BLOG DA SEMANA 07/01/2018, sobre O Desejado de Todas as Nações, cap. 3

As ideias acerca de Israel e do mundo discutidas neste capítulo foram reveladoras. O povo e os líderes judeus haviam perdido de vista a mensagem prefigurada pelas cerimônias e festas. Na verdade, eles estavam mais perdidos do que aqueles a quem chamavam de pagãos. De igual modo, aqueles que seguiam as religiões pagãs estavam "cansados da pompa e da fantasia" e procuravam uma religião que pudesse satisfazer o coração.

O que realmente chama a minha atenção é a batalha em curso,invisível aos olhos humanos. Como parte deste "grande conflito", Satanás esperava levar o mundo a tal ponto de pecado e degradação que Deus simplesmente erradicaria todo habitante da terra.

Satanás ama torcer e perverter a verdade, como, por exemplo, a insinuação de que os princípios do governo de Deus tornam impossível o ser humano ser perdoado. Desde o seu sucesso em convencer a Eva de que eles "não morreriam", Satanás tem trabalhado para afastar os homens da verdade acerca de Deus e Seu caráter. Os líderes Judeus criaram um sistema de salvação por meio de obras. Isto foi obra de Satanás e "onde quer que seja aceita, os homens não têm barreira contra o pecado".

Aqui está a parte incrível para mim. Em vez de eliminar da terra esse povo repulsivo e pecador, Deus preferiu enviar Seu Filho para morrer pelos pecados deles. Isso reafirma o amor que Ele tem por toda a humanidade e prova que Satanás está errado perante todo o céu de uma vez por todas.

Ronda Geier-Cheatham
Diretora da Escola Bíblica Discovery
Blackfoot, Idaho

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=12823
Tradução: Jobson Santos, Jeferson Quimelli e Gisele Quimelli

O DESEJADO DE TODAS AS NAÇÕES, cap 3

O DESEJADO DE TODAS AS NAÇÕES, cap 3

Capítulo 3 — “A plenitude dos tempos”

Vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou Seu Filho […] para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos”. Gálatas 4:4, 5.

A vinda do Salvador foi predita no Éden. Quando Adão e Eva ouviram pela primeira vez a promessa, aguardavam-lhe o pronto cumprimento. Saudaram alegremente seu primogênito, na esperança de que fosse o Libertador. Mas o cumprimento da promessa demorava. Aqueles que primeiro a receberam, morreram sem o ver. Desde os dias de Enoque, a promessa foi repetida por meio de patriarcas e profetas, mantendo viva a esperança de Seu aparecimento, e todavia Ele não vinha. A profecia de Daniel revelou o tempo de Seu advento, mas nem todos interpretavam corretamente a mensagem. Século após século se passou; cessaram as vozes dos profetas. A mão do opressor era pesada sobre Israel, e muitos estavam dispostos a exclamar: “Prolongar-se-ão os dias, e perecerá toda a visão”. Ezequiel 12:22.

Mas, como as estrelas no vasto circuito de sua indicada órbita, os desígnios de Deus não conhecem adiantamento nem tardança. Mediante os símbolos da grande escuridão e do forno fumegante, Deus revelara a Abraão a servidão de Israel no Egito, e declarara que o tempo de peregrinação deles seria de quatrocentos anos. “Sairão depois com grandes riquezas”. Gênesis 15:14. Contra essa palavra, todo o poder do orgulhoso império de Faraó batalhou em vão. “Naquele mesmo dia”, indicado na promessa divina, “todos os exércitos do Senhor saíram da terra do Egito”. Êxodo 12:41. Assim, nos divinos conselhos fora determinada a hora da vinda de Cristo. Quando o grande relógio do tempo indicou aquela hora, Jesus nasceu em Belém.

“Vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou Seu Filho.” A Providência havia dirigido os movimentos das nações, e a onda do impulso e influência humanos, até que o mundo se achasse maduro para a vinda do Libertador. As nações estavam unidas sob o mesmo governo. Falava-se vastamente uma língua, a qual era por toda parte reconhecida como a língua da literatura. De todas as terras os judeus da dispersão reuniam-se em Jerusalém para as festas anuais. Ao voltarem para os lugares de sua peregrinação, podiam espalhar por todo o mundo as novas da vinda do Messias.

Por essa época, os sistemas pagãos iam perdendo o domínio sobre o povo. Os homens estavam cansados de aparências e fábulas. Ansiavam uma religião capaz de satisfazer a alma. Conquanto a luz da verdade parecesse afastada dos homens, havia almas ansiosas de luz, cheias de perplexidade e dor. Tinham sede do conhecimento do Deus vivo, da certeza de uma vida para além da morte.

À medida que Israel se havia separado de Deus, sua fé se enfraquecera, e a esperança deixara, por assim dizer, de iluminar o futuro. As palavras dos profetas eram incompreendidas. Para a massa do povo, a morte era um terrível mistério; para além, a incerteza e as sombras. Não era só o pranto das mães de Belém, mas o clamor do grande coração da humanidade, que chegou ao profeta através dos séculos — a voz ouvida em Ramá, “lamentação, choro e grande pranto: Raquel chorando os seus filhos, e não querendo ser consolada, porque já não existem”. Mateus 2:18. Na “região da sombra da morte”, sentavam-se os homens sem consolação. Com olhares ansiosos, aguardavam a vinda do Libertador, quando as trevas seriam dispersas, e claro se tornaria o mistério do futuro.

Fora da nação judaica houve homens que predisseram o aparecimento de um instrutor. Esses homens andavam em busca da verdade, e foi-lhes comunicado o Espírito de inspiração. Um após outro, quais estrelas num céu enegrecido, haviam-se erguido esses mestres. Suas palavras de profecia despertaram a esperança no coração de milhares, no mundo gentio.

Fazia séculos que as Escrituras haviam sido traduzidas para o grego, então vastamente falado no império romano. Os judeus estavam espalhados por toda parte, e sua expectação da vinda do Messias era, até certo ponto, partilhada pelos gentios. Entre aqueles a quem os judeus classificavam de pagãos, encontravam-se homens que possuíam melhor compreensão das profecias da Escritura relativas ao Messias, do que os mestres de Israel. Alguns O esperavam como Libertador do pecado. Filósofos esforçavam-se por estudar a fundo o mistério da organização dos hebreus. A hipocrisia destes, porém, impedia a disseminação da luz. Com o fito de manter a separação entre eles e as outras nações, não se dispunham a comunicar o conhecimento que ainda possuíam quanto ao serviço simbólico. Era preciso que viesse o verdadeiro Intérprete. Aquele a quem todos esses tipos prefiguravam, devia explicar o sentido dos mesmos.

Por meio da natureza, de figuras e símbolos, de patriarcas e profetas, Deus falara ao mundo. As lições deviam ser dadas à humanidade na linguagem da própria humanidade. O Mensageiro do concerto devia falar. Sua voz devia ser ouvida em Seu próprio templo. Cristo tinha de vir para proferir palavras que fossem clara e positivamente compreendidas. Ele, o autor da verdade, devia separá-la da palha das expressões humanas, que a haviam tornado de nenhum efeito. Os princípios do governo de Deus e o plano da redenção, deviam ficar claramente definidos. As lições do Antigo Testamento precisavam ser plenamente apresentadas aos homens.

Havia entre os judeus ainda algumas almas firmes, descendentes daquela santa linhagem através da qual fora conservado o conhecimento de Deus. Estes acalentavam a esperança da promessa feita aos pais. Fortaleciam a fé repousando na certeza dada por intermédio de Moisés: “O Senhor vosso Deus vos suscitará um profeta dentre vossos irmãos, semelhante a mim: a Este ouvireis em tudo que vos disser”. Atos dos Apóstolos 3:22. E novamente liam como o Senhor havia de ungir Alguém “para pregar boas-novas aos mansos”, “restaurar os contritos de coração”, “proclamar liberdade aos cativos”, e apregoar “o ano aceitável do Senhor”. Isaías 61:1, 2. Liam como Ele havia de estabelecer “a justiça sobre a Terra”, como as ilhas aguardariam a “Sua doutrina”, (Isaías 42:4) como os gentios andariam à Sua luz, e os reis ao resplendor que Lhe nascera. Isaías 60:3.

