COMENTÁRIO sobre Atos dos Apóstolos, cap. 4 – O PENTECOSTE

O que o seu rosto revela sobre sua fé?

As multidões em Jerusalém examinaram os rostos dos discípulos quando retornaram da ascensão de Cristo. Certamente seus rostos teriam ficado tristes depois de se despedirem de seu amado Salvador. Mas não. Em vez disso, alegria e triunfo brilhavam no rosto de cada discípulo.

O melhor amigo dos discípulos, que recentemente lhes servira o desjejum na praia, estava agora no trono de Deus, defendendo-os. Imagine a confiança que teria, a segurança em que você poderia se deleitar. Imagine a alegria 40 dias depois, quando o Espírito Santo desceu no Pentecostes, um sinal de que havia se completado a inauguração do ministério celestial de Cristo. Todo poder no céu e na terra agora pertence ao Senhor ressuscitado. O Salvador está orando pelos discípulos, capacitando-os com habilidades sobrenaturais. E Ele ainda ora por nós hoje!

Depois do Pentecostes, os rostos dos discípulos testemunharam uma rendição completa. Corações e mentes haviam renunciado à ânsia de supremacia e grandeza. Os discípulos já não estavam em conflito uns com os outros por causa das diferenças. Seus rostos e vidas testemunharam uma transformação radical.

Rostos refletem corações. Quando transformados e fortalecidos pelo Senhor ressuscitado, nossos rostos gritam: “Está tudo bem para a minha alma”. No entanto, se perdidos em nossos próprios quebrantamentos e ferimentos, nossos rostos não revelam nada além de raiva, desespero, vergonha e todo o conteúdo pecaminoso do coração.

Seu rosto revela sua fé!

Todos os dias as pessoas procuram rostos que evidenciem um coração transformado. O que eles verão em você?

Lori Engel
Capelã (atualmente com necessidades especiais)
Eugene, Oregon, EUA

Texto original:https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/aa/4

Leitura correspondente no livro AA: http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/5/35/46/o-pentecoste

COMENTÁRIO sobre Atos dos Apóstolos, cap. 3

Algumas percepções só podem ser obtidas após termos passado por dificuldades. Às vezes, a compreensão segue a experiência.

Tentando proteger o coração de Seus discípulos de uma dor inesperada, Cristo alertou-os acerca dos eventos que apontavam para a sua morte iminente. Mas eles não queriam pensar em Suas palavras. Talvez tenham sido ensurdecidos por suas próprias expectativas e ambições. Talvez o entendimento deles estivesse obscurecido pela negação, uma recusa em aceitar as palavras assustadoras de Cristo. Qualquer que seja a razão, sua relutância em contemplar e compreender Seus avisos amorosos resultou em maior tristeza, medo e desapontamento após a morte de Cristo.

Misericordiosamente, depois da Sua ressurreição, Cristo decidiu passar 40 dias com os discípulos, explicando-lhes o que não tinham conseguido entender até então e assegurando-lhes de que haveria de guiá-los e confortá-los no futuro. Somente depois dessa experiência de sofrimento é que os discípulos conseguiram assimilar a verdade em seus corações, mudando-os para sempre no caráter.

O Salvador hoje ainda tenta ensinar verdades que nos protegerão e fortalecerão. Estejamos dispostos a aceitar novas verdades e a mudar velhos paradigmas. Quando recusamos atender as gentis advertências do Senhor,  ficamos mais expostos ao desapontamento, à desesperança e à tristeza.

Apesar do Senhor nos guiar, a vida nos surpreende com muitos eventos e relacionamentos difíceis, com coisas dolorosas que só entenderemos mais tarde, talvez somente no céu. Mesmo sem saber explicar o porquê de algumas dificuldades, podemos descansar na certeza de que temos um Salvador que nunca nos abandonará.

Quando a incerteza obscurecer a vida, mantenha seu coração aberto à voz mansa e suave de Deus.

Lori Engel
Capelã (atualmente com necessidades especiais)
Eugene, Oregon, EUA

Texto original:

https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/aa/3

 

Leitura correspondente no livro AA:

http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/5/25/34/a-grande-comissao

 

COMENTÁRIO sobre Atos dos Apóstolos, cap. 1-2

Durante a maior parte da minha vida, morei em áreas desertas. Graças aos poços artesianos e ao encanamento interno, não tive que enfrentar uma jornada diária em busca de água, mas fiquei pensando em como as pessoas sobrevivem sem tais melhorias. Como os nômades e outras pessoas necessitadas sabem onde encontrar água?

Uma das maneiras mais fáceis é procurar por árvores. As árvores não podem crescer sem água. Se você olhar através de uma paisagem árida e ver uma linha verde de árvores serpenteando pela encosta e prosseguindo ao longe de um vale, você sabe que encontrou água.

