COMENTÁRIO sobre ATOS DOS APÓSTOLOS cap. 50-51

Texto original:
https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/aa/50-51

Durante uma conversa com uma amiga psiquiatra, ela comentou que as pessoas muitas vezes agravam a angústia da dor inevitável, provocando sofrimento adicional desnecessário. Ela me contou sobre seu diagnóstico de doença crônica com risco de vida aos 16 anos. Devido à doença, ela teve vários derrames, várias rodadas de quimioterapia, quase perdeu os rins e foi informada de que não passaria dos 40 ou 45 anos. Com 42 anos e saudável, a lição que ela compartilha, além da história de sua recuperação, é sobre suportar a dificuldade sem sofrer  desnecessariamente.

Relendo a experiência de Paulo nas mãos de Nero e a transformação da personalidade de Pedro nas mãos do Oleiro Mestre, eu me pergunto se eles interpretaram suas dificuldades através das lentes da autocensura, da vergonha, do medo ou do desespero. Ambos sofreram privação, rejeição e perseguição. Teriam eles perdido preciosas horas se perguntando se eles seriam culpados por sua situação ou se desgastado com frases como: “Eu nunca vou fazer certo?”, “Meus amigos me deixaram; isso significa que eu sou inútil.” ou “Olhe para mim na prisão! Eu sou um fracasso!”?

Minha amiga médica explicou que atribuir um “significado negativo” à nossa dor causa sofrimento. Paulo aprendeu bem como suportar provações sem causar a si mesmo sofrimento adicional, como evidenciado em sua declaração: “Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação” (Filipenses 4:12 NVI). E Pedro escreveu: “Meus queridos amigos, não fiquem admirados com a dura prova de aflição pela qual vocês estão passando” (1 Pedro 4:12 NTLH)

Minha amiga é uma das pessoas mais alegres e amorosas que eu conheço e ela atribui isso ao fato de que ao passar por dores inevitáveis ela tem escolhido viver feliz sem sofrimento adicional.

Jeanne Van Den Hurk
Revendedora de Antiguidades aposentada
Igreja Adventista do Sétimo Dia de Anderson
Anderson, Carolina do Sul, EUA.

Leitura correspondente no livro AA:
Atos dos Apóstolos cap 50
Atos dos Apóstolos cap 51

COMENTÁRIO sobre Atos dos Apóstolos, cap. 45-46 – Carta de Roma/Em Liberdade

Texto original:
https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/aa/45-46

“. . Sob a vara da aflição, o cristão pode, às vezes, fazer mais pelo Mestre do que quando está engajado no serviço ativo”. Essa declaração paradoxal desafia nossa identidade, nossa percepção daquilo que somos.

Muitas vezes, é a nossa utilidade que determina a segurança de nossas identidades. Nós pensamos que nosso valor vem de fazer e produzir para o reino de Deus. No entanto, Deus usa as lentes do céu. Às vezes, Ele permite que a nossa vida receba golpes cruéis, roubando nossa saúde, independência e carreira. Com cicatrizes de batalha, acreditamos que nossa utilidade acabou e questionamos por que Deus nos permitiu sermos marginalizados pelo infortúnio.

Paulo certamente se perguntou por que ele foi impedido de fazer o trabalho missionário em toda a Europa. No entanto, suas cartas da prisão são profundamente encorajadoras. Ele alcançou mais corações através de suas cartas do que através de suas viagens. Às vezes, o trabalho de Deus exige um recuo da atividade para que os propósitos maiores de Deus possam ser alcançados. Às vezes, Deus quer fazer algo em nós que requer quietude.

Não podendo sair de casa nos últimos 3,5 anos devido a lesões neurológicas, eu tive uma infinidade de perdas para chorar: a capacidade de obter o sustento financeiro; minha capacidade de dirigir; oportunidades de aconselhar e pregar e ensinar; a capacidade de viajar e explorar. Tudo o que me fez ser “Lori” foi-me arrancado para longe do meu alcance.

No entanto, Deus encheu minhas mãos com buquês de bênçãos e tesouros da graça. A transformação interna compensa a devastação externa. Os ganhos superam a dor.

A deficiência pode ser o maior instrumento da graça de Deus, não Sua pior maldição. Pois quando estou incapaz, Ele é capaz!

