COMENTÁRIO sobre Atos dos Apóstolos cap 57

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/aa/57

Ellen G. White introduz o livro do Apocalipse de maneira magistral, ao mesmo tempo em que estabelece princípios interpretativos básicos. No tempo de João, a igreja estava decaindo em seu fervor e aceitando falsas doutrinas, como a mensagem para a igreja de Éfeso revela. No entanto, ao mesmo tempo em que o livro tenha sido escrito para as sete igrejas na Ásia, Ellen G. White deixa claro que o nome das sete igrejas “é simbólico da igreja em diferentes períodos da era cristã” (p. 585). O Apocalipse mostra que Cristo está profundamente e constantemente preocupado com sua igreja, seus líderes e ministros. Para sua igreja, Cristo dedica palavras de repreensão, mas também algumas das mais belas promessas das Escrituras, sabendo que a igreja passaria por momentos difíceis de tribulação.

O centro do Apocalipse é o próprio Cristo, revelado como o poderoso Leão de Judá, mas também como o Cordeiro sofredor. A revelação revela os profundos mistérios de Deus, e é o ponto culminante das Escrituras onde todos os outros livros bíblicos se encontram e terminam. Suas páginas antecipam o triunfo do povo de Deus que desfrutará do trono de seu Redentor e das delícias da Nova Jerusalém pelo resto da eternidade. O livro aponta para o momento em que Deus finalmente habitará com seu povo para sempre no contexto de um relacionamento de aliança.

Roy E. Graf
Professor de Teologia Sistemática na Escola de Teologia e Pós-Graduação
Universidade da União Peruana

Leitura correspondente no livro DTN:
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/5/578/592/o-apocalipse

COMENTÁRIO sobre Atos dos Apóstolos, cap. 56 – Patmos

Texto original:
https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/aa/56

João, o jovem que pediu permissão para lançar fogo do céu sobre uma vila não receptiva (Lucas 9:54), tornou-se o discípulo amado pelo poder do Espírito Santo e o último sobrevivente dos Doze. Agora um homem velho, ele tinha visto mais do que seu quinhão de dificuldades, desde a execução de seu irmão até a destruição do templo. Nada, no entanto, poderia impedi-lo de espalhar a mensagem que ouvira de Jesus.

Os líderes judeus e até o imperador romano fizeram o possível para silenciá-lo, mas no final o máximo que puderam foi bani-lo para uma ilha árida no Mediterrâneo, um lugar chamado Patmos. Para João, essa terra rochosa estéril ainda era um lugar de vida e paz porque Seu Senhor estava com ele. Hoje, as balsas levam pessoas de todo o mundo para ver essa ilha desolada por causa das visões que esse idoso servo de Deus recebeu lá. Deus escolheu um de seus seguidores mais antigos para ser o portador dessa mensagem com poder de impactar o mundo.

Deus nunca nos promete uma vida de conforto, mas uma vida em Seu serviço é a única maneira de encontrar a mudança e a paz que homens como João experimentaram. O inimigo odeia ver uma vida de serviço fiel a Deus e muitas vezes envia provações e dificuldades, mas não tem poder para destruir uma vida de humilde devoção a Deus.

Michael White
Professor de Bíblia e tradutor
Universidade da União Peruana

Leitura correspondente no livro DTN:
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/5/568/577/patmos

COMENTÁRIO sobre Atos dos Apóstolos, cap. 54-55 – Uma fiel testemunha

Texto original:
https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/aa/54-55

João, o amado apóstolo, destacou em suas cartas as características de um verdadeiro seguidor de Deus. Os discípulos mudaram o mundo no primeiro século da era cristã porque Cristo foi reproduzido neles. Isso foi o resultado de estar com Jesus, aprender com Ele e ter experimentado o Seu amor. Com o passar dos dias depois da ascensão de Jesus, os crentes se tornaram propensos a ver os fracassos uns dos outros em vez de olhar para Jesus como o centro de suas vidas. Por essa razão, João escreveu à Igreja para mudar essa atitude, dando-lhes o antídoto: amar uns aos outros. Esse amor fraternal só é possível através da compreensão do amor de Deus enviando Jesus por nós. Além disso, devemos estar conscientes de que nosso maior perigo é o mal que existe em nosso coração. O remédio é nos expormos ao amor de Deus, então o maior testemunho acontecerá: um povo unido em harmonia.

