PROFETAS E REIS, cap. 23, O cativeiro assírio

Capítulo 23 — O cativeiro assírio

Os últimos anos do malfadado reino de Israel foram assinalados pela violência e derramamento de sangue como jamais havia sido testemunhado mesmo nos piores períodos de lutas e inquietação sob a casa de Acabe. Por mais de dois séculos os governantes das dez tribos haviam estado a semear ventos; agora colhiam tempestade. Rei após rei havia sido assassinado a fim de abrir caminho para que outros ambiciosos reinassem. “Eles fizeram reis”, declara o Senhor a respeito desses ímpios usurpadores, “mas não por Mim; constituíram príncipes, mas Eu não o soube”. Oséias 8:4. Todo princípio de justiça fora posto de lado; os que deviam ter-se posto ante as nações da Terra como depositários da graça divina, “aleivosamente se houveram contra o Senhor” (Oséias 5:7) e uns contra os outros.

Com as mais severas reprovações, Deus buscou despertar a nação impenitente para a realidade do iminente perigo de sua completa destruição. Por intermédio de Oséias e Amós Ele enviou às dez tribos mensagem após mensagem, exigindo amplo e completo arrependimento, e ameaçando-os com calamidades como resultado da contínua transgressão. “Lavrastes a impiedade”, declarou Oséias, “segastes a perversidade, e comestes o fruto da mentira; porque confiaste no teu caminho, na multidão dos teus valentes. Portanto entre o teu povo se levantará um grande tumulto e todas as tuas fortalezas serão destruídas. […] O rei de Israel de madrugada será totalmente destruído”. Oséias 10:13-15.

De Efraim o profeta declarou: “Estrangeiros lhe comeram a força, e ele não o sabe; também as cãs se espalharam sobre ele, e não o sabe”. Oséias 7:9. “Israel rejeitou o bem”. Oséias 8:3. “Quebrantado no juízo” (Oséias 5:11), incapazes de discernir a desastrosa perspectiva de seu mau caminho, as dez tribos deviam logo andar como vagabundas “entre as nações”. Oséias 9:17.

Alguns dos líderes em Israel sentiam agudamente sua perda de prestígio, e desejavam poder reconquistá-lo. Mas em vez de abandonar aquelas práticas que haviam levado o enfraquecimento ao reino, continuaram em iniqüidade, lisonjeando-se com o pensamento de que quando surgisse a ocasião, poderiam alcançar o poder político desejado, aliando-se com os pagãos. “Quando Efraim viu a sua enfermidade, e Judá a sua chaga, subiu Efraim à Assíria”. Oséias 5:13. “Efraim é como uma pomba enganada, sem entendimento; invocam o Egito, vão para a Assíria”. Oséias 7:11. “Fazem aliança com a Assíria”. Oséias 12:1.

Por intermédio do homem de Deus que aparecera ante o altar de Betel, por intermédio de Elias e de Eliseu, de Amós e Oséias, o Senhor repetidamente expusera ante as dez tribos os males da desobediência. Não obstante as reprovações e rogos, Israel caiu cada vez mais baixo na apostasia. “Como uma vaca rebelde se rebelou Israel” (Oséias 4:16), declarou o Senhor; “Meu povo é inclinado a desviar-se de Mim”. Oséias 11:7.

Ocasiões houve em que os juízos do Céu caíram pesadamente sobre o povo rebelde. “Por isso os abati pelos profetas”, declarou Deus; “pela palavra de Minha boca os matei; e os Teus juízos sairão como a luz. Porque Eu quero misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus mais do que os holocaustos. Mas eles transpassaram o concerto, como Adão; eles se portaram aleivosamente contra Mim”. Oséias 6:5-7.

“Ouvi a palavra do Senhor, vós, filhos de Israel”, foi a mensagem que finalmente lhes veio; “visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também Eu Me esquecerei de teus filhos. Como eles se multiplicaram, assim contra Mim pecaram; Eu mudarei a sua honra em vergonha. […] Visitarei sobre eles os seus caminhos, e lhes darei a recompensa das suas obras”. Oséias 4:1, 6-9.

A iniqüidade em Israel durante o último meio século antes do cativeiro assírio, era comparável à dos dias de Noé, e de qualquer outro século em que os homens tenham rejeitado a Deus e se entregado inteiramente à prática do mal. A exaltação da natureza acima do Deus da natureza, a adoração da criatura em lugar do Criador, tem sempre resultado nos mais crassos males. Assim, quando o povo de Israel, em seu culto a Baal e Astarote, renderam suprema homenagem às forças da natureza, desvincularam-se de tudo que é inspirador e enobrecedor e caíram presa fácil da tentação. Com as defesas da alma destruídas, não tinham os enganados adoradores qualquer barreira contra o pecado, e renderam-se às más paixões do coração humano.

Contra a indisfarçada opressão, a flagrante injustiça, o luxo inusitado e extravagante, despudorados banquetes e bebedeiras, a grosseira licenciosidade e deboche de seu tempo, os profetas ergueram a voz; mas seus protestos foram vãos, em vão foi a denúncia do pecado. “Aborrecem na porta aos que repreendem”, declarou Amós, “e abominam o que fala sinceramente”. “Afligis o justo, tomais resgate, e rejeitais os necessitados na porta”. Amós 5:10, 12.

Tais eram alguns dos resultados que se tinham seguido ao estabelecimento de dois bezerros de ouro por Jeroboão. O primeiro afastamento das formas estabelecidas de adoração levara-os à introdução das mais grosseiras formas de idolatria, até que finalmente quase todos os habitantes da terra haviam-se entregue a sedutoras práticas de culto à natureza. Esquecendo o seu Criador, os filhos de Israel “mui profundamente se corromperam”. Oséias 9:9.

Os profetas continuaram a protestar contra esses males, e a reclamar a prática do bem. “Semeai para vós em justiça, ceifai segundo a misericórdia”, apelava Oséias, “lavrai o campo da lavoura; porque é tempo de buscar ao Senhor, até que venha e chova a justiça sobre vós”. Oséias 10:12. “Tu, pois, converte-te a teu Deus; guarda a beneficência e o juízo, e em teu Deus espera sempre”. Oséias 12:6. Converte-te, ó Israel, ao Senhor teu Deus; porque pelos teus pecados tens caído. […] Dizei-Lhe: Expulsa toda a iniqüidade, e recebe o bem”. Oséias 14:1, 2.

Aos transgressores foram dadas muitas oportunidades para se arrependerem. Em sua hora de mais profunda apostasia e maior necessidade, a mensagem de Deus a eles foi uma mensagem de perdão e esperança. “Para tua perda, ó Israel”, Ele declarou, “tu te rebelaste contra Mim, contra o teu Ajudador. Onde está agora o teu rei, para que te guarde?” Oséias 13:9, 10.

“Vinde, tornemos para o Senhor”, o profeta suplicava, “porque Ele despedaçou, e nos sarará; fez a ferida, e a ligará. Depois de dois dias nos dará a vida; ao terceiro dia nos ressuscitará, e viveremos diante dEle. Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva será a Sua saída; e Ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra”. Oséias 6:1-3.

Aos que tinham perdido de vista o plano dos séculos para o livramento dos pecadores iludidos pelo poder de Satanás, o Senhor ofereceu restauração e paz. “Eu sararei a sua perversão, Eu voluntariamente os amarei”, o Senhor declarou; “porque a Minha ira se apartou dele. Eu serei para Israel como orvalho; ele florescerá como o lírio, e espalhará as suas raízes como o Líbano. Voltarão os que se assentarem à sua sombra; serão vivificados como o trigo, e florescerão como a vide; a sua memória será como o vinho do Líbano. Efraim dirá: Que mais tenho eu com os ídolos? eu o tenho ouvido, e isso considerarei; eu sou como a faia verde; de mim é achado o teu fruto.

“Quem é sábio, para que entenda estas coisas?
Prudente, para que as saiba?

Porque os caminhos do Senhor são retos,
e os justos andarão neles,
mas os transgressores neles cairão”.

Oséias 14:4-9.

Os benefícios de buscar a Deus foram fortemente expostos. “Buscai-Me”, convidou o Senhor, “e vivei. Mas não busqueis a Betel, nem venhais a Gilgal, nem passeis a Berseba, porque Gilgal certamente será levado cativo, e Betel será desfeito em nada”.

“Buscai, o bem e não o mal, para que vivais; e assim o Senhor, o Deus dos exércitos, estará convosco, como dizeis. Aborrecei o mal, e amai o bem, e estabelecei o juízo na porta. Talvez o Senhor, o Deus dos exércitos, tenha piedade do resto de José”. Amós 5:4, 5, 14, 15.

A maioria dos que ouviram esses convites, recusaram-se a aproveitá-los. Tão contrárias aos maus desejos dos impenitentes eram as palavras dos mensageiros de Deus, que o sacerdote idólatra de Betel mandou dizer ao rei de Israel: “Amós tem conspirado contra ti, no meio da casa de Israel; a terra não poderá sofrer todas as suas palavras”. Amós 7:10.

Por intermédio de Oséias o Senhor declarou: “Sarando Eu a Israel, se descobriu a iniqüidade de Efraim, como também as maldades de Samaria”. “A soberba de Israel testificará em sua face; todavia, não voltarão para o Senhor seu Deus, nem O buscarão em tudo isto”. Oséias 7:1, 10.