As últimas palavras de Jacó os enchiam de esperança: “O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló”. Gênesis 49:10. O enfraquecido poder de Israel testemunhava que a vinda do Messias estava às portas. A profecia de Daniel pintava a glória do Seu reino sobre um domínio que sucederia a todos os impérios terrestres; e disse o profeta: “subsistirá para sempre”. Daniel 2:44. Ao passo que poucos entendiam a natureza da missão de Cristo, era geral a expectativa de um poderoso príncipe que havia de estabelecer seu reino em Israel, e que viria como um libertador para as nações.

Chegara a plenitude dos tempos. A humanidade, tornando-se mais degradada através dos séculos de transgressão, pedia a vinda do Redentor. Satanás estivera em operação para tornar intransponível o abismo entre a Terra e o Céu. Por suas falsidades tornara os homens atrevidos no pecado. Era seu desígnio esgotar a paciência de Deus, e extinguir-Lhe o amor para com os homens, de maneira que Ele abandonasse o mundo à satânica jurisdição.

Satanás estava procurando vedar ao homem o conhecimento de Deus, desviar-lhe a atenção do templo divino, e estabelecer seu próprio reino. Dir-se-ia coroada de êxito sua luta pela supremacia. É verdade, que, em toda geração, Deus tem Seus instrumentos. Mesmo entre os gentios, havia homens por meio dos quais Cristo estava operando para elevar o povo de seu pecado e degradação. Mas esses homens eram desprezados e aborrecidos. Muitos deles haviam sofrido morte violenta. A escura sombra que Satanás lançara sobre o mundo, tornara-se cada vez mais densa.

Por meio do paganismo, Satanás desviara por séculos os homens de Deus; mas conseguira seu grande triunfo ao perverter a fé de Israel. Contemplando e adorando suas próprias concepções, os gentios haviam perdido o conhecimento de Deus, tornando-se mais e mais corruptos. O mesmo se deu com Israel. O princípio de que o homem se pode salvar por suas próprias obras, e que está na base de toda religião pagã, tornara-se também o princípio da religião judaica. Implantara-o Satanás. Onde quer que seja mantido, os homens não têm barreira contra o pecado.

A mensagem de salvação é comunicada aos homens por intermédio de instrumentos humanos. Mas os judeus haviam procurado monopolizar a verdade, que é a vida eterna. Entesouraram o vivo maná, que se corrompera. A religião que tinham buscado guardar só para si, tornara-se um tropeço. Roubavam a Deus de Sua glória, e prejudicavam o mundo por uma falsificação do evangelho. Haviam recusado entregar-se a Deus para a salvação do mundo, e tornaram-se instrumento de Satanás para sua destruição.

O povo a quem Deus chamara para ser a coluna e fundamento da verdade, transformara-se em representante de Satanás. Faziam a obra que este queria que fizessem, seguindo uma conduta em que apresentavam mal o caráter de Deus, fazendo com que o mundo O considerasse um tirano. Os próprios sacerdotes que ministravam no templo haviam perdido de vista a significação do serviço que realizavam. Deixaram de olhar, para além do símbolo, àquilo que ele significava. Apresentando as ofertas sacrificais, eram como atores num palco. As ordenanças que o próprio Deus indicara, tinham-se tornado o meio de cegar o espírito e endurecer o coração. Deus não poderia fazer nada mais pelo homem por meio desses veículos. Todo o sistema devia ser banido.

O engano do pecado atingira sua culminância. Todos os meios para depravar a alma dos homens haviam sido postos em operação. Contemplando o mundo, o Filho de Deus viu sofrimento e miséria. Viu, com piedade, como os homens se tinham tornado vítimas da crueldade satânica. Olhou compassivamente para os que estavam sendo corrompidos, mortos, perdidos. Estes tinham escolhido um dominador que os jungia a seu carro como cativos. Confundidos e enganados, avançavam, em sombria procissão rumo à ruína eterna — para a morte em que não há nenhuma esperança de vida, para a noite que não tem alvorecer. Agentes satânicos estavam incorporados com os homens. O corpo de criaturas humanas, feito para habitação de Deus, tornara-se morada de demônios. Os sentidos, os nervos, as paixões, os órgãos dos homens eram por agentes sobrenaturais levados a condescender com a concupiscência mais vil. O próprio selo dos demônios se achava impresso na fisionomia dos homens. Esta refletia a expressão das legiões do mal de que se achavam possessos. Eis a perspectiva contemplada pelo Redentor do mundo. Que espetáculo para a Infinita Pureza!

O pecado se tornara uma ciência, e era o vício consagrado como parte da religião. A rebelião deitara fundas raízes na alma, e violenta era a hostilidade do homem contra o Céu. Ficara demonstrado perante o Universo que, separada de Deus, a humanidade não se poderia erguer. Novo elemento de vida e poder tinha de ser comunicado por Aquele que fizera o mundo.

Com intenso interesse, os mundos não caídos observavam para ver Jeová levantar-Se e assolar os habitantes da Terra. E, fizesse Deus assim, Satanás estaria pronto a executar seu plano de conquistar a aliança dos seres celestiais. Declarara ele que os princípios de Deus tornavam impossível o perdão. Houvesse o mundo sido destruído, e teria pretendido serem justas as suas acusações. Estava disposto a lançar a culpa sobre o Senhor, e estender sua rebelião pelos mundos em cima. Em lugar de destruir o mundo, porém, Deus enviou Seu Filho para o salvar. Embora se pudessem, por toda parte do desgarrado domínio, ver corrupção e desafio, foi provido um meio para resgatá-lo. Justo no momento da crise, quando Satanás parecia prestes a triunfar, veio o Filho de Deus com a embaixada da graça divina. Através de todos os séculos, de todas as horas, o amor de Deus se havia exercido para com a raça caída. Não obstante a perversidade dos homens, os sinais da misericórdia tinham sido constantemente manifestados. E, ao chegar à plenitude dos tempos, a Divindade era glorificada derramando sobre o mundo um dilúvio de graça vivificadora, o qual nunca seria impedido nem retido enquanto o plano da salvação não se houvesse consumado.

Satanás rejubilava por haver conseguido rebaixar a imagem de Deus na humanidade. Então veio Cristo, a fim de restaurar no homem a imagem de seu Criador. Ninguém, senão Cristo, pode remodelar o caráter arruinado pelo pecado. Veio para expelir os demônios que haviam dominado a vontade. Veio para nos erguer do pó, reformar o caráter manchado, segundo o modelo de Seu divino caráter, embelezando-o com Sua própria glória.

BLOG DA SEMANA 24/12/2017, sobre Profetas e Reis, cap. 60

Que belas promessas encontramos neste capítulo!

Como mãe de uma criança com necessidades especiais presa a uma cadeira de rodas, este capítulo me trouxe muita alegria. Eu anseio pelo que está por vir, para ver meu filho pular como um cervo, correr como outras crianças de sua idade o fazem.

“Então os olhos dos cegos serão abertos,
e os ouvidos dos surdos se abrirão.
Então os coxos saltarão como cervos,
e a língua dos mudos cantará”.
Isaías 35:5, 6.

Durante o tempo da doença do meu filho, senti-me desolada e até muitas vezes perdi a motivação para orar. Foi naquela época que minha comunidade e amigos da igreja me cercaram em oração, orando por mim num momento em que eu lutava para encontrar palavras de oração. Em muitos dias, tudo o que eu pedia, era: “Deus, ajude meu filho”.

Este capítulo fala-me sobre tais momentos na minha experiência, um lembrete do poder da oração e da comunidade da igreja. Temos que sair da nossa zona de conforto, orar por nossos irmãos e irmãs que lutam contra a aflição. Nós também precisamos ser sua força nos momentos em que eles não têm nenhuma. Mesmo que seja apenas para oferecer um ouvido a escutar o desabafo ou um ombro para chorar, é muito importante estar presente junto àqueles que estão sofrendo.

