BLOG DA SEMANA, sobre Profetas e Reis, cap. 36

Neste capítulo, uma história bastante triste se desenrola, com lições importantes. Judá está quase no final de sua história, devido à incapacidade de seguir diligentemente a Deus. Os babilônios já haviam invadido o reino e feito muitos cativos. Mas haviam deixado um rei no trono – Zedequias.

Inicialmente, Zedequias decidiu cumprir as ordens de Babilônia, poupando, assim, mais severo castigo a si mesmo e seu povo.

Aqui está a primeira lição: por vezes, podemos evitar punições severas pela obediência, mesmo quando a obediência não é a primeira escolha. Aqui a ideia de obediência não envolvia compromisso moral, mas compromisso situacional. Por causa do que haviam feito de errado, Judá estava agora sob o controle dos babilônios. Se eles se mantivessem submissos aos babilônios neste período, as coisas teriam corrido melhor para eles.

Algumas vezes isso é verdade também para nossa vida. Muitas vezes temos que abrir mão de algum aspecto de nossa liberdade, na esperança de que um dia ela nos seja plenamente concedida. Porém com Deus, submissão significa plena liberdade. Zedequias, entretanto, caiu sob a influência de falsos profetas que diziam coisas agradáveis de ouvir. E apesar de Jeremias e, mais tarde, Ezequiel advertirem sobre as falsas mensagens, um movimento em direção à rebelião contra os babilônios começou.

Aqui está outra lição: às vezes é difícil dizer a diferença entre uma mensagem verdadeira e uma falsa. Neste caso, a falsa mensagem era a mais atraente, mas também a mais mortal. Aqueles que confiam em Deus e querem segui-Lo precisam ter seus ouvidos e mentes em prefeita sintonia com a Escritura e com o Espírito Santo.

Dave Thomas
Diretor da Escola de Teologia
Universidade Walla Walla, EUA

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/pk/36 e https://www.revivalandreformation.org/?id=1550
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli

PROFETAS E REIS, cap. 36 – O último rei de Judá

Capítulo 36 — O último rei de Judá

Zedequias, no início do seu reinado, desfrutou inteiramente a confiança do rei de Babilônia, e teve como experimentado conselheiro ao profeta Jeremias. Se tivesse prosseguido numa conduta honrosa para com o rei de Babilônia, e atendido às mensagens do Senhor por intermédio de Jeremias, ele teria conservado o respeito de muitos em posição de mando, e teria tido oportunidade de comunicar-lhes o conhecimento do verdadeiro Deus. Assim os cativos já exilados em Babilônia teriam sido postos em terreno vantajoso e granjeado muita liberdade; o nome de Deus teria sido honrado em toda parte, e os que haviam permanecido na terra de Judá teriam sido poupados a terríveis calamidades que finalmente vieram sobre eles.
Através de Jeremias, Zedequias e toda Judá, inclusive os que tinham sido levados para Babilônia, foram aconselhados a se submeterem pacificamente ao domínio temporário de seus conquistadores. Era especialmente importante que os que estavam no cativeiro buscassem a paz da terra para a qual tinham sido levados. Isto, entretanto, era contrário às inclinações do coração humano; e Satanás, tirando vantagem das circunstâncias, fez que se levantassem entre o povo falsos profetas, tanto em Jerusalém como em Babilônia, os quais declaravam que o jugo do cativeiro seria logo quebrado e o anterior prestígio da nação restaurado.
A aceitação de tais profecias assim lisonjeiras teria levado a fatais iniciativas da parte do rei e dos exilados, frustrando assim os misericordiosos desígnios de Deus em favor deles. A fim de evitar que fosse incitada uma insurreição seguida de grande sofrimento, o Senhor ordenou a Jeremias enfrentasse a crise sem delongas, advertindo o rei de Judá da infalível conseqüência da rebelião. Os cativos também foram admoestados, mediante comunicações escritas, a não se deixarem iludir quanto a estar próximo seu libertamento. “Não vos enganem os vossos profetas que estão no meio de vós”, ele insistiu. Jeremias 29:8. Em relação com isto foi mencionado o propósito do Senhor de restaurar Israel após os setenta anos de cativeiro preditos por Seus mensageiros.
Com que terna compaixão Deus informa Seu povo cativo de Seus planos para Israel Ele sabia que se eles fossem persuadidos por falsos profetas a que esperassem por breve libertação, sua posição em Babilônia se tornaria muito difícil. Qualquer manifestação ou insurreição de sua parte despertaria a vigilância e severidade das autoridades caldeias, o que poderia conduzir a posterior restrição de suas liberdades. O resultado seria sofrimento e angústias. Ele desejava que se submetessem pacificamente a sua sorte, tornando sua servidão tão agradável quanto possível; e Seu conselho a eles foi: “Edificai casas e habitai-as e plantai jardins, e comei o seu fruto. […] E procurai a paz da cidade, para onde vos fiz transportar, e orai por ela ao Senhor; porque na sua paz vós tereis paz”. Jeremias 29:5-7.
Entre os falsos ensinadores que estavam em Babilônia, dois homens havia que alegavam ser santos, mas cuja vida era corrupta. Jeremias havia condenado a má conduta desses homens, e tinha-os advertido do perigo que corriam. Irados pela reprovação, procuraram eles opor-se à obra do fiel profeta, levando o povo a descrer de suas palavras e a agir contrariamente ao conselho de Deus quanto a se sujeitarem ao rei de Babilônia. O Senhor testificou através de Jeremias que os falsos profetas seriam entregues às mãos de Nabucodonosor e mortos perante seus olhos. Não muito tempo depois esta predição foi literalmente cumprida.
Até ao fim do tempo levantar-se-ão homens para criar confusão e rebelião entre os que se declaram representantes do verdadeiro Deus. Os que profetizam mentiras, encorajarão os homens a que olhem o pecado como coisa sem importância. Quando os terríveis resultados de suas más ações forem manifestos, eles procurarão, se possível, tornar responsáveis por suas dificuldades quem fielmente os tem advertido, exatamente como os judeus acusaram a Jeremias de ser o responsável por suas desventuras. Mas tão certamente como foram as palavras de Jeová vindicadas no passado por meio do Seu profeta, assim serão Suas mensagens estabelecidas hoje.
Desde o início, Jeremias seguira um caminho consistente em aconselhar submissão aos babilônios. Este conselho foi dado não somente a Judá, mas a muitas das nações ao redor. Na primeira parte do reinado de Zedequias, embaixadores dos reis de Edom, Moabe, Tiro e outras nações, visitaram o rei de Judá, para saberem se em sua opinião a ocasião era oportuna para uma revolta unida, e se ele se uniria a eles para lutar contra o rei de Babilônia. Enquanto esses embaixadores estavam esperando uma resposta, a palavra do Senhor veio a Jeremias, dizendo: “Faze umas prisões e jugos, e pô-los-ás sobre o teu pescoço. E envia-os ao rei de Edom, e ao rei de Moabe, e ao rei dos filhos de Amom, e ao rei de Tiro, e ao rei de Sidom, pelas mãos dos mensageiros que vêm a Jerusalém ter com Zedequias, rei de Judá”. Jeremias 27:2, 3.
Jeremias foi mandado a instruir os embaixadores para que informassem a seus reis que Deus os havia dado na mão de Nabucodonosor, rei de Babilônia, e que eles o deviam servir “a ele, e a seu filho, e ao filho de seu filho, até que também venha o tempo da sua própria terra”. Jeremias 27:7.
Os embaixadores foram além disso instruídos a declarar a seus senhores que se eles se recusassem a servir ao rei de Babilônia, seriam punidos “com espada, e com fome, e com peste”, até serem consumidos. Especialmente deviam eles fugir dos ensinos dos falsos profetas que porventura os aconselhassem de outra forma. “Não deis ouvidos aos vossos profetas”, o Senhor declarou, “e aos vossos adivinhos, e aos vossos sonhos, e aos vossos agoureiros, e aos vossos encantadores, que vos falam, dizendo: Não servireis ao rei de Babilônia. Porque mentira vos profetizam, para vos mandarem para longe de vossa terra, e para que Eu vos lance dela, e vós pereçais. Mas a nação que meter o seu pescoço sob o jugo do rei de Babilônia, e o servir, Eu a deixarei na sua terra, diz o Senhor, e lavrá-la-á e habitará nela”. Jeremias 27:8-11. O castigo mínimo que um Deus misericordioso podia infligir a tão rebelde povo, era a submissão ao rei de Babilônia; mas se eles se rebelassem contra o Seu decreto de servidão, haviam de experimentar o pleno rigor dos Seus castigos.
O assombro do concílio de nações reunido não teve limites quando Jeremias, levando o jugo da sujeição em torno de seu pescoço, fez-lhes conhecida a vontade de Deus.
Contra a resoluta oposição Jeremias permaneceu firmemente a favor da política de submissão. Preeminente entre os que presumiam contraditar o conselho do Senhor, estava Hananias, um dos falsos profetas contra quem o povo havia sido advertido. Pensando ganhar o favor do rei e da corte real, ele levantou a sua voz em protesto, declarando que Deus lhe havia dado palavras de encorajamento para os judeus. Disse ele: “Assim fala o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel, dizendo: Eu quebrei o jugo do rei de Babilônia. Depois de passados dois anos completos, Eu tornarei a trazer a este lugar todos os vasos da casa do Senhor, que deste lugar tomou Nabucodonosor, rei de Babilônia, levando-os para Babilônia. Também a Jeconias, filho de Jeoaquim, rei de Judá, e a todos os do cativeiro de Judá, que entraram em Babilônia, Eu tornarei a trazer a este lugar, diz o Senhor; porque quebrarei o jugo do rei de Babilônia”. Jeremias 28:2-4.
Jeremias, na presença dos sacerdotes e povo, ferventemente lhes suplicou que se submetessem ao rei de Babilônia pelo tempo que o Senhor havia especificado. Ele mencionou aos homens de Judá as profecias de Oséias, Habacuque, Sofonias e outros, cujas mensagens de reprovação e advertência haviam sido semelhantes a suas mesmas. Referiu-lhes os eventos ocorridos em cumprimento das profecias de retribuição pelos pecados não arrependidos. No passado os juízos de Deus tinham sido derramados sobre os impenitentes em exato cumprimento de Seu propósito como revelado por meio de Seus mensageiros.
“O profeta que profetizar paz”, propôs Jeremias em conclusão, “quando se cumpra a palavra desse profeta, será conhecido por aquele a quem o Senhor na verdade enviou”. Jeremias 28:9. Se Israel escolhesse correr o risco, futuros desenvolvimentos com efeito decidiriam qual era o verdadeiro profeta.
As palavras de Jeremias aconselhando submissão levaram Hananias a um ousado desafio quanto à fidedignidade da mensagem apresentada. Tomando o jugo simbólico do pescoço de Jeremias, Hananias quebrou-o, dizendo: “Assim diz o Senhor: Assim quebrarei o jugo de Nabucodonosor, rei de Babilônia, depois de passados dois anos completos”.
“E Jeremias, o profeta, se foi no seu caminho”. Jeremias 28:11. Aparentemente nada mais podia ele fazer senão retirar-se do cenário do conflito. Mas a Jeremias foi dada outra mensagem. “Vai”, o Senhor lhe ordenou, “e fala a Hananias, dizendo: Assim diz o Senhor: Jugo de madeira quebraste, mas em vez deles farás jugo de ferro. Porque assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Jugo de ferro pus sobre o pescoço de todas estas nações, para servirem a Nabucodonosor, rei de Babilônia, e servi-lo-ão. […]
“E disse Jeremias, o profeta, a Hananias, o profeta: Ouve agora, Hananias: Não te enviou o Senhor, mas tu fizeste que este povo confiasse em mentiras. Pelo que assim diz o Senhor: Eis que te lançarei de sobre a face da Terra; este ano morrerás, porque falaste em rebeldia contra o Senhor. E morreu Hananias, o profeta, no mesmo ano, no sétimo mês”. Jeremias 28:13-17.
O falso profeta tinha fortalecido a incredulidade do povo em Jeremias e sua mensagem. Impiamente havia-se declarado mensageiro do Senhor, e sofrera a morte como conseqüência. No quinto mês Jeremias profetizou a morte de Hananias, e no sétimo mês suas palavras se provaram verdadeiras pelo seu cumprimento.
O desassossego causado pelas declarações dos falsos profetas pôs Zedequias sob suspeita de traição, e não foi senão por ação imediata e decisiva de sua parte que lhe foi permitido continuar a reinar como vassalo. A oportunidade para tal ação se tornou propícia pouco tempo após o retorno dos embaixadores, de Jerusalém às nações circunvizinhas, quando o rei de Judá acompanhou Seraías, “um príncipe pacífico” (Jeremias 51:59), numa importante missão a Babilônia. Durante esta visita à corte caldaica, Zedequias renovou seu voto de submissão a Nabucodonosor.
Por intermédio de Daniel e outros dentre os hebreus cativos, o monarca babilônio tinha sido informado do poder e suprema autoridade do verdadeiro Deus; e quando Zedequias uma vez mais solenemente prometeu permanecer leal, Nabucodonosor requereu dele que fizesse esta promessa com juramento em nome do Senhor Deus de Israel. Tivesse Zedequias respeitado esta renovação do seu concerto com juramento, sua lealdade teria tido uma profunda influência sobre a mente de muitos que estavam observando a conduta daqueles que diziam reverenciar o nome e estimar a honra do Deus dos hebreus.
Mas o rei de Judá perdeu de vista seu alto privilégio de honrar o nome do Deus vivo. De Zedequias está escrito: “Fez o que era mau aos olhos do Senhor seu Deus; nem se humilhou perante o profeta Jeremias, que falava da parte do Senhor. Demais disto, também se rebelou contra o rei Nabucodonosor, que o tinha juramentado por Deus. Mas endureceu a sua cerviz, e tanto se obstinou no seu coração, que se não converteu ao Senhor, Deus de Israel”. 2 Crônicas 36:12, 13.
Enquanto Jeremias continuava a dar o seu testemunho na terra de Judá, o profeta Ezequiel foi suscitado entre os cativos em Babilônia, para advertir e confortar os exilados, e também para confirmar a palavra do Senhor que fora exposta pelo profeta Jeremias. Durante os anos que restaram do reinado de Zedequias, Ezequiel tornou muito clara a loucura de confiar nas falsas predições dos que estavam levando os cativos a esperar para breve o retorno a Jerusalém. Ele foi também instruído a predizer, por meio de uma variedade de símbolos e solenes mensagens, o cerco e posterior destruição de Jerusalém.
No sexto ano do reinado de Zedequias, o Senhor revelou a Ezequiel em visão algumas das abominações que estavam sendo praticadas em Jerusalém, dentro das portas da casa do Senhor e até mesmo no átrio interior. As câmaras das imagens, os ídolos pintados, “toda a forma de répteis, e animais abomináveis, e de todos os ídolos da casa de Israel” (Ezequiel 8:10), tudo passou em rápida sucessão ante o olhar atônito do profeta.
Os que deviam ter sido líderes espirituais entre o povo, “os anciãos da casa de Israel”, setenta homens, foram vistos oferecendo incenso perante as representações idólatras que tinham sido introduzidas nas câmaras secretas dentro dos recintos sagrados do átrio do templo. “O Senhor não nos vê”, lisonjeavam-se os homens de Judá ao se entregarem a práticas pagãs: “o Senhor abandonou a terra” (Ezequiel 8:11, 12), declaravam em blasfêmia.
Havia ainda “maiores abominações” para que o profeta contemplasse. À entrada da porta que levava do pátio exterior para o interior foram-lhe mostradas “mulheres assentadas chorando por Tamuz”; e dentro, no “átrio interior da casa do Senhor […] à entrada do templo do Senhor, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens, de costas para o templo do Senhor, e com os rostos para o Oriente […] adoravam o Sol, virados para o Oriente”. Ezequiel 8:13-16.
E agora o Ser glorioso que acompanhava Ezequiel nessa espantosa visão de impiedade nos lugares altos da terra de Judá, inquiriu do profeta: “Viste, filho do homem? há coisa mais leviana para a casa de Judá do que essas abominações que fazem aqui? havendo enchido a terra de violência, tornam a irritar-Me; e, ei-los a chegar o ramo ao seu nariz. Pelo que também Eu procederei com furor; o Meu olho não poupará, nem terei piedade. Ainda que Me gritem aos ouvidos com grande voz, Eu não os ouvirei”. Ezequiel 8:17, 18.
Por intermédio de Jeremias o Senhor havia declarado a respeito dos homens ímpios que presunçosamente ousavam apresentar-se diante do povo em Seu nome: “Porque tanto o profeta, como o sacerdote, estão contaminados; até na Minha casa achei a sua maldade”. Jeremias 23:11. Nas terríveis condenações de Judá como registradas no encerramento da narrativa do cronista do reinado de Zedequias, esta acusação de violarem a santidade do templo foi repetida. “Também”, declara o escritor sagrado, “todos os chefes dos sacerdotes e o povo aumentavam de mais em mais as transgressões, segundo todas as abominações dos gentios; e contaminaram a casa do Senhor, que Ele tinha santificado em Jerusalém”. 2 Crônicas 36:14.
O dia da condenação para o reino de Judá estava-se aproximando rapidamente. O Senhor não poderia mais pôr perante eles a esperança de evitar Seus mais severos juízos. “Ficareis vós totalmente impunes?” ele inquiriu. “Não, não ficareis impunes”. Jeremias 25:29.
Mas até essas palavras foram recebidas com zombaria e irrisão. “Prolongar-se-ão os dias, e perecerá toda a visão”, declarava o impenitente. Mas por intermédio de Ezequiel esta negação da segura palavra da profecia foi severamente condenada. “Dize-lhes”, o Senhor declarou: “Farei cessar este ditado, e não se servirão mais dele como provérbio em Israel; mas dize-lhes: Chegarão dos dias e a palavra de toda a visão. Porque não haverá mais nenhuma visão vã, nem adivinhação lisonjeira, no meio da casa de Israel. Porque Eu, o Senhor, falarei, e a palavra que Eu falar se cumprirá; não será mais diferida; porque em vossos dias, ó casa rebelde, falarei uma palavra e a cumprirei, diz o Senhor Jeová.
“Veio mais a mim”, testifica Ezequiel, “a palavra do Senhor, dizendo: Filho do homem, eis que os da casa de Israel dizem: A visão que este vê é para muitos dias, e ele profetiza de tempos que estão longe. Portanto dize-lhes: Assim diz o Senhor Jeová: Não será mais diferida nenhuma de Minhas palavras, e a palavra que falei se cumprirá, diz o Senhor Jeová”. Ezequiel 12:21-28.
Na dianteira entre os que estavam rapidamente levando a nação à ruína, estava Zedequias, seu rei. Desprezando inteiramente os conselhos do Senhor dados por intermédio dos profetas, esquecendo a dívida de gratidão jurada a Nabucodonosor, violando seu solene juramento de submissão feito em nome do Senhor Deus de Israel, o rei de Judá se rebelou contra os profetas, contra seu benfeitor e contra seu Deus. Na vaidade de sua própria sabedoria ele foi em busca do auxílio do antigo inimigo da prosperidade de Israel, “enviando os seus mensageiros ao Egito, para que se lhe mandassem cavalos e muita gente”.
“Prosperará?” o Senhor inquiriu com respeito a quem tinha assim vilmente traído todo sagrado encargo; “escapará aquele que fez tais coisas? ou quebrantará o concerto, e escapará? Como Eu vivo, diz o Senhor Jeová, no lugar em que habita o rei que o fez reinar, cujo juramento desprezou, e cujo concerto quebrou, sim, com ele no meio de Babilônia certamente morrerá. E Faraó, nem com grande exército, nem com uma companhia numerosa, fará coisa alguma com ele em guerra, […] pois que desprezou o juramento, quebrantando o concerto, e deu a sua mão; havendo feito todas estas coisas, não escapará”. Ezequiel 17:15-18.
O dia de ajuste final tinha chegado para o “profano e ímpio príncipe”. “Tira o diadema”, o Senhor decretou, “e levanta a coroa.” A Judá não seria mais permitido ter um rei até que Cristo mesmo estabelecesse o Seu reino. “Ao revés, ao revés, ao revés a porei”, foi o edito divino com respeito ao trono da casa de Davi; “ela não será mais, até que venha Aquele a quem pertence de direito, e a Ele a darei”. Ezequiel 21:25-27.