De geração em geração o Senhor tinha tratado pacientemente com Seus transviados filhos; e mesmo agora, em face de ousada rebelião, Ele ainda ansiava por revelar-Se a eles como desejoso de salvar. “Que te farei, ó Efraim”, clamou Ele, “que te farei, ó Judá? porque a vossa beneficência é como a nuvem da manhã, e como o orvalho da madrugada, que cedo passa”. Oséias 6:4.

Os males que se haviam espalhado sobre a terra tinham-se tornado incuráveis; e sobre Israel fora pronunciada a terrível sentença: “Efraim está entregue aos ídolos; deixa-o”. Oséias 4:17. “Chegaram os dias da visitação, chegaram os dias da retribuição; Israel o saberá”. Oséias 9:7.

As dez tribos de Israel deviam agora ceifar o fruto da apostasia que se corporificara com o estabelecimento dos altares estranhos em Betel e Dã. A mensagem de Deus para eles foi: “O teu bezerro, ó Samaria, foi rejeitado; a Minha ira se acendeu contra eles; até quando serão eles incapazes de alcançar a inocência? Porque isso é mesmo de Israel; um artífice o fez, e não é Deus; mas em pedaços será desfeito o bezerro de Samaria”. Oséias 8:5, 6. “Os moradores de Samaria serão atemorizados pelo bezerro de Bete-Áven; porquanto o seu povo se lamentará por causa dele, como também os seus sacerdotes. […] À Assíria será levado como um presente ao rei Jarebe” (Senaqueribe). Oséias 10:5, 6.

“Eis que os olhos do Senhor Jeová estão contra este reino pecador, e Eu o destruirei de sobre a face da Terra; mas não destruirei de todo a casa de Jacó, diz o Senhor. Porque eis que darei ordem, e sacudirei a casa de Israel entre todas as nações, assim como se sacode o grão no crivo, sem que caia na terra um só grão. Todos os pecadores do meu povo morrerão à espada, os quais dizem: Não se avizinhará nem nos encontrará o mal”. Amós 9:8-10.

“E derribarei a casa de inverno com a casa de verão; e as casas de marfim perecerão, e as grandes casas terão fim, diz o Senhor”. Amós 3:15. “Porque o Senhor, o Senhor dos exércitos, é o que toca a Terra, e ela se derrete, e todos os que habitam nela chorarão”. Amós 9:5. “Teus filhos e tuas filhas cairão à espada, e a tua terra será repartida a cordel, e tu morrerás na terra imunda, e Israel certamente será levado cativo para fora da sua terra”. Amós 7:17. “E porque isto te farei, prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus”. Amós 4:12.

Por algum tempo, esses juízos preditos foram retidos, e durante o longo reinado de Jeroboão II, os exércitos de Israel alcançaram assinaladas vitórias; mas este tempo de aparente prosperidade não promoveu qualquer mudança no coração dos impenitentes, e foi finalmente decretado: “Jeroboão morrerá à espada, e Israel certamente será levado para fora de sua terra em cativeiro”. Amós 7:11.

A ousadia deste pronunciamento de nada aproveitou ao rei e ao povo, tão longe tinham ido em sua impenitência. Amazias, o líder entre os sacerdotes idólatras de Betel, exaltado pelas claras palavras pronunciadas pelo profeta contra a nação e seu rei, disse a Amós: “Vai-te, ó vidente, foge para a terra de Judá, e ali come o pão, e ali profetiza; mas em Betel daqui por diante não profetizarás mais, porque é o santuário do rei e a casa do reino”. Amós 7:12, 13.

A isto o profeta respondeu com firmeza: “Assim diz o Senhor: […] Israel certamente será levado cativo”. Amós 7:17.

As palavras proferidas contra as tribos apóstatas foram literalmente cumpridas; contudo a destruição do reino se processou gradualmente. No juízo o Senhor Se lembrou da misericórdia, e a princípio, quando “veio Pul, rei da Assíria, contra a terra”, Menaém, então rei de Israel, não foi levado cativo, mas foi-lhe permitido permanecer no trono como vassalo do domínio assírio. “Menaém deu a Pul mil talentos de prata, para que a sua mão fosse com ele, a fim de firmar o reino na sua mão. E Menaém tirou este dinheiro de Israel, e de todos os poderosos e ricos, para o dar ao rei da Assíria”. 2 Reis 15:19, 20. Havendo os assírios humilhado as dez tribos, voltaram por algum tempo para a sua própria terra.

Menaém, longe de arrepender-se do mal que havia acarretado a ruína de seu reino, continuou “nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que fez pecar Israel”. Pecaías e Peca, seus sucessores, também fizeram “o que parecia mal aos olhos do Senhor”. 2 Reis 15:18, 24, 28. “Nos dias de Peca”, que reinou vinte anos, Tiglate-Pileser, rei da Assíria, invadiu Israel, e retirou-se com a multidão de cativos dentre as tribos que habitavam na Galiléia e a leste do Jordão. “Os rubenitas e gaditas, e a meia tribo de Manassés”, com os outros habitantes de “Gileade, e a Galiléia, e a toda a terra de Naftali” (1 Crônicas 5:26; 2 Reis 15:29), os quais foram espalhados entre os pagãos, removidos da Palestina para distantes terras.

Desse terrível golpe o reino do norte jamais se recuperou. O debilitado remanescente continuou as formas de governo, embora não mais possuísse autoridade. Apenas mais um governante, Oséias, devia suceder a Peca. Logo o reino devia ser varrido para sempre. Mas nesse tempo de tristeza e angústia Deus ainda Se lembrou da misericórdia, e deu ao povo outra oportunidade para abandonar a idolatria. No terceiro ano do reinado de Oséias, o bom rei Ezequias começou a reinar sobre Judá, e tão depressa quanto possível instituiu importantes reformas nas cerimônias do templo em Jerusalém. Fizeram-se arranjos para a celebração da Páscoa, e para esta festa foram convidados não somente as tribos de Judá e Benjamim, sobre as quais Ezequias havia sido ungido rei, mas também todas as tribos do norte. Uma proclamação soou “por todo o Israel, desde Berseba até Dã, para que viessem a celebrar a Páscoa ao Senhor, Deus de Israel, a Jerusalém; porque muitos a não tinham celebrado como estava escrito.

“Foram, pois, os correios com as cartas, da mão do rei e dos seus príncipes, por todo o Israel e Judá”, com o incisivo convite: “Filhos de Israel, convertei-vos ao Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, para que Se volte para aqueles de vós que escaparam, e ficaram da mão dos reis da Assíria […] Não endureçais agora a vossa cerviz, como vossos pais; dai a mão ao Senhor, e vinde ao Seu santuário que Ele santificou para sempre, e servi ao Senhor vosso Deus, para que o ardor da Sua ira se desvie de vós. Porque, em vos convertendo ao Senhor, vossos irmãos e vossos filhos acharão misericórdia perante os que os levaram cativos, e tornarão a esta terra; porque o Senhor vosso Deus é piedoso e misericordioso, e não desviará de vós o Seu rosto, se vos converterdes a Ele”. 2 Crônicas 30:5-9.

E os correios enviados por Ezequias levaram a mensagem “de cidade em cidade, pela terra de Efraim e Manassés até Zebulom”. Israel devia ter reconhecido neste convite um apelo ao arrependimento e para que voltassem a Deus. Mas o remanescente das dez tribos que ainda ficaram habitando o território do outrora florescente reino do norte, trataram os mensageiros reais de Judá com indiferença, e até mesmo com desdém. “Riram-se e zombaram deles”. Houve uns poucos, entretanto, que alegremente atenderam. “Alguns de Aser, e de Manassés, e de Zebulom, se humilharam, e vieram a Jerusalém […] para celebrar a festa dos pães asmos”. 2 Crônicas 30:10-13.

Cerca de dois anos mais tarde, Samaria foi invadida pelos povos da Assíria, sob o comando de Salmaneser; e no cerco que se seguiu, multidões pereceram miseravelmente de fome e de enfermidades bem como pela espada. Caiu a cidade com a nação, e o humilhado remanescente das dez tribos foi levado cativo e espalhado entre as províncias do domínio assírio.

A destruição que abateu o reino do norte foi um juízo direto do Céu. Os assírios foram meramente o instrumento de que Deus Se serviu para realizar o Seu propósito. Por intermédio de Isaías, que começou a profetizar pouco antes da queda de Samaria, o Senhor Se referiu aos assírios como “a vara da Minha ira”. “A Minha indignação”, disse Ele, “é como bordão nas suas mãos”. Isaías 10:5.

Gravemente haviam os filhos de Israel pecado “contra o Senhor seu Deus, […] e fizeram coisas ruins”. “Não deram ouvidos, antes […] rejeitaram os Seus estatutos, e o Seu concerto, que fizera com seus pais, como também os Seus testemunhos, com que protestara contra eles”. Foi porque “deixaram todos os mandamentos do Senhor seu Deus, e fizeram imagens de fundição, dois bezerros, e fizeram um ídolo do bosque, e se prostraram perante todo o exército do céu, e serviram a Baal”, e recusaram decididamente a arrepender-se, que o Senhor “os oprimiu, e os deu nas mãos dos despojadores, até que os tirou de diante de Sua presença”, em harmonia com as claras advertências que lhes enviara “pelo ministério de todos os Seus servos, os profetas”. 2 Reis 17:7, 11, 14, 16, 20, 23.