Este mundo está cheio de pessoas quebrantadas e feridas. Eu vejo a dor todos os dias em meus amigos que são pais de crianças com necessidades especiais. Apresentemos a eles essas poderosas palavras de promessa e as compartilhemos com outras pessoas à nossa volta.

Eu louvo a Deus por minhas provações, pois me ajudaram a estar mais atento ao quanto precisamos uns dos outros quando a vida se torna difícil.

Jill Palffly Simpson
Westminster, Carolina do Sul, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/pk/60 e https://www.revivalandreformation.org/?id=1569
Tradução: Jeferson Quimelli e Gisele Quimelli
Capítulo da semana em: https://credeemseusprofetas.org/2017/12/23/blog-da-semana-24-12-2017-sobre-profetas-e-reis-cap-60/

PROFETAS E REIS, cap. 60

Capítulo 60 — Visões da glória futura

Nos dias mais negros de seu longo conflito com o mal, à igreja de Deus têm sido dadas revelações do eterno propósito de Jeová. A Seu povo tem sido permitido olhar para além das provas do presente aos triunfos do futuro quando, findo o conflito, os redimidos entrarão na posse da Terra Prometida. Essas visões de glória futura, cenas pintadas pela mão de Deus, deviam ser estimadas por Sua igreja hoje, quando a controvérsia dos séculos está chegando rapidamente ao fim, e as bênçãos prometidas devem ser logo experimentadas em toda a sua plenitude.

Muitas foram as mensagens de conforto dadas à igreja pelos profetas do passado. “Consolai, consolai o Meu povo” (Isaías 40:1), foi a comissão dada por Deus a Isaías; e com a comissão foram dadas maravilhosas visões que têm sido a esperança e gozo dos crentes através dos séculos que se têm seguido. Desprezados dos homens, perseguidos, abandonados, os filhos de Deus em todos os séculos têm sido não obstante sustentados por Suas fiéis promessas. Pela fé têm olhado para o tempo em que Ele cumprirá para com Sua igreja a promessa: Eu “te porei uma excelência perpétua, um gozo de geração em geração”. Isaías 60:15.

Não raro é a igreja militante chamada a sofrer prova e aflição; pois não é sem severo conflito que a igreja deverá triunfar. “Pão de angústia e água de aperto” (Isaías 30:20), pertencem à sorte de todos; mas ninguém que ponha a sua confiança nAquele que é poderoso para livrar será inteiramente subjugado. “Assim diz o Senhor que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque Eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és Meu. Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti. Porque Eu sou o Senhor teu Deus, o Santo de Israel, o teu Salvador; dei o Egito por teu resgate, e Etiópia e Seba por ti. Enquanto foste precioso aos Meus olhos, também foste glorificado, e Eu te amei, pelo que dei os homens por ti, e os povos por tua alma”. Isaías 43:1-4.

Há perdão com Deus; há aceitação plena e livre pelos méritos de Jesus, nosso Senhor crucificado e ressurreto. Isaías ouviu o Senhor declarar a Seus escolhidos: “Eu, Eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de Mim, e dos teus pecados Me não lembro. Procura lembrar-Me; entremos em juízo juntamente; apresenta as tuas razões, para que te possa justificar”. Isaías 43:25, 26. “E saberás que Eu sou o Senhor, o teu Salvador, e o teu Redentor, o Possante de Jacó”. Isaías 60:16.

“Tirará o opróbrio do Seu povo” (Isaías 25:8), o profeta declarou. “E chamar-te-ão: Povo santo, remidos do Senhor”. Isaías 62:12. Ele determinou “que se lhes dê ornamento por cinza, óleo de gozo por tristeza, vestido de louvor por espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantação do Senhor, para que Ele seja glorificado”. Isaías 61:3.

“Desperta, desperta, veste-te da tua fortaleza, ó Sião;
veste-te dos teus vestidos formosos,
ó Jerusalém, cidade santa;
porque nunca mais entrará em ti nem incircunciso e nem imundo.
Sacode o pó, levanta-te, e assenta-te, ó Jerusalém;
solta-te das ataduras de teu pescoço,
ó cativa filha de Sião”.

Isaías 52:1, 2.

“Ó oprimida, arrojada com a tormenta e desconsolada eis
que Eu porei as tuas pedras com todo o ornamento,
e te fundarei sobre safiras.
E as tuas janelas farei cristalinas,
e as tuas portas de rubis,
e todos os teus termos de pedras aprazíveis.
E todos os teus filhos serão discípulos do Senhor;
e a paz dos teus filhos será abundante.
Com justiça serás confirmada;
estarás longe da opressão, porque já não temerás;
e também do espanto, porque não chegarão a ti.
Eis que poderão vir a juntar-se,
mas não será por Mim;
quem se ajuntar contra ti,
cairá por amor de ti […]
Toda a ferramenta preparada contra ti,
não prosperará;
e toda a língua que se levantar contra ti em juízo,
tu a condenarás;
esta é a herança dos servos do Senhor,
e a justiça que vem de Mim, diz o Senhor”.

Isaías 54:11-17.

Revestida da armadura da justiça de Cristo, a igreja deve entrar em seu conflito final. “Formosa como a Lua, brilhante como o Sol, formidável como um exército com bandeiras” (Cânticos 6:10), deve ela ir a todo o mundo, vencendo e para vencer.

A hora mais difícil da luta da igreja com os poderes do mal, é a que imediatamente precede o dia do seu livramento final. Mas ninguém que confie em Deus precisa temer; pois quando “o sopro dos opressores é como a tempestade contra o muro” Deus será para a Sua igreja como “um refúgio contra a tempestade”. Isaías 25:4.

Naquele dia, unicamente aos justos é prometido livramento. “Os pecadores de Sião se assombraram, o tremor surpreendeu os hipócritas. Quem dentre nós habitará com o fogo consumidor? quem dentre nós habitará com as labaredas eternas? O que anda em justiça, e o que fala com retidão; o que arremessa para longe de si o ganho de opressões; o que sacode das suas mãos todo o presente; o que tapa os seus ouvidos para não ouvir falar de sangue, e fecha os seus olhos para não ver o mal. Este habitará nas alturas; as fortalezas das rochas serão o seu alto refúgio, o seu pão lhe será dado, as suas águas serão certas”. Isaías 33:14-16.

A palavra do Senhor aos Seus fiéis é: “Vai pois, povo Meu, entra nos teus quartos, e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te, só por um momento, até que passe a ira. Porque eis que o Senhor sairá do Seu lugar, para castigar os moradores da Terra, por causa da sua iniqüidade”. Isaías 26:20, 21.

Em visões do grande dia do juízo, aos inspirados mensageiros de Jeová foi dado ver ligeiramente a consternação dos que não estavam preparados para se encontrarem com o seu Senhor em paz.

“Eis que o Senhor esvazia a Terra, e a desola, e transtorna a sua superfície, e dispersa os seus moradores. […] Porquanto transgridem as leis, mudam os estatutos, e quebram a aliança eterna. Por isso a maldição consome a Terra, e os que habitam nela serão desolados. […] Cessou o folguedo dos tamboris, acabou o ruído dos que pulam de prazer, e descansou a alegria da harpa”. Isaías 24:1-8.

“Ah aquele dia porque o dia do Senhor está perto, e virá como uma assolação do Todo-poderoso. […] A semente apodreceu debaixo dos seus torrões, os celeiros foram assolados, os armazéns derribados, porque se secou o trigo. Como geme o gado as manadas de vacas estão confusas, porque não têm pasto; também os rebanhos de ovelhas são destruídos.” “A vide se secou, a figueira se murchou; a romeira também, e a palmeira e a macieira; todas as árvores do campo se secaram, e a alegria se secou entre os filhos dos homens”. Joel 1:15-18, 12.