Da mesma forma, a igreja deve ser um “rio de cura” trazendo vida à toda pessoa que entra em contato com os seus membros (Atos dos Apóstolos 8.1).

O trabalho que somos capacitados a fazer pelo Espírito Santo é levar a Água da Vida a um mundo agonizante. Nós só poderemos fazer isso, se estivermos conectados à fonte de água viva. Precisamos de uma conexão diária individual. E a sua igreja? É um sinal óbvio de vida no deserto da sua comunidade? E você pessoalmente?

“Todos aqueles em cujo coração Cristo habita, cada um que mostre Seu amor ao mundo, é um cooperador de Deus, para bênção da humanidade. À medida que recebe do Salvador graça para reparti-la com outros, de seu próprio ser fluem torrentes de vida espiritual.” (Atos dos Apóstolos 8.2)

Karen Lifshay
Corista da Igreja Adventista de Hermiston
Stanfield, Oregon, EUA

Texto original:

https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/aa/1-2    

 

Leitura correspondente no livro Atos dos Apóstolos (AA):

http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/5

http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/5/17/24/o-preparo-dos-doze

 

COMENTÁRIO sobre O Desejado de Todas as Nações, cap. 87

Como você se despede de alguém que lhe ama tanto que morreu por você?

Essa cena de despedida no Monte das Oliveiras deve ter sido de cortar o coração. Ausente de seu lar celestial por mais de 33 anos, Cristo estava a poucos minutos de entrar nas nuvens e ascender para a eternidade, deixando para trás seguidores que o amavam muito.

Cristo passou aqueles últimos momentos preciosos lembrando os discípulos de Suas instruções e promessas. Ele confortou os seus discípulos com palavras ternas de despedida.

No entanto, Cristo tinha mais uma garantia para seus corações doloridos. Conforme Cristo ascendia ao céu, Sua promessa final foi pronunciada em meio às nuvens que o ocultavam: “Eu estarei com vocês sempre, até o fim do mundo”. Era uma promessa de presença eterna. Embora escondido da vista, Ele sempre estaria perto. Os anjos da guarda de Cristo, que nunca haviam saído do seu lado, pararam por um momento para darem uma garantia final aos discípulos que ficaram aqui na terra. “Este mesmo Jesus, que subiu ao céu, retornará da mesma maneira que vocês o viram subir.”

Não se preocupem, discípulos! O Jesus que vocês amam retornará da mesma maneira que Ele partiu. O mesmo Jesus que amou e consolou vocês. O mesmo Jesus que morreu por vocês e ressuscitou. Quando esse mesmo Jesus voltar, não haverá mais despedidas. Apenas uma eternidade de companhia amorosa.

Essa despedida que aconteceu há tanto tempo atrás não foi definitiva. Nosso melhor amigo está no céu, no trono do Pai, sempre amando a cada um de nós. E ele está voltando!

Lori Engel
Capelã (atualmente com deficiências)
Eugene, Oregon, EUA

 

Texto original:

https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/da/87   

 

Leitura correspondente no livro DTN: http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/4/829/835/para-meu-pai-e-vosso-pai  

 

 

COMENTÁRIO sobre O Desejado de Todas as Nações, cap. 85-86

Não só Pedro estava arrasado de culpa por haver traído a Cristo, como também perdera a confiança de seus companheiros discípulos. Ele não era mais confiável. Cristo sabia que, para Pedro ser totalmente restaurado ao ministério, precisava haver evidências de renovação do coração. Quando a confiança foi destruída, a transformação deve sempre preceder a restauração.

Por diversas vezes, Cristo perguntou a Pedro: “Você me ama?”

E repetidamente, Pedro não fez ostentações vazias, simplesmente tranquilizou Cristo de seu amor. Pedro não confiava mais em suas próprias habilidades ou reações impulsivas. Ele aprendeu a desconfiar de si mesmo e a se apoiar totalmente no poder que vem de Cristo.

Oh, como foi gentil a restauração que Cristo ministrou. Ele não castigou nem condenou. Fez apenas três perguntas simples, diretas ao coração. Elas restauraram Pedro, tanto aos seus próprios olhos quanto aos olhos dos discípulos.

Assim como Cristo foi gentil com o coração de Pedro, Pedro também se tornou um pastor compreensivo aos que foram confiados aos seus cuidados. Conhecendo as suas próprias falhas horríveis, ele foi gentil com as falhas dos outros. Tendo sido tratado com graça por Cristo, ele estendeu paciência amorosa àqueles que haviam perdido o rumo.

Quanto mais profundamente fomos perdoados, mais ternos e gentis somos com os outros que erram. Quanto mais a graça nos purificou, mais conscientes ficamos de nossas próprias falhas e mais graça estendemos àqueles que ainda estão presos à culpa. Mas se não permitimos que Deus nos envolva na graça, nos tornamos grosseiros em nossos relacionamentos com os outros.