“Assim foi Israel transportado de sua terra à Assíria”, “porque não obedeceram à voz do Senhor seu Deus, antes traspassaram o Seu concerto; e tudo quanto Moisés, servo do Senhor, tinha ordenado”. 2 Reis 18:12.

Nos terríveis juízos acarretados sobre as dez tribos, o Senhor tivera um sábio e misericordioso propósito. Aquilo que Ele não mais podia fazer por intermédio deles na terra de seus pais, procuraria realizar espalhando-os entre os pagãos. Seu plano para a salvação de todo aquele que escolhesse apropriar-se do perdão mediante o Salvador da raça humana devia de alguma forma ser cumprido; e nas aflições levadas a Israel, estava ele preparando o caminho para que Sua glória fosse revelada às nações da Terra. Nem todos os que foram levados cativos eram impenitentes. Entre eles havia alguns que tinham permanecido leais a Deus, e outros que se haviam humilhado perante Ele. Por intermédio desses, os “filhos do Deus vivo” (Oséias 1:10), Ele levaria multidões no reino assírio ao conhecimento dos atributos de Seu caráter e beneficência da Sua lei.

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/sop/pk/23

BLOG DA SEMANA 21/05/2017, sobre Profetas e Reis, cap. 22

A velha e conhecida história de Jonas e o grande peixe tem valor não só como uma história maravilhosa para as crianças, mas como advertência para aqueles que vivem nos últimos dias. Deus deu a Nínive um aviso de desgraça iminente, mas também graciosa oportunidade de arrependimento, perdão e um indulto do julgamento.

Ellen White compara a condição de Nínive, assim como Israel de antigamente, com o estado do mundo em nossa geração, alertando para a próxima destruição. Neste caso, no entanto, não haverá indulto, pois a destruição precede o fim dos tempos como o conhecemos. Mas como Deus, em Seu amor e sabedoria, estendeu a misericórdia aos moradores de Nínive, Ele cuidará de cada alma arrependida que dependa dEle, dando Sua cobertura de justiça e proteção através de caos inimaginável e completa ruína. Se Seu povo sobreviver ao ataque do mal, ou dormir em Jesus até que Ele venha não fará diferença no final. Para ambos os grupos fiéis Ele prometeu a vida eterna com Ele, o reencontro com os entes queridos, as maravilhas inimagináveis e o fim do pecado no universo.

Eileen Van Tassel
Conselheiro de Atendimento a Idosos e Pobres,
IASD de Riverside, USA

PROFETAS E REIS, cap. 22 – A grande cidade de Nínive

Capítulo 22 — A “grande cidade de Nínive”

Entre as cidades do mundo antigo nos dias do reino de Israel dividido, uma das maiores foi Nínive, a capital do domínio assírio. Fundada sobre as férteis barrancas do Tigre, logo depois da dispersão da Torre de Babel, floresceu através dos séculos, até que se tornou “uma grande cidade, de três dias de caminho”. Jonas 3:3.

No tempo de sua prosperidade temporal Nínive era um centro de crime e impiedade. A inspiração havia-a caracterizado como “cidade
ensangüentada […] toda cheia de mentiras e de rapina”. Naum 3:1. Em linguagem figurada, o profeta Naum comparou Nínive a um leão cruel, rapinante. “Sobre quem”, interroga o profeta, “não passou
continuamente a tua malícia?” Naum 3:19.

Embora ímpia como havia-se tornado, Nínive não estava inteiramente entregue ao mal. Aquele que “está vendo a todos os filhos dos homens” (Salmos 33:13), e “descobre todas as coisas preciosas” (Jó 28:10), viu na cidade muitos que estavam procurando alguma coisa melhor e mais alta, os quais, se lhes fosse dada oportunidade para conhecer ao Deus vivo, afastariam de si as más obras, e O adorariam. E assim, em Sua sabedoria Deus Se revelou a eles de maneira inconfundível, a fim de levá-los, se possível, ao arrependimento.

O instrumento escolhido para esta obra foi o profeta Jonas, filho de Amitai. A ele veio a palavra do Senhor: “Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até Mim”. Jonas 1:1, 2.

Como o profeta se pusesse a pensar nas dificuldades e aparentes impossibilidades desta comissão, foi tentado a pôr em dúvida a sabedoria do chamado. Do ponto de vista humano, parecia que nada se poderia ganhar em proclamar tal mensagem nesta cidade tão orgulhosa. Ele esqueceu por um momento que o Deus a quem servia era todo-sábio e todo-poderoso. Enquanto hesitava, duvidando ainda, Satanás
sobrecarregou-o com o desencorajamento. O profeta foi tomado de grande temor, e “se levantou para fugir de diante da face do Senhor para Társis”. Indo a Jope, e achando ali um navio pronto para zarpar, pagou a sua passagem, “e desceu para dentro dele, para ir com eles”. Jonas 1:3.

No encargo que fora dado, havia sido confiada a Jonas uma pesada responsabilidade; contudo, Aquele que o havia mandado ir, estava apto a sustentar Seu servo e garantir-lhe o sucesso. Tivesse o profeta obedecido sem questionar, e ter-lhe-iam sido poupadas muitas experiências amargas e teria sido abundantemente abençoado. Não obstante, na hora do desespero de Jonas o Senhor não Se afastara dele. Através de uma série de provas e estranhas providências a confiança do profeta em Deus e em Seu infinito poder para salvar devia ser revivida.

Se, quando o chamado lhe veio pela primeira vez, Jonas se tivesse demorado em calma consideração, teria verificado quão tolo seria qualquer esforço de sua parte para escapar à responsabilidade imposta sobre ele. Mas não por muito tempo foi-lhe permitido prosseguir tranqüilamente em sua estulta fuga. “O Senhor mandou ao mar um grande vento, e fez-se no mar uma grande tempestade, e o navio estava para quebrar-se. Então temeram os marinheiros, e clamava cada um ao seu deus, e lançavam no mar as fazendas, que estavam no navio, para o aliviarem do seu peso; Jonas, porém, desceu aos lugares do porão e se deitou, e dormia um profundo sono”. Jonas 1:4, 5.

Enquanto os marinheiros buscavam seus deuses pagãos pedindo socorro, o mestre do navio, excessivamente angustiado, foi em busca de Jonas, e disse: “Que tens, dormente? levanta-te, e invoca o teu Deus; talvez assim Deus Se lembre de nós, para que não pereçamos”. Jonas 1:6.

Mas as orações do homem que se tinha desviado do caminho do dever, não trouxeram qualquer auxílio. Os marinheiros, impressionados com o pensamento de que a estranha violência da tempestade refletia a ira dos seus deuses, propuseram como último recurso o lançamento de sortes, “para que saibamos”, disseram, “por que causa nos sobreveio este mal. E lançaram sortes, e a sorte caiu sobre Jonas. Então lhe disseram: Declara-nos tu agora, por que razão nos sobreveio este mal. Que ocupação é a tua? e donde vens? qual é a tua terra? e de que povo és tu?

“E ele lhes disse: Eu sou hebreu, e temo ao Senhor, o Deus do Céu, que fez o mar e a terra seca.

“Então estes homens se encheram de grande temor, e lhe disseram: Por que fizeste tu isto? Pois sabiam os homens que fugia de diante do Senhor, porque ele lho tinha declarado.

“E disseram-lhe: Que te faremos nós, para que o mar se acalme? porque o mar se elevava e engrossava cada vez mais. E ele lhes disse: Levantai-me, e lançai-me ao mar, e o mar se aquietará; porque eu sei que por minha causa vos sobreveio esta grande tempestade.

“Entretanto, os homens remavam, esforçando-se por alcançar a terra; mas não podiam, porquanto o mar se ia embravecendo cada vez mais contra eles. Então clamaram ao Senhor, e disseram: Ah! Senhor! nós Te rogamos! não pereçamos por causa da vida deste homem, e não ponhas sobre nós o sangue inocente; porque Tu, Senhor, fizeste como Te aprouve. E levantaram a Jonas, e o lançaram ao mar, e cessou o mar da sua fúria. Temeram, pois, estes homens ao Senhor com grande temor; e ofereceram sacrifícios ao Senhor, e fizeram votos.

“Deparou, pois, o Senhor um grande peixe, para que tragasse a Jonas; e esteve Jonas três dias e três noites nas entranhas do peixe”. Jonas 1:7-17.

“E orou Jonas ao Senhor,
seu Deus, das entranhas do peixe. E disse:

Na minha angústia clamei ao Senhor,
E Ele me respondeu;
do ventre do inferno gritei,
E Tu ouviste a minha voz.

Porque Tu me lançaste no profundo,
no coração dos mares, e a corrente me cercou;
Todas as Tuas ondas e as Tuas vagas passaram por cima de mim.

E eu disse: Lançado estou de diante dos Teus olhos;
todavia tornarei a ver o templo da Tua santidade.

As águas me cercaram até à alma.
O abismo me rodeou,
e as águas se enrolaram na minha cabeça.

E eu desci aos fundamentos dos montes;
os ferrolhos da terra correram sobre mim para sempre;
mas Tu livraste a minha vida da perdição, ó Senhor meu Deus. Quando desfalecia em mim a minha alma,
eu me lembrei do Senhor;
e entrou a Ti a minha oração, no templo da Tua santidade.

Os que observam as vaidades vãs,
deixam a sua própria misericórdia.
Mas eu Te oferecerei sacrifício com a voz do agradecimento;
o que votei pagarei. Do Senhor vem a salvação”.