“Estou ferido no meu coração” Jeremias exclamou ao contemplar as desolações produzidas durante as cenas finais da história da Terra. “Não me posso calar, porque tu, ó minha alma, ouviste o som da trombeta e o alarido da guerra. Quebranto sobre quebranto se apregoa; porque já toda a Terra está destruída”. Jeremias 4:19, 20.

“A altivez do homem será humilhada”, declara Isaías com respeito ao dia da vingança de Deus, “e a altivez dos varões se abaterá, e só o Senhor será exaltado naquele dia. E todos os ídolos totalmente desaparecerão. […] Naquele dia o homem lançará às toupeiras e aos morcegos os seus ídolos de prata, e os seus ídolos de ouro, que fizeram para ante eles se prostrarem, e meter-se-á pelas fendas das rochas, e pelas cavernas das penhas, por causa da presença espantosa do Senhor, e por causa da glória da Sua majestade, quando Ele Se levantar para assombrar a Terra”. Isaías 2:17-21.

Desses tempos de transição, quando o orgulho do homem há de ser abatido, Jeremias, testifica: “Observei a Terra, e eis que estava assolada e vazia; e os céus, e não tinham a sua luz. Observei os montes, e eis que estavam tremendo; e todos os outeiros estremeciam. Observei e vi que homem nenhum havia, e que todas as aves do céu tinham fugido. Vi também que a terra fértil era um deserto, e que todas as suas cidades estavam derribadas diante do Senhor, diante do furor da Sua ira”. Jeremias 4:23-26. “Ah porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante e é tempo de angústia para Jacó; ele porém será livrado dela”. Jeremias 30:7.

O dia da ira para os inimigos de Deus é o dia de final livramento para a Sua igreja. O profeta declara:

“Confortai as mãos fracas,
e fortalecei os joelhos trementes.
Dizei aos turbados de coração:
Esforçai-vos, não temais;
eis que o vosso Deus virá com vingança,
com recompensa de Deus;
Ele virá, e vos salvará”.

Isaías 35:3, 4.

“Aniquilará a morte para sempre, e assim enxugará o Senhor Jeová as lágrimas de todos os rostos, e tirará o opróbrio do Seu povo de toda a Terra; porque o Senhor o disse”. Isaías 25:8. E ao contemplar o profeta o Senhor da glória descendo do Céu, com todos os santos anjos, para congregar a igreja remanescente dentre todas as nações da Terra, ele ouve o povo expectante unir-se no exultante clamor:

“Eis que este é o nosso Deus,
a quem aguardávamos, e Ele nos salvará;
este é o Senhor, a quem aguardávamos;
na Sua salvação gozaremos,
e nos alegraremos”.

Isaías 25:9.

A voz do Filho de Deus é ouvida chamando os santos que dormem, e ao contemplar o profeta a sua saída das prisões da morte, exclama: “Os teus mortos viverão, os teus mortos ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos”. Isaías 26:19.

“Então os olhos dos cegos serão abertos,
e os ouvidos dos surdos se abrirão.
Então os coxos saltarão como cervos,
e a língua dos mudos cantará”.

Isaías 35:5, 6.

Nas visões do profeta, os que triunfaram sobre o pecado e a sepultura são agora vistos felizes na presença do seu Criador, com Ele falando livremente, assim como o homem falava com Deus no início. “Mas vós folgareis”, o Senhor lhes declarou, “e exultareis perpetuamente no que Eu crio; porque eis que crio para Jerusalém alegria e para o seu povo gozo. E folgarei em Jerusalém, e exultarei no Meu povo; e nunca mais se ouvirá nela voz de choro nem voz de clamor”. Isaías 65:18, 19. “E morador nenhum dirá: Enfermo estou; porque o povo que habitar nela será absolvido de sua iniqüidade”. Isaías 33:24.

“Águas arrebentarão no deserto
E ribeiros no ermo.
E a terra seca se transformará em tanques,
e a terra sedenta em mananciais de águas”.

Isaías 35:6, 7.

“Em lugar do espinheiro crescerá a faia,
e em lugar da sarça crescerá a murta”.

Isaías 55:13.

“E ali haverá um alto caminho,
um caminho que se chamará o caminho santo;
o imundo não passará por ele,
mas será para aqueles:
Os caminhantes, até os loucos,
não errarão”.

Isaías 35:8.

“Falai benignamente a Jerusalém, e bradai-lhe que já a sua malícia é acabada, que a sua iniqüidade está expiada e que já recebeu em dobro da mão do Senhor, por todos os seus pecados”. Isaías 40:2.

Contemplando o profeta os redimidos como moradores da cidade de Deus, livres do pecado e de todos os sinais da maldição, exclama em exaltação: “Regozijai-vos com Jerusalém, e alegrai-vos por ela, vós todos os que a amais; enchei-vos por ela de alegria”. Isaías 66:10.

“Nunca mais se ouvirá de violência na tua terra,
de desolação ou destruição nos teus termos;
mas aos teus muros chamarás salvação,
e às tuas portas louvor.
Nunca mais te servirá o Sol para luz do dia,
nem com o seu resplendor a Lua te alumiará;
mas o Senhor será a tua luz perpétua,
e o teu Deus a tua glória.
Nunca mais se porá o teu Sol,
nem a tua Lua minguará;
porque o Senhor será a tua luz perpétua,
e os dias do teu luto findarão.
E todos os do teu povo serão justos,
para sempre herdarão a Terra;
serão renovos por Mim plantados,
obra das Minhas mãos,
para que Eu seja glorificado”.

Isaías 60:18-21.

O profeta ouviu ali o soar de música e cânticos, cânticos e música como, salvo nas visões de Deus, nenhum ouvido mortal ouviu ou a mente concebeu. “E os resgatados do Senhor voltarão, e virão a Sião, com júbilo, e alegria eterna haverá sobre as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido”. Isaías 35:10. “Gozo e alegria se achará nela, ação de graças, e voz de melodia”. Isaías 51:3. “E os cantores e tocadores de instrumentos entoarão”. Salmos 87:7. “Estes alçarão a sua voz, e cantarão com alegria; por causa da glória do Senhor”. Isaías 24:14.

Na Terra renovada, os redimidos empenhar-se-ão em ocupações e prazeres que levaram felicidade a Adão e Eva no início. Será vivida a vida edênica, entre o jardim e o campo. “E edificarão casas e nelas habitarão; plantarão vinhas e comerão o seu fruto. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque os dias do Meu povo serão como os dias da árvore, e os Meus eleitos gozarão das obras das suas mãos até à velhice”. Isaías 65:21, 22.

Cada faculdade será desenvolvida, toda habilidade aumentada. Os maiores empreendimentos serão levados a êxito, as mais elevadas aspirações alcançadas, realizadas as mais altas ambições. E surgirão ainda novas alturas a serem alcançadas, novas maravilhas para serem admiradas, novas verdades a serem compreendidas, novos objetos de estudo a desafiarem as faculdades do corpo, da mente e do espírito.

Os profetas a quem essas grandes cenas foram reveladas, ansiaram por compreender-lhes o pleno significado. Eles “inquiriram e trataram diligentemente […] indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava. […] Aos quais foi revelado que não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas”. 1 Pedro 1:10-12.

A nós que estamos no próprio limiar do seu cumprimento, que momentosos e de vivo interesse não são esses sinais das coisas por vir — eventos a cujo respeito, desde que nossos primeiros pais se encaminharam para fora do Éden, os filhos de Deus têm orado, e os quais têm ansiosamente aguardado!

Companheiro peregrino, estamos ainda em meio às sombras e tumultos das atividades terrenas; mas logo nosso Salvador deverá aparecer para nos dar livramento e repouso. Olhemos pela fé ao bendito futuro, tal como a mão de Deus o pinta. Aquele que morreu pelos pecados do mundo, está franqueando as portas do Paraíso a todo que nEle crê. Logo a batalha estará terminada e a vitória ganha. Breve veremos Aquele em quem se têm centralizado nossas esperanças de vida eterna. Em Sua presença as provas e sofrimentos desta vida parecerão como se nada fossem. “Não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão”. Isaías 65:17. “Não rejeiteis pois a vossa confiança, que tem grande e avultado galardão. Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa. Porque ainda um poucochinho de tempo, e o que há de vir virá, e não tardará”. Hebreus 10:35-37. “Israel é salvo […] com uma eterna salvação; pelo que não sereis envergonhados nem confundidos em todas as eternidades”. Isaías 45:17.

