revelava os pecados dos ímpios. Sua firme convicção e sua vivência conforme os princípios da vida do Salvador lhes era como seta mortal, e, tomados pela inveja e pelo ódio, tornaram-se os piores perseguidores dos verdadeiros adoradores.

Mesmo sob constante ameaça, aqueles discípulos da escola de Cristo perseveraram em seguir nas pisaduras de seu Mestre. A aprovação de Deus era-lhes o bem mais precioso. As perseguições só lhes reforçava a pura verdade das Escrituras: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm.3:12).

“Haja um reavivamento da fé e poder da igreja primitiva, e o espírito de opressão reviverá, reacendendo-se as fogueiras da perseguição” (p.46). Sejamos o motivo do sorriso de Jesus! Reaviva a Tua igreja, Senhor!

Rosana Barros
Esposa, mãe e escritora
Brasil

Leitura correspondente no livro GC:
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/1/39/48/o-valor-dos-martires

COMENTÁRIO sobre O Grande Conflito, cap. 1 – Predito o Destino do Mundo

Texto original:
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Acusado de assassinar covardemente quarenta e oito mulheres, o “Serial killer” Gary Ridgway assumiu a culpa friamente perante um tribunal americano. E diante de familiares tomados pela dor e pelo ódio, Gary não demonstrava qualquer reação. Até que entrou em cena Robert Rule, pai de uma das vítimas, e disse as únicas palavras que fizeram o cruel assassino chorar: “Senhor Ridgway, têm pessoas aqui que lhe odeiam. Eu não sou uma delas. Você tornou difícil viver de acordo com o que eu acredito. E isso é o que Deus diz para fazer, que é perdoar. Você está perdoado, senhor”.

Em tempo de divina visitação, Israel não soube reconhecer a mais aguardada manifestação do Amor. Cristo “veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam” (João 1:11). Diante da terrível maldade em rejeitar e crucificar a Jesus, o mundo presenciou a mais comovente e incompreensível manifestação de perdão quando Jesus pronunciou as palavras: “Pai perdoa-lhes porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34).

O perdão que Jesus ofereceu aos que o crucificaram não quer dizer que Deus não estabeleça limites. A destruição de Jerusalém prefigurou o destino final de todos os que rejeitam aos apelos divinos.

Não sabemos se o serial killer aceitou o perdão do pai da vítima. Da mesma forma, nem todos aceitam o perdão incondicional de Jesus. Aceite, hoje, o perdão imerecido que Cristo lhe deu na cruz. Há verdadeira felicidade e vida eterna em aceitar tão precioso dom.

Rosana Barros
Esposa, mãe e escritora
Brasil

Leitura correspondente no livro GC:
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/1/17/38/predito-o-destino-do-mundo

COMENTÁRIO sobre Atos dos Apóstolos, cap. 58 – A Igreja Triunfante

Texto original:
https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/aa/58

A Bíblia nos mostra que Jesus escolheu homens sem escolaridade para edificar a igreja de Deus. O trabalho desses discípulos não foi fácil. Eles experimentaram privação, calúnia e perseguição. No entanto, os discípulos de Jesus cumpriram sua missão e multidões seguiram a mensagem da cruz. Mas qual foi o segredo do sucesso deles? Como esses homens indoutos fizeram um trabalho que abalou a geração deles?

A Bíblia revela que os discípulos consagraram suas vidas à causa de Cristo. Eles foram obedientes a todas as instruções que seu mestre lhes deu. Além disso, os apóstolos de Jesus decidiram trabalhar, não sozinhos, mas com o poder do Deus onipotente. Essa foi a chave do triunfo deles. Eles construíram sobre uma base segura, a pedra angular e a Rocha dos Séculos. Não importava a intolerância, o preconceito e o ódio das pessoas que acreditavam que eram guiadas por Deus. E, embora um por um tenham morrido por causa de Jesus, novos trabalhadores imediatamente tomaram o lugar deles.

Quase dois milênios se passaram e a mensagem de Jesus ainda precisa ser pregada a todas as nações. O registro de vida desses apóstolos é um lembrete maravilhoso de que precisamos construir nossa vida em Jesus, a principal pedra angular, e trabalhar em cooperação com o Espírito divino. Assim, seremos apóstolos modernos, que abalarão este mundo com a mensagem de Deus.

Jesus Hanco
Professor de Novo Testamento e Grego Bíblico na Faculdade de Teologia
Universidade da União Peruana

Leitura correspondente no livro DTN:
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/5/593/602/a-igreja-triunfante

COMENTÁRIO sobre Atos dos Apóstolos, cap. 56 – Patmos

Texto original:
https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/aa/56

João, o jovem que pediu permissão para lançar fogo do céu sobre uma vila não receptiva (Lucas 9:54), tornou-se o discípulo amado pelo poder do Espírito Santo e o último sobrevivente dos Doze. Agora um homem velho, ele tinha visto mais do que seu quinhão de dificuldades, desde a execução de seu irmão até a destruição do templo. Nada, no entanto, poderia impedi-lo de espalhar a mensagem que ouvira de Jesus.