Jonas 2:1-9.

Jonas aprendera afinal que “a salvação vem do Senhor”. Salmos 3:8. Com penitência e o reconhecimento da graça salvadora de Deus, veio o livramento. Jonas foi liberto dos perigos do profundo abismo, e foi lançado em terra seca.

Uma vez mais é o servo de Deus comissionado para advertir Nínive. “E veio a palavra do Senhor segunda vez a Jonas, dizendo: Levanta-te, e vai à grande cidade de Nínive, e prega contra ela a pregação que Eu te disse”. Desta vez ele não se deteve para questionar ou duvidar, mas obedeceu sem hesitação. “Levantou-se Jonas, e foi a Nínive, segundo a palavra do Senhor”. Jonas 3:1-3.

Entrando na cidade, Jonas começou a pregar “contra ela” a mensagem: “Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida”. Jonas 3:4. De rua em rua ia ele fazendo soar a nota de advertência.

A mensagem não foi em vão. O clamor que soava através das ruas da ímpia cidade ia passando de lábio em lábio, até que todos os habitantes tivessem ouvido o assustador anúncio. O Espírito de Deus imprimiu a mensagem em cada coração, e levou multidões a tremerem por causa de seus pecados, e a se arrependerem em profunda humilhação.

“E os homens de Nínive creram em Deus; e proclamaram um jejum, e vestiram-se de saco, desde o maior, até o menor. Porque esta palavra chegou ao rei de Nínive, e levantou-se do seu trono, e tirou de si os seus vestidos, e cobriu-se de saco, e assentou-se sobre a cinza. E fez uma proclamação, que se divulgou em Nínive, por mandado do rei e dos grandes, dizendo: Nem homens, nem animais, nem bois, nem ovelhas provem coisa alguma, nem se lhes dê pasto, nem bebam água. Mas os homens e os animais estarão cobertos de sacos, e clamarão fortemente a Deus, e se converterão, cada um do seu mau caminho, e da violência que há nas suas mãos. Quem sabe se Se voltará Deus, e Se arrependerá, e Se apartará do furor da Sua ira, de sorte que não pereçamos?” Jonas 3:5-9.

Sendo que rei e nobres, com todo o povo, grandes e pequenos, “se arrependeram com a pregação de Jonas” (Mateus 12:41), e uniram-se em clamar ao Deus do Céu, Sua misericórdia foi-lhes assegurada. “Deus viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho; e Deus Se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria, e não o fez”. Jonas 3:10. Sua condenação foi evitada; o Deus de Israel fora exaltado e honrado através do mundo pagão, e Sua lei foi reverenciada. Não seria senão muitos anos mais tarde que Nínive devia cair presa das nações vizinhas por causa do seu esquecimento de Deus e jactancioso orgulho.

Quando Jonas viu o propósito de Deus de poupar a cidade que, não obstante sua impiedade, tinha sido levada a se arrepender em saco e cinzas, devia ter sido o primeiro a se alegrar com a estupenda graça de Deus; mas ao contrário disto, ele permitiu que sua mente se demorasse sobre a possibilidade de ser considerado um falso profeta. Cioso de sua reputação, ele perdeu de vista o valor infinitamente maior das almas nessa cidade infortunada. A compaixão mostrada por Deus para com os arrependidos ninivitas desgostou “Jonas extremamente […] e ficou todo ressentido”. “Não foi isso o que eu disse”, argumentou ele com o Senhor, “estando ainda na minha terra? Por isso me preveni, fugindo para Társis, pois sabia que és Deus piedoso, e misericordioso, longânimo, e grande em benignidade, e que Te arrependes do mal”. Jonas 4:1, 2.

Uma vez mais ele se rendeu a sua inclinação de questionar e duvidar, e uma vez mais foi oprimido com o desencorajamento. Perdendo de vista os interesses dos outros, e sentindo como se melhor lhe fora morrer do que viver para ver a cidade poupada, em seu descontentamento exclamou: “Ó Senhor, tira-me a minha vida, porque melhor me é morrer do que viver”.

“É razoável esse teu ressentimento?” o Senhor inquiriu. “Então Jonas saiu da cidade, e assentou-se ao oriente da cidade; e ali fez uma cabana, e se assentou debaixo dela, à sombra, até ver o que
aconteceria. E fez o Senhor Deus nascer uma aboboreira, que subiu por cima de Jonas, para que fizesse sombra sobre a sua cabeça, a fim de o livrar do seu enfado; e Jonas se alegrou em extremo por causa da aboboreira”. Jonas 4:3-6.

Então o Senhor deu a Jonas uma lição objetiva. Ele “enviou um bicho, no dia seguinte ao subir da alva, o qual feriu a aboboreira, e esta se secou. E aconteceu que, aparecendo o Sol, Deus mandou um vento calmoso oriental, e o Sol feriu a cabeça de Jonas; e ele desmaiou, e desejou com toda a sua alma morrer, dizendo: Melhor me é morrer do que viver”.

De novo Deus Se dirige a Seu profeta: “É acaso razoável que assim te enfades por causa da aboboreira? E ele disse: É justo que me enfade a ponto de desejar a morte”.

“E disse o Senhor: Tiveste compaixão da aboboreira, na qual não trabalhaste, nem a fizeste crescer; que numa noite nasceu, e numa noite pereceu. E não hei de Eu ter compaixão da grande cidade de Nínive em que estão mais de cento e vinte mil homens, que não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda, e também muitos animais?” Jonas 4:7-11.

Confuso, humilhado e incapaz de compreender o propósito de Deus em poupar Nínive, Jonas havia, não obstante cumprido a comissão que lhe fora dada de advertir a grande cidade; e embora o acontecimento predito não se tivesse realizado, a mensagem de advertência não era de ninguém menos que de Deus. E ela cumpriu o propósito que Deus lhe designara. A glória de Sua graça fora revelada entre os pagãos. Os que havia muito estavam assentados “nas trevas e sombra da morte, presos em aflição e em ferro”, “clamaram ao Senhor na sua angústia, e Ele os livrou das suas necessidades. Tirou-os das trevas e sombra da morte, e quebrou as suas prisões. […] Enviou a Sua palavra, e os sarou, e os livrou da sua destruição”. Salmos 107:10, 13, 14, 20.

Cristo, durante Seu ministério terrestre, referiu-Se ao bem produzido pela pregação de Jonas em Nínive, e comparou os habitantes deste centro pagão com o professo povo de Deus em Seus dias. “Os ninivitas”, declarou Ele, “ressurgirão no juízo com esta geração, e a condenarão, porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis que está aqui quem é mais do que Jonas”. Mateus 12:40, 41. A um mundo ocupado, cheio do burburinho do comércio e a altercação de transações, onde os homens estavam procurando obter tudo para si mesmos, Cristo viera; e acima da confusão, Sua voz foi ouvida como a trombeta de Deus: “Que
aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma? ou que daria o homem pelo resgate da sua alma?” Marcos 8:36, 37.

Assim como a pregação de Jonas fora um sinal para os ninivitas, a pregação de Cristo era um sinal para a Sua geração. Mas que contraste na recepção da palavra. Embora em face de indiferença e de escárnio, o Salvador trabalhou sempre, até que concluiu Sua missão.

A lição é para os mensageiros de Deus hoje, quando as cidades das nações encontram-se tão verdadeiramente em necessidade do conhecimento dos atributos e propósitos do verdadeiro Deus, como os ninivitas do passado. Os embaixadores de Cristo devem apontar aos homens o mundo mais nobre, que tem sido em grande parte perdido de vista. De acordo com os ensinamentos das Sagradas Escrituras, a única cidade que permanece é aquela cujo artífice e construtor é Deus. Com os olhos da fé os homens podem contemplar o limiar do Céu, iluminado com a glória do Deus vivo. Por intermédio de Seus servos ministradores o Senhor Jesus está convidando os homens a que se empenhem com santificada ambição no sentido de assegurarem a herança imortal. Apela para eles a fim de que acumulem tesouros junto ao trono de Deus.

Rápida e seguramente está vindo uma culpabilidade quase universal sobre os habitantes das cidades, devido ao constante aumento de decidida impiedade. A corrupção que prevalece está além do poder da pena humana descrever. Cada dia traz novas revelações de atritos, suborno e fraudes; cada dia traz seu desalentador registro de violência e arbitrariedade, de indiferença para com o sofrimento humano, de destruição brutal e perversa da vida humana. Cada dia testifica sempre mais de insanidade, assassínio e suicídio.

De século a século Satanás, tem procurado conservar os homens na ignorância dos beneficentes desígnios de Jeová. Ele tem procurado desviar-lhes de vista os grandes fatos da lei de Deus — os princípios de justiça, misericórdia e amor aí contidos. Os homens se gloriam do maravilhoso progresso e esclarecimento do século em que estão agora vivendo; mas Deus vê a Terra cheia de iniqüidade e violência. Declaram os homens que a lei de Deus foi anulada, que a Bíblia não é autêntica; e como resultado uma maré de males, tal como não se tem visto desde os dias de Noé e do apóstata Israel, está tomando conta do mundo. Nobreza de alma, gentileza, piedade são permutadas para satisfazer a cobiça por coisas proibidas. O negro registro de crimes cometidos pelo amor ao ganho é suficiente para fazer gelar o sangue e encher a alma de horror.