Veja bem, o amor de Deus opera na vida do crente, mas não funciona automaticamente e independentemente da vontade humana. Judas e Pedro foram expostos ao mesmo amor, mas tomaram decisões diferentes. Essa é a razão pela qual precisamos sacrificar o eu e obedecer a Deus. Tal sacrifício nos leva à santificação. Mas nossa natureza pecaminosa necessita de ajuda na batalha contra o eu. Não há melhor socorro do que a oração, porque se pedirmos, receberemos. Entreguemos tudo a Jesus!

Alvaro F. Rodríguez
Professor de Hebraico Bíblico e Antigo Testamento
Universidade da União Peruana

Leitura correspondente no livro DTN:
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/5/546/556/uma-fiel-testemunha
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/5/557/567/transformado-pela-graca

COMENTÁRIO sobre Atos dos Apóstolos, cap. 52-53 – Pedro e João

Texto original:
https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/aa/52-53

Como o caráter é a única coisa que levaremos para o céu quando soar a trombeta final, em alguns momentos ficamos preocupados em como levá-lo à perfeição. No entanto, à medida em que tentamos alcançar a perfeição de caráter, o resultado não é evidente, criando uma espécie de desapontamento e um sentimento de que estamos longe do objetivo. O erro que cometemos é sermos auto-suficientes. Devemos levar em conta que nosso caráter não pode mudar a menos que Cristo viva dentro de nós.

Pedro teve que lutar contra o perfeccionismo, assim como João, até que eles entenderam o segredo. Ambos começaram a jornada de caminhar com Jesus em direção à perfeição e no final da jornada o resultado foi alcançado Nele. Pedro, que certa vez negou a Jesus, não teve medo de morrer por Ele no final de seu ministério. João tinha um caráter ambicioso, ciumento e colérico; no entanto, quando ele contemplou o caráter e as obras de Jesus, seu amor por Ele aumentou. Deixando a vaidade, João decidiu seguir a Jesus, colocando sua própria vida em risco, como talvez nenhum outro discípulo tenha feito.

A mudança de caráter não é imediata, mas progressiva. Muitos iniciam o processo, mas desanimam porque parece não haver progresso. Satanás se aproveita desses sentimentos e leva as pessoas a desistirem e abandonarem a corrida da fé. Por essa razão, devemos ter a clara noção de que o caminho para a perfeição já está revelado: fixe seus olhos em Jesus e entenda que a mudança de caráter é possível subindo a escada de Pedro, que é Cristo.

Samuel Rafael
Estudante do Seminário Teológico
Universidade da União Peruana

Leitura correspondente no livro DTN:
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/5/529/538/firme-ate-o-fim
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/5/539/545/joao,-o-discipulo-amado

COMENTÁRIO sobre ATOS DOS APÓSTOLOS cap. 50-51

Texto original:
https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/aa/50-51

Durante uma conversa com uma amiga psiquiatra, ela comentou que as pessoas muitas vezes agravam a angústia da dor inevitável, provocando sofrimento adicional desnecessário. Ela me contou sobre seu diagnóstico de doença crônica com risco de vida aos 16 anos. Devido à doença, ela teve vários derrames, várias rodadas de quimioterapia, quase perdeu os rins e foi informada de que não passaria dos 40 ou 45 anos. Com 42 anos e saudável, a lição que ela compartilha, além da história de sua recuperação, é sobre suportar a dificuldade sem sofrer  desnecessariamente.

Relendo a experiência de Paulo nas mãos de Nero e a transformação da personalidade de Pedro nas mãos do Oleiro Mestre, eu me pergunto se eles interpretaram suas dificuldades através das lentes da autocensura, da vergonha, do medo ou do desespero. Ambos sofreram privação, rejeição e perseguição. Teriam eles perdido preciosas horas se perguntando se eles seriam culpados por sua situação ou se desgastado com frases como: “Eu nunca vou fazer certo?”, “Meus amigos me deixaram; isso significa que eu sou inútil.” ou “Olhe para mim na prisão! Eu sou um fracasso!”?

Minha amiga médica explicou que atribuir um “significado negativo” à nossa dor causa sofrimento. Paulo aprendeu bem como suportar provações sem causar a si mesmo sofrimento adicional, como evidenciado em sua declaração: “Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação” (Filipenses 4:12 NVI). E Pedro escreveu: “Meus queridos amigos, não fiquem admirados com a dura prova de aflição pela qual vocês estão passando” (1 Pedro 4:12 NTLH)

Minha amiga é uma das pessoas mais alegres e amorosas que eu conheço e ela atribui isso ao fato de que ao passar por dores inevitáveis ela tem escolhido viver feliz sem sofrimento adicional.

Jeanne Van Den Hurk
Revendedora de Antiguidades aposentada
Igreja Adventista do Sétimo Dia de Anderson
Anderson, Carolina do Sul, EUA.