É tempo de olhar para cima, olhar para cima, e permitir que nossa fé cresça continuamente. Permitir que esta fé nos guie pelo caminho estreito que leva através das portas da cidade para o grande além, o vasto e ilimitado futuro de glória que há para os redimidos. “Sede pois, irmãos, pacientes até a vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba a chuva temporã e a serôdia. Sede vós também pacientes, fortalecei os vossos corações; porque já a vinda do Senhor está próxima.” Tiago 5:7, 8.

As nações dos remidos não conhecerão outra lei senão a lei do Céu. Todos serão uma família unida e feliz, revestida com as vestes de louvor e ações de graças. […] Sobre essa cena, as estrelas da manhã cantarão em uníssono, e os filho de Deus exultarão de alegria, enquanto Deus e Cristo Se unirão proclamando: “Não haverá mais pecado nem morte.” Apocalipse 21:4.

“E será que, desde uma festa da lua nova até à outra e desde um sábado até ao outro, virá toda a carne a adorar perante Mim, diz o Senhor”. Isaías 66:23. “A glória do Senhor se manifestará, e toda a carne juntamente verá”. Isaías 40:5. “O Senhor Jeová fará brotar a justiça e o louvor para todas as nações”. Isaías 61:11. “Naquele dia o Senhor dos Exércitos será por coroa, e por grinalda formosa, para o restante do Seu povo”. Isaías 28:5.

“O Senhor consolará a Sião; consolará a todos os seus lugares assolados, e fará o seu deserto como o Éden, e a sua solidão como o jardim do Senhor”. Isaías 51:3. “A glória do Líbano se lhe deu, a excelência do Carmelo e Sarom”. Isaías 35:2. “Nunca mais te chamarão: Desamparada, nem a tua terra se denominará jamais: Assolada; mas chamar-te-ão: Meu deleite e à tua terra: Beulá […] porque o Senhor Se agradará de ti; e a tua terra se casará”. Isaías 62:4, 5.

BLOG DA SEMANA 17/12/2017, sobre PROFETAS E REIS cap. 59 – A Casa de Israel

Deus plantou uma vinha chamada Jerusalém no coração da Terra – para que Israel iluminasse o mundo. O sonho de Deus era que pessoas de toda a Terra participassem da Sua vinha.

Por um breve momento, isso realmente aconteceu. Durante o reinado do rei Salomão, pessoas em todo o mundo, incluindo a misteriosa Rainha de Sabá, foram atraídas pela vinha de Deus na terra da promessa.

Mas então tudo isso começou a desmoronar. Quando os líderes de Israel começaram a perder a fé, as pessoas também perderam. A vinha de Deus começou a ser pisoteada pelos homens, fazendo que Deus respondesse: “Que mais se podia fazer ainda à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? E como, esperando eu que desse uvas boas, veio a produzir uvas bravas? “(Isaías 5:4). Quando Deus fala sobre Sua vinha produzindo uvas “bravas”, ele usa a palavra hebraica beushim, que significa uvas de mau odor e venenosas.

Então, o que fez com que a vinha de Israel se tornasse podre? Maus líderes. Nunca devemos subestimar o poder dos líderes para o bem ou para o mal. Da mesma maneira que os reis de Israel agiram, assim também Israel agiu. Felizmente, haveria um último Rei de Israel: a Videira Verdadeira, a Água Viva, a Luz do Mundo.

Seu convite e chamado pra você, hoje, é: “Dispõe-te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do SENHOR nasce sobre ti.” (Isaías 60: 1).

Andy Nash
Professor e Pastor
Southern Adventist University, USA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/pk/59 e https://www.revivalandreformation.org/?id=1568
Tradução: Jeferson Quimelli e Gisele Quimelli
Capítulo da semana em: https://credeemseusprofetas.org/2017/12/16/profetas-e-reis-capitulo-59-a-casa-de-israel/

PROFETAS E REIS, Capítulo 59 — “A casa de Israel”

Capítulo 59 — “A casa de Israel”

Na proclamação das verdades do evangelho eterno a toda nação, tribo, língua e povo, a igreja de Deus na Terra está hoje cumprindo a antiga profecia: “Florescerá e brotará Israel, e encherão de fruto a face do mundo”. Isaías 27:6. Os seguidores de Jesus, em cooperação com inteligências celestiais, estão rapidamente ocupando os lugares solitários da Terra; e como resultado dos seus labores, uma abundante colheita de almas preciosas está em processo. Hoje, como nunca dantes, a disseminação da verdade bíblica por meio de uma igreja consagrada está levando aos filhos dos homens os benefícios prefigurados séculos antes na promessa a Abraão e a Israel — promessa para a igreja de Deus na Terra em cada século: “Abençoar-te-ei […] e tu serás uma bênção”. Gênesis 12:2.

Essa promessa de bênção devia ter encontrado cumprimento em grande medida durante os séculos seguintes ao retorno dos israelitas das terras do seu cativeiro. Era desígnio de Deus que toda a Terra fosse preparada para o primeiro advento de Cristo, assim como hoje o caminho está sendo preparado para a Sua segunda vinda. Ao final dos anos, de humilhante exílio, Deus graciosamente deu a Seu povo Israel, por intermédio de Zacarias, esta certeza: “Voltarei para Sião, e habitarei no meio de Jerusalém; e Jerusalém chamar-se-á a cidade de verdade, e o monte do Senhor dos Exércitos monte de santidade.” E de Seu povo Ele disse: “Eis que […] Eu serei o seu Deus em verdade e em justiça”. Zacarias 8:3, 7, 8.

Essas promessas estavam condicionadas à obediência. Os pecados que haviam caracterizado os israelitas anteriormente ao cativeiro, não deviam ser repetidos. “Executai juízo verdadeiro”, o Senhor exortou os que estavam empenhados na reconstrução; “mostrai piedade e misericórdia cada um a seu irmão; e não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre, nem intente o mal cada um contra o seu irmão no seu coração”. Zacarias 7:9, 10. “Falai a verdade cada um com o seu companheiro; executai juízo de verdade e de paz nas vossas portas”. Zacarias 8:16.

Rica era a recompensa, tanto temporal como espiritual, prometida aos que pusessem em prática esses princípios de justiça. “A semente prosperará”, o Senhor declarou, “a vide dará o seu fruto, e os céus darão o seu orvalho, e farei que o resto deste povo herde tudo isto. E há de acontecer, ó casa de Judá, e ó casa de Israel, que, assim como fostes uma maldição entre as nações, assim vos salvarei, e sereis uma bênção”. Zacarias 8:12, 13.

Graças ao cativeiro babilônico foram os israelitas de fato curados da adoração de imagens de escultura. Após o seu retorno, deram muita atenção às instruções religiosas e ao estudo do que tinha sido escrito no livro da lei e nos profetas concernente ao culto do verdadeiro Deus. A restauração do templo capacitou-os a pôr em prática integralmente os ritos do santuário. Sob a guia de Zorobabel, de Esdras e de Neemias, repetidamente eles concertaram guardar todos os mandamentos e ordenanças de Jeová. A fase de prosperidade que se seguiu, deu ampla evidência da boa vontade de Deus em aceitar e perdoar; e no entanto, com fatal curteza de vistas, eles se desviaram vezes e vezes do seu glorioso destino, e egoistamente conservaram para si aquilo que teria levado cura e vida espiritual a incontáveis multidões.