Nosso Deus é um Deus de misericórdia. Com longanimidade e terna compaixão Ele trata com o transgressor da Sua lei. E contudo, nestes nossos dias, quando homens e mulheres têm tantas oportunidades para se familiarizarem com a divina lei como revelada no Santo Escrito, o grande Governador do Universo não pode olhar com qualquer satisfação as ímpias cidades, onde reina a violência e o crime. O fim da tolerância de Deus com os que persistem na desobediência está se aproximando rapidamente.

Devem os homens ficar surpreendidos com uma súbita e inesperada mudança no trato do Supremo Governador com os habitantes do mundo caído? Devem eles ficar surpreendidos quando a punição segue a transgressão e a crescente criminalidade? Devem-se surpreender de que Deus leve a destruição e a morte sobre aqueles cujo ganho ilícito tem sido obtido através do engano e fraude? Muito embora o fato de que crescente luz com respeito aos reclamos de Deus tem estado a brilhar em seu caminho, muitos têm-se recusado a reconhecer a soberania de Jeová, e têm escolhido permanecer sob a bandeira do originador de toda rebelião contra o governo do Céu.

A longanimidade de Deus tem sido muito grande — tão grande que quando consideramos o contínuo insulto a Seus santos mandamentos, ficamos maravilhados. O Onipotente tem estado a exercer um poder restringidor sobre Seus próprios atributos. Mas certamente Ele Se levantará para punir o ímpio, que tão ousadamente tem resistido aos justos reclamos do Decálogo.

Deus concede ao homem um período de graça; mas há um ponto além do qual a divina paciência se esgota, e os juízos de Deus se seguem seguramente. O Senhor trata pacientemente com os homens, e com cidades, misericordiosamente dando advertências para salvá-los da ira divina; mas virá o tempo quando não mais se ouvirão súplicas por misericórdia, e o elemento rebelde que continua a rejeitar a luz da verdade será riscado, em misericórdia para com eles mesmos, e para com aqueles que de outro modo seriam influenciados por seu exemplo.

É chegado o tempo em que haverá no mundo tristeza que nenhum bálsamo humano pode curar. O Espírito de Deus está sendo retirado. Catástrofes por mar e por terra seguem-se umas às outras em rápida sucessão. Quão freqüentemente ouvimos de terremotos e furacões, de destruição pelo fogo e inundações, com grandes perdas de vidas e propriedades! Aparentemente essas calamidades são caprichosos desencadeamentos de forças da natureza, desorganizadas e desgovernadas, inteiramente fora do controle do homem; mas em todas elas pode ler-se o propósito de Deus. Elas estão entre os instrumentos pelos quais Ele busca despertar a homens e mulheres para que sintam o perigo.

Os mensageiros de Deus nas grandes cidades não devem sentir-se desanimar com a impiedade, a injustiça, a depravação a que são chamados a enfrentar enquanto procuram proclamar as alegres novas da salvação. O Senhor aspira confortar cada um desses obreiros com a mesma mensagem que deu ao apóstolo Paulo na ímpia Corinto: “Não temas, mas fala, e não te cales; porque Eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade”. Atos dos Apóstolos 18:9, 10. Lembrem-se, os que se empenham no ministério de salvar almas, que, conquanto haja muitos que não aceitarão o conselho de Deus em Sua Palavra, o mundo inteiro não se desviará da luz e verdade, dos convites de um Salvador perdoador e paciente. Em cada cidade, cheia como possa estar de violência e crime, há muitos que, devidamente ensinados aprendem a se tornar seguidores de Jesus. Milhares podem assim ser alcançados com a verdade salvadora e levados a receber Cristo como um Salvador pessoal.

A mensagem de Deus para os habitantes da Terra hoje é: “Estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis”. Mateus 24:44. As condições predominantes hoje na sociedade, e especialmente nas grandes cidades das nações, proclamam com voz de trovão que a hora do juízo de Deus está próxima, e que o fim de todas as coisas terrestres é chegado. Estamos no limiar da crise dos séculos. Em rápida sucessão os juízos de Deus se seguirão uns aos outros — fogo, inundações e terremotos, com guerras e derramamento de sangue. Nós não devemos ser surpreendidos neste tempo por eventos a um tempo grandes e decisivos; pois o anjo de
misericórdia não pode ficar muito tempo mais a proteger o impenitente.

“Porque eis que o Senhor sairá do Seu lugar, para castigar os moradores da Terra, por causa da sua iniqüidade, e a terra descobrirá o seu sangue, e não encobrirá mais aqueles que foram mortos”. Isaías 26:21. A tormenta da ira de Deus está-se acumulando; e subsistirão unicamente os que responderem ao convite de misericórdia, como os habitantes de Nínive pela pregação de Jonas, e se santificarem pela obediência às leis do divino Governante. Somente os justos serão escondidos com Cristo em Deus até que passe a desolação. Seja a linguagem da alma:

“Só em Ti eu tenho abrigo,
aos Teus pés está o meu ser;
Não me deixes, sê comigo,
Teu conforto eu quero ter.
Guarda-me ó bom Salvador,
té o temporal passar,
Guia-me em Teu terno amor,
para o eterno e doce lar.”

BLOG DA SEMANA 14/05/2017, sobre Profetas e Reis, cap. 21

A vida de Eliseu é um exemplo incrível para o povo de Deus de como Deus cuida daqueles que totalmente confiam Nele. Um exemplo é a história de 2 Reis 6. Quando o rei sírio tentou matar Eliseu, Deus proveu um poderoso exército de anjos, que o servo só viu depois que Eliseu orou para que seus olhos fossem abertos.

Deus protege os seus servos fiéis: “Quando o povo de Deus é posto em condições de dificuldades, e aparentemente não há escape para eles, somente o Senhor deve ser sua dependência”. PR, p. 257. Quando servimos a Deus, Satanás fará qualquer coisa para nos desencorajar. Ele pode enviar poderosos exércitos, poderes verbais ou pessoas que irão rir de nós e nos ameaçar. Eliseu permaneceu calmo diante de tais ataques. Sua total dependência estava no Senhor que o salvou com um poderoso milagre que protegeu seu servo.

Onde está sua dependência? Em que você está depositando sua confiança? É dinheiro, em si mesmo ou algo mais? Sirvamos a Deus com todo o coração. Podemos enfrentar problemas e perigo, mas Deus promete cuidar de Seus filhos, se eles confiam plenamente Nele. Salmo 50:15 diz: “Invoca-me no dia da angústia: Eu te livrarei, e tu Me glorificarás”.

Christoph Till
Estudante, Universidade Adventista de Friedensau
Alemanha

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/pk/21
Tradução: Jeferson Quimelli

PATRIARCAS E PROFETAS, cap. 21 – O fim do ministério de Eliseu

Capítulo 21 — O fim do ministério de Eliseu

Chamado ao ofício de profeta enquanto Acabe ainda reinava, Eliseu vivera o suficiente para ver muitas mudanças tomarem lugar no reino de Israel. Juízo sobre juízo, haviam alcançado os israelitas durante o reinado de Hazael, o sírio, que fora ungido para ser o aguilhão da nação apostatada. As severas medidas de reforma instituídas por Jeú tinham resultado no extermínio de toda a casa de Acabe. Em contínuas guerras com os sírios, Jeoacaz, sucessor de Jeú, tinha perdido algumas das cidades a leste do Jordão. Por algum tempo isto pareceu como se os sírios fossem tomar inteiro controle do reino. Mas a reforma começada por Elias e prosseguida por Eliseu tinha levado muitos a buscarem a Deus. Os altares de Baal estavam sendo abandonados, e lenta mas seguramente os propósitos de Deus iam-se cumprindo na vida dos que haviam escolhido servi-Lo de todo o coração.

Foi por causa de Seu amor pelo extraviado Israel que Deus permitiu aos sírios afligi-los. Foi por Sua compaixão para com aqueles cujo poder moral estava debilitado, que ele despertou Jeú para exterminar a ímpia Jezabel e toda a casa de Acabe. Uma vez mais, através de misericordiosa providência, os sacerdotes de Baal e Astarote foram postos de lado, e seus altares pagãos subvertidos. Deus em Sua sabedoria previu que se a tentação fosse removida, alguns abandonariam o paganismo, e voltariam a face para o Céu; e foi por isto que Ele permitiu que calamidade após calamidade caísse sobre eles. Seus juízos foram temperados com misericórdia; e quando Seu propósito foi cumprido, Ele fez refluir a maré em favor dos que haviam aprendido a buscá-Lo.

Enquanto influências para o bem e para o mal estavam disputando a supremacia, e Satanás procurando fazer tudo em seu poder para completar a ruína produzida durante o reinado de Acabe e Jezabel, Eliseu continuava a dar seu testemunho. Teve que enfrentar a oposição, mas nada pôde impugnar-lhe as palavras. Foi honrado e venerado através do reino. Muitos vieram a ele em busca de conselho. Enquanto Jezabel vivia ainda, Jorão, o rei de Israel, buscou seu conselho; e uma vez, estando em Damasco, ele foi visitado por mensageiros de Ben-Hadade, rei da Síria, que desejava saber se a enfermidade que então o possuía resultaria em morte. A todos o profeta deu fiel testemunho, num tempo quando, de todos os lados, a verdade estava sendo pervertida, e a grande maioria do povo estava em aberta rebelião contra o Céu.