Lori Engel
Capelã (atualmente incapacitada)
Eugene, Oregon, EUA

Leitura correspondente no livro AA:
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/5/447/460/em-roma
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/5/485/488/em-liberdade

Traduzido por Jeferson Quimelli e Jobson Santos

COMENTÁRIO sobre Atos dos Apóstolos, cap. 43-44 – Em Roma

Texto original:
https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/aa/43-44

Há alguns anos andei pela Via Appia, a antiga estrada que leva a Roma, passando pelo Fórum Appii. Paulo, acorrentado a um grupo de criminosos de aparência embrutecida, andou por essa mesma estrada. Ainda pudemos ver as marcas na pedra feitas por carros romanos há 2000 anos atrás.

Ao passarmos por uma velha estalagem com a hera crescendo ao seu lado, imaginei o velho guerreiro da cruz curvado cansadamente no seu caminho para Roma, em meio aos insultos e zombarias lançados por aqueles que o consideravam um criminoso endurecido.

De repente, em minha mente, vi um homem saltar da multidão que passava, enredar Paulo com os braços em meio a lágrimas e contentamento. Repetidas vezes, essa cena se repete à medida que os filhos e filhas espirituais de Paulo reconheciam o amado evangelista que lhes havia falado palavras de vida em Corinto, Filipos e Éfeso. Que renovação da alegria e coragem deve ter chegado a Paulo quando seus amigos lhe agradeceram por seus esforços em favor deles.

Com que frequência nos lembramos de agradecer aos nossos mentores espirituais? Aqueles que nos ensinaram lições preciosas da Bíblia nos Desbravadores, Escola Sabatina ou Escola Bíblica seriam grandemente encorajados ao receber uma nossa nota de agradecimento! E que tal o pastor que nos batizou?

Se essa pessoa ainda estiver viva, poderemos fortalecer seu coração e trazer alegria ao seu caminho com uma palavra de agradecimento por seus esforços para nos ajudar a conhecer Jesus.

Cindy Tutsch
Diretora Associada (aposentada)
Patrimônio Ellen G. White

Leitura correspondente no livro AA:
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/5/447/460/em-roma
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/5/461/468/os-da-casa-de-cesar

Traduzido por Jeferson Quimelli e Jobson Santos

COMENTÁRIO sobre Atos dos Apóstolos, cap. 41-42 – Quase Persuadido

Texto original:
https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/aa/41-42

Ninguém pronunciou palavras mais trágicas do que o Rei Agripa ao dizer: “Por pouco me persuades a me fazer cristão.” (At 26:28). Paulo havia acabado de apresentar a história do evangelho e terminou com um apelo à realeza para escolher a Jesus. Para sua perda eterna, Agripa, Berenice e Festo escolheram poder e prestígio em vez do submisso e humilde Salvador que deu tudo para salvá-los.

Embora a Bíblia não explicite isso claramente, eu me pergunto se as palavras de Paulo naquele palácio, no entanto, um dia produzirão a sua colheita (Is 55:11). Talvez houvessem naquela sala outros ouvintes da narrativa clara e poderosa de Paulo acerca dos principais eventos relacionados com a vida de Cristo na terra. Ele testificou que o Messias da profecia já havia aparecido na pessoa de Jesus de Nazaré. Ele mostrou como as Escrituras haviam mostrado que a vida de Jesus havia cumprido toda especificação delineada por Moisés e os profetas para identificar o Messias.

Para nós, muitos anos depois, o apelo do Espírito para viver completamente para Cristo vem com tanta certeza quanto o apelo de Paulo a Agripa. Ouvimos as preciosas histórias do evangelho em inumeráveis sermões, aulas e nas páginas de nossas Bíblias. Que nenhum de nós se torne apenas “quase persuadido”, mas que cada um de nós possa tomar a firme decisão de viver para Jesus todos os dias até que Ele venha!

Cindy Tutsch
Diretora Associada (aposentada)
Patrimônio Ellen G. White

Leitura correspondente no livro DTN:
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/5/433/438/quase-persuadido
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/5/439/446/a-viagem-e-o-naufragio

Traduzido por Jeferson Quimelli e Jobson Santos

COMENTÁRIO sobre Atos dos Apóstolos, cap. 31 e 32 – A Mensagem Atendida/Uma Igreja Liberal

O capítulo 31 mostra a importância de sair e pregar para todos. Temos que nos certificar constantemente de que todos tenham a chance de conhecer a Deus. Mas, pelo menos para mim, a parte mais importante foi a constante referência ao amor e quão importante é o amor. Deus nos ama, ele morreu pelos nossos pecados, carregou o peso do mundo em seus ombros. É através do amor que nos conectamos com Deus. E é pelo amor que os outros serão atraídos para Deus através de nós. Nós devemos mostrar amor a todos. Não há uma pessoa, raça, cultura ou gênero que seja indigno de seu amor. Estamos neste planeta para sair e pregar a mensagem do amor. Deus está preparando um lugar para nós, onde poderemos amá-lo e adorá-lo por toda a eternidade.