 

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=7261

BLOG DA SEMANA 06/08/2017, sobre Profetas e Reis, cap. 35

Sentei-me com ela e ouvi a história do fim de um sonho acadêmico. Ela falhou. Ela não ouviu as advertências de professores e amigos e teve que abandonar uma excelente oportunidade carinhosamente desejada em um programa acadêmico de prestígio. Ela se sentou com lágrimas em seus olhos, de cabeça baixa, rosto vermelho. Seu triste lamento ressoou em meus ouvidos. “É tarde demais agora. Eu deveria ter ouvido.”

Prestar atenção nas advertências podem levar a enormes oportunidades e crescimento. Quando Deus nos envia avisos, muitas vezes sob a forma de repreensão, temos a chance de crescer e até levar os outros a Jesus. Mas quando nos recusamos a ouvir, as consequências são desastrosas. Talvez seja o orgulho, a ingenuidade ou a ignorância, ou a autossuficiência que nos encoraja a seguir um caminho, apesar dos cuidados oferecidos.

Jeremias compartilhou as advertências de Deus com Jeoaquim e Jeoaquim não somente as ignorou, ele as queimou! No entanto, As advertências divinas não desapareceram com a rejeição. Jeremias as carregou em seu coração e as repetiu à nação judaica e a nós, na Bíblia.

Os avisos de Deus, assim como o amor dEle, permanecem. É o caráter de Deus a nos chamar para casa que nos dá diretrizes e apoio, conforto e coragem. Deus nos chama e quão maravilhoso é quando o ouvimos e o seguimos.

Jenniffer Ogden
Pastora Associada
Universidade Walla Walla, EUA

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/pk/35 e https://www.revivalandreformation.org/?id=1549
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli

PROFETAS E REIS, cap. 35 – A Condenação Iminente

Capítulo 35 — A condenação iminente

Os primeiros anos do reinado de Jeoaquim foram cheios de advertências de próxima condenação. A palavra que o Senhor falara pelos profetas estava prestes a ser cumprida. O poder da Assíria, ao norte, supremo por tanto tempo, não mais devia reger as nações. O Egito ao sul, em cujo poder o rei de Judá estava inutilmente colocando a sua confiança, logo devia ser posto decididamente em xeque. Um novo poder mundial de todo inesperado — o império babilônico — estava surgindo a leste, e depressa lançando sombra sobre todas as nações.
Dentro de breves anos, o rei de Babilônia seria usado como instrumento da ira de Deus sobre o impenitente Judá. Uma e outra vez Jerusalém seria atacada e invadida pelos exércitos sitiantes de Nabucodonosor. Grupo após grupo — de início uns poucos apenas, porém mais tarde milhares e dezenas de milhares — seriam levados cativos para a terra de Sinear para ali viverem em forçado exílio. Jeoaquim, Joaquim, Zedequias — todos esses reis judeus se tornariam por seu turno vassalos do governador de Babilônia, e todos por sua vez se rebelariam. Castigos cada vez mais severos seriam infligidos à nação rebelde, até que afinal toda a terra se tornasse uma desolação; Jerusalém seria devastada e queimada com fogo, o templo que Salomão construíra seria destruído, e o reino de Judá cairia, jamais voltando a ocupar sua anterior posição entre as nações da Terra.
Aqueles tempos de mudança, tão pejados de perigos para a nação israelita, foram marcados com muitas mensagens do Céu através de Jeremias. Assim o Senhor deu aos filhos de Judá ampla oportunidade de se libertarem das embaraçantes alianças com o Egito, e evitar conflito com os príncipes de Babilônia. Aproximando-se mais o ameaçador perigo, ele ensinou o povo por meio de uma série de parábolas encenadas, esperando assim despertá-los para a noção de suas obrigações para com Deus, e também encorajá-los a se manterem cordiais para com o governo babilônico.
Com o propósito de ilustrar a importância de render implícita obediência aos reclamos de Deus, Jeremias reuniu alguns recabitas nas câmaras do templo, e pôs perante eles vinho, convidando-os a que bebessem. Como era de esperar, ele enfrentou protestos e recusa absoluta. “Não beberemos vinho”, declararam firmemente os recabitas, “porque Jonadabe, filho de Recabe, nosso pai, nos mandou, dizendo: Nunca jamais bebereis vinho, nem vós nem vossos filhos”.
“Então veio a palavra do Senhor a Jeremias, dizendo: Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Vai, e dize aos homens de Judá e aos moradores de Jerusalém: Porventura nunca aceitareis instrução, para ouvirdes as Minhas palavras? diz o Senhor. As palavras de Jonadabe, filho de Recabe, que ordenou a seus filhos que não bebessem vinho, foram guardadas, pois não beberam até este dia, antes ouviram o mandamento de seu pai”. Jeremias 35:6, 12-14.
Deus procurou assim criar agudo contraste entre a obediência dos recabitas e a desobediência e rebelião de Seu povo. Os recabitas haviam obedecido a ordem de seu pai, recusando-se agora a serem incitados à transgressão. Mas os homens de Judá não tinham dado ouvidos às palavras do Senhor, e estavam em conseqüência em vias de sofrer Seus mais severos juízos.
“A Mim, porém, que vos tenho falado a vós, madrugando e falando”, o Senhor declarou, “vós não Me ouvistes. E vos enviei todos os Meus servos os profetas, madrugando, e enviando, e dizendo: Convertei-vos agora, cada um do seu mau caminho, e fazei boas as vossas ações, e não sigais a outros deuses para servi-los, e assim ficareis na terra que vos dei a vós e a vossos pais; mas não inclinastes o vosso ouvido, nem Me obedeceste a Mim. Visto que os filhos de Jonadabe, filho de Recabe, guardaram o mandamento de seu pai, que ele lhes ordenou, mas este povo não Me obedeceu, por isso assim diz o Senhor, o Deus dos Exércitos, o Deus de Israel: Eis que trarei sobre Judá, e sobre todos os moradores de Jerusalém, todo o mal que falei contra eles; pois lhes tenho falado, e não ouviram, e clamei a eles, e não responderam”. Jeremias 35:14-17.
Quando o coração dos homens é abrandado e subjugado pela influência constrangedora do Espírito Santo, darão ouvidos ao conselho; mas quando viram as costas à admoestação até que seus corações se tornem endurecidos, o Senhor lhes permite serem levados por outras influências. Recusando a verdade, aceitam a falsidade, a qual se torna um laço para a sua própria destruição.
Deus Se empenhara com Judá para que Lhe não provocasse a ira, mas não Lhe deram ouvidos. Finalmente foi pronunciada contra eles a sentença. Eles deviam ser levados cativos para Babilônia. Os caldeus iam ser usados como instrumento pelo qual Deus castigaria Seu povo desobediente. Os sofrimentos dos homens de Judá deviam estar na proporção da luz que haviam recebido e das advertências que haviam desprezado e rejeitado. Por muito tempo estivera Deus retardando Seus juízos; mas agora Ele faria cair sobre eles o Seu desprazer, como derradeiro esforço no sentido de detê-los em seu mau caminho.
Sobre a casa dos recabitas foi pronunciada uma bênção constante. O profeta declarou: “Assim diz o Senhor dos Exércitos: Pois que obedecestes ao mandamento de Jonadabe, vosso pai, e guardastes todos os seus mandamentos, e fizestes conforme tudo quanto vos ordenou, portanto assim diz o Senhor dos Exércitos, Deus de Israel: Nunca faltará varão a Jonadabe, filho de Recabe, que assista perante a Minha face todos os dias”. Jeremias 35:18, 19. Assim ensinou Deus a Seu povo que a fidelidade e obediência se refletiriam sobre Judá em bênção, tal como foram os recabitas abençoados pela obediência à ordem de seu pai.
A lição é para nós. Se os requisitos de um pai bom e sábio, que usou o melhor e mais eficaz meio de garantir sua posteridade contra os males da intemperança, foram dignos de estrita obediência, sem dúvida a autoridade de Deus deve ser tida em muito maior reverência quão mais santo é Ele que o homem. Nosso Criador e Comandante, infinito em poder, terrível no juízo, procura por todos os meios levar os homens a ver seus pecados e deles se arrependerem. Por boca de Seus servos Ele predisse os perigos da desobediência; faz soar a nota de advertência, e fielmente reprova o pecado. Seu povo desfruta prosperidade unicamente por Sua misericórdia, graças ao vigilante cuidado de agentes escolhidos. Ele não pode sustentar e guardar um povo que rejeita Seu conselho e despreza Suas reprovações. Por algum tempo Ele pode conter Seus juízos retributivos; mas não pode reter sempre a Sua mão.
Os filhos de Judá foram numerados entre aqueles de quem Deus dissera: “Sereis um reino sacerdotal e o povo santo”. Êxodo 19:6. Jamais em seu ministério Jeremias perdera de vista a importância vital da santidade de coração nas variadas relações da vida, e principalmente no serviço do altíssimo Deus. Claramente ele previu a queda do reino e a disseminação dos habitantes de Judá entre as nações; mas com os olhos da fé viu além de tudo isto para os tempos da restauração. Soando em seus ouvidos estava a promessa divina: “Eu mesmo recolherei o resto das Minhas ovelhas de todas as terras para onde as tiver afugentado, e as farei voltar aos seus apriscos. […] Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, sendo rei, reinará, e prosperará, e praticará o juízo e a justiça na Terra. Em seus dias Judá será salvo, e Israel habitará seguro; e este será o Seu nome, com que o nomearão: O Senhor justiça nossa”. Jeremias 23:3-6.
Assim profecias de juízo próximo foram misturadas com promessas de final e glorioso livramento. Os que escolhessem fazer paz com Deus, vivendo vida santa em meio a prevalecente apostasia, receberiam força para cada prova, e seriam capacitados para testificar dEle com forte poder. E nos séculos por vir o livramento que se havia de operar em benefício deles excederia em fama ao efetuado em favor dos filhos de Israel ao tempo do Êxodo. Aproximavam-se os dias, declarou o Senhor por intermédio do Seu profeta, em que eles não mais diriam: “Vive o Senhor, que fez subir os filhos de Israel da terra do Egito; mas: Vive o Senhor, que fez subir, e que trouxe a geração da casa de Israel da terra do norte, e de todas as terras para onde os tinha arrojado; e habitarão na sua terra”. Jeremias 23:7, 8. Tais eram as maravilhosas profecias proferidas por Jeremias durante os anos finais da história do reino de Judá, quando Babilônia estava se tornando soberana universal, e estavam mesmo levando o cerco de seus exércitos contra os muros de Sião.
Como a mais suave música essas promessas de livramento caíram nos ouvidos dos que se mantinham firmes na adoração a Jeová. Nos lares do elevado e do humilde, onde os conselhos de um Deus que guarda o concerto eram ainda tidos em reverência, as palavras do profeta foram repetidas uma e outra vez. Mesmo as crianças foram fortemente animadas, e em suas mente jovem e receptiva foram feitas duradouras impressões.
Foi sua conscienciosa observância das ordenações da Santa Escritura, que nos dias do ministério de Jeremias proporcionou a Daniel e seus companheiros oportunidades de exaltar o verdadeiro Deus perante as nações da Terra. A instrução que essas crianças hebréias haviam recebido no lar de seus pais, as tornou fortes na fé e constantes no seu serviço ao Deus vivo, o Criador dos Céus e da Terra. Quando, logo no início do reinado de Jeoaquim, Nabucodonosor pela primeira vez sitiou e capturou Jerusalém, e transportou a Daniel e seus companheiros, juntamente com outros especialmente escolhidos para o serviço na corte de Babilônia, a fé dos cativos hebreus foi provada ao máximo. Mas os que tinham aprendido a pôr a sua confiança nas promessas de Deus verificaram que estas eram todo-suficientes em cada experiência por que foram chamados a passar durante a sua estada numa terra estranha. As Escrituras provaram-se-lhes um guia e um arrimo.
Como intérprete do significado dos juízos que começavam a cair sobre Judá, Jeremias manteve-se nobremente na defesa da justiça de Deus e de Seus misericordiosos desígnios mesmo nos mais severos castigos. Incansavelmente o profeta laborou. Desejoso de alcançar todas as classes, estendeu a esfera de sua influência além de Jerusalém para os distritos circunjacentes, graças a freqüentes visitas a várias partes do reino.
Em seus testemunhos à igreja, Jeremias constantemente se referia aos ensinos do livro da lei que haviam sido tão grandemente honrados e exaltados durante o reinado de Josias. Deu ele nova ênfase à importância de manter-se uma relação de concerto com o todo-misericordioso e compassivo Ser que sobre as alturas do Sinai havia anunciado os preceitos do Decálogo. As palavras de advertência e ameaça da parte de Jeremias haviam alcançado cada parte do reino, e todos tiveram a oportunidade de conhecer a vontade de Deus concernente à nação.
O profeta tornara claro o fato de que nosso Pai celestial permite que Seus juízos caiam, “para que as nações saibam que são constituídas por meros homens”. Salmos 9:20. “Se andares contrariamente para comigo, e não Me quiserdes ouvir”, o Senhor prevenira a Seu povo, “Eu […] vos espalharei entre as nações, e desembainharei a espada atrás de vós; e a vossa terra será assolada, e as vossas cidades serão desertas”. Levítico 26:21, 28, 33.
Nesse mesmo tempo mensagens de juízo impendente foram levadas a príncipes e povo, e a seu governante Jeoaquim, que devia ter sido um líder espiritual sábio, o primeiro na confissão dos pecados e em reforma e boas obras, estava gastando o seu tempo em prazeres egoístas. “Edificarei para mim uma casa espaçosa”, ele se propôs; e esta casa, “forrada de cedro e pintada de vermelhão” (Jeremias 22:14), foi construída com dinheiro e trabalho obtidos pela fraude e opressão.
A ira do profeta foi despertada, e ele foi inspirado a pronunciar juízo sobre o governante sem fé. “Ai daquele que edifica a sua casa com injustiça, e os seus aposentos sem direito”, ele declarou, “que se serve do serviço do seu próximo sem paga, e não lhe dá o salário do seu trabalho. […] Reinarás tu, porque te encerras em cedro? acaso teu pai não comeu e bebeu, e não exerceu o juízo e a justiça? por isso lhe sucedeu bem? Julgou a causa do pobre e do necessitado; então lhe sucedeu bem; porventura não é isto conhecer-Me? diz o Senhor. Mas os teus olhos e o teu coração não atentam senão para a tua avareza, e para o sangue inocente, a fim de derramá-lo, e para a opressão, e para a violência, a fim de levar isso a efeito.
“Portanto assim diz o Senhor acerca de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá: Não lamentarão por ele, dizendo: Ai, irmão meu, ou, ai, minha irmã nem lamentarão por ele, dizendo: Ai, Senhor, ou, ai, Majestoso Em sepultura de jumento o sepultarão, arrastando-o e lançando-o para bem longe, fora das portas de Jerusalém”. Jeremias 22:13-19.