Lori Engel
Capelã (atualmente com deficiências)
Eugene, Oregon, EUA

 

Texto original:
https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/da/85-86  
Leitura correspondente no livro DTN: http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/4/809/817/mais-uma-vez-a-beira-mar
e
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/4/818/828/ide,-ensinai-a-todas-as-nacoes

 

COMENTÁRIO sobre O Desejado de Todas as Nações, cap. 83-84

Tropeçando em pedras e ocasionalmente perdendo-se na escuridão, os discípulos retornaram os oito quilômetros de volta a Jerusalém. Com corações em chamas, eles não podiam esperar para contar aos discípulos: Acabamos de ver o Senhor ressuscitado!

Andando de Jerusalém a Emaús, o Senhor não reconhecido desejava confortar os discípulos confusos. Ele queria enxugar as lágrimas deles e substituí-las com alegria, mas primeiro teve que ensinar-lhes algumas lições inesquecíveis. Cristo teve que mostrar que a aparente destruição de todas as suas esperanças era de fato o fundamento bíblico de todas as suas esperanças. A sombra da cruz se tornaria a glória da cruz.

Cristo caminhou cuidadosamente ao longo daquela estrada pedregosa, acompanhando o ritmo deles e ocasionalmente parando para descansar, para que pudesse levantar o véu de confusão das mentes de Seus amados discípulos. Hoje, Deus ainda respeita o nosso ritmo. Ele nunca nos leva mais rápido do que podemos suportar. Suavemente e com cuidado, Ele revela verdades sobre Si mesmo e sobre nossos próprios corações de maneiras que facilmente serão lembradas.

Muitas vezes ficamos confusos com a tristeza, ansiando por conforto, mas Cristo sabe o que precisamos para desenvolver uma fé sólida como a rocha. Então, ele pacientemente anda conosco, ensinando e orientando. E, sim, confortando.

Andar com Cristo pode, às vezes, ser uma jornada de confusão, lágrimas e aprendizado. Mas, finalmente, quando conhecemos o companheiro que vai ao nosso lado, vem a alegria. Confie no tempo de Deus. Ele sabe o que os corações precisam.

Lori Engel
Capelã (atualmente com deficiências)
Eugene, Oregon, EUA

Texto original:
https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/da/83-84
Leitura correspondente no livro DTN: http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/4/795/801/a-viagem-para-emaus
e
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/4/802/808/paz-seja-convosco

 

COMENTÁRIO sobre O Desejado de Todas as Nações, cap. 81-82

Olhos lacrimejantes e corações aflitos muitas vezes não conseguem perceber a presença de Cristo.

Trancados no cenáculo, os discípulos passaram grande parte do Domingo da Ressurreição envoltos em tristeza, preocupação e medo. A dor esmagadora bloqueava sua capacidade de lembrar as promessas de Cristo ou de acreditar nos relatos das mulheres acerca de seu Senhor ressuscitado.

Cristo sabia que os discípulos, especialmente Pedro, estavam sobrecarregados de pesar e arrependimento. Querendo tranqüilizar seus amigos, a primeira tarefa compassiva de Cristo após a ressurreição foi demonstrar Seu amor incondicional e terno. Duas vezes antes de subir ao céu, Jesus deu mensagens a Maria e a outras mulheres: Diga aos meus discípulos que os verei em breve na Galiléia. Depois de ver seu pai, Cristo ofereceu outra mensagem de esperança. No entanto, os discípulos recusaram-se a acreditar nas mensagens tão cheias de esperança. A alegria permaneceu enterrada.

Somos diferentes? Quantas vezes os erros do passado, o medo de perigos iminentes ou o pesar por várias perdas nos cegam para a realidade de que o nosso Senhor ressurreto está ao nosso lado? Envoltos pela dor, perdemos a alegria porque acreditamos que Cristo não está presente em nossas circunstâncias. Oprimido pelo medo, nos esquecemos das promessas de Deus de que Ele nunca nos deixará. Como os discípulos, colocamos mais confiança em nossos sentimentos do que em Sua Palavra.

No entanto, Jesus é gentil conosco. Vez após vez, Ele tenta romper nossa dor e abrir nossos olhos para que sintamos sua presença. Ele anseia que confiemos em Seu amor infalível e que creiamos em Suas repetidas mensagens.

Acredite, meu amigo. Alegre-se!

Lori Engel
Capelã (atualmente com deficiências)
Eugene, Oregon, EUA

Texto original:

https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/da/81-82  

Leitura correspondente no livro DTN: http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/4/779/787/o-senhor-ressuscitou

e

http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/4/788/794/por-que-choras?