E Deus jamais abandonou Seu mensageiro escolhido. Uma ocasião, durante a invasão síria, o rei da Síria procurou destruir Eliseu, em vista de sua atividade em alertar o rei de Israel quanto aos planos do inimigo. O rei da Síria havia-se aconselhado com seus servos, dizendo: “Em tal e em tal lugar estará o meu acampamento”. Este plano foi revelado pelo Senhor a Eliseu, que “enviou ao rei de Israel, dizendo: Guarda-te de passares por tal lugar, porque os sírios desceram ali. Pelo que o rei de Israel enviou àquele lugar, de que o homem de Deus lhe falara, e de que o tinham avisado, e se guardou ali, não uma nem duas vezes.

“Então se turbou com este incidente o coração do rei da Síria, e chamou os seus servos, e lhes disse: Não me fareis saber quem dos nossos é pelo rei de Israel? E disse um dos seus servos: Não, ó rei meu senhor; mas o profeta Eliseu, que está em Israel, faz saber ao rei de Israel as palavras que tu falas na tua câmara de dormir”.

Disposto a se desembaraçar do profeta, o rei da Síria ordenou: “Vai, e vê onde ele está, para que envie, e mande trazê-lo”. O profeta estava em Dotã; e, ouvindo isto, o rei “enviou para lá cavalos, e carros, e um grande exército, os quais vieram de noite, e cercaram a cidade. E o moço do homem de Deus se levantou mui cedo, e saiu, e eis que um exército tinha cercado a cidade com cavalos e carros”.

Aterrado, o servo de Eliseu procurou-o com a notícia: “Ai, meu senhor, que faremos?” disse ele. “Não temas”; foi a resposta do profeta, “porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles”. 2 Reis 6:16. E então, para que o servo pudesse conhecer isto por si mesmo, “orou Eliseu e disse: Senhor, peço-Te que lhe abras os olhos, para que veja. E o Senhor abriu os olhos do moço, viu; e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu”. 2 Reis 6:17. Entre o servo de Deus e a multidão dos inimigos armados estava um grupo circundante de anjos celestiais. Eles tinham vindo com grande poder, não para destruir, não para reclamar homenagem, mas para acampar em torno e ministrar aos desajudados e fracos servos do Senhor.

Quando o povo de Deus é posto em condições de dificuldades, e aparentemente não há escape para eles, somente o Senhor deve ser sua dependência.

Avançando a companhia de soldados sírios ousadamente, ignorante da presença dos invisíveis anjos do Céu, “Eliseu orou ao Senhor, e disse: Fere, peço-Te, esta gente de cegueira. E feriu-a de cegueira, conforme a palavra de Eliseu. Então Eliseu lhes disse: Não é este o caminho, nem é esta a cidade; segui-me, e guiar-vos-ei ao homem que buscais. E os guiou a Samaria”. 2 Reis 6:8-19.

“E sucedeu que, chegando eles a Samaria, disse Eliseu: Ó Senhor, abre a estes os olhos para que vejam. O Senhor lhes abriu os olhos, para que vissem, e eis que estavam no meio de Samaria. E, quando o rei de Israel os viu, disse a Eliseu: Feri-los-ei, feri-los-ei, meu pai? Mas ele disse: Não os ferirás; feririas tu os que tomasses prisioneiros com a tua espada e com o teu arco? Põe-lhes diante pão e água, para que comam e bebam, e se vão para seu senhor. E apresentou-lhes um grande banquete, e comeram e beberam; e os despediu e foram para seu senhor”. 2 Reis 6:20-22.

Depois disso Israel ficou livre por algum tempo dos ataques dos sírios. Porém mais tarde, sob a enérgica administração de um determinado rei, Hazael (neto do Hazael que havia sido ungido como aguilhoador de Israel), os exércitos sírios cercaram Samaria, sitiando-a. Nunca Israel havia sido levado a situação de tão grande dificuldade como durante este cerco. Os pecados dos pais estavam sem dúvida sendo visitados sobre os filhos e os filhos dos filhos. Os horrores de prolongada fome estavam impelindo o rei de Israel a medidas de desespero, quando Eliseu predisse livramento para o dia seguinte.

Quando o dia estava para amanhecer, o Senhor “fizera ouvir no arraial dos sírios ruídos de carros e ruídos de cavalos, como o ruído dum grande exército”; e eles, possuídos de temor, “se levantaram, e fugiram no crepúsculo”, deixando “as suas tendas, e os seus cavalos, e os seus jumentos, e o arraial como estava”, com ricas reservas de alimentos. Eles “fugiram para salvarem a sua vida”, não se detendo até que tivessem transposto o Jordão. 2 Reis 7:6, 7.

Durante a noite da fuga, quatro leprosos junto à porta da cidade, desesperados pela fome, tomaram o propósito de ir ao acampamento dos sírios, entregando-se à misericórdia dos sitiantes, na esperança de aí despertar simpatia e conseguir alimento. Qual não foi seu espanto quando, penetrando no acampamento, viram que “lá não havia ninguém”. Sem nada que os molestasse ou impedisse, “entraram numa tenda, e comeram e beberam, e tomaram dali prata, e ouro, e vestidos, e foram e os esconderam; então voltaram, e entraram em outra tenda, e dali também tomaram alguma coisa, e a esconderam. Então disseram uns aos outros. Não fazemos bem; este dia é dia de boas-novas, e nos calamos”. Voltaram eles então depressa à cidade com as alegres novas.

Foi grande o espólio; tão abundantes foram os suprimentos nesse dia que “havia uma medida de farinha por um siclo, e duas medidas de cevada por um siclo”, como fora predito por Eliseu no dia anterior. Uma vez mais o nome de Deus fora exaltado perante os pagãos, “conforme a palavra do Senhor”, por intermédio de Seu profeta em Israel. 2 Reis 7:5-16.

Assim o homem de Deus continuou a trabalhar de ano a ano, associando-se intimamente ao povo em fiel ministério, e em tempos de crise ficando junto aos reis como sábio conselheiro. Os longos anos de apostasia idólatra da parte de governantes e povo tinham produzido seus maus resultados; a negra sombra da apostasia era ainda visível em toda parte, embora houvesse aqui e ali os que se haviam firmemente recusado a dobrar os joelhos a Baal. À medida que Eliseu continuava sua obra de reforma, muitos eram recuperados do paganismo, e esses aprendiam a se alegrar no serviço do verdadeiro Deus. O profeta sentia-se animar com esses milagres da divina graça, e fora inspirado com um grande anseio de alcançar todos os que eram honestos de coração. Onde quer que estivesse, procurava ser um ensinador de justiça.

Do ponto de vista humano, a perspectiva para a regeneração espiritual da nação era tão destituída de esperança como o é hoje para os servos de Deus que estão trabalhando nos lugares escuros da Terra. Mas a igreja de Cristo é o instrumento de Deus para a proclamação da verdade; ela é por Ele dotada de poder para fazer um trabalho especial; e se for leal a Deus, obediente a Seus mandamentos, com ela habitará a excelência do divino poder. Se ela for fiel a seu dever de obediência, não há poder que possa permanecer contra ela. As forças do inimigo não serão mais capazes de suplantá-la que a palha para resistir ao remoinho.

Está diante da igreja a aurora de um dia glorioso e brilhante, se ela se revestir do manto da justiça de Cristo, recusando toda vassalagem ao mundo.

Deus conclama Seus fiéis, que nEle crêem, para que inspirem coragem aos que estão sem crença e sem esperança. Voltai para o Senhor, prisioneiros de esperança Buscai de Deus, do Deus vivo, força. Mostrai fé humilde e não vacilante em Seu poder e disposição para salvar. Quando em fé nós nos apoderarmos de Sua força, Ele mudará, maravilhosamente mudará, as perspectivas mais desesperadas e desanimadoras. Isto Ele fará para glória do Seu nome.

Por todo o tempo que lhe foi possível viajar de lugar em lugar através do reino de Israel, Eliseu continuou a manifestar ativo interesse na edificação de escolas de profetas. Onde quer que estivesse, Deus estava com ele, dando-lhe palavras para falar, e poder para operar milagres. Uma ocasião “disseram os filhos dos profetas a Eliseu: Eis que o lugar em que habitamos diante da tua face, nos é estreito. Vamos, pois, até o Jordão, e tomemos de lá, cada um de nós, uma viga, e façamo-nos ali um lugar, para habitar ali”. 2 Reis 6:1, 2. Eliseu foi com eles ao Jordão, encorajando-os por sua presença, dando-lhes instruções e mesmo realizando um milagre para ajudá-los em sua obra. “E sucedeu que, derribando um deles uma viga, o ferro caiu na água; e clamou, e disse: Ai, meu senhor porque era emprestado. E disse o homem de Deus: Onde caiu? E mostrando-lhe ele o lugar, cortou um pau, e o lançou ali, e fez nadar o ferro. E disse: Levanta-o. Então ele estendeu a sua mão e o tomou”. 2 Reis 6:5-7.

Tão eficiente havia sido o seu ministério e tão vasta a sua influência que, em seu leito de morte, até mesmo o jovem rei Jeoás, idólatra com apenas um mínimo respeito por Deus, reconheceu no profeta um pai em Israel, e admitiu que sua presença entre eles fora de mais valor em tempo de prova do que a posse de um exército de cavalos e carros. No relato está escrito: “E Eliseu estava doente da sua doença de que morreu; e Jeoás, rei de Israel, desceu a ele, e chorou sobre o seu rosto, e disse: Meu pai, meu pai, carros de Israel e seus cavaleiros”. 2 Reis 13:14.