Dentro de poucos anos este terrível juízo recairia sobre Jeoaquim; mas antes o Senhor em Sua misericórdia informou a impenitente nação de Seu decidido propósito. No quarto ano do reinado de Jeoaquim, “falou o profeta Jeremias a todo o povo de Judá, e a todos os habitantes de Jerusalém”, ressaltando o fato de que por mais de vinte anos, “desde o ano treze de Josias […] até este dia” (Jeremias 25:2, 3), ele havia dado testemunho do desejo de Deus para salvar, mas que suas mensagens haviam sido desdenhadas. E agora a palavra do Senhor a eles era:
“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Visto que não escutastes as Minhas palavras, eis Eu enviarei, e tomarei a todas as gerações do norte, diz o Senhor, como também a Nabucodonosor, rei de Babilônia, Meu servo, e os trarei sobre esta terra, e sobre os seus moradores, e sobre todas estas nações em redor, e os destruirei totalmente, e pô-los-ei em espanto, e em assobio, e em perpétuos desertos. E farei perecer entre eles a voz de folguedo, e a voz de alegria, a voz do esposo, e a voz da esposa, o som das mós, e a luz do candeeiro. E toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto; e estas nações servirão ao rei de Babilônia setenta anos”. Jeremias 25:8-11.
Embora a sentença de condenação houvesse sido claramente pronunciada, seu horrível conteúdo mal podia ser compreendido pelas multidões que ouvia. Para que impressões mais profundas pudessem ser feitas, o Senhor procurou ilustrar o significado das palavras pronunciadas. Ele ordenou que Jeremias assemelhasse a sorte da nação à libação de um copo de vinho da ira divina. Entre os primeiros a beber deste copo de ai, deviam estar “Jerusalém, e as cidades de Judá, e os seus reis”. Outros deviam partilhar do mesmo copo, a saber, “Faraó, rei do Egito, e seus servos, e seus príncipes, e todo o seu povo”, e muitas outras nações da Terra, até que o propósito de Deus houvesse sido cumprido. Jeremias 25:18, 19.
A fim de melhor ilustrar a natureza dos juízos iminentes, o profeta recebeu ordem de tomar consigo “os anciãos do povo, e os anciãos dos sacerdotes”, e ir “ao vale do filho de Hinom”, e ali, depois de recapitular a apostasia de Judá, devia fazer em pedaços “uma botija de oleiro”, e declarar em defesa de Jeová, cujo servo era ele: “Deste modo quebrarei Eu a este povo, e a esta cidade, como se quebra o vaso do oleiro, que não pode mais refazer-se”.
O profeta fez como lhe fora ordenado. Então, retornando à cidade, ele se pôs no átrio do templo, e declarou aos ouvidos do povo: “Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Eis que trarei sobre esta cidade, e sobre todas as suas cidades, todo o mal que pronunciei contra ela, porquanto endureceram a sua cerviz, para não ouvirem as Minhas palavras”. Jeremias 19.
As palavras do profeta, em lugar de levar à confissão e arrependimento, suscitaram a ira dos que tinham posição de autoridade, e como conseqüência Jeremias ficou privado de sua liberdade. Preso e posto no cepo, o profeta continuou ainda assim a transmitir as mensagens do Céu aos que lhe estavam próximo. Sua voz não podia ser silenciada pela perseguição. A palavra da verdade, declarou ele, “foi no meu coração como fogo ardente, encerrado nos meus ossos; e estou fadigado de sofrer, e não posso”. Jeremias 20:9.
Foi cerca deste tempo que o Senhor ordenou a Jeremias que escrevesse as mensagens que desejava levar àqueles por cuja salvação seu coração piedoso estava continuamente a arder. “Toma o rolo dum livro”, ordenou o Senhor a Seu servo, “e escreve nele todas as palavras que te tenho falado de Israel, e de Judá, e de todas as nações, desde o dia em que Eu te falei a ti, desde os dias de Josias até hoje. Ouvirão talvez os da casa de Judá todo o mal que Eu intento fazer-lhes; para que cada qual se converta do seu mau caminho, e Eu perdoe a sua maldade e o seu pecado”. Jeremias 36:2, 3.
Em obediência a esta ordem, Jeremias chamou em seu auxílio um fiel amigo, o escriba Baruque, e ditou-lhe “todas as palavras do Senhor, que Ele lhe tinha revelado, no rolo de um livro”. Jeremias 36:4. Estas palavras foram cuidadosamente escritas num rolo de pergaminho, e constituíam solene reprovação do pecado, uma advertência dos resultados infalíveis da constante apostasia, e um fervente apelo para renúncia a todo mal.
Quando o escrito ficou completo, Jeremias, que estava ainda prisioneiro, enviou Baruque para ler o rolo às multidões que se reuniam no templo por ocasião de um dia nacional de jejum, “no quinto ano de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá, no mês nono”. “Pode ser”, o profeta dissera, “que caia a sua súplica diante do Senhor, e se converta cada um do seu mau caminho; porque grande é a ira e o furor que o Senhor tem manifestado contra este povo”. Jeremias 36:9, 7.
Baruque obedeceu, e o rolo foi lido perante todo o povo de Judá. Posteriormente foi o escriba convocado à presença dos príncipes, a fim de ler as palavras perante eles. Eles ouviram com grande interesse, e prometeram informar o rei sobre tudo o que tinham ouvido, mas aconselharam o escriba a se esconder, pois temiam que o rei rejeitasse o testemunho, e procurasse matar os que haviam preparado e apresentado a mensagem.
Quando o rei Jeoaquim foi informado pelos príncipes do que Baruque havia lido, imediatamente ordenou que o rolo fosse trazido e lido em sua presença. Um dos assistentes reais, de nome Jeudi, trouxe o rolo, e pôs-se a ler as palavras de reprovação e advertência. Era o tempo do inverno, e o rei e seus companheiros de Estado, os príncipes de Judá, estavam reunidos junto de uma crepitante lareira. Apenas uma pequena parte havia sido lida, quando o rei, longe de tremer ante o perigo pendente sobre si e seu povo, tomou o rolo, e num frenesi de ira, cortou-o “com um canivete de escrivão, e lançou-o no fogo que havia no braseiro, até que todo o rolo se consumiu no fogo”. Jeremias 36:23.
Nem o rei nem seus príncipes temeram, “nem rasgaram os seus vestidos”. Alguns dos príncipes, entretanto, pediram “ao rei que não queimasse o rolo, mas não lhes deu ouvido”. Havendo sido destruído o escrito, a ira do ímpio rei se levantou contra Jeremias e Baruque, e prontamente os mandou prender; “mas o Senhor tinha-os escondido”. Jeremias 36:24-26.
Levando à atenção dos adoradores do templo, e dos príncipes e rei, as admoestações escritas contidas no rolo inspirado, Deus estava graciosamente procurando advertir os homens de Judá para o seu bem. “Ouvirão talvez”, disse Deus, “os da casa de Judá todo o mal que Eu intento fazer-lhes; para que cada qual se converta do seu mau caminho, e Eu perdoe a sua maldade e o seu pecado”. Jeremias 36:3. Deus Se compadece dos homens em luta na cegueira da perversidade; Ele procura iluminar a mente entenebrecida, enviando reprovações e ameaças destinadas a levar os mais exaltados a sentirem sua ignorância e deplorarem seus erros. Ele procura ajudar o indulgente consigo mesmo a se tornar insatisfeito com suas vãs realizações, e a buscar bênção espiritual por meio de íntima comunhão com o Céu.
O plano de Deus não é enviar mensageiros que lisonjeiem e adulem os pecadores; Ele não envia mensagens de paz para adormentar o não santificado em segurança carnal. Ao contrário, Ele coloca pesado fardo sobre a consciência do praticante do mal, e mortifica-lhe a alma com os aguilhões da convicção. Anjos ministradores lhe apresentam os terríveis juízos de Deus, a fim de aprofundar o senso da necessidade, levando o agonizante a clamar: “Que é necessário que eu faça para me salvar?” Atos dos Apóstolos 16:30. Mas a Mão que humilha até o pó, reprova o pecado e submete à vergonha o orgulho e a ambição, é a Mão que ergue o penitente e abatido. Com a mais profunda simpatia, Aquele que permite caia o castigo, interroga: “Que queres que Eu faça por ti?”
Quando o homem peca contra um Deus santo e misericordioso, não pode seguir mais nobre caminho que arrepender-se sinceramente, e confessar seus erros com lágrimas e amargura de alma. Isto Deus requer dele; Ele não aceita nada menos que um coração quebrantado e um espírito contrito. Mas o rei Jeoaquim e seus cortesões, em sua arrogância e orgulho, recusaram o convite de Deus. Eles não iriam aceitar a advertência e arrepender-se. A graciosa oportunidade que lhes fora ofertada quando o rolo sagrado foi lançado ao fogo, foi a última. Deus havia declarado que se então recusassem ouvir-Lhe a voz, Ele lhes daria terrível retribuição. Eles se recusaram ouvi-Lo, e Ele pronunciou Seu juízo final sobre Judá; e Ele visitaria com ira especial o homem que orgulhosamente havia-se levantado contra o Todo-poderoso.
“Assim diz o Senhor, acerca de Jeoaquim, rei de Judá: Não terá quem se assente sobre o trono de Davi, e será lançado o seu cadáver ao calor de dia, e à geada de noite. E visitarei sobre ele, e sobre a sua semente, e sobre os seus servos, a sua iniqüidade; e trarei sobre ele e sobre os moradores de Jerusalém, e sobre os homens de Judá, todo aquele mal que lhes tenho falado”. Jeremias 36:30, 31.
A incineração do rolo não foi o fim da questão. As palavras escritas foram mais facilmente removidas do que a reprovação e advertência que elas continham e a iminente punição que Deus havia pronunciado contra o rebelde Israel e que estava prestes a vir. Mas até o próprio rolo escrito foi reproduzido. “Toma ainda outro rolo”, o Senhor ordenou a Seu servo, “e escreve nele todas as palavras que estavam no primeiro volume, que queimou Jeoaquim, rei de Judá.” O registro das profecias concernente a Judá e Jerusalém tinha sido reduzido a cinzas; mas as palavras estavam ainda vivas no coração de Jeremias, “como um fogo devorador”, e foi permitido ao profeta reproduzir o que a ira do homem teria de bom grado destruído.
Tomando outro rolo, Jeremias deu-o a Baruque, “o qual escreveu nele da boca de Jeremias todas as palavras do livro que Jeoaquim, rei de Judá, tinha queimado no fogo; e ainda se acrescentaram a elas muitas palavras semelhantes”. Jeremias 36:28, 32. A ira do homem tinha tentado impedir a ação do profeta de Deus; mas o próprio meio pelo qual Jeoaquim tinha procurado limitar a influência do servo de Jeová, proveu posterior oportunidade para tornar claros os divinos reclamos.
O espírito de oposição à reprovação, que levou à perseguição e aprisionamento de Jeremias, existe hoje. Muitos recusam atender a repetidas advertências, preferindo dar ouvidos a falsos mestres que lisonjeiam sua vaidade e revelam suas más obras. No dia da tribulação tais pessoas não terão refúgio certo, nem auxílio do Céu. Os servos escolhidos de Deus devem enfrentar com coragem e paciência as provas e sofrimentos que sobre eles recaem na forma de acusações, desprezo, deturpações. Devem eles continuar a desempenhar fielmente a obra que Deus lhes deu a fazer, sempre lembrando que os profetas do passado e o Salvador da humanidade e Seus apóstolos também suportaram abusos e perseguições por amor da Palavra.
Era propósito de Deus que Jeoaquim atendesse aos conselhos de Jeremias, e ganhasse o favor de Nabucodonosor, livrando-se de muitos pesares. O jovem rei havia jurado obediência ao rei de Babilônia. Tivesse ele permanecido fiel a sua promessa, e teria conquistado o respeito dos pagãos, e isto teria levado a preciosas oportunidades para a salvação de pecadores.
Desdenhando os privilégios fora do comum que lhe eram outorgados, o rei de Judá deliberadamente seguiu o caminho de sua própria escolha. Violou sua palavra de honra ao rei de Babilônia, e rebelou-se. Isto o levou, como também ao seu reino, a um caminho apertado. Contra ele foram enviadas “as tropas dos caldeus, e as tropas dos siros, e as tropas dos moabitas, e as tropas dos filhos de Amom” (2 Reis 24:2), e ele foi impotente para livrar a terra de invasão desses piratas. Dentro de poucos anos ele encerrou seu desastroso reinado em ignomínia, rejeitado do Céu, malquisto por seu povo e desprezado pelos senhores de Babilônia cuja confiança ele traíra — e tudo isto como resultado de seu erro fatal de virar as costas aos propósitos de Deus como revelados por meio de Seu escolhido mensageiro.
Joaquim (também conhecido como Jeconias, e Conias), filho de Jeoaquim, ocupou o trono apenas três meses e dez dias, quando se rendeu aos exércitos caldeus que, em virtude da rebelião do rei de Judá, estavam uma vez mais cercando a cidade condenada. Nesta ocasião, Nabucodonosor “transportou Joaquim a Babilônia; como também a mãe do rei, e as mulheres do rei, e os seus eunucos, e os poderosos da terra”, contando vários milhares, juntamente com “carpinteiros e ferreiros até mil”. Juntamente com estes o rei de Babilônia levou “todos os tesouros da casa do Senhor, e os tesouros da casa do rei”. Jeremias 24:15, 16, 13.
O reino de Judá, debilitado em poder, roubado em sua força representada por homens e tesouros, teve não obstante ainda a permissão de continuar a existir como um governo separado. Como sua cabeça Nabucodonosor colocou a Matanias, jovem filho de Josias, mudando-lhe o nome para Zedequias.