Essa falta no cumprimento do propósito divino era muito notória nos dias de Malaquias. Severamente o mensageiro do Senhor tratou com os males que estavam roubando Israel de sua prosperidade temporal e poder espiritual. Em suas repreensões aos transgressores o profeta não poupou nem os sacerdotes nem o povo. O “peso da Palavra do Senhor contra Israel” por intermédio de Malaquias era que as lições do passado não fossem esquecidas, e que o concerto feito por Jeová com a casa de Israel fosse guardado com fidelidade. Unicamente por sincero arrependimento poderiam as bênçãos de Deus tornar-se realidade. “Suplicai o favor de Deus”, o profeta implorava, “e Ele terá piedade de nós”. Malaquias 1:1, 9.

Não seria por alguma falha temporária de Israel, no entanto, que o plano dos séculos para a redenção da humanidade haveria de ser frustrado. Aqueles a quem o profeta estava falando, podiam deixar de ouvir a mensagem dada; mas os propósitos de Jeová deveriam ainda assim prosseguir firmemente até completo cumprimento. “Desde o nascente do Sol até o poente”, o Senhor declarou através do Seu mensageiro, “será grande entre as nações o Meu nome; e em todo o lugar se oferecerá ao Meu nome incenso e uma oblação pura; porque o Meu nome será grande entre as nações”. Malaquias 1:11.

O concerto “de vida e de paz” que Deus fez com os filhos de Levi — concerto que, se guardado promoveria bênção inaudita — o Senhor Se propunha agora renovar com os que uma vez tinham sido líderes espirituais, mas que pela transgressão se haviam tornado “desprezíveis e indignos diante de todo o povo. Malaquias 2:5, 9.

Solenemente foram os praticantes do mal advertidos sobre o dia do julgamento por vir, e do propósito de Jeová de visitar com imediata destruição cada transgressor. Todavia ninguém foi deixado sem esperança; as profecias de Malaquias sobre o juízo foram acompanhadas de convites ao impenitente para que fizesse paz com Deus. “Tornai vós para Mim”, o Senhor apelava, “e Eu tornarei para vós”. Malaquias 3:7.

Nenhum coração deve deixar de responder a tal convite. O Deus do Céu está apelando a Seus filhos para que voltem para Ele, a fim de que possam com Ele cooperar na condução de Sua obra na Terra. O Senhor estende Sua mão para tomar a mão de Israel, para ajudá-los no apertado caminho da abnegação e do altruísmo, de modo que possam partilhar com Ele a herança como filhos de Deus. Deixar-se-ão convencer? Discernirão sua única esperança?

Quão triste é o registro que temos, de que nos dias de Malaquias os israelitas hesitaram em render seu orgulhoso coração em pronta e amorável obediência e sincera cooperação A justificação própria é evidente em sua resposta: “Em que havemos de tornar?”

O Senhor revela a Seu povo um dos seus pecados especiais. “Roubará o homem a Deus?” Ele interroga. “Todavia vós Me roubais.” Ainda não convencidos do pecado, os desobedientes inquirem: “Em que Te roubamos?”

Definida sem dúvida é a resposta do Senhor: “Nos dízimos e nas ofertas alçadas. Com maldição sois amaldiçoados, porque Me roubais a Mim, vós, toda a nação. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na Minha casa, e depois fazei prova de Mim, diz o Senhor dos Exércitos, se Eu não vos abrir as janelas do Céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal que dela vos advenha a maior abastança. E por causa de vós repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; e a vide no campo não vos será estéril, diz o Senhor dos Exércitos. E todas as nações vos chamarão bem-aventurados; porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos”. Malaquias 3:7-12.

Deus abençoa a obra das mãos dos homens, para que eles possam devolver-Lhe Sua porção. Dá-lhes a luz do Sol e a chuva; faz que a vegetação brote; dá saúde e habilidade para a aquisição de meios. Todas as bênçãos vêm de Suas pródigas mãos, e Ele deseja que homens e mulheres mostrem gratidão devolvendo-Lhe uma parte em dízimos e ofertas — em ofertas de gratidão, ofertas voluntárias e ofertas pelo pecado. Devem eles devotar seus meios a Seu serviço, para que Sua vinha não venha a ser um deserto estéril. Devem estudar o que o Senhor faria em lugar deles. A Ele devem levar em oração toda questão difícil. Devem revelar interesse altruísta na edificação de Sua obra em todas as partes do mundo.

Através de mensagens como as apresentadas por Malaquias, o último dos profetas do Antigo Testamento, bem como pela opressão de inimigos pagãos, os israelitas finalmente aprenderam a lição de que a verdadeira prosperidade depende da obediência à lei de Deus. Mas no caso de muitos dentre o povo, a obediência não era fruto da fé e amor. Seus motivos eram egoístas. O culto era prestado como meio de alcançar a grandeza nacional. O povo escolhido não se tornou a luz do mundo, mas encerrou-se ao abrigo do mundo como salvaguarda contra o ser seduzido pela idolatria. As restrições que Deus havia feito, proibindo o casamento entre o Seu povo e os pagãos, e proibindo Israel de se unir nas práticas idólatras com as nações circunvizinhas, foram tão pervertidas a ponto de se tornarem um muro de separação entre os israelitas e todos os outros povos, privando assim a outros das próprias bênçãos que Deus tinha-os comissionado para dar ao mundo.

Ao mesmo tempo os judeus, por seus pecados, estavam-se separando de Deus. Eram incapazes de discernir o profundo significado espiritual do seu sistema de sacrifícios. Em sua justiça própria confiaram em suas próprias obras, nos sacrifícios e ordenanças em si, em vez de descansar nos méritos dAquele a quem todas essas coisas apontavam. Assim, “procurando estabelecer a sua própria justiça” (Romanos 10:3), edificaram-se sobre um formalismo auto-suficiente. Faltando-lhes o Espírito e a graça de Deus, procuraram ressarcir a falta mediante rigorosa observância das cerimônias e ritos religiosos. Não contentes com as ordenanças que o próprio Deus havia designado, obstruíram os mandamentos divinos com incontáveis exigências por si mesmos tramadas. Quanto mais se distanciavam de Deus, mais rigorosos eram na observância dessas formas.

Com todas essas minuciosas e opressoras exigências, tornou-se uma impossibilidade prática para o povo a guarda da lei. Os grandes princípios de justiça expostos no Decálogo, e as gloriosas verdades delineadas no cerimonial simbólico, foram igualmente obscurecidas, sepultadas sob uma massa de tradições e preceitos humanos. Os que estavam realmente desejosos de servir a Deus, e que procuravam observar toda a lei como prescrita pelos sacerdotes e chefes, vergavam sob pesado fardo.

Como nação, o povo de Israel, conquanto desejando o advento do Messias, estava de tal modo separado de Deus no coração e na vida que não podia alcançar verdadeira concepção do caráter ou missão do prometido Redentor. Em lugar de desejar a redenção do pecado, e a glória e paz da santidade, tinham o coração posto no libertamento de seus inimigos nacionais, e a restauração do poder temporal. Eles esperavam por um Messias que viesse como conquistador, a fim de quebrar todo jugo, e exaltar Israel ao domínio de todas as nações. Assim havia Satanás alcançado sucesso em preparar o coração do povo para que rejeitasse o Salvador quando aparecesse. Seu próprio orgulho de coração e falsa concepção do caráter e missão do Messias, impediram-nos de pesar honestamente as evidências de Sua messianidade.

Durante mais de mil anos, o povo judeu tinha esperado a vinda do Salvador prometido. Suas esperanças mais brilhantes tinham repousado neste acontecimento. Durante mil anos, em cântico e profecia, nos ritos do templo e nas orações domésticas, Seu nome havia sido entesourado; e no entanto quando Ele veio, não O reconheceram como o Messias por quem haviam tão longamente esperado. “Veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam”. João 1:11. Para o Seu coração amante do mundo, o Amado do Céu era “como raiz de uma terra seca”. Aos olhos deles Ele “não tinha parecer nem formosura”; nEle não discerniam qualquer beleza para que O desejassem. Isaías 53:2.