O capítulo 32 me ajudou a entender a importância de retribuir a Deus através dos dízimos. É importante pagar um dízimo honesto, não dando apenas um pouco para que possamos ter mais outras coisas terrenas que consideramos mais importantes. Como humanos, às vezes somos inclinados a gastar dinheiro em coisas que, a longo prazo, não importam tanto assim. Quando olhamos para o fato de que Deus nos abençoou tanto, não é despropositado devolver àquele que generosamente proveu nossas necessidades financeiras.

Austin Deibert
Parkview Adventist Academy
Lacombe, Alberta, Canadá.


Texto original:
https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/aa/31-32

Leituras correspondentes no livro DTN:
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/5/323/334/a-mensagem-atendida

http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/5/335/345/uma-igreja-liberal

COMENTÁRIO sobre Atos dos Apóstolos, cap. 9-10

As testemunhas foram pagas.

O testemunho foi falso.

E o julgamento foi injusto.

Estêvão ficou ali, acusado pelos homens, mas com o rosto brilhando como o de um anjo. Ele apresentou sua defesa com coragem e convicção. No meio de sua defesa, Estêvão se entregou. Ele sabia que seu destino estava selado. Não havia nada que ele pudesse fazer. Naquele momento, quando Estêvão estava prestes a ser condenado, Jesus apareceu: “Eis que vejo os céus abertos e o Filho do homem em pé à destra de Deus.”

No meio de um julgamento injusto, o juiz celestial apareceu. Nos momentos anteriores a sua morte, Jesus assegurou a Estêvão que ele um dia herdaria uma coroa da vida. Com que frequência ansiamos pela mesma certeza?

É por essa razão que a história de Estêvão é tão poderosa. Naquele momento, Jesus revelou algo que não é verdade somente para Estêvão, também é verdade para você e para mim. Haverá dias em que estaremos condenados – talvez até ao ponto da morte. Nesses momentos, lembre-se de que mesmo que você seja condenado pelos homens, você é absolvido nas cortes do céu.

Antes de Estêvão adormecer, ele chegou a ver Jesus. E a primeira pessoa que ele verá quando acordar será Jesus. Que isso também seja verdade para nós, não importa o que passemos nesta vida.

Thomas Rasmussen
Estudante do Seminário Teológico da Universidade de Andrews
Pastor da União Dinamarquesa de Igrejas

Texto original:
https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/aa/9-10

Leitura correspondente no livro DTN:
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/5/87/96/os-sete-diaconos e
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/5/97/102/o-primeiro-martir-cristao

COMENTÁRIO sobre Atos dos Apóstolos, cap. 4 – O PENTECOSTE

O que o seu rosto revela sobre sua fé?

As multidões em Jerusalém examinaram os rostos dos discípulos quando retornaram da ascensão de Cristo. Certamente seus rostos teriam ficado tristes depois de se despedirem de seu amado Salvador. Mas não. Em vez disso, alegria e triunfo brilhavam no rosto de cada discípulo.

O melhor amigo dos discípulos, que recentemente lhes servira o desjejum na praia, estava agora no trono de Deus, defendendo-os. Imagine a confiança que teria, a segurança em que você poderia se deleitar. Imagine a alegria 40 dias depois, quando o Espírito Santo desceu no Pentecostes, um sinal de que havia se completado a inauguração do ministério celestial de Cristo. Todo poder no céu e na terra agora pertence ao Senhor ressuscitado. O Salvador está orando pelos discípulos, capacitando-os com habilidades sobrenaturais. E Ele ainda ora por nós hoje!

Depois do Pentecostes, os rostos dos discípulos testemunharam uma rendição completa. Corações e mentes haviam renunciado à ânsia de supremacia e grandeza. Os discípulos já não estavam em conflito uns com os outros por causa das diferenças. Seus rostos e vidas testemunharam uma transformação radical.

Rostos refletem corações. Quando transformados e fortalecidos pelo Senhor ressuscitado, nossos rostos gritam: “Está tudo bem para a minha alma”. No entanto, se perdidos em nossos próprios quebrantamentos e ferimentos, nossos rostos não revelam nada além de raiva, desespero, vergonha e todo o conteúdo pecaminoso do coração.

Seu rosto revela sua fé!

Todos os dias as pessoas procuram rostos que evidenciem um coração transformado. O que eles verão em você?

Lori Engel
Capelã (atualmente com necessidades especiais)
Eugene, Oregon, EUA

Texto original:https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/aa/4

Leitura correspondente no livro AA: http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/5/35/46/o-pentecoste