O profeta havia desempenhado em favor de muita alma turbada e necessitada de auxílio o papel de um pai sábio e compreensivo. No presente exemplo ele não voltou as costas ao jovem sem Deus que tinha diante de si, tão indigno da posição de confiança que estava ocupando, e contudo tão grandemente necessitado de conselho. Deus em Sua providência estava dando ao jovem rei uma oportunidade para redimir as faltas do passado, de molde a pôr o seu reino em terreno vantajoso. Os inimigos, os sírios, agora ocupando o território a leste do Jordão, deviam ser repelidos. Uma vez mais o poder de Deus devia ser manifestado em favor do extraviado Israel.

O moribundo profeta ordenou ao rei: “Toma um arco e flechas”. Jeoás obedeceu. Então o profeta disse: “Põe a tua mão sobre o arco”. Jeoás “pôs sobre ele a sua mão; e Eliseu pôs as suas mãos sobre as mãos do rei. E disse: Abre a janela para o oriente” — para as cidades dalém do Jordão que estavam na posse dos sírios. Havendo o rei aberto a janela de treliças, Eliseu ordenou-lhe que disparasse a flecha. Percorrendo o dardo o seu caminho, foi o profeta inspirado a dizer: “A flecha do livramento do Senhor é a flecha do livramento contra os sírios; porque ferirás os sírios em Afeque, até os consumir”.

Então o profeta provou a fé do rei. Ordenando que Jeoás tomasse as flechas, ele disse: “Fere a terra”. Três vezes o rei feriu o chão, e então se deteve. “Cinco ou seis vezes a deverias ter ferido”, Eliseu exclamou consternado, “então feririas os sírios até os consumir; porém agora só três vezes ferirás os sírios”. 2 Reis 13:15-19.

A lição é para todos os que ocupam posição de confiança. Quando Deus abre o caminho para a realização de certa obra, e dá garantias de sucesso, o instrumento escolhido deve fazer tudo que estiver em seu poder para alcançar os resultados prometidos. O sucesso será proporcional ao entusiasmo e perseverança com que o trabalho é levado a cabo. Deus pode operar milagres em favor de Seu povo unicamente quando este desempenha sua parte com incansável energia. Ele reclama para Sua obra homens de devoção, homens de coragem moral, com ardente amor pelas almas e zelo que nunca esmorece. Tais obreiros não acharão nenhuma tarefa demasiado árdua, nenhuma perspectiva demasiado sem esperança; eles trabalharão, indômitos, até que a aparente derrota seja tornada em gloriosa vitória. Nem mesmo as paredes das prisões, ou o martírio em perspectiva, levá-los-á a mudar de rumo em seus propósitos de trabalhar unidos com Deus para a edificação de Seu reino.

Com o conselho e o encorajamento dado a Jeoás, estava finda a tarefa de Eliseu. Aquele sobre quem havia descido em grande medida o espírito que repousava sobre Elias, provara-se fiel até o fim. Nunca vacilara. Nunca perdera sua confiança no poder da Onipotência. Sempre, quando o caminho diante de si parecia inteiramente fechado, ainda avançara pela fé, e Deus honrara sua confiança e abrira diante dele o caminho.

Não foi dado a Eliseu seguir seu mestre num carro de fogo. Sobre ele o Senhor permitiu que viesse uma prolongada enfermidade. Durante as longas horas de sofrimento e fraqueza humana, sua fé permaneceu posta nas promessas de Deus, e ele sentiu sempre em torno de si mensageiros celestiais de conforto e paz. Como nos altos de Dotã ele vira os exércitos circundantes do Céu, os carros de fogo de Israel e seus cavaleiros, estava ele agora cônscio da presença cheia de simpatia dos anjos; e foi sustentado. Através de sua vida havia exercido forte fé; e ao avançar no conhecimento das providências de Deus e de Sua graciosa bondade, a fé havia amadurecido em inamovível confiança em Deus; e quando a morte o chamou, ele estava pronto para repousar de seus labores.

“Preciosa é à vista do Senhor a morte dos Seus santos”. Salmos 116:15. “O justo até na sua morte tem esperança”. Provérbios 14:32. Como o salmista, Eliseu podia dizer com toda a confiança: “Deus remirá a minha alma do poder da sepultura, pois me receberá”. Salmos 49:15. E com alegria podia testificar. “Eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim Se levantará sobre a Terra”. Jó 19:25. “Quanto a mim, contemplarei a Tua face na justiça; satisfar-me-ei da Tua semelhança quando acordar”. Salmos 17:15.

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=7248 e https://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/sop/pk/21

BLOG DA SEMANA 06/05/2017, sobre Profetas e Reis, cap. 20

À semelhança de Naamã, houve um tempo em minha vida em que eu não cria em Deus e até considerava aqueles que criam nEle como pessoas inferiores. Mas eu tinha um Conselheiro espiritual, o Espírito Santo, que trabalhava em mim. Quando estive profundamente aflito com lepra espiritual, Ele me sugeriu ir até ao Deus do universo. Sentindo-me sem nenhuma saída, busquei-O desesperadamente.

No entanto, assim como Naamã, me aproximei orgulhosamente de Deus esperando que ele me atendesse da maneira que eu queria. Inicialmente fiquei chocado e recusei Seu convite à humildade e fé. Descobri que a prescrição de Deus para a minha lepra espiritual era a mesma de Naamã – agir em fé e ser curado, fruto da imensa graça de Deus. A atuação de Deus não foi pirotécnica como eu ansiava, mas suave e progressiva, a partir de uma faísca de amor e esperança.

Transbordando de alegria eu quis devolver a Deus uma parte da nova vida que Ele havia me dado. Desconfortável com o prodigioso amor de Deus, insisti em pagar pela cura gratuita por meio de boas ações, desmerecendo e rebaixando o dom infinito da salvação em Jesus..

O julgamento de Deus sobre as ações egoístas de Geazi é uma advertência a todos nós de que o dom de Deus é exatamente isso, um presente. Deus nunca planejou que viéssemos tentar merecer ou comprar o Seu dom de redenção e reconciliação, já pago por Jesus.

Apesar do ganancioso mau testemunho do servo de Eliseu, Geazi, o que marca neste relato é a memorável vitória da fé de Naamã (Lc 4:27), que retorna para a sua terra cantando louvores a Jeová Rafá [YHWH Rapha], o Deus que cura (Ex 15:26; Jr 30:17), o remédio para nossos pecados.

Joseph Washburn
Eugene, Oregon EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/pk/20
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli

PROFETAS E REIS, cap. 20 – Naamã

Capítulo 20 — Naamã

Este capítulo é baseado em 2 Reis 5.

E Naamã, chefe do exército do rei da Síria, era um grande homem diante do seu senhor, e de muito respeito, porque por ele o Senhor dera livramento aos sírios; e era este varão homem valoroso, porém leproso”.

Ben-Hadade, rei da Síria, havia derrotado os exércitos de Israel na batalha em que resultou a morte de Acabe. Desde esse tempo os sírios tinham mantido contra Israel uma constante guerrilha; e numa de suas incursões, levaram prisioneira uma menina que, na terra do seu cativeiro, “ficou ao serviço da mulher de Naamã”. Uma escrava distante do lar, esta pequena jovem era não obstante uma das testemunhas de Deus, cumprindo inconscientemente o propósito pelo qual Deus havia escolhido Israel como Seu povo. Enquanto servia nesse lar pagão, suas simpatias foram despertadas em favor de seu amo; e, lembrando os maravilhosos milagres de cura operados por Eliseu, ela disse a sua senhora: “Oxalá que o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra”. Ela sabia que o poder do Céu estava com Eliseu, e cria que por este poder Naamã seria curado.

A conduta da menina cativa, a maneira como se comportou neste lar pagão, é um forte testemunho do poder dos primeiros ensinamentos do lar. Não há mais alto encargo do que o confiado aos pais e mães no cuidado e educação de seus filhos. Os pais têm que tratar com os próprios fundamentos de hábito e caráter. Por seu exemplo e ensino é o futuro de seus filhos em grande medida decidido.

Felizes são os pais cuja vida é um verdadeiro reflexo da divindade, de maneira que as promessas e ordens de Deus despertem na criança gratidão e reverência; os pais cuja ternura e justiça e longanimidade interpretam para a criança o amor e a justiça e a longanimidade de Deus; que ensinam a criança a amá-los e obedecer-lhes, estão ensinando-as a amar ao Pai do Céu, a obedecer-Lhe e nEle confiar. Os pais que repartem com o filho tal dom o estão dotando com um tesouro mais precioso que as riquezas de todos os séculos — um tesouro tão perdurável como a eternidade.

Nós não sabemos em que setor nossos filhos poderão ser chamados a servir. Eles podem despender sua vida no círculo do lar; podem empenhar-se nas ocupações comuns da vida, ou ir a terras pagãs como ensinadores do evangelho; mas todos são igualmente chamados como missionários para Deus, ministros de misericórdia para o mundo. Devem obter uma educação que os ajude a permanecer ao lado de Cristo em abnegado serviço.

Os pais da menina hebréia, ao ensinar-lhe a respeito de Deus, não sabiam o destino que lhe tocaria. Mas foram fiéis em seu ofício; e no lar do capitão do exército sírio, sua filha testemunhou do Deus a quem tinha aprendido a honrar.

Naamã ouvira a respeito das palavras que a menina dissera a sua senhora; e obtendo permissão do rei, saiu em busca da cura, tomando consigo “dez talentos de prata, e seis mil siclos de ouro e dez mudas de vestidos”. Levou também uma carta do rei da Síria ao rei de Israel, na qual estava escrita a mensagem: “Eu te enviei Naamã, meu servo, para que o restaures da sua lepra”. Quando o rei de Israel leu a carta, “rasgou os seus vestidos, e disse: Sou eu Deus, para matar e para vivificar, para que este envie a mim, para eu restaurar a um homem da sua lepra? Pelo que deveras notai, peço-vos, e vede que busca ocasião contra mim”.

Notícias do acontecimento chegaram até Eliseu, e ele mandou uma mensagem ao rei, dizendo: “Por que rasgaste os teus vestidos? Deixa-o vir a mim, e saberá que há profeta em Israel”.

“Veio, pois, Naamã com os seus cavalos, e com o seu carro, e parou à porta da casa de Eliseu”. Por intermédio de um mensageiro o profeta ordenou-lhe: “Vai, e lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne te tornará, e ficarás purificado”. 2 Reis 5:1-10.

Naamã havia esperado ver alguma maravilhosa manifestação do poder do Céu. “Eis que eu dizia comigo”, confessou ele, “certamente ele sairá, e pôr-se-á em pé, e invocará o nome do Senhor seu Deus, e passará a sua mão sobre o lugar, e restaurará o leproso”. Quando se lhe ordenou que se lavasse no Jordão, seu orgulho foi ferido, e em mortificação e desapontamento exclamou: “Não são porventura, Abana e Farfar, rios de Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? Não me poderia eu lavar nelas, e ficar purificado? E voltou-se, e se foi com indignação”.

O orgulhoso espírito de Naamã rebelou-se contra o seguir o caminho indicado por Eliseu. Os rios mencionados pelo capitão sírio eram embelezados por circundantes bosques, e muitos acorriam às margens dessas deleitáveis correntes para adorar seus ídolos. A Naamã não custaria grande humilhação descer a uma dessas águas. Mas era unicamente seguindo as específicas indicações do profeta, que ele poderia alcançar a cura. Somente voluntária obediência traria o resultado desejado.

Os servos de Naamã insistiram com ele para que pusesse em prática as indicações de Eliseu. “Se o profeta te dissera alguma grande coisa, porventura não o farias?” apelaram eles. “Quanto mais, dizendo-te ele: Lava-te, e ficarás purificado”. A fé de Naamã estava sendo provada, enquanto o orgulho lutava por predominar. Mas a fé triunfou, e o arrogante sírio submeteu o orgulhoso coração, e curvou-se em submissão à vontade revelada de Jeová. Sete vezes ele mergulhou no Jordão, “conforme a palavra do homem de Deus”. E sua fé foi honrada; “e a sua carne tornou como a carne dum menino, e ficou purificado”.

Profundamente grato, “voltou ao homem de Deus, ele e toda a sua comitiva”, com o reconhecimento: “Eis que tenho conhecido que em toda a Terra não há Deus senão em Israel”. 2 Reis 5:11-15.

Conforme o costume da época, Naamã pedia agora a Eliseu que aceitasse um custoso presente. Mas o profeta recusou. Não devia ele receber pagamento pela bênção que graciosamente Deus havia outorgado. “Vive o Senhor”, disse, “em cuja presença estou, que a não tomarei”. O sírio insistiu com ele, “mas ele recusou”.

“E disse Naamã: Seja assim; contudo dê-se a este teu servo uma carga de terra dum jugo de mulas; porque nunca mais oferecerá este teu servo holocausto nem sacrifício a outros deuses, senão ao Senhor. Nisto perdoe o Senhor a teu servo: Quando meu senhor entra na casa de Rimom para ali adorar, e ele se encosta na minha mão, e eu também me tenha de encurvar na casa de Rimom, nisto perdoe o Senhor a teu servo”. “E ele lhe disse: Vai em paz. E foi-se dele a uma pequena distância”. 2 Reis 4:16-18.

Geazi, servo de Eliseu, tivera oportunidade, durante anos, para desenvolver o espírito de abnegação que caracterizava a vida de labores de seu mestre. Fora seu privilégio tornar-se um nobre porta-bandeira no exército do Senhor. Os melhores dons do Céu por muito tempo haviam estado ao seu alcance; contudo, voltando-lhes as costas, ao contrário cobiçara o brilho falso das riquezas mundanas. E agora os ocultos anseios do seu espírito avaro levaram-no a render-se a uma dominante tentação. “Eis”, raciocinou consigo, “que meu senhor impediu a este sírio Naamã que da sua mão se desse alguma coisa do que trazia; porém […] hei de correr atrás dele, e tomar dele alguma coisa”. E assim em segredo “foi Geazi em alcance de Naamã”.

“E Naamã, vendo que corria atrás dele, saltou do carro a encontrá-lo, e disse-lhe: Vai tudo bem? E ele disse: Tudo vai bem”. Então Geazi proferiu uma deliberada mentira. “Meu senhor”, disse ele, “me mandou dizer: Eis que agora mesmo vieram a mim dois mancebos dos filhos dos profetas da montanha de Efraim; dá-lhes, pois, um talento de prata e duas mudas de vestidos”. Naamã alegremente concordou com esta solicitação, empenhando-se com Geazi para que levasse dois talentos de prata em vez de um, “com duas mudas de vestidos”, e ordenou a seus servos para que levassem o tesouro.

Ao aproximar-se Geazi da casa de Eliseu, despediu os servos, e escondeu a prata e os vestidos. Isto feito, “entrou, e pôs-se diante de seu senhor”; e, para abrigar-se de censura, proferiu segunda mentira. Em resposta à indagação do profeta: “Donde vens, Geazi?” ele respondeu: “Teu servo não foi nem a uma nem a outra parte”.

Então veio a severa denúncia, mostrando que Eliseu sabia de tudo. “Porventura não foi contigo o meu coração”, disse ele, “quando aquele homem voltou de sobre o seu carro, a encontrar-te? Era isto ocasião para tomares prata, e para tomares vestidos, e olivais, e vinhas, e ovelhas, e bois e servos e servas? Portanto a lepra de Naamã se pegará a ti e à tua semente para sempre. Então saiu de diante dele leproso, branco como neve”. 2 Reis 5:20-27.

Solenes são as lições ensinadas por esta experiência de uma pessoa a quem tinham sido dados altos e santos privilégios. A conduta de Geazi fora de molde a colocar uma pedra de tropeço no caminho de Naamã, sobre cuja mente havia incidido maravilhosa luz, e que estava favoravelmente disposto para a adoração do Deus vivo. Para o engano praticado por Geazi não podia haver qualquer desculpa. Até o dia de sua morte ele permaneceu leproso, amaldiçoado por Deus e evitado por seus semelhantes.

“A falsa testemunha não ficará inocente, e o que profere mentiras não escapará”. Provérbios 19:5. Os homens podem pensar esconder suas más práticas aos olhos humanos; mas não podem enganar a Deus. “Todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos dAquele com quem temos de tratar”. Hebreus 4:13. Geazi pensava enganar Eliseu, mas Deus revelou a Seu profeta as palavras que Geazi havia dito a Naamã, bem como todo o pormenor da cena que tivera lugar entre os dois homens.

A verdade é de Deus; o engano em suas variadas formas é de Satanás; e quem quer que de qualquer forma se afaste da linha reta da verdade, está-se entregando a si mesmo ao poder de Satanás. Os que têm aprendido de Cristo não se comunicarão “com as obras infrutuosas das trevas”. Efésios 5:11. No falar, como no viver, serão simples, retos e verdadeiros; pois estão-se preparando para o companheirismo com os santos em cuja boca não se achou engano. Apocalipse 14:5.

Séculos depois de haver Naamã retornado a sua pátria, curado no corpo e no espírito, sua maravilhosa fé foi referida e louvada pelo Salvador como uma lição objetiva para todo aquele que professa servir a Deus. “Muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Eliseu”, o Salvador declarou, “e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o sírio”. Lucas 4:27. Deus passou por alto a muitos leprosos em Israel, porque sua incredulidade lhes fechou a porta do benefício. Um nobre pagão que havia sido fiel a suas convicções do direito, e que sentira necessidade de auxílio, foi à vista de Deus mais digno de Sua bênção do que os afligidos em Israel, que haviam subestimado e menosprezado os privilégios que lhes haviam sido dados por Deus. Deus opera em benefício dos que apreciam Seus favores e respondem à luz que lhes é dada do Céu.

Há hoje em cada terra os que são honestos de coração, e sobre esses a luz do Céu está brilhando. Se eles continuarem fiéis em seguir o que entendem ser o dever, ser-lhes-á dada luz adicional, até que, como Naamã no passado, sejam constrangidos a reconhecer que “em toda a Terra não há Deus”, senão o Deus vivo, o Criador.

A toda alma sincera “quando andar em trevas e não tiver luz nenhuma”, é feito o convite: “Confie no nome do Senhor e firme-se sobre o seu Deus”. Isaías 50:10. “Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de Ti, que trabalhe para aquele que nEle espera. Saíste ao encontro daquele que se alegrava e praticava justiça, daqueles que se lembram de Ti nos Teus caminhos”. Isaías 64:4, 5.

 

Fonte:https://www.revivalandreformation.org/?id=7247, https://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/sop/pk/20