Toda a vida de Jesus de Nazaré entre o povo judeu era uma reprovação ao seu egoísmo revelado na indisposição de reconhecer os justos direitos do Senhor da vinha sobre os que tinham sido postos como lavradores. Eles odiavam o Seu exemplo de fidelidade e piedade; e quando veio a prova final, a prova que significava obediência para a vida eterna ou desobediência para a eterna morte, rejeitaram o Santo de Israel, e se tornaram responsáveis por Sua crucifixão no Calvário.

Na parábola da vinha, Cristo, nas proximidades do fim do Seu ministério terrestre, chamou a atenção dos mestres judeus para as ricas bênçãos outorgadas a Israel, e nelas mostrou o direito de Deus a sua obediência. Claramente Ele expôs perante eles a glória do propósito de Deus, propósito este que pela obediência eles poderiam ter cumprido. Afastando o véu que ocultava o futuro, mostrou-lhes como, em virtude do não cumprimento do Seu propósito, toda a nação fora privada de Suas bênçãos, sobre si acarretando ruína.

“Houve um homem pai de família”, Cristo disse, “que plantou uma vinha, e circundou-a de um valado, e construiu nela um lagar, e edificou uma torre, e arrendou-a a uns lavradores, e ausentou-se para longe”. Mateus 21:33.

O Salvador Se referiu assim à “vinha do Senhor dos Exércitos”, que o profeta Isaías séculos antes havia declarado ser “a casa de Israel”.

“E, chegando o tempo dos frutos”, Cristo continuou, o proprietário da vinha “enviou os seus servos aos lavradores, para receber os seus frutos. E os lavradores, apoderando-se dos servos, feriram a um, mataram a outro, e apedrejaram a outro. Depois enviou outros servos, em maior número que os primeiros; e eles fizeram-lhes o mesmo; e por último enviou-lhes o seu filho. […] Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, e apoderemo-nos da sua herança. E, lançando mão dele, o arrastaram para fora da vinha, e o mataram.”

Havendo retratado ante os sacerdotes o seu ato final de impiedade, Cristo dirige-lhes agora a pergunta: “Quando pois vier o Senhor da vinha, que fará àqueles lavradores?” Os sacerdotes haviam acompanhado a narrativa com profundo interesse; e sem considerar a relação que havia do assunto para com eles mesmos, uniram-se ao povo na resposta: “Dará afrontosa morte a esses maus, e arrendará a vinha a outros lavradores, que a seu tempo lhe dêem os frutos.”

Inadvertidamente haviam eles pronunciado sua própria condenação. Jesus olhou para eles, e sob Seu olhar pesquisador eles compreenderam que Ele havia lido os segredos do seu coração. Sua divindade se sobressaiu com inquestionável poder. Eles viram nos lavradores uma figura de si mesmos, e involuntariamente exclamaram: “Não seja assim”

Solene e pesaroso Cristo perguntou: “Nunca lestes nas Escrituras: A pedra, que os edificadores rejeitaram, essa foi posta por cabeça do ângulo; pelo Senhor foi feito isto, e é maravilhoso aos nossos olhos? Portanto Eu vos digo que o reino de Deus vos será tirado, e será dado a uma nação que dê os seus frutos. E quem cair sobre esta pedra despedaçar-se-á; e aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó”. Mateus 21:33-44.

Cristo teria evitado a condenação da nação judaica se o povo O tivesse recebido. Mas a inveja e o ciúme tornaram-nos implacáveis. Decidiram que não receberiam a Jesus de Nazaré como o Messias. Rejeitaram a luz do mundo, e daí em diante suas vidas foram circundadas com o negror das trevas da meia-noite. A condenação predita veio sobre a nação judaica. Suas próprias paixões violentas, incontroladas, operaram sua ruína. Em sua cega ira destruíram-se uns aos outros. Seu orgulho rebelde e obstinado atraiu sobre eles a ira dos conquistadores romanos. Jerusalém foi destruída, o templo foi feito em ruínas, e o sítio onde se erguia foi lavrado como um campo. Os filhos de Judá pereceram pelas mais horríveis formas de morte. Milhões foram vendidos para servirem como escravos em terras pagãs.

Aquilo que Deus propôs realizar em favor do mundo por intermédio de Israel, a nação escolhida, Ele executará afinal por meio de Sua igreja na Terra hoje. Ele arrendou Sua vinha “a outros lavradores”, isto é, ao Seu povo que guarda o concerto, e que fielmente dá “os seus frutos”. Jamais esteve o Senhor sem verdadeiros representantes na Terra e que fazem do interesse de Deus o seu próprio interesse. Essas testemunhas do Senhor são contadas entre o Israel espiritual, e em relação a eles se cumprirão todas as promessas do concerto feitas por Jeová a Seu antigo povo.

Hoje a igreja de Deus é livre para levar a êxito o plano divino para a salvação de uma raça perdida. Por muitos séculos o povo de Deus sofreu restrição de sua liberdade. A pregação do evangelho em sua pureza foi proibida, e as mais severas penalidades aplicadas aos que ousaram desobedecer aos mandamentos de homens. Como conseqüência, a grande vinha moral do Senhor ficou quase inteiramente desabitada. O povo viu-se privado da luz da Palavra de Deus. As trevas do erro e da superstição ameaçavam obliterar o conhecimento da verdadeira religião. A igreja de Deus na Terra esteve tão verdadeiramente em cativeiro durante este longo período de feroz perseguição, como estiveram os filhos de Israel em Babilônia durante o período do exílio.

Mas, graças a Deus, Sua igreja não está mais em cativeiro. Ao Israel espiritual foram restaurados os privilégios concedidos ao povo de Deus por ocasião do seu livramento de Babilônia. Em todas as partes da Terra homens e mulheres estão respondendo à mensagem enviada do Céu, da qual João o revelador profetizou que seria proclamada antes da segunda vinda de Cristo: “Temei a Deus, e dai-Lhe glória; porque vinda é a hora do Seu juízo”. Apocalipse 14:7.

Não mais têm as forças do mal poder para conservar cativa a igreja; pois “caiu, caiu Babilônia, aquela grande cidade, que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição” (Apocalipse 14:8); e ao Israel espiritual é dada a mensagem: “Sai dela, povo Meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas”. Apocalipse 18:4. Assim como os exilados ouviram a mensagem: “Saí do meio de Babilônia” (Jeremias 51:6), e foram restaurados à terra da promessa, assim os que temem a Deus hoje estão aceitando a mensagem para retirar-se da Babilônia espiritual, e logo devem permanecer como troféus da graça divina na Terra renovada, a Canaã celestial.

Nos dias de Malaquias, a pergunta escarnecedora dos impenitentes: “Onde está o Deus do juízo?” recebeu a solene resposta: “De repente virá ao Seu templo o Senhor […] o Anjo do concerto. […] Mas quem suportará o dia da Sua vinda? e quem subsistirá quando Ele aparecer? porque Ele será como o fogo do ourives, e como o sabão dos lavandeiros. E assentar-Se-á, afinando e purificando a prata; e purificará os filhos de Levi, e os afinará como ouro e como prata. Então ao Senhor trarão ofertas em justiça. E a oferta de Judá e de Jerusalém será suave ao Senhor, como nos dias antigos, e como nos primeiros anos”. Malaquias 2:17; 3:1-4.

Quando o Messias prometido estava prestes a aparecer, a mensagem do precursor de Cristo foi: Arrependei-vos, publicanos e pecadores; arrependei-vos, fariseus e saduceus; “porque é chegado o reino dos Céus”. Mateus 3:2.

Hoje, no espírito e poder de Elias e de João Batista, mensageiros escolhidos por Deus estão chamando a atenção de um mundo em vias de julgamento para os solenes acontecimentos a terem lugar breve, em conexão com as horas finais de graça e o aparecimento de Cristo Jesus como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Logo cada homem deverá ser julgado segundo as obras feitas no corpo. A hora do juízo de Deus é chegada, e sobre os membros de Sua igreja na Terra repousa a solene responsabilidade de advertir aos que estão mesmo às bordas, por assim dizer, da eterna ruína. A cada ser humano em todo o mundo que estiver disposto a atender, devem-se tornar claros os princípios em jogo na grande controvérsia em curso, princípios dos quais pende o destino de toda a humanidade.