Os líderes judeus e até o imperador romano fizeram o possível para silenciá-lo, mas no final o máximo que puderam foi bani-lo para uma ilha árida no Mediterrâneo, um lugar chamado Patmos. Para João, essa terra rochosa estéril ainda era um lugar de vida e paz porque Seu Senhor estava com ele. Hoje, as balsas levam pessoas de todo o mundo para ver essa ilha desolada por causa das visões que esse idoso servo de Deus recebeu lá. Deus escolheu um de seus seguidores mais antigos para ser o portador dessa mensagem com poder de impactar o mundo.

Deus nunca nos promete uma vida de conforto, mas uma vida em Seu serviço é a única maneira de encontrar a mudança e a paz que homens como João experimentaram. O inimigo odeia ver uma vida de serviço fiel a Deus e muitas vezes envia provações e dificuldades, mas não tem poder para destruir uma vida de humilde devoção a Deus.

Michael White
Professor de Bíblia e tradutor
Universidade da União Peruana

Leitura correspondente no livro DTN:
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/5/568/577/patmos

COMENTÁRIO sobre Atos dos Apóstolos, cap. 54-55 – Uma fiel testemunha

Texto original:
https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/aa/54-55

João, o amado apóstolo, destacou em suas cartas as características de um verdadeiro seguidor de Deus. Os discípulos mudaram o mundo no primeiro século da era cristã porque Cristo foi reproduzido neles. Isso foi o resultado de estar com Jesus, aprender com Ele e ter experimentado o Seu amor. Com o passar dos dias depois da ascensão de Jesus, os crentes se tornaram propensos a ver os fracassos uns dos outros em vez de olhar para Jesus como o centro de suas vidas. Por essa razão, João escreveu à Igreja para mudar essa atitude, dando-lhes o antídoto: amar uns aos outros. Esse amor fraternal só é possível através da compreensão do amor de Deus enviando Jesus por nós. Além disso, devemos estar conscientes de que nosso maior perigo é o mal que existe em nosso coração. O remédio é nos expormos ao amor de Deus, então o maior testemunho acontecerá: um povo unido em harmonia.

Veja bem, o amor de Deus opera na vida do crente, mas não funciona automaticamente e independentemente da vontade humana. Judas e Pedro foram expostos ao mesmo amor, mas tomaram decisões diferentes. Essa é a razão pela qual precisamos sacrificar o eu e obedecer a Deus. Tal sacrifício nos leva à santificação. Mas nossa natureza pecaminosa necessita de ajuda na batalha contra o eu. Não há melhor socorro do que a oração, porque se pedirmos, receberemos. Entreguemos tudo a Jesus!

Alvaro F. Rodríguez
Professor de Hebraico Bíblico e Antigo Testamento
Universidade da União Peruana

Leitura correspondente no livro DTN:
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/5/546/556/uma-fiel-testemunha
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/5/557/567/transformado-pela-graca

COMENTÁRIO sobre Atos dos Apóstolos, cap. 52-53 – Pedro e João

Texto original:
https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/aa/52-53

Como o caráter é a única coisa que levaremos para o céu quando soar a trombeta final, em alguns momentos ficamos preocupados em como levá-lo à perfeição. No entanto, à medida em que tentamos alcançar a perfeição de caráter, o resultado não é evidente, criando uma espécie de desapontamento e um sentimento de que estamos longe do objetivo. O erro que cometemos é sermos auto-suficientes. Devemos levar em conta que nosso caráter não pode mudar a menos que Cristo viva dentro de nós.

Pedro teve que lutar contra o perfeccionismo, assim como João, até que eles entenderam o segredo. Ambos começaram a jornada de caminhar com Jesus em direção à perfeição e no final da jornada o resultado foi alcançado Nele. Pedro, que certa vez negou a Jesus, não teve medo de morrer por Ele no final de seu ministério. João tinha um caráter ambicioso, ciumento e colérico; no entanto, quando ele contemplou o caráter e as obras de Jesus, seu amor por Ele aumentou. Deixando a vaidade, João decidiu seguir a Jesus, colocando sua própria vida em risco, como talvez nenhum outro discípulo tenha feito.

A mudança de caráter não é imediata, mas progressiva. Muitos iniciam o processo, mas desanimam porque parece não haver progresso. Satanás se aproveita desses sentimentos e leva as pessoas a desistirem e abandonarem a corrida da fé. Por essa razão, devemos ter a clara noção de que o caminho para a perfeição já está revelado: fixe seus olhos em Jesus e entenda que a mudança de caráter é possível subindo a escada de Pedro, que é Cristo.

Samuel Rafael
Estudante do Seminário Teológico
Universidade da União Peruana

Leitura correspondente no livro DTN:
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/5/529/538/firme-ate-o-fim
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/5/539/545/joao,-o-discipulo-amado