 

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=7260

BLOG DA SEMANA 30/07/2017 – sobre Profetas e Reis, cap. 34

Meu tio tinha vários carros velhos enferrujados em seu quintal. Ao longo dos anos, ele sempre falava que cada um seria amorosamente trabalhado, recuperando sua beleza anterior. Cada carro, então, andaria e correria, lembrando aos mais velhos os tempos de sua juventude.

A pilha de carros nunca foi restaurada. Mas, os olhos do meu tio brilhavam quando ele sonhava e planejava!

Quando Jeremias, um jovem tímido, observava a desolação de Israel e, durante anos, repetia as mensagens de Deus, ele tinha uma forte motivação. O brilho nos olhos de Jeremias era de um vislumbre que ele repetidamente apresentava, através de sua vida de provação e dor, da glória que Deus prometera no fim de todo pecado. As maravilhas do céu, o vislumbre da concretização do plano de Deus, dava a Jeremias a esperança de que a dor seria de fato temporária. Havia algo digno de espera e esforço neste mundo. Na “apostasia sem paralelo” de seu tempo, Jeremias continuou a tarefa que havia aceitado, agarrando-se à alegria à sua frente do Reino por vir.

Muitas vezes, parece que os maravilhosos vislumbres do reino estão muito longe e as promessas de Deus ficam enterradas em pilhas enferrujadas lá fora. Mas a verdade é que Deus está presente hoje e em ação no mundo que nos rodeia. Ele está chamando, convidando e preparando um lugar para nós. E isso deve fazer com que nossos olhos brilhem!

Jenniffer Ogden
Pastor Associado
Universidade Walla Walla
EUA

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/pk/34 e https://www.revivalandreformation.org/?id=1548
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli

PROFETAS E REIS, cap. 34 – Jeremias

Capítulo 34 — Jeremias
Entre os que tinham esperado um permanente reavivamento espiritual como resultado da reforma levada a efeito por Josias, estava Jeremias, chamado por Deus para o ofício de profeta, quando ainda jovem, no décimo terceiro ano do reinado de Josias. Membro do sacerdócio levítico, Jeremias havia sido educado desde a infância para a santa função. Nesses felizes anos de preparação pouco imaginara ele que havia sido consagrado desde o nascimento para ser um profeta “às nações”; e quando veio o divino chamado, ele se sentiu oprimido com o senso de sua indignidade. “Ah Senhor Jeová” ele exclamou, “eis que não sei falar; porque sou uma criança”. Jeremias 1:5, 6.
Na juventude de Jeremias Deus viu alguém que seria fiel a seu encargo, e que permaneceria pelo direito contra grande oposição. Na meninice ele se provara fiel; e agora enfrentaria durezas, como bom soldado da cruz. “Não digas: eu sou uma criança”; ordenou o Senhor ao Seu escolhido mensageiro; “porque aonde quer que Eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar dirás. Não temas diante deles; porque Eu sou contigo para te livrar”. Jeremias 1:7, 8. “Tu, pois, cinge os teus lombos, e levanta-te, e dize-lhes tudo quanto Eu te mandar; não desanimes diante deles, porque Eu farei com que não temas na sua presença. Porque, eis que te ponho hoje por cidade forte, e por coluna de ferro, e por muros de bronze, contra toda a terra, contra os reis de Judá, contra os seus príncipes, contra os seus sacerdotes, e contra o povo da terra. E pelejarão contra ti, mas não prevalecerão contra ti; porque Eu sou contigo, para te livrar”. Jeremias 1:17-19.
Por quarenta anos, Jeremias devia estar diante da nação como testemunha da verdade e da justiça. Num tempo de apostasia sem paralelo, devia ele exemplificar na vida e no caráter a adoração do verdadeiro Deus. Durante o terrível cerco de Jerusalém, ele seria o porta-voz de Jeová. Prediria a queda da casa de Davi, e a destruição do belo templo construído por Salomão. E quando aprisionado por causa de suas destemidas afirmações, devia ainda falar contra o pecado nos altos. Desprezado, odiado, rejeitado dos homens, havia ele de finalmente testemunhar o cumprimento literal de suas próprias profecias de iminente condenação, e partilhar da tristeza e dor que se seguiriam à destruição da cidade condenada.
Todavia em meio à ruína geral por que estava passando rapidamente a nação, muitas vezes foi permitido a Jeremias olhar para além das desoladoras cenas do presente às gloriosas perspectivas do futuro, quando o povo de Deus seria resgatado da terra do inimigo, e novamente plantado em Sião. Ele previu o tempo em que o Senhor haveria de renovar Sua relação de concerto com eles. “A sua alma será como um jardim regado, e nunca mais andarão tristes”. Jeremias 31:12.
Com respeito ao seu chamado para a missão profética, o próprio Jeremias escreveu: “Estendeu o Senhor a Sua mão, e tocou-me na boca; e disse-me o Senhor: Eis que ponho as Minhas palavras na tua boca. Olha, ponho-te neste dia sobre as nações, e sobre os reinos, para arrancares, e para derribares, e para destruíres, e para arruinares; e também para edificares, e para plantares”. Jeremias 1:9, 10.
Graças a Deus pelas palavras “para edificares e para plantares”. Por essas palavras foi assegurado a Jeremias o propósito do Senhor de restaurar e sarar. Severas eram as mensagens a serem levadas nos anos que se seguiriam. Profecias de iminentes juízos a sobrevir deviam ser apresentadas com destemor. Das planícies de Sinear devia sobrevir “o mal sobre todos os habitantes da terra”. “Eu pronunciarei contra eles os Meus juízos”, o Senhor declarou, “por causa de toda a sua malícia, pois Me deixaram a Mim”. Jeremias 1:14, 16. Mas o profeta devia fazer acompanhar essas mensagens da segurança de perdão a todos os que tornassem de suas más obras.
Como um sábio mestre construtor, Jeremias procurou no início mesmo de sua atividade encorajar os homens de Judá a assentar os fundamentos de sua vida espiritual de maneira ampla e profunda, praticando obras completas de arrependimento. De longa data vinham eles construindo com material a que o apóstolo Paulo assemelhou a madeira, feno e palha, e por Jeremias mesmo comparado a escória. “Prata rejeitada lhes chamarão”, declarou ele da nação impenitente, “porque o Senhor os rejeitou”. Jeremias 6:30. Agora eram eles animados a construir sabiamente e para a eternidade, lançando fora o refugo da apostasia e da incredulidade, usando como fundamento material o puro ouro, a prata refinada, as pedras preciosas — fé, obediência e boas obras — unicamente aceitáveis à vista de um Deus santo.
Por intermédio de Jeremias a palavra do Senhor a Seu povo foi: “Volta, ó rebelde Israel […] e não farei cair a Minha ira sobre vós; porque benigno sou, diz o Senhor, e não conservarei para sempre a Minha ira. Somente reconhece a tua iniqüidade, que contra o Senhor teu Deus transgrediste. […] Convertei-vos, ó filhos rebeldes, diz o Senhor; porque Eu vos desposarei”. “Pai Me chamarás, e de Mim te não desviarás”. “Volta, ó filhos rebeldes, Eu curarei as vossas rebeliões”. Jeremias 3:12-14, 19, 22.
Além desses maravilhosos apelos, o Senhor deu a Seu povo extraviado as próprias palavras com que podiam voltar a Ele. Eles deviam dizer: “Eis-nos aqui, viemos a Ti, porque Tu és o Senhor nosso Deus. Certamente se confia nos outeiros e na multidão das montanhas: deveras no Senhor nosso Deus está a salvação de Israel. […] Jazemos na nossa vergonha, e estamos cobertos da nossa confusão, porque pecamos contra o Senhor nosso Deus, nós e nossos pais, desde a nossa mocidade até ao dia de hoje; e não temos ouvido a voz do Senhor nosso Deus”. Jeremias 3:22-25.
A reforma levada a efeito por Josias tinha purificado a terra dos altares idólatras, mas o coração da multidão não havia sido transformado. As sementes da verdade que haviam germinado com a promessa de abundante colheita, haviam sido sufocadas pelos espinhos. Outra apostasia semelhante a essa seria fatal; e o Senhor procurou despertar a nação para o reconhecimento do perigo. Unicamente provando-se leais a Jeová poderiam eles esperar divino favor e prosperidade.
Jeremias chamou-lhes repetidamente a atenção para os conselhos dados em Deuteronômio. Mais que qualquer outro profeta, deu ele ênfase aos ensinos da lei mosaica, e mostrou como esses ensinos poderiam levar à mais alta bênção espiritual para a nação, e a cada coração individualmente. “Perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai nele”, suplicou, “e achareis descanso para as vossas almas”. Jeremias 6:16.
Numa ocasião, por ordem do Senhor, o profeta se pôs numa das principais entradas da cidade, e aí apelou para a importância da santificação do sábado. Os habitantes de Jerusalém estavam em perigo de perder de vista a santidade do sábado, e foram solenemente advertidos contra o seguir seus interesses seculares nesse dia. Uma bênção fora prometida sob a condição de obediência. “Se diligentemente Me ouvirdes”, o Senhor declarou, “e santificardes o dia de sábado, não fazendo nele obra alguma, então entrarão pelas portas desta cidade reis e príncipes, assentados sobre o trono de Davi, andando em carros e montados em cavalos, eles e seus príncipes, os homens de Judá, e os moradores de Jerusalém; e esta cidade será para sempre habitada”. Jeremias 17:24, 25.
Essa promessa de prosperidade como recompensa de obediência foi acompanhada por uma profecia de terríveis juízos que cairiam sobre a cidade caso seus habitantes se provassem desleais a Deus e Sua lei. Se as admoestações para obediência ao Senhor Deus de seus pais e a santificação de Seu dia de sábado não fossem atendidas, a cidade e seus palácios seriam totalmente destruídos pelo fogo.
Assim o profeta manteve-se firmemente ao lado dos sãos princípios do reto viver tão claramente esboçados no livro da lei. Mas as condições prevalecentes na terra de Judá eram tais que somente pelas mais positivas medidas poderia ser efetuada uma mudança para melhor; daí trabalhar ele com o máximo fervor pelos impenitentes. “Lavrai para vós o campo da lavoura”, ele pedia, “e não semeeis entre espinhos”. “Lava o teu coração da malícia, ó Jerusalém, para que sejas salva”. Jeremias 4:3, 14.
Mas o chamado ao arrependimento e reforma não foi atendido pela grande massa do povo. Desde a morte do bom rei Josias os que haviam reinado sobre a nação se mostraram infiéis ao seu encargo, tendo levado muitos ao extravio. Jeoacaz, deposto pela interferência do rei do Egito, fora seguido por Jeoaquim, o filho mais velho de Josias. Desde o início do reinado de Jeoaquim, Jeremias tivera pouca esperança de salvar sua amada terra da destruição e o povo do cativeiro. Mas não lhe foi permitido permanecer em silêncio enquanto total ruína ameaçava o reino. Os que haviam permanecido leais a Deus deviam ser encorajados a perseverar na prática do bem, devendo os pecadores, se possível, ser induzidos a voltarem-se da iniqüidade.
A crise pedia um esforço público e de longo alcance. Jeremias foi ordenado pelo Senhor a erguer-se na corte do templo e falar a todo o povo de Judá que passasse dentro e fora. Não devia ele suprimir uma só palavra das mensagens que lhe fossem dadas, a fim de que os pecadores de Sião tivessem a mais ampla oportunidade possível de ouvir, e voltar de seus maus caminhos.
O profeta obedeceu; permaneceu junto à porta da casa do Senhor, e aí ergueu a voz em advertência e rogos. Sob a inspiração do Todo-poderoso ele declarou:
“Ouvi a palavra do Senhor, todos de Judá, os que entrais por estas portas, para adorardes ao Senhor. Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Melhorai os vossos caminhos e as vossas obras, e vos farei habitar neste lugar. Não vos fieis em palavras falsas, dizendo: Templo do Senhor, templo do Senhor, templo do Senhor é este. Mas, se deveras melhorardes os vossos caminhos e as vossas obras, se deveras fizerdes juízo entre um homem e entre o seu companheiro, se não oprimirdes o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, nem derramardes sangue inocente neste lugar, nem andardes após outros deuses para vosso próprio mal, Eu vos farei habitar neste lugar, na terra que dei a vossos pais, de século em século”. Jeremias 7:2-7.
O pesar do Senhor por ter de castigar está aqui vividamente demonstrado. Ele retém os Seus juízos para que possa pleitear com os impenitentes. Aquele que exercita “beneficência, juízo e justiça na Terra” (Jeremias 9:24), demonstra misericórdia a Seus filhos errantes e por todas as maneiras possíveis busca ensinar-lhes o caminho da vida eterna. Ele tirara os israelitas do cativeiro para que Lhe pudessem servir a Ele, o único Deus vivo e verdadeiro. Embora eles tivessem andado longo tempo na idolatria, menosprezando Suas advertências, Ele contudo declara Sua disposição de não enviar o castigo, concedendo ainda outra oportunidade para arrependimento. Ele deixa claro o fato de que somente mediante a mais integral reforma do coração poderia a condenação impendente ser evitada. Em vão seria a confiança que depositassem no templo e suas atividades. Ritos e cerimônias não podiam expiar o pecado. Embora declarassem ser o escolhido povo de Deus, unicamente a reforma do coração e dos atos da vida os salvaria dos inevitáveis resultados da continuada transgressão.
Assim foi que “nas cidades de Judá, e nas ruas de Jerusalém”, a mensagem de Jeremias a Judá foi: “Ouvi as palavras deste concerto” — os claros preceitos de Jeová como registrados nas Sagradas Escrituras — “e cumprias”. Jeremias 11:6. E esta é a mensagem que ele proclamou ao estar nos pátios do templo no início do reinado de Jeoaquim.
A experiência de Israel desde os dias do Êxodo foi ligeiramente revivida. O concerto de Deus com eles tinha sido: “Dai ouvidos à Minha voz, e Eu serei o vosso Deus, e vós sereis o Meu povo; e andai em todo o caminho que Eu vos mandar, para que vos vá bem”. Aberta e repetidamente fora esse concerto quebrado. A nação escolhida tinha andado “nos seus próprios conselhos, no propósito do seu coração malvado; e andaram para trás, e não para diante”. Jeremias 7:23, 24.
“Por que” o Senhor inquiriu, “se desvia este povo de Jerusalém com uma apostasia contínua?” Jeremias 8:5. Na linguagem do profeta era porque eles não haviam obedecido à voz do Senhor seu Deus, e tinham recusado a ser corrigidos. Jeremias 5:3. “Já pereceu a verdade”, lamentou ele, “e se arrancou da sua boca”. Jeremias 7:28. “Até a cegonha no céu conhece os seus tempos determinados; e a rola, e o grou e a andorinha observam o tempo de sua arribação; mas o Meu povo não conhece o juízo do Senhor”. Jeremias 8:7. “Porventura por estas coisas não os visitaria? diz o Senhor; ou não se vingaria a minha alma de gente tal como esta?” Jeremias 9:9.
Chegara o tempo para profundo exame de coração. Enquanto Josias tinha sido seu rei, o povo tivera alguma base para esperança. Mas ele não podia mais interceder em seu benefício; pois havia caído em batalha. Os pecados da nação eram tais que o tempo para intercessão quase se escoara de todo. “Ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante de Mim”, o Senhor declarou, “não seria a Minha alma com este povo; lança-os de diante de Minha face, e saiam. E será que, quando te disserem: Para onde iremos? dir-lhes-ás: Os que para a morte, para a morte; e os que para a espada, para a espada; e os que para a fome, para a fome; e os que para o cativeiro, para o cativeiro”. Jeremias 15:1, 2.
Uma recusa de ouvir o convite de misericórdia que Deus estava agora oferecendo atrairia sobre a impenitente nação os juízos que haviam caído sobre o reino do norte de Israel havia mais de um século antes. A mensagem a eles agora era: “Se não Me derdes ouvidos para andardes na Minha lei, que pus diante de vós, para que ouvísseis as palavras dos Meus servos, os profetas, que Eu vos envio, madrugando e enviando, mas não ouvistes; então farei que esta casa seja como Siló, e farei desta cidade uma maldição para todas as nações da Terra”. Jeremias 26:4-6.
Os que estavam no pátio do templo ouvindo o discurso de Jeremias, compreenderam claramente esta referência a Siló, e aos tempos nos dias de Eli, quando os filisteus derrotaram a Israel e levaram a arca do testamento.
O pecado de Eli tinha consistido em passar por alto a iniqüidade de seus filhos no sagrado ofício, bem como sobre os males prevalecentes através da terra. Sua negligência em corrigir esses males tinha atraído sobre Israel terrível calamidade. Seus filhos tinham sido mortos em combate, o próprio Eli perdeu a vida, a arca de Deus tinha sido levada da terra de Israel, trinta mil do povo haviam sido mortos — tudo por se haver permitido que o pecado florescesse desembaraçada e livremente. Israel havia pensado em vão que, não obstante suas pecaminosas práticas, a presença da arca assegurar-lhes-ia a vitória sobre os filisteus. De igual maneira, durante os dias de Jeremias, os habitantes de Judá eram inclinados a crer que uma estrita observância das cerimônias do templo divinamente apontadas, preservá-los-ia de uma justa punição por sua ímpia conduta.
Que lição esta a homens em posição de responsabilidade hoje na igreja de Deus Que solene advertência quanto à necessidade de tratar-se fielmente os erros que levam desonra à causa da verdade! Que ninguém que declare ser depositário da lei de Deus, lisonjeie-se a si mesmo com o pensamento de que a deferência que externamente mostrarem para com os mandamentos de Deus os preservará da aplicação da justiça divina. Que ninguém se recuse a ser reprovado pela prática do mal, nem acuse os servos de Deus por serem demasiado zelosos em procurar limpar o campo de obras maléficas. Um Deus que odeia o pecado apela aos que se declaram guardadores de Sua lei, a que se afastem de toda iniqüidade. A negligência em se arrepender e render voluntária obediência acarretará sobre homens e mulheres hoje tão sérias conseqüências como as que vieram sobre o antigo Israel. Há um limite além do qual os juízos de Jeová não podem mais ser detidos. A desolação de Jerusalém nos dias de Jeremias é uma solene advertência ao moderno Israel, de que os conselhos e advertências dados por meio de pessoas escolhidas não podem ser desrespeitados impunemente.
A mensagem de Jeremias aos sacerdotes e povo despertou o antagonismo de muitos. Com violenta injúria eles clamaram: “Porque profetizaste no nome do Senhor, dizendo: Será como Siló esta casa, e esta cidade será assolada, de sorte que fique sem moradores. E ajuntou-se todo o povo contra Jeremias na casa do Senhor”. Jeremias 26:9. Sacerdotes, falsos profetas e povo voltaram-se irados, contra aquele que lhes não falaria palavras suas ou profetizaria coisas deleitosas. Assim foi a mensagem de Deus desprezada e Seu servo ameaçado de morte.
Notícias das palavras de Jeremias foram levadas aos príncipes de Judá, e estes se apressaram do palácio do rei ao templo, a fim de se informarem por si mesmos sobre a veracidade do fato. “Então falaram os sacerdotes eos profetas aos príncipes e a todo o povo, dizendo: Este homem é réu de morte, porque profetizou contra esta cidade, como ouvistes com os vossos ouvidos”. Jeremias 26:11. Mas Jeremias permaneceu ousadamente perante os príncipes e o povo, declarando: “O Senhor me enviou a profetizar contra esta casa, e contra esta cidade, todas as palavras que ouvistes. Agora, pois, melhorai os vossos caminhos e as vossas ações, e ouvi a voz do Senhor vosso Deus, e arrepender-Se-á o Senhor do mal que falou contra vós. Quanto a mim, eis que estou nas vossas mãos; fazei de mim conforme o que for bom e reto aos vossos olhos. Sabei, porém, com certeza que, se me matardes a mim, trareis sangue inocente sobre vós, e sobre esta cidade, e sobre os seus habitantes; porque, na verdade, o Senhor me enviou a vós, para dizer aos vossos ouvidos todas estas palavras”. Jeremias 26:12-15.
Tivesse o profeta sido intimidado pela ameaçadora atitude dos que estavam em posição de alta autoridade, sua mensagem teria sido sem efeito, e ele teria perdido a vida; mas a coragem com que apresentou a solene advertência, conquistou o respeito do povo, e tornou os príncipes de Israel em seu favor. Eles arrazoaram com os sacerdotes e falsos profetas, mostrando-lhes quão pouco sábias seriam as medidas extremas por eles advogadas, e suas palavras produziram uma reação na mente do povo. Assim Deus suscitou defensores a Seu servo.
Os anciãos uniram-se igualmente no protesto contra a decisão dos sacerdotes sobre a sorte de Jeremias. Citaram o caso de Miquéias, que havia profetizado juízos contra Jerusalém, dizendo: “Sião será lavrada como um campo, e Jerusalém se tornará em montões de pedras, e o monte desta casa como os altos de um bosque”. E perguntaram: “Mataram-no, porventura, Ezequias, rei de Judá, e todo o Judá? Antes não temeu este ao Senhor, e não implorou o favor do Senhor? e o Senhor Se arrependeu do mal que falara contra eles; e nós fazemos um grande mal contra as nossas almas”. Jeremias 26:18, 19.
Graças aos apelos desses homens de influência, a vida do profeta foi poupada, embora muitos dos sacerdotes e falsos profetas, incapazes de enfrentar as condenadoras verdades que ele proferia, alegremente o teriam levado à morte sob pretexto de sedição.
Desde o dia do seu chamado até o fim do seu ministério, Jeremias permaneceu perante Judá como “torre e fortaleza” (Jeremias 6:27) contra a qual a ira do homem não podia prevalecer. “Pelejarão contra ti”, o Senhor prevenira Seu servo, “mas não prevalecerão contra ti; porque Eu sou contigo para te guardar, para te livrar deles, diz o Senhor. E arrebatar-te-ei da mão dos malignos, e livrar-te-ei da mão dos fortes”. Jeremias 15:20, 21.
De natureza tímida e recolhida, Jeremias ansiava pela paz e quietude de uma vida de retraimento, onde não precisasse testemunhar a continuada impenitência de sua amada nação. Seu coração era torturado de angústia pela ruína operada pelo pecado. “Oxalá a minha cabeça se tornasse em águas, e os meus olhos numa fonte de lágrimas” ele lamentava, “então choraria de dia e de noite os mortos da filha do meu povo. Oxalá tivesse no deserto uma estalagem de caminhantes então deixaria o meu povo, e me apartaria dele”. Jeremias 9:1, 2.
Cruéis eram os motejos que ele fora chamado a suportar. Sua alma sensível era lanceada impiedosamente pela seta do escárnio desferidas contra ele por aqueles que lhe desprezavam as mensagens e consideravam levianamente o peso que ele sentia pela conversão deles. “Fui feito um objeto de escárnio para todo o meu povo, e a sua canção todo o dia” (Lamentações 3:14), declarou ele. “Sirvo de escárnio todo o dia; cada um deles zomba de mim”. “Todos os que têm paz comigo aguardam o meu manquejar, dizendo: Bem pode ser que se deixe persuadir; então prevaleceremos contra ele e nos vingaremos dele”. Jeremias 20:7, 10.
Mas o fiel profeta era diariamente fortalecido para resistir. “Mas o Senhor está comigo como um valente terrível”, ele declarou com fé, “por isso tropeçarão os meus perseguidores, e não prevalecerão; ficarão mui confundidos; como não se houveram prudentemente, terão uma confusão perpétua que nunca se esquecerá.” “Cantai ao Senhor, louvai ao Senhor, pois livrou a alma do necessitado da mão dos malfeitores”. Jeremias 20:11, 13.
As experiências pelas quais Jeremias passou nos dias de sua juventude e também nos posteriores anos de seu ministério, ensinaram-lhe a lição de que “não é do homem o seu caminho nem do homem que caminha o dirigir os seus passos”. Ele aprendeu a orar: “Castiga-me, ó Senhor, mas com medida, não na Tua ira, para que me não reduzas a nada”. Jeremias 10:23, 24.
Quando chamado a beber o cálice da tribulação e tristeza, e quando em sua miséria era tentado a dizer: “Já pereceu a minha força, como também a minha esperança no Senhor”, recordava as providências de Deus em seu favor, e triunfantemente exclamava: “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as Suas misericórdias não têm fim; novas são cada manhã; grande é a Tua fidelidade. A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto esperarei nEle. Bom é ter esperança, e aguardar em paz a salvação do Senhor”. Lamentações 3:18, 22-24.
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=7259