Leitura correspondente no livro AA:
Atos dos Apóstolos cap 50
Atos dos Apóstolos cap 51

COMENTÁRIO sobre Atos dos Apóstolos, cap. 47, 48 e 49 – Os últimos dias de Paulo

Texto original:
https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/aa/47-48-49

O convite aos sábados de manhã para serem apresentados pedidos de oração provoca um farfalhar de boletins sendo dobrados e de pessoas se aprumando nos bancos e sinaliza o início do culto divino. O silêncio e o suspense se instalam enquanto ansiosamente olhamos para baixo e ao redor, nos preparando para expor nossa necessidade e vulnerabilidade para todos verem. Um suspiro quase audível é ouvido quando o primeiro pedido é feito.

“Eu gostaria de pedir orações por uma dificuldade financeira.” “Por favor, ore por meu filho, (ou filha) que não está mais freqüentando a igreja.” “Eu fiz testes de laboratório esta semana. Por favor, ore por bons resultados.”

À medida que outras vozes apresentam suas súplicas, quantos estão sintonizadas com a emoção não articulada por trás de cada pedido aparentemente simples? Ouvimos o tom de vergonha, medo, dúvida ou solidão por trás de cada apelo aparentemente simples? Os suplicantes encontrarão o conforto e a validação que tanto anseiam? Ou será que voltarão para casa mais um sábado com medo, vergonha ou dúvida, para enfrentar solitários a próxima semana?

Em sua última carta, Paulo escreve: “O Senhor conceda misericórdia à casa de Onesíforo; porque muitas vezes me recreou, e não se envergonhou das minhas cadeias…” (2 Timóteo 1:16). Nós nos afastamos de nossos irmãos e irmãs em seus momentos de necessidade, paralisados ​​pela aversão de seu estado vulnerável, talvez por percebermos quão facilmente o mesmo poderia nos acontecer? Ou engolimos o medo da nossa própria vulnerabilidade a fim de ministrar a eles como o fez Onesíforo?

Jeanne Van Den Hurk
Revendedora de Antiguidades (aposentada)
Igreja Adventista do Sétimo Dia de Anderson
Anderson, Carolina do Sul, EUA.

Leitura correspondente no livro DTN:
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/5/489/491/a-ultima-prisao
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/5/492/497/paulo-perante-nero
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/5/498/508/ultima-carta-de-paulo

COMENTÁRIO sobre Atos dos Apóstolos, cap. 45-46 – Carta de Roma/Em Liberdade

Texto original:
https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/aa/45-46

“. . Sob a vara da aflição, o cristão pode, às vezes, fazer mais pelo Mestre do que quando está engajado no serviço ativo”. Essa declaração paradoxal desafia nossa identidade, nossa percepção daquilo que somos.

Muitas vezes, é a nossa utilidade que determina a segurança de nossas identidades. Nós pensamos que nosso valor vem de fazer e produzir para o reino de Deus. No entanto, Deus usa as lentes do céu. Às vezes, Ele permite que a nossa vida receba golpes cruéis, roubando nossa saúde, independência e carreira. Com cicatrizes de batalha, acreditamos que nossa utilidade acabou e questionamos por que Deus nos permitiu sermos marginalizados pelo infortúnio.

Paulo certamente se perguntou por que ele foi impedido de fazer o trabalho missionário em toda a Europa. No entanto, suas cartas da prisão são profundamente encorajadoras. Ele alcançou mais corações através de suas cartas do que através de suas viagens. Às vezes, o trabalho de Deus exige um recuo da atividade para que os propósitos maiores de Deus possam ser alcançados. Às vezes, Deus quer fazer algo em nós que requer quietude.

Não podendo sair de casa nos últimos 3,5 anos devido a lesões neurológicas, eu tive uma infinidade de perdas para chorar: a capacidade de obter o sustento financeiro; minha capacidade de dirigir; oportunidades de aconselhar e pregar e ensinar; a capacidade de viajar e explorar. Tudo o que me fez ser “Lori” foi-me arrancado para longe do meu alcance.

No entanto, Deus encheu minhas mãos com buquês de bênçãos e tesouros da graça. A transformação interna compensa a devastação externa. Os ganhos superam a dor.

A deficiência pode ser o maior instrumento da graça de Deus, não Sua pior maldição. Pois quando estou incapaz, Ele é capaz!

Lori Engel
Capelã (atualmente incapacitada)
Eugene, Oregon, EUA

Leitura correspondente no livro AA:
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/5/447/460/em-roma
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/5/485/488/em-liberdade

Traduzido por Jeferson Quimelli e Jobson Santos