Nestas horas finais de graça para os filhos dos homens, quando a sorte de cada alma deve ser logo decidida para sempre, o Senhor do Céu e da Terra espera que Sua igreja desperte para a ação como nunca dantes. Os que foram feitos livres em Cristo pelo conhecimento da preciosa verdade, são considerados pelo Senhor Jesus como Seus escolhidos, favorecidos sobre todos os outros povos na face da Terra; e Ele está contando certo que eles manifestarão os louvores dAquele que os chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz. As bênçãos tão liberalmente outorgadas devem ser comunicadas a outros. As boas-novas de salvação devem ir a cada nação, tribo, língua e povo.

Nas visões dos profetas do passado o Senhor da glória foi representado como concedendo luz especial a Sua igreja nos dias de trevas e incredulidade que precederiam Sua segunda vinda. Como Sol da Justiça, Ele devia brilhar sobre Sua igreja, “trazendo salvação debaixo de Suas asas. Malaquias 4:2. E de todo verdadeiro discípulo devia ser difundida influência para a vida, coragem, prestatividade e verdadeira cura.

A vinda de Cristo ocorrerá no mais escuro período da história da Terra. Os dias de Noé e de Ló retratam a condição do mundo imediatamente antes da vinda do Filho do homem. As Escrituras que apontam para este tempo declaram que Satanás operará com todo o poder e “com todo o engano da injustiça”. 2 Tessalonicenses 2:9, 10. Sua operação é claramente revelada pelas trevas em rápido progresso, os inumeráveis erros, heresias e enganos destes últimos dias. Não somente está Satanás levando cativo o mundo, mas seus enganos estão fermentando as professas igrejas de nosso Senhor Jesus Cristo. A grande apostasia redundará em trevas profundas como a meia-noite. Para o povo de Deus será essa uma noite de provação, de lágrimas e de perseguição por amor da verdade. Mas da noite de trevas brilhará a luz de Deus.

Ele faz que das trevas resplandeça a luz. 2 Coríntios 4:6. Quando “a Terra era sem forma e vazia, e havia trevas sobre a face do abismo”, “o Espírito de Deus Se movia sobre a face das águas. E disse Deus: Haja luz. E houve luz”. Gênesis 1:2, 3. Assim na noite de trevas espirituais a Palavra de Deus ordena: “Haja luz.” A Seu povo Ele diz: “Levanta-te, resplandece, porque já vem a tua luz, e a glória do Senhor vai nascendo sobre ti”. Isaías 60:1.

“Eis que as trevas cobriram a Terra”, diz a Escritura, “e a escuridão os povos; mas sobre ti o Senhor irá surgindo, e a Sua glória Se verá sobre ti”. Isaías 60:2. Cristo, o resplendor da glória do Pai, veio ao mundo como Sua luz. Ele veio para representar Deus ante os homens, e dEle está escrito que foi ungido “com o Espírito Santo e com virtude”, e que “andou fazendo bem”. Atos dos Apóstolos 10:38. Na sinagoga de Nazaré Ele disse: “O espírito do Senhor é sobre Mim, pois que Me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-Me a curar os quebrantados de coração, a apregoar liberdade aos cativos, e dar vista aos cegos; a pôr em liberdade os oprimidos; a anunciar o ano aceitável do Senhor”. Lucas 4:18, 19. Esta foi a obra que Ele comissionou Seus discípulos para que fizessem. “Vós sois a luz do mundo”, Ele disse. “Resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos Céus”. Mateus 5:14, 16.

Esta é a obra que o profeta Isaías descreve quando diz: “Não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desterrados? e, vendo o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne? Então romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante da tua face, e a glória do Senhor será a tua retaguarda”. Isaías 58:7, 8.

Assim na noite de trevas espirituais a glória de Deus deve brilhar por meio de Sua igreja no erguer o abatido e confortar o triste.

Por toda parte ao nosso redor se ouvem lamentos de um mundo em tristeza. De todos os lados há necessitados e opressos. Pertence-nos ajudar a aliviar e suavizar as durezas e misérias da vida. Unicamente o amor de Cristo pode satisfazer as necessidades da alma. Se Cristo está habitando em nós, o nosso coração estará cheio de divina simpatia. As fontes contidas do amor fervente semelhante ao de Cristo, serão franqueadas.

Há muitas pessoas a quem a esperança abandonou. Restituí-lhes a luz. Muitos perderam a coragem. Falai-lhes palavras de ânimo. Orai por eles. Há os que necessitam do pão da vida. Lede-lhes da Palavra de Deus. Há muitos enfermos da alma, os quais nenhum bálsamo terrestre pode alcançar nem médico levar cura. Orai por essas almas. Levai-as a Jesus. Dizei-lhes que há Bálsamo e Médico em Gileade.

A luz é uma bênção, uma bênção universal a derramar seus tesouros sobre um mundo ingrato, injusto e pervertido. Assim é com a luz do Sol da Justiça. A Terra toda, envolvida embora nas trevas do pecado, do infortúnio e da dor, deve ser iluminada com o conhecimento do amor de Deus. A luz que brilha do trono do Céu não deve ser excluída de nenhuma seita, categoria ou classe de pessoas.

A mensagem de esperança e misericórdia deve ser levada aos confins da Terra. Todo o que quiser, pode lançar mão da força de Deus e fazer paz com Ele. Não mais devem os pagãos continuar submersos na escuridão da meia-noite. As trevas devem fugir ante os brilhantes raios do Sol da Justiça.

Cristo tomou toda providência para que Sua igreja seja um corpo transformado, iluminado com a Luz do mundo, na posse da glória de Emanuel. É Seu propósito que cada cristão seja circundado de uma atmosfera espiritual de luz e paz. Ele deseja que revelemos Seu próprio regozijo em nossa vida.

“Levanta-te, resplandece, porque já vem a tua luz, e a glória do Senhor vem nascendo sobre ti”. Isaías 60:1. Cristo virá com poder e grande glória. Virá revestido de Sua própria glória, e da glória do Pai. E os santos anjos O assistem no Seu trajeto. Enquanto todo o mundo está imerso em trevas, haverá luz em toda habitação dos santos. Eles surpreenderão a primeira luz de Seu segundo aparecimento. A luz imaculada irromperá do Seu esplendor, e Cristo o Redentor será admirado por todos os que O têm servido. Enquanto os ímpios fogem, os seguidores de Cristo regozijam-se em Sua presença.

É então que o redimido dentre os homens receberá sua prometida herança. Assim o propósito de Deus para Israel encontrará literal cumprimento. Aquilo que Deus propõe, o homem é impotente para anular. Mesmo em meio à operação do mal, o propósito de Deus tem prosseguido firmemente em direção do seu cumprimento. Foi assim com a casa de Israel através da história da monarquia dividida; assim é com o Israel espiritual de hoje.

O vidente de Patmos, olhando através dos séculos para o tempo desta restauração de Israel na Terra renovada, testificou:

“Depois destas coisas, olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos; e clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro”. Apocalipse 7:9, 10.

“E todos os anjos estavam ao redor do trono, e dos anciãos, e dos quatro animais; e prostraram-se diante do trono sob os seus rostos, e adoraram a Deus, dizendo: Amém. Louvor, e glória, e sabedoria, e ação de graças, e honra, e poder, e força ao nosso Deus, para todo o sempre”. Apocalipse 7:9-12.

“E ouvi como que a voz de uma grande multidão, e como que a voz de muitas águas, e como que a voz de grandes trovões, que dizia: Aleluia: pois já o Senhor Deus todo-poderoso reina. Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-Lhe honra”. Apocalipse 19:6, 7. Ele “é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão os que estão com Ele, chamados, e eleitos, e fiéis”. Apocalipse 17:14.

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=7279