BLOG DA SEMANA, sobre Profetas e Reis, cap. 33

O avivamento causado pela descoberta da lei durante o tempo do rei Josias sugere várias lições importantes:

Primeiro, a lei promoveu um realinhamento voluntário e feliz com Deus. Às vezes, a lei de Deus é percebida como um inimigo, cheio de restrições e condenação. Isso faz com que as pessoas se sintam culpadas e alienadas de um Deus que é percebido como rígido e que ameaça os desobedientes com terríveis consequências. Mas aqui nós a vemos como a descrição de Deus de um caminho para o sucesso.

Em segundo lugar, a celebração da lei torna-se uma avenida para um relacionamento mais próximo com Deus, em vez de ressentimento em relação a Ele. Reconhecer a lei tornou-se uma oportunidade para se reorientar, realinhar as prioridades e comprometer-se de novo com o único Deus verdadeiro.

Em terceiro lugar, a proximidade com Deus não protegeu os seguidores de Deus de problemas traumáticos e desastrosos. Mesmo sabendo que o cativeiro era iminente, os que ouviram a lei queriam o avivamento. Eles abraçaram um relacionamento próximo com Deus como preparação crucial para o cativeiro pendente. Séculos mais tarde, os discípulos lembraram as palavras de Jesus e isto os habilitou a enfrentar momentos problemáticos com a confiança de que Deus estaria com eles (“Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo.” Jo 16:33 NVI).

Darold Bigger
Universidade Walla Walla
EUA

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/pk/33 e https://www.revivalandreformation.org/?id